sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Fresh Start

#FCPorto #Resgate #plantel #Lopetegui #Mescado 

O que é que o Porto deste ano e o do ano passado têm em comum?
Vocês podem responder: “Maicon, Danilo, Alex, Fabiano, Quaresma, etc..”

Eu respondo: Nada.

Começando pela maneira como encaramos a época. Toda a gente sabe (e admite…) que desaproveitamos totalmente o momento K e o “boost” que isso nos poderia trazer para continuarmos com a nossa hegemonia.

Entramos no início do campeonato  com alguma confiança em excesso como quem diz “Isto chega para ganhar o campeonato” e…


… Correu mal, muito mal e as razões já foram esmiuçadas.


A diferença para este ano é gritante, quer em termos anímicos quer em termos do próprio plantel.

Nota-se que a confiança que vai crescendo no plantel não é individual e egocêntrica, mas sim colectiva, o treinador vai insistindo na frase “Queremos ser protagonistas” e ele sabe que os jogadores só trabalhando numa perfeita simbiose é que isso acontece. E os próprios atletas que estavam cá no ano passado sentem-se muito mais libertos e com um plantel que lhes transmite outro tipo de confiança (terem concorrência também é importante, o Alex no jogo contra o WBA parecia outro!).



O treinador para já ainda é incógnita (assim como era o Paulo Fonseca), mas quem for minimamente atento repara num discurso muito mais fluido, directo, conciso e numa diversidade de treinos que agrada a qualquer adepto. Aliás as declarações dos jogadores vão todas no sentido que se trabalha muito mais este ano e que o foco é só no resgate.
Trabalho, trabalho, trabalho.

Mas a qualidade também tem que existir e este ano ela é inegável!

Passar de um plantel a remendos, com soluções que não traziam nada de novo em relação ao 11 base (até o pioravam) para um conjunto de jogadores em que custa definir a equipa titular da defesa para a frente (exceptuando Jackson e Herrera) porque a qualidade abunda é espectacular. Daquelas dor de cabeças que todos os treinadores gostam de ter.

Mas ainda há alguns casos onde uma pequena dose de aspirina (lesão ou castigo) podem comprometer o bom funcionamento do nosso futebol.

Nomeadamente a situação de mais um médio de características “defensivas” (e já explico as aspas) e de um segundo ponta-de-lança que consiga fazer sombra ao Jackson.


   1)    Clasie.


Parece óbvio que o alvo definido pelo Porto é o médio do Feyenoord. E enganem-se as pessoas que pensam que ele não tem estatura para desempenhar a posição.
A descrição que mais gostei dele até agora foi a de “Moutinho mais agressivo”. E, de facto, o jogador já internacional A holandês consegue aliar a sua excelente qualidade de passe e visão de jogo a um muito bom sentido de posicionamento e capacidade de desarme. É raçudo e ganha daqueles lances em perseguição a um jogador adversário que toda a gente gosta de aplaudir e que fomos muitos anos associando ao nosso Fernando.

Não é tão defensivo como o agora jogador do Manchester City, mas também não tem características meramente de construção como o Casemiro que me parece cada vez mais que deveria actuar em terrenos mais avançados (como alternativa ao Herrera).
Daí as aspas que utilizei há pouco.

No futebol como conhecemos associa-se muito à posição 6 a um jogador de características puramente defensivas, de destruição de transições das equipas contrários.

Lopetegui não quer nada disso. O nosso 6 vai ter muita bola no pé, até porque os nossos centrais não são nada famosos no processo e construção ofensiva (vamos ver o Indi, no Mundial gostei da capacidade de passe dele).
  

   2)    Segundo avançado.


Jiménez já foi. Não tínhamos capacidade financeira para discutir o jogador com o Atlético de Madrid. Ainda bem, porque o mexicano não é a última Coca-Cola no deserto.

No meio de tantos jogadores apontados, confesso que pouco conheço de cada um deles. Confio que a SAD vai fazer a escolha acertada e parece certo que vão trazer um jogador que possa ir evoluindo calmamente no plantel para no próximo ano (com a possível saída do Jackson) tomar conta da nossa posição 9.


É importante ir ganhando os jogos iniciais (nem que seja por uma margem curta) para se ir ganhando confianças nos processos de jogo e os jogadores irem aumentado de rendimento atrás do desenvolvimento colectivo.

Dois dos jogos mais importantes da época estão a chegar, importante que nós, adeptos, percebamos que o apoio nesta altura é fundamental!

Resgate é a palavra de ordem, nada que está para trás conta e é determinante termos um FRESH START.


Rumo ao 28º!


Por: Dragão 14
Enviar um comentário
>