sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Primeira liga: FC Paços Ferreira - FC Porto (Antevisão)

#FCPorto #PaçosFerreira #Quaresma #Lopetegui 



Após triunfo na estreia perante o Marítimo, o FC Porto desloca-se neste sábado à Mata Real, defrontando o Paços de Ferreira (jogo que será transmitido por stream AQUI), equipa agora orientada por Paulo Fonseca, que na temporada anterior não foi feliz na passagem pelo FC Porto e agora regressou ao conjunto pacense, ele que está ligado em termos históricos ao clube, até porque foi com Paulo Fonseca ao leme, que o Paços de Ferreira alcançou a melhor classificação de sempre na Primeira Liga, permitindo inclusive atingir o playoff da Liga dos Campeões.

Contrariamente a 2012/2013, dificilmente este Paços de Ferreira poderá ambicionar mais do que a manutenção no principal escalão do nosso futebol. Em termos de saídas, registar como principais baixas, os abandonos de Tiago Valente, André Leão e Bebé.

No sentido inverso, o médio Vasco Rocha (irmão de Romeu Rocha) acaba por ser nesta altura um dos principais reforços, sem esquecer os jogadores que regressam após empréstimo e serão certamente importantes ao longo da época. 


Na ronda inaugural disputada no Estádio da Luz, diga-se que o Paços de Ferreira montou uma boa estratégia e dificultou muitos dos pontos fortes do adversário com bola, bloqueando espaços na zona interior, sempre com a linha defensiva e intermédia próximas umas das outras, saindo para o ataque pela certa, onde aí faltou provavelmente outro tipo de dinâmica e intensidade.

Uma das novidades promovidas por Paulo Fonseca diz respeitante ao sistema táctico. Tradicionalmente, o Paços de Ferreira ao longo do anos se apresentava num 4-3-3 (alternando o meio-campo com um médio defensivo/dois pivot´s), no entanto, para 2014/2015, o 4-4-2 parece que veio para ficar e foi precisamente esse o sistema lançado no jogo frente ao Benfica. Atendendo à boa resposta dada por quase todos os jogadores que iniciaram a partida, é de prever que Paulo Fonseca mantenha grande parte do onze.

Assim sendo, o quarteto defensivo deverá manter-se com o Jaílson – foi provavelmente o elo mais fraco da defesa na Luz – na direita e o Hélder Lopes sobre a esquerda (se bem que mais cedo ou mais tarde o Nélson Pedroso deverá agarrar o lugar), jogando à frente do guardião Rafael Defendi, os centrais Ricardo Ferreira e Ricardo.

Sobre o meio-campo e ainda sem contar com o médio Romeu Rocha, a dupla Sérgio Oliveira e Seri (curiosamente dois jogadores que jogaram juntos na equipa “B” portista) estão de pedra e cal no onze. Numa primeira fase de construção, o Sérgio Oliveira inicia a sua condução, ele que possui uma boa capacidade de passe e visão de jogo, como tal, o FC Porto terá que ter uma certa atenção, sobretudo nos lançamentos em profundidade para o sector ofensivo e igualmente aos esquemas tácticos ofensivos cobrados pelo jovem médio português. Quanto ao Seri, é essencialmente um atleta de muito trabalho, importante para as coberturas, sendo incansável na luta de meio-campo, procurando igualmente estar sempre bem posicionado, de forma a receber a bola e jogar de pronto para terrenos mais adiantados.

Nos corredores laterais, o açoriano Minhoca não esteve particularmente feliz no primeiro jogo e pela melhoria da equipa após a entrada do tecnicista Rúben Ribeiro, esta poderá ser efectivamente uma das novidades no onze dos Paços. Na outra ala, o experiente Manuel José deverá ser o eleito, ele que está ligado de forma negativa ao desaire na Luz, uma vez que durante o primeiro tempo desperdiçou uma grande penalidade, isto quando o resultava acusava uma igualdade a zero golos.

Enquanto o Minhoca ou mesmo o Rúben Ribeiro, são jogadores com maior propósito ofensivo, já o Manuel José, além da profundidade que coloca no corredor, é um jogador que dá um bom auxílio ao lateral e quando necessário garante competência no fecho do espaço interior. Quanto ao ataque, o regressado Hurtado – recuperado e bem por Paulo Fonseca – fará dupla com o possante Cícero, outro jogador que se encontrava emprestado. É uma dupla que ainda não fez mossa, sendo que o Hurtado serve como um “9,5”, conferindo bastante mobilidade no último terço, enquanto o Cícero faz valer e muito da utilização do seu físico, de forma a ganhar os duelos individuais. 


No FC Porto, este encontro surge no intervalo da eliminatória de possível entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões e atendendo ao acumular de jogos num curto espaço de tempo, não seria de estranhar caso o técnico Julen Lopetegui proceda a alterações no onze inicial, isto apesar da saída de Quaresma da convocatória e quiçá do clube, até pela qualidade que o plantel apresenta, não seria algo descabido isso suceder.



Numa fase ainda tão precoce da temporada, acima de tudo é necessário vencer e fazer evoluir os processos que o treinador espanhol pretende implementar na equipa, para no futuro o FC Porto possa estar num nível elevado e que possa atingir os objectivos propostos para a nova época. 



Por: Dragão Orgulhoso
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