quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Assobios com pipocas a acompanhar

#FCPorto #Dragão14 #Assobios #Pipoqueiros #Adeptos 

É com grande desgosto que falo disto, mas é apenas mais uma coisa que envolve o nosso clube, cada vez mais presente num estádio que todas (ou quase todas) as pessoas que entram lá consideram como uma 2ª casa.



Vamos nos situar no Porto-Lille da última terça-feira. Um dos jogos mais importantes da época como todos sabiam, sejam eles portistas ou não.
Toda a gente sabia.
Toda a comunicação social sabia.
Não é por acaso que andam extremamente preocupados com o que gastamos ou deixamos de gastar (curioso que quem gastou mais, para já, não foi o nosso clube). Não é por acaso que a nossa exibição em Paços foi tão criticada e acabamos por ser o clube dos três principais favoritos a ter a vitória mais tranquila.

E, por último, não é por acaso que para eles parecia que quem estava a discutir a eliminatória era o FC Quaresma e não o FC Porto.

Mas com este treinador não há abébias. Se ele pudesse dizer aos jornalistas “preocupa-te com o teu clube que joga amanhã (hipoteticamente falando)” não tenho dúvidas que ele diria. Mas já se sabe, dois pesos, duas medidas. Se ele dissesse isso apanhava a soma dos dias (semanas?) de castigo que o treinador dos outros já merecia por toda a panóplia de confusões em que já esteve envolvido.

Eles só querem arranjar conflito, enfraquecer-nos porque sabem que estamos fortes!

Mais um motivo para ter orgulho do clube que apoiamos! Porque esta mesquinhice jornaleira, esta azia constante na televisão só nos faz ficar mais fortes, mais unidos por um objetivo comum que é sempre o mesmo, GANHAR. TRIUNFAR. CONQUISTAR.

Nós temos que cerrar fileiras e apoiar com todas as forças a nossa equipa.
Os dividendos tiram-se no final.
Espera, será que é mesmo assim em todo o estádio?

Flashback para o melhor período do Lille. A nossa saída com bola não estava a resultar, estávamos a ser pressionados pela defesa. Parem o relógio, vamos analisar com o público se pode comportar e as consequências nos jogadores.

  1)      Público assobia por não estarmos a conseguir sair com bola. Jogadores percebem isso, ficam um pouco mais nervosos e suscetíveis a cometer mais erros. Ou será que ouvirem os assobios ganham poderes mágicos e, por exemplo, o Maicon decide fintar toda a gente, sentar o Enyeama e finalizar de calcanhar? Bolas esta é difícil.


  2)      Público aplaude os jogadores do Porto quando têm a bola e apupa o Lille quando estão em posse. Os nossos jogadores ganham confiança, percebem que o público está com eles e conseguem aos poucos crescer no jogo sempre com a batuta do treinador que, na onda dos incentivos da bancada, vai dando instruções para o relvado de modo a corrigir alguns erros. Os aplausos não vêm com a opção do Lionel Maicon.
  
Façam a vossa escolha que eu já fiz a minha desde que me ensinaram o que significa ser adepto do Porto.
  
Vamos passar para o momento em que se ouviu a segunda sinfonia de assobios.
O treinador decide que para o lugar do Casemiro vai entrar o Ricardo Pereira, não o Ricardo Quaresma.

O coro de pardais levanta-se indignado, queria ver trivelas e não um rapaz esforçado que ia dar tudo para não descompensar a equipa depois da saída do único médio de características mais defensivas. E só não foi mais sonoro porque alguns deles engasgaram-se em pipocas quando viram o Ricardo tirar o colete.

Mas o que é isto?
O FC Porto é maior que qualquer treinador e do que qualquer treinador! Os jogadores passam e os adeptos ficam! Pelo menos os verdadeiros!

Qual é a diferença entre a comunicação social verde e vermelha que referi anteriormente e estes “portistas” que em vez de aplaudir a saída do Casemiro (que grande jogo!) e a entrada do sempre útil e talentoso Ricardo, começam a assobiar a escolha do nosso treinador?

A intencionalidade de ferir o FC Porto (e não o FC Quaresma) é igual entre o que se sucedeu na 3ª substituição e, por exemplo, a crónica pós-jogo do Maisfutebol.

 Mas vamos passar do específico para o genérico.
Afinal o que pretendem os pardais com o assobio?

Eles dizem do alto do seu ramo: “Se calhar, se assobiar eles perceberão que não estão a jogar nada e a situação pode mudar. Eu não paguei o bilhete para ver passes na defesa, mas sim futebol espetáculo 90 minutos sem parar.”
A 1ª frase é o que todos dizem, a 2ª é o que eles verdadeiramente querem dizer.

Se consideram o Dragão a vossa segunda casa, também assobiam na primeira quando o jantar não sai tão bom ou têm que fazer tarefas domésticas? Voltamos à primária e ao porquê de não se poder riscar nas mesas da escola.

Querem que eu dê uma alternativa aos pardais?

Usem essa vontade que têm para assobiar quando se justifica, nos momentos em que o adversário está em posse e depois festejem a nossa recuperação de bola como se tratasse de um lance de perigo.
Assobiem a equipa de arbitragem!

Não querem fazer isto? Ok, então não façam nada. Roam as unhas, pintem a manta no vosso lugar, mas deixem a interação com o relvado para quem está lá para AJUDAR A EQUIPA.
Assobiar para a frente é pior que assobiar para o lado!
  
Engraçado que nas redes sociais toda a gente fica apaixonada pelas molduras humanas na casa do Dortmund e Liverpool, mas parte da nossa massa associativa faz exatamente o contrário do que tanto aprecia nesses estádios, quando têm a hipótese de ser protagonistas (sim, eu quando ouço o Lopetegui a dizer que NÓS queremos ser protagonistas penso sempre em jogadores + adeptos).
  
Espero seriamente que esta tendência se perca e que os pardais continuem a ir ao Dragão de corpo e alma e não a pensarem se vão pedir pipocas tamanho médio ou grande.

Não vejo mal nenhum em ir ao bar pedir as pipocas. Desde que não sejam para acompanhar os assobios.

Porto!


Por: Dragão 14
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