quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Dar à língua

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O que conta é a “intenção”…

Por tal quantia módica
Se faz a nobre Justiça
Pagando pouco p’la “rixa”
Ou nada, pr’a não ser anedótica!

Cento e cinquenta euros
O preço da reincidência!?
Este ano sem consequência…
Ainda sobra pr’a uns pêros!

Foi a medida da pena
Avaliada em função (do)
Mais milhão menos milhão…
Por isso é tão pequena!?

Qu’isto me trás saudades
Das suspensões por duas semanas
Por gritar faltas “urbanas”
Num português d’outras localidades!

A diferença está na língua
Que s’usa pra se prevaricar
Se for o “benfiquês” a falar
É atenuante porque não “xinga”!

Pois é uma língua rica
Nascida lá pr’a Amadora
Usada desde Linda-a-pastora
A tod’a extensão de benfica!

Por isso tem carga simbólica
Confundem-na c’o regime
Que dizia que era crime
Não usá-la como língua apostólica!

E hoje passados muitos anos
Desd’o fulgor desses tempos
Ainda existem “templos”
Qu’a usam com’os tiranos!

É uma questão interpretativa
Pois se chamares “ladrão”
C’o sotaque dum qualquer “dragão”
É caso pr’a sanção abusiva…

Mas s’usares desse calão
Pr’a chamares “ladrão” ao árbitro
O termo soa a “catedrático”
Não tem sequer qualificação!

E s’usares dos punhos
Para falar o mesmo dialecto
É português correcto
Mas na expressão de “grunhos”!

É tudo por técnica jurídica
Que se chega a esta “sanção”
O Jesus tem bom coração
A língua é que é fatídica!…

Tá bem vamos “acarditar”
Qu’a pena visa a prevenção
A plena reabilitação (e)
Qu’o verbo saberá conjugar!…

“Ladrão, mil vezes ladrão”!
Diz o Jesus ao juiz…
O recurso não está no que diz
Mas apenas na sua “intenção”!


Por: Joker
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