domingo, 20 de outubro de 2013

Taça de Portugal, 3.ª eliminatória: FC Porto 1- 0 Trofense






Na 3ª eliminatória da Taça de Portugal, 1ª ronda para as equipas do principal escalão do futebol português, o F.C. Porto venceu o Trofense por 1-0. O jogo foi mais tranquilo do que o resultado indica, apesar de ter sido disputado a um ritmo demasiado morno.






A equipa portista entrou em campo com algumas novidades.

Na defesa, além da prevista entrada de Fabiano para a baliza, o grande destaque vai para a estreia de Victor Garcia na lateral direita. Também a presença de Danilo à esquerda foi uma novidade, assim como a dupla de centrais, Maicon e Reyes, este último também outra estreia.

No meio campo, Fernando voltou a ocupar uma posição que não tem outro dono, tendo Carlos Eduardo a jogar um pouco à sua frente. Na posição 10, e bem longe desta dupla, voltou a jogar Quintero.

Na frente jogou o trio esperado, com destaque para a primeira titularidade de Ghilas e Ricardo.

O jogo começou morno, mas com domínio total da equipa portista. Quintero e, principalmente, Carlos Eduardo destacavam-se no meio campo tentando verticalizar o jogo mais do que tem sido normal. Ricardo aproveitava bem esse apoio dos médios, mas também os laterais Danilo e Victor Garcia entraram bem na partida. Na frente, Ghilas, apesar do compromisso com a equipa, não disfarçava dificuldades a jogar de costas para a baliza, com a equipa a ressentir-se da falta de Jackson na posição.

Foi através da largura no jogo que surgiram os lances de maior perigo na primeira parte. Primeiro Ghilas surge ligeiramente atrasado para afastar um cruzamento de Danilo e mais tarde o mesmo Danilo surge em boa posição na área do Trofense, permitindo a intervenção a Conrado. Na sequência do lance surge o golo de Varela, num bom remate cruzado após assistência de Carlos Eduardo.

Os lances de perigo continuaram a surgir, principalmente pela ala direita e com Ricardo como principal protagonista, sempre bem servido por Quintero.

O intervalo chegava com 1-0 no marcador, depois de uma primeira parte de domínio total mas sem um elevado número de oportunidades criadas e, acima de tudo, com uma ritmo baixo na partida.

No reatar, Alex Sandro surgiu no lugar de Danilo, numa medida que pode ser entendida como gestão física dos dois brasileiros para o difícil ciclo de jogos que se aproxima.

Mas se o ritmo foi baixo na primeira parte, no segundo tempo foi ainda pior, algo já comum na equipa de Paulo Fonseca. Pior ainda é que as oportunidades de golo escassearam.

 Destaque apenas para 2 remates de Quintero, o primeiro pelo perigo que criou, o segundo pelos assobios que causou, devido ao individualismo do jovem prodígio; e para algumas arrancadas de Ricardo, que manteve a boa exibição ao longo de todo o encontro.

O Trofense teve a sua única oportunidade ao minuto 63, depois de uma infantilidade de Maicon a entregar a bola a Viafara, que quase surpreendeu Fabiano num remate de longa distância.

A partida acabou com o lance de maior perigo da 2ª parte, já com a equipa da Trofa toda balanceada para a frente, depois de Ghilas isolar Fernando num excelente pormenor técnico, com o brasileiro a não conseguir bater Conrado.

Foi um jogo típico de Taça de Portugal, onde a exibição foi cinzenta (apesar de segura), sem grande intensidade e emotividade. Nesse aspecto, não há necessidade de alerta.






No entanto, há problemas que têm sido comuns na equipa e que continuam a ser evidentes, como um baixar de ritmo ao longo do jogo (mesmo num jogo que começa com ritmo baixo, como foi o caso), uma dificuldade grande em construir desde trás  ou uma considerável distância entre os sectores da equipa. Tudo problemas que vêm de trás e voltaram a evidenciar-se.





Aproximam-se jogos decisivos já esta semana, e se a atitude será certamente outra, há velhos problemas a corrigir sob pena de se comprometerem objectivos.



