domingo, 22 de janeiro de 2012

Basquetebol, Taça Hugo Santos, Final: Barreirense 77 - 79 FC Porto

Carlos Andrade




Jogo num pavilhão adverso, não cheio mas com um excelente ambiente principalmente para o barreirense que joga praticamente em casa, coisa que o FC Porto não esteja habituado em tudo que é fase final de todas as taças que dispute no nosso país em que os adversários contam sempre com a conivência da FPB na hora de marcar a localidade onde se disputam os jogos..







O porto entrava na partida na expectativa e cometendo alguns erros defensivos e de cariz individual, com o Barreirense a aproveitar e a dominar o 1º período com uma vantagem de 17-21 para gáudio de um Carlos Barroca ( que já foi um assalariado do clube, o que ainda se compreende menos essa alergia que tem ao nosso clube) totalmente parcial como sempre, com a sua alegria habitual sempre que vê as equipas adversárias ganharem um certo ascendente sobre o FC Porto, tende é em aprender que o melhor ri sempre no fim...


No 2º quarto o Porto entra em jogo da mesma forma mas rapidamente recupera no marcador ponto ordem no resultado, sobretudo com a melhoria verificada no jogo exterior, começando os triplos a cair, fazendo com isso um parcial de 15 - 4 a favor.

Moncho Lopez




Com um jogo de ataque exterior, com bombas atrás de bombas (passe a linguagem bélica..) mortíferas, o ascendente avolumava-se permitindo a Moncho Lopez fazer como tanto gosta, rodar o banco de suplentes e dar minutos aos mais jovens.

Um 2º quarto onde o Barreirense apenas se conseguia manter em jogo através da sucessiva marcação de faltas e consequente lances-livres por parte da arbitragem.






Chegava-se ao fim da 1ª parte com o resultado em 39 - 44 a favor do FC Porto, num excelente e interessante jogo de basquetebol, que apesar de equilibrado, mas com o FC Porto a demonstrar que é a melhor equipa a jogar basquetebol em Portugal, contra tudo e contra todos.

Iniciava-se a segunda parte do jogo com o Barreirense a estrear o marcador, e um FC Porto algo precipitado no ataque, permitindo ao Barreirense dar a volta ao marcador por breve instantes liderando por 45-44.

Contra Scud adversário o FC Porto respondia com Patriots e recuperava a liderança no marcador, com um jogo exterior absolutamente mortífero.

Reggie Jackson

Um 3º período de parada e resposta, com o equilíbrio a ser a nota de destaque, muito por culpa e ajuda da equipa de arbitragem que se esforçava por manter a turma do Barreiro em jogo à custa da marcação de faltas sucessivas, levando muito cedo Carlos Andrade à sua 4ª falta, mas também a alguns erros infantis por parte de alguns dos nossos jogadores como é o caso de Miguel Miranda a desperdiçar algumas ocasiões de cesto fácil.

Na televisão continuava-se a assistir a um Carlos Barroca com a camisola do Barreirense vestida para gáudio de um qualquer tele-espectador da turma do Barreiro e revolta de quem é do Porto ou imparcial....

Chegava-se ao fim deste 3º quarto com o resultado em 52 - 57 a favor do FC Porto.




Inicia-se um 4º decisivo e ultimo período ainda com a toada de equilíbrio de jogo com ambas as equipas a recorrerem até em demasia ao jogo exterior.

No barreirense destacava-se Hill curiosamente um Americano dispensado no inicio da época pela nossa equipa e que neste jogo nos iria dar "água pela barba", revelando-se um quebra-cabeças para a nossa equipa.

Com Reggie em grande destaque no FC Porto íamos comandando a partida e o marcador, mas com um Barreirense a conseguir manter-se sempre em jogo, muito por ajuda e culpa da dupla de preto (neste caso de cinzento...).

Com dois minutos para jogar o FC Porto já ganhava por 68 - 74, mas em poucos segundos permitiu ao Barreirense ainda sonhar com a taça, com erros sucessivos da equipa de Porto deixando os do Barreiro recuperar em meia dúzia de segundos até aos 73 - 74.

Carlos Andrade






Um ultimo minuto louco com erros sucessivos e perdas de bola sem lançamento permitiriam ao barreirense barreirense dar a volta ao marcador liderando por 75 - 74.

Com 20 segundos e posse de bola para o Barreirense jogava-se um ataque decisivo que não daria em nada a não ser o coroar de gloria o Pequeno Reggie Jackson.

Fim do jogo 77 - 79.

Destaques no FC Porto para a o já citado Reggie Jackson e no Barreirense para Hill que viria a ser considerado o MVP da partida.


A TAÇA É NOSSA.

Ficha do Jogo:


Barreirense: Cavel Witter (9), António Tavares (4), José Silva (20),  Tiago Raimundo, Miguel Queirós (5), Anthony Hill (20), Pedro Pinto (9), João Guerreiro (4), David Jackson (6),

Treinador: António Herrera

FC Porto: Reggie Jackson (28), Carlos Andrade (13), Greg Stempin (10), João Santos (12), David Gomes, Diogo Correia (8), João Soares (2), Miguel Miranda (2), Rob Johnson (2), José Costa (2)

Treinador: Moncho López



Por: Rabah Madjer
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