quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A nobre arte de perder!



Nessa entrada de leão
De semblante Ninjutsu
Um rosto tapado, cru
Corre ‘alameda do Dragão!

E espera hostilidades
De peito feito, furtivo
Um leão de alto crivo
Pródigo em “cordialidades”

E chegado ao Dragão
Trajado de negritude
Uma vítima, quem acude!?
Emboscado sem razão!

Uma centena, ceifada
De belos rapazes do coro
Que juntos, luziam ouro
Corridos, pois, à pedrada!

Por esses aldeões, malévolos
Que grotescos, mentecaptos
Fizeram do grupo, farrapos
Que nisto fugiam, incrédulos!

Rapazes bons da cidade
Não fazem mal a uma mosca
Gente da claque, s’aposta
Em sua plena mocidade!

Qu’o diga o bom do Manha
Nesse Jornal de respeito
Da Cofina, sem despeito!
Era do Macaco, a façanha!

E julgados no pasquim
Por esses actos condenados
Os Super-Dragões recordados
Nessa vergonha…Enfim!?

A cabeça, como incha!?
E não é só o lampião!
Desta vez até o leão
Tem uma cabeça que pincha! 

Queriam batatas, vencer!
Ir ao Dragão, pr’a ganhar!
O Manha queria lucrar…
Pr’a essa capa vender!

Mas outra capa saiu 
A do comunicado chorão
C’o ataque ao leão
C’o Calimero carpiu:

Qu’eles não sabem ganhar!
Serão sempre pequenos!
E as nossas tarjas, perdemos!?
Só nos apetece chorar!

E o balneário vazio!?
Sem televisões, gravadores?
Só com cadeiras, sem estores!?
E o ambiente…tão frio!?

E a recepção à chegada?
O Bruno só, sem comendas?
Sem hostilidades, ou prendas?
Perdendo’o jogo, que maçada!?

Somos Viscondes, citadinos!
Vós sóis provincianos!
Aldeões, “matarruanos”!
Que tanto vencem, pequeninos!…

Mas a grandeza é de leva
Não de vencer, por costume
Pois que perdendo, s’assume
Esta nobreza da gleba!

Dos tempos da outra Senhora
Que por decreto e por arte
O nosso símbolo, estandarte
Vencia a rodos, outrora…

C’o a música, com violinos
Engrandecidos, correctos
Sobr’os saloios, insurrectos
Qu’aí já eram pequeninos…

E depois, esta estranha liberdade
Com novos conceitos, lições
Esse acesso às multidões
A vitória como possibilidade?

Esta estranha democracia
Em qu’os pequenos já vencem
Qu’os aldeões, nos convencem
Que fomos grandes, um dia?…

E que pequenos, conquistem!?
Ganhando muito, sem mais
Sem estilo ou arte, boçais…
E mais vencendo, resistem!?

E nós leões, estes Reis!
Viscondes, Marqueses, Duques!
Tod’a a panóplia, Arquiduques!
Perdendo em grande… Cruéis! 


Por:  Joker
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