terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A vergonha ausentou-se para parte incerta






Segundo Jacques Lacan, psicanalista francês, a vergonha está directamente vinculada à ética do sujeito. É assim que o sentido de vergonha surge de um contexto social. Assim sendo, a falta de vergonha mostrada pelos defensores de uma certa “verdade desportiva”, leia-se imprensa desportiva é, hoje em dia, o resultado de uma sociedade sem rei nem roque e sem fé no futuro, que os “verdugos do regime