quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O Bandarra


#FCPorto #benfica #UEFA #Joker
Sinto-me tal qual o Bandarra
O Sapateiro de Trancoso
Por ter (ante)vist’o “Glorioso”
Cair no canto da cigarra!

C’a Liga dos Campeões
Não er’a sua prioridade
Que dai, a brevidade
Da passagem aos milhões!

E se nem a Liga Europa
Se revelava rentável…
Nesse percurso notável!!
Para quê ficar c’oa sobra?

Com aprumo, com qualidade
Sairam p’la porta grande!
Só um clube gigante!!
Perde com esta dualidade!?

E pr’a quê inventar
Com’o jornalista de serviço?
O Enzo que tem c’o isso?
Ele que teima em ficar?

Pr’a vencer o grande ceptro:
O campeonato de Portugal!
Qu’o erro dito normal
Pratica-se cá dentro!

E já que sem mora
Mesmo um gigante
No “erro” flagrante!
Fica de fora…

E o Luisão
Qu’até foi expulso!?
Que franco abuso
Em duplo cartão!?

Se fosse no burgo
Não havia celeuma
Vencia-se à mesma
No erro já turvo…

Mas bem se compreende
Qu’o grupo era impossível
De todos o mais difícil:
C’o Mónaco supreende…

Que venh’o franco
Como segundo….
Jogar c’o “submundo”
O acesso ao banco!

Já garantidos
Quase vinte milhões
Por estes “ladrões”!
Seguiam “vencidos”!?

Pois só os vencidos
Têm o tratamento
Desse alheamento…
Lá fora esquecidos!?

Estamos habituados
“Ao serviço público”
Ao pensamento único
Desses “enviados”….

Por isso é vencer
Mesmo sem audiência
Qu’a concorrência
Gost’a do “perder”!

E lá se amontoam
Por esses derrotados
Que são encarnados
Mesmo que destoam!

Mas c’oa qualidade
Com que perdem a Europa
Entende-se a quota
Desta “Portugalidade”!…

Tal qual o Bandarra
Nas trovas proféticas
Assim estas métricas
Não levam guitarra!

Que tal não entoa
O fado tão triste
Do mal que se visse
Jogado em Lisboa….

Já qu’a hecatombe
Não se fica por aqui
Pois mais o que vi!!
Ali não s’esconde…

É que ao Leão
Que não o do Marquês
O vi outra vez
No outro escalão…

Pois qu’essa festa
Já antecipada…
Vai ser amargada
Na Europa que resta!

É a voz de bandarra
Que nisso, sem crédito
Gastando sem método
A vida errada…

Viveu em Trancoso
Recatado Judeu
Não sendo hebreu
Por ser cristão-novo…

Mas foi perseguido
P’la Inquisição
Safando-se então…
À triz, do Ofício!

Por ser adivinho
Por ser um “Messias”?
Em mãos tão vazias
Sem rico padrinho…

Mas aquelas rimas
Brotaram “riqueza”
(Não pão sobr’a mesa…)
Nas mentes pequeninas!

E então o “correcto”
Sentiu-se ofendido!
Portugal foi ferido
N’antevisão do “Encoberto”!

E ao dizer-se a verdade
Nem sempre é o “correcto”!?
O saberia o “Encoberto”
Ao perder com “qualidade”!

Por: Joker
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