sábado, 21 de janeiro de 2012

Liga Europeia, hóquei em patins, 3ª Jornada, FC Porto 4 - 8 Valdagno




Nunca é fácil escrever sobre um jogo especialmente quando o nosso clube perde e por números contundentes como hoje.

Um jogo a fazer relembrar os jogos de hóquei de outros tempos, com a nossa equipa infelizmente a entrar no jogo praticamente a perder o que a obrigou a correr riscos para ir atrás do resultado, abrindo brechas sucessivas na defesa permitindo ao adversário "disparar" no resultado até aos 0-3, com alguns erros defensivos um tanto infantis da nossa equipa à mistura.






Um jogo em que o nosso capitão infelizmente se encontrava ainda a recuperar de uma cirurgia efectuada na passada 5ª feira e que se viria a revelar decisiva na sua (menor) exibição, mas como este capitão é dos "valentes" um portista dos sete costados, lá estava ele a lutar pelo nosso emblema como se nada tivesse passado.



O FC Porto acorda e patina com grande agressividade até final da 1ª parte tentando recuperar no marcador e alcançar um resultado que lhe permitisse dar a volta ao resultado na 2ª parte.





A reacção é fabulosa, o termo massacre aos italianos não será exagerado, tendo-se revelado a noite do G.R. Oviedo, em noite inspirada com defesas de outro mundo, guardando a sua baliza como quem guarda um templo sagrado.

O Porto, insiste, persiste e chega aos golos de forma inteiramente merecida chegando-se ao fim da 1ª parte com o resultado em 2-3 e com uma sensação de que para a segunda parte o sonho seria possível.





Inicia-se a segunda parte, o argumento do filme parece ser  o mesmo, com os italianos a adiantarem-se no marcador obrigando a um esforço físico extra dos nossos atletas, as oportunidades para a nossa equipa sucedem-se e como quem não mata costuma morrer, os italianos continuam a aproveitar os erros da nossa equipa aumentando o marcador até aos 2-6 com um hóquei simples mas tremendamente eficaz no aproveitar dos erros da nossa defensiva, aparecendo sucessivamente isolados com mais que um elemento em frente ao nosso G.R. Edo Bosh.

Até ao fim o Porto procurou reduzir a diferença do marcador, chegando-se ao resultado final de 4-8.

Um jogo em que a derrota deve constituir lição para o futuro, se no campeonato a supremacia e a competência é tanta em relação aos adversários que os golos sofridos ( em demasia) têm sido compensados por um ataque demolidor, nas competições europeias e com adversários mais fortes o destino pode não ser o mesmo como hoje aconteceu.



Apesar de um hóquei de ataque lindo para os olhos de quem vê, precisa-se uma maior acutilância defensiva e agressividade ofensiva que obrigue o adversário a recorrer à falta (na segunda metade os italianos cometeram apenas uma!!!) que equilibre a equipa perante adversários de igual valia.

Que hoje não tenha passado de uma mau dia de azar em que até os grandes campeões como esta equipa é têm, com outra atitude defensiva e um contra-ataque letal é possível ir à Itália e vencer, não somos em nada uma equipa inferior à deles.




Com os erros aprende-se, vamos lá campeões nós adeptos acreditamos.


Ficha do jogo:

FC PORTO: Edo Bosch (g.r.), Pedro Moreira, Caio, Pedro Gil e Gonçalo Suíssas
Jogaram ainda: Reinaldo Ventura, Filipe Santos (cap.), Tiago Santos e Nelson Pereira
Treinador: Tó Neves

VALDAGNO: Juan Oviedo (g.r.), Nicoletti, Nicolia, Tataranni e Dario Rigo (cap.)
Jogaram ainda: Gaston de Oro
Treinador: Franco Vanzo

Ao intervalo: 2-3

Marcadores: Nicolia (3mn, 34mn e 44mn), Tataranni (9m, 11mn,30 e 35mn), Reinaldo Ventura (22m e 23m), De Oro (38m), Gonçalo Suíssas (41m) e Pedro Gil (45m)

Disciplina: Cartão azul para Dario Rigo (18m)


Por: Rabah Madjer

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