segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Mística

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Diz qu’a função dum político
A que sobressai por inerência
É servir com coerência!
Fazendo jus ao currículo!

E que chegado ao poder
Não se esqueça do passado
Da campanha, o postulado:
Ter no Porto o seu querer!

Mas no exercício do cargo
O que mostra, por querer?
Se n’A Bola faz saber
Porque lá escreve e bem pago!?

A esse jornal por pasquim
Bem critica a equipa
Que tem falta de mística
E rotatividade sem fim…

E isto depois d’assumir
Que já não é portista!
É portuense e bairrista…
Não vá o clube existir!?

O compromisso c’a cidade
Não integra a agremiação
Pois, além da Circunvalação
Não existe edilidade!

E ainda qu’o passado
No Conselho Consultivo
Ou no registo televisivo…
Fosse o político trocado?

E como nos muda o tempo
Qu’até o estranhou o Lope!
Um político por golpe
Para parecer isento?

Que na resposta foi obra
A responder ao político…
Não tendo sentido crítico
Pr’o apreciar nessa prova!

Pr’a ele é o futebol
Que como técnico avalia
Qu’à política não a sabia
Exigir mais mística, ao espanhol?

Não basta vencer
Para o portuense!?
A qu’um portista pense
Que mística é perder?

Pois que tendo mística
Sem nada ganhar
É como votar
Numa nota artística!

Como lá se votou
Num presidente místico
O Rui é artístico
Ou ainda não jogou?

Se já foi a jogo
Ainda não venceu!
A não ser o seu
Pois também é novo…

E precisa viver
C’os dinheiros d’A Bola
Essa grande escola
Dum místico saber!?

Por isso há congruência
Nessa atitude
Ele não é do clube…
Fala por inerência!

E sendo conhecedor
E independente!
Não lhe é indiferente
O porquê do andor!

Qu’aí como se sabe
Há uma grande mística
Uma probabilística
Ou uma palavra-chave!

Basta ser-se benfiquista
Pr’a se ser sortudo!
E ganhar, pois tudo…
Com essa grande mística!?

Pois não sei s’é essa
A qu’o Rui se refere
O qu’em Portugal afere
O direito a festa!

Venha pois a mística
Como propaganda!
Qu’o Rui dà a varanda
Pr’a lá ajeitar a vista!

E ver passar o cortejo
Dos campeões!?
Mas sem confusões…
Qu’ali não corre o Tejo!

Que no Rio Douro
Se separam as águas!
Místicas mágoas…
Em tanto cloro!


Por: Joker
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