quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Deixem jogar os miúdos portugueses


Com o período de mercado de transferências já fechado, será tempo de fazermos uma reflexão mais cuidada sobre potenciais aquisições, que por razões de vária ordem, não foram objeto de compra pelos três principais clubes portugueses, tendo em conta alguns bons negócios e alternativas que se podiam perfilar no mercado português.

Começo por afirmar, que na minha opinião e a breve trecho, os nossos clubes portugueses terão que se consciencializar que, quer queiram quer não, não terão outra alternativa senão reforçarem os seus plantéis com jogadores formados nas suas academias, sendo estes de origem portuguesa, ou mesmo provenientes de outros países de outros continentes mas com alguma formação de base realizada em Portugal.

Assim a meu ver, existem preferencialmente nas academias dos três grandes clubes, e não só, a que acrescento aqui a qualidade e o bom trabalho da formação do Guimarães, que ainda há bem pouco tempo foi campeão nos Sub-19, estando já a dar frutos na 1ª equipa o seu projeto desportivo, e principalmente nas equipas B, jogadores de inegável talento e com larga margem de progressão dada a sua juventude e raça, se bem orientados e aproveitados devidamente, como comprova, por exemplo, o caso do Rúben Neves no FCP e o João Mário no SCP, em que só foi preciso dar-lhes a tal oportunidade para eles passarem de uma situação de promessas para uma certeza absoluta, se bem que, e cá está a tal oportunidade, no caso do jogador do FCP se deveu a uma lesão prolongada do Mikel, e também se de uma forma definitiva se entender que a habitual apetência para contratar jogadores fora deste contexto, só enche os bolsos de empresários e dirigentes desportivos.

Nestas circunstâncias, passo a indicar alguns jogadores que militam no campeonato português ou nas equipas B, e que na minha ótica, se lhes derem a tal oportunidade que eles tanto precisam, poderão ser a breve trecho potenciais jogadores para os seus clubes fazerem as necessárias mais-valias nas transações dos seus principais ativos, que como sabemos, por razões económicas e financeiras não se podem negar em concretizar.

FCPorto – Gudiño; Ivo Rodrigues, Gonçalo Paciência, André Silva; Lichenovky, Rafa, Kaembé, Francisco Ramos; Leandro; Vitor Garcia, Otávio e Hernâni, contratado ao Guimarães no período aberto de transferências. 

Benfica - Gonçalo Guedes, João Teixeira, Bruno Gaspar; Rúben Pinto, Helder Costa e Rui Fonte.

Sporting – Paulo Oliveira, ex. Guimarães e Tobias Figueiredo, já a atuar como titular; Nuno Reis; Yuri  Medeiros; Cristian Ponde e Zezinho.

Guimarães – João Afonso, Josué, André André, Hernâni, Bernard; Alex; Tomané.

Braga – Matheus, Aderlan Santos, André Pinto, Danilo, Rafa, Pedro Tiba.

P. Ferreira – Seri; Sérgio Oliveira, já com vínculo para o ano com o FCP.

Rio Ave – Marcelo; Del Valle; Diego Lopes.

Estoril – A. Esiti; Tozé; Sebá. 

Marítimo – Danilo Pereira.

Belenenses – Pelé; Dálcio.

Nacional – Ali Ghazal.

Matéria e talento puro não falta em Portugal, por isso começo pelo princípio que faz título a este meu artigo, apostem e deixem jogar os miúdos portugueses.

Por: Natachas.



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