terça-feira, 24 de janeiro de 2012

BREVE ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A 1ª VOLTA DA LIGA SAGRES







Tendo em conta o estado e o percurso dos potenciais crónicos vencedores da Liga Sagres, e uma vez que também estão cumpridas as primeiras 15 jornadas, talvez seja a hora e o momento de fazer uma breve análise, balanço e reflexão sobre a 1ª volta do campeonato, no que concerne à performance e qualidade do futebol praticado das três equipas grandes do nosso futebol indígena, e do futuro que as mesmas podem patentear e fazer resultar no fim da competição, às quais por direito próprio, e pela sua constância de há alguns anos a esta parte e igual proximidade dos resultados alcançados em relação aos seus pares, faço aqui incluir também o Braga.





Nesta perspetiva de raciocínio entendi por bem estabelecer alguns considerandos que me parecem pertinentes nesta altura do campeonato, e que na minha ótica poderão estar na base de um julgamento a médio e longo prazo da classificação final das quatro equipas que passo a constatar e colocar à colação dos participantes deste painel:



Porto:





Apesar de poder não ser acompanhado por alguns dos leitores deste painel, continuo a pensar que neste momento não é no treinador Vitor Pereira que estará o principal problema do F C Porto, pois se estivermos atentos, depois de um início de campeonato titubeante com altos e baixos, a equipa parece ter estabilizado pelo menos do ponto de vista defensivo, se bem que a opção Maicon a lateral direito, apesar do esforço e melhoria que tem patenteado, deve ter os dias contados com a entrada de Danilo que tarda a entrar na equipa, não se percebendo bem as razões que estiveram por detrás do problema, já que neste tipo de situações de enquadramento jurídico e contratual, JNPC, costuma ser célere e conclusivo no tratamento dos problemas.
Em termos posicionais na equipa, penso que saltará à vista desarmada que existem pelo menos duas ou três lacunas na equipa, a começar por aquilo que já emiti opinião no parágrafo anterior, só faltando aqui reforçar a necessidade de tornar a fazer daquele flanco direito uma arma de ataque e de defesa igual ao que acontece no flanco esquerdo, se bem que se posso perder um pouco a estabilidade defensiva com o avanço dos dois defesas. A posição de um típico homem de área à semelhança de Falcão, também se estranha por ainda não estar resolvida, e a equipa aqui tem-se ressentido por muitas vezes não ter uma referência fixa na área, visto que Hulk não tem essa característica específica, perdendo-se por outro lado um extremo de inegável categoria e valia competitiva. Por fim, penso que também faltará uma decisão definitiva no que diz respeito a quem deve ter a condução do jogo ofensivo, Belluchi parece que nunca conseguiu fazer o lugar a contento das necessidades da equipa, sendo que James já deu provas mais que suficientes que pode ser a melhor solução, não só por gostar de jogar na posição 10, mas também, por se notar que a equipa ganha mais dinâmica atacante, mais criatividade e mais poder de penetração em termos individuais pelo centro da equipa adversária.
Quanto a mim, se estas situações não se verificarem ou não se encontrarem soluções a curto prazo, julgo poder dizer com alguma certeza que este não será mais um ano do Dragão, pelo menos na modalidade rainha que é o futebol.


Benfica:

Pelo andar da carruagem, e ao contrário do seu rival de sempre, o Porto, tudo indica que se forem mantidas as exibições que o Benfica tem apresentado, a dinâmica de jogo e as soluções que a equipa este ano apresenta, será com muito pena de todos nós portistas, o ano da Águia da mesma forma que aconteceu há dois anos quando foram campeões nacionais.
A equipa benfiquista, quanto a mim, terá somente duas lacunas no seu plantel, uma no lugar de lateral direito, que se porventura Maxi se lesionar não terá uma solução à altura para o lugar, por outro lado na posição 6, no caso de Javi Garcia não estiver operacional, também não me parece que Matic faça o lugar com a mesma qualidade do titular absoluto duma posição crucial em qualquer equipa competitiva.


Sporting:

Começou o campeonato com claras dificuldades de adaptação ao estilo e processos do novo treinador, Domingos Paciência, todavia, depois de passar por uma espécie de calvário de resultados positivos, conseguiu estabilizar o seu futebol e fazer crer aos seus adeptos e aos meandros do futebol, que este ano poderia ser bem diferente do que tem sido a sua prestação na Liga, porém, quando tudo parecia estar a correr de feição para os lados de Alvalade, começaram a aparecer os problemas do costume, ou seja, os problemas internos a serem discutidos fora e dentro do clube, originando assim a instabilidade, insatisfação e frustração dos seus apaniguados adeptos. Ao contrário do que tem sido habitual nos anos anteriores, o Sporting este ano conseguiu reforçar-se com alguns jogadores de qualidade em todos os setores da equipa, só que a assimilação de novos mecanismos táticos num grupo de jogadores novos tende sempre a demorar algum tempo a serem compreendidos e ajustados, e se juntarmos a isso as ausências de jogadores importantes na equipa, como serão Rinaudo, Rodriguez, Matias e Ismailov, parece que neste momento já com 13 pontos de desvantagem para o 1º classificado, tudo se conjuga para mais uma vez termos o típico Sporting do “quase”, se bem que para o ano se possa acreditar em melhorias acentuadas no campo da regularidade das exibições e dos resultados desportivos, ou então, se não souber arrumar a sua própria casa, pode estar na iminência de ser ultrapassado pelo outro Sporting, o de Braga, se já não o foi, o que certamente só o tempo me dará ou não razão.


Braga:

A razão pela qual entendi incluir neste elenco de clubes denominados de “grandes” o Braga, foi devido a estar convencido que o clube do Minho já adquiriu a sobre própria maturidade, estabilidade e identidade de processos para se tornar a curto ou médio prazo, um clube de topo no panorama nacional e internacional, tendo em conta os últimos resultados e a forma como o seu presidente e a SAD têm gerido o clube, quer em termos económicos quer na qualidade e valia dos seus jogadores. O Braga soube aproveitar a seu tempo o bom entendimento com o Porto e alguns anos mal sucedidos dos dois clubes da 2ª circular, para paulatinamente se impor em definitivo no nosso campeonato, como uma alternativa a ter em conta e sem reservas na luta pelo título, e principalmente, nos lugares que dão direito a participar nas competições europeias, de que são bons exemplos as aquisições de jogadores como Quim, Hugo Viana, Allan, Helder Barbosa e Lima entre outros, sabendo aproveitar algumas sobras de jogadores de qualidade de outros clubes a custo zero, e por outro lado, potenciando toda a sua inteligente gerência desportiva com uma presença numa final europeia, o que para um clube como o Braga e para a sua região, decerto que ninguém estaria à espera de tal feito desportivo, tendo em consideração a história do nosso futebol indígena e os interesses associados a esta situação.


Por: Natachas
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