Análises individuais:

Fabiano: Jogou mais com os pés do que com as mãos, tendo resolvido sem problemas todas as solicitações dos colegas;

Victor Garcia: Entrou bem no jogo, a aparecer bem no ataque e sem dar hipóteses na defesa. Com o passar do tempo resguardou-se mais, mas defensivamente nunca comprometeu. Boa estreia de um lateral de futuro;

Danilo: Jogou numa posição que não é a sua mas deu muita largura ao flanco, tendo até preferido essa largura ao jogo interior que tantas vezes adopta. Saiu ao intervalo por gestão física;

Diego Reyes: Boa estreia do mexicano. Resolveu com segurança os poucos problemas que lhe surgiram, tendo ainda mostrado uma boa saída de bola;

Maicon: Ia borrando a pintura na 2ª parte, num daqueles lances que já começam a ser imagem de marca do brasileiro. Tirando esse lance, esteve seguro;

Fernando: Exibição competente naquilo que é a sua função (defender). Não saiu muito de posição, mas arriscou alguns passes desnecessários que não deviam ser da sua responsabilidade;

Carlos Eduardo: O melhor do meio campo. Bem a defender e a atacar, grande disponibilidade física, velocidade e capacidade técnica. Encheu o meio campo, mas pode ainda dar mais. Reclama minutos em jogos mais importantes;

Quintero: Não fez um mau jogo, tendo sido importante na primeira parte, principalmente na forma como encontrou espaço nas laterais. Contudo, de um jogador destes espera-se sempre mais. Teve um ou outro lance onde devia ter sido menos individualista, mas nada de grave;

Ricardo: O melhor em campo. Mostrou no jogo tudo aquilo que tem faltado à equipa neste último ano e maio: explosão a partir da ala, capacidade para ganhar a linha. Faltou-lhe apenas definir melhor alguns lances, mas dadas as opções para a posição já justifica uma chamada ao 11 para jogos mais complicados;

Varela: Começou apático, como tem sido habitual, mas foi-se soltando, tendo sido decisivo ao apontar um bom golo. Precisa de ganhar confiança para ter outra preponderância na equipa;

Ghilas: Demonstrou algumas dificuldades a jogar de costas para a baliza e pareceu algo preso de movimentos, talvez afectado pela lesão sofrida na selecção. O seu melhor lance foi já no final da partida, ao isolar Fernando com um excelente toque de calcanhar;

Alex Sandro: Tentou sempre dar profundidade ao flanco esquerdo, mas esteve menos inspirado que Danilo;

Kelvin: Entrou para animar um jogo morto e ainda conseguiu ter alguns momentos de genialidade, sem contudo ser consequente;

Defour:  Foi o mesmo Defour de sempre, nunca virando a cara à luta mas com alguns problemas posicionais quando a equipa ataca e com dificuldades na progressão com bola.


Ficha do Jogo:

FC Porto-Trofense, 1-0
Taça de Portugal, 3.ª eliminatória
19 de Outubro de 2013
Estádio do Dragão

Árbitro: Manuel Oliveira (Porto)
Assistentes: Filipe Ramalho e Luís Cabral

FC PORTO: Fabiano; Vitor Garcia, Maicon (cap.), Reyes e Danilo; Fernando, Carlos Eduardo e Quintero; Ricardo, Varela e Ghilas
Substituições: Danilo por Alex Sandro (46m), Varela por Kelvin (61m) e Quintero por Defour (71m)
Não utilizados: Bolat, Mangala, Lucho e Jackson Martínez
Treinador: Paulo Fonseca

TROFENSE: Conrado; Tiago Mesquita, Luiz Alberto, Dennis e Zouain; Tiago (cap.), Hélder Sousa e Marcelo; Jairo Padilla, Preciado e Jhoan Viafara
Substituições: Jairo Padilla por Mateus Fonseca (64m), Preciado por Rateira (81m) e Jhoan Viafara por Rua (88m)
Não utilizados: Diogo Freire, Márcio, André Viana e Neves
Treinador: Porfírio Amorim

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Varela (25m)
Disciplina: Cartão amarelo a Maicon (74m), Zouain (74m), Tiago (76m), Hélder Sousa (77m)



Por: Eddie the Head

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