quinta-feira, 5 de julho de 2012

Estórias com História: A miragem do hexa!







Vamos dar uma volta por uma época, da qual, todos esperávamos o inevitável, a conquista do sexto campeonato consecutivo. Mas, como iremos ver, e apesar da forte aposta na Europa, nem tudo correu como o desejado. A conquista de uma Taça de Portugal foi um magro pecúlio para quem partiu para a temporada com legitimas esperanças de fazer mais e melhor, do que aquilo que se veio a apurar nas contas finais.




Houve vários momentos, marcantes, nesta interrupção de vitórias de campeonatos e, o jogo em Campo Maior, seria o mais bizarro e absurdo, de todos os quantos se depararam ao FC PORTO. Um autêntico crime lesa futebol, ao qual teremos que juntar o afastamento (cirúrgico), nos quartos de final da Liga dos Campeões; obra e graça de um árbitro escocês, de seu nome, Hugh Dallas. Mas outras razões houve para que esta época tivesse deixado um amargo de boca.


P.S. – A informação recolhida teve como principal fonte o jornal «O JOGO», através dos seus suplementos especiais de princípio e fim de época (1999/2000).

Época 1999/2000 – Desventuras e… nem Hexa, nem Europa

Pinto da Costa habituara os Portistas a ganhar, criara-lhes um vício terrível de sustentar, missão que confere a si próprio, com a mesma capacidade de intervenção com que em 1982 assumiu as rédeas do clube.

Depois de ultrapassadas metas tidas por inatingíveis – o Tetra era obra de violinos e o Penta entrava no domínio dos Deuses -, nas Antas voltava-se a sonhar com o êxito fora de portas. Tranquila e cuidadosamente, todos foram assumindo que estava na hora de investir numa boa participação na Liga dos Campeões, na passagem à segunda fase, o que valeria, grosso modo, perto de dois milhões de contos (10 milhões €), dinheirinho bom para reinvestir e fazer melhor de ano, para ano.






Conhecendo-se a filosofia de Pinto da Costa, o Hexa só passaria para segundo plano por uma razão: o convencimento de que era possível chegar ao título europeu. Caso contrário, o presidente não descuraria nunca a Europa e muito menos a hipótese de lá continuar, o que só se conseguia de duas maneiras: vencendo a Liga dos Campeões ou ganhando o Campeonato (Liga). Isto porque o segundo lugar só seria encarado em duas hipóteses: acautelar um lugar, ainda que ingrato em nome de um investimento forte que não pudesse resultar, ou semi-falência do plano de investimento.





Cada vez mais complicada ficou a vida de Fernando Santos. Foi contratado para conseguir o Penta, o que, por si só, o fazia entrar na história do clube, mas naquela época as coisas complicaram-se. A SAD apostou no mercado externo e ambicionava ter retorno do investimento feito. Do plantel da época anterior (1998/1999), apenas saíra Zahovic – e essa era uma irresistível vontade pessoal, em que o esloveno, mais do que projecção pessoal sonhava com um contrato fabuloso -, e entraram jogadores de valia reconhecida, como Domingos e um trio de brasileiros de nomeada. O português cuja cotação subiu em flecha de Azul e Branco vestido, todos sabiam o que valia; Argel, Alessandro e Rúben Júnior fizeram-se acompanhar de um cartaz apreciável, mas estas coisas de adaptação podem-se tornar complicadas, principalmente se não se jogar e a paciência for pouca. Certo é que, se tudo funcionasse como o pretendido pelos responsáveis, o FC PORTO teria matéria para sonhar em grande.

E ganhar, para (NÓS), PORTISTAS, já começava a assemelhar-se a uma brincadeira de crianças. Por isso quando se fala de projectos Azuis e Brancos tem perfeito cabimento a divisa dos heróis do filme “Toy Story”, em voga na altura: “Para o infinito e mais além”!


Por: Nirutam
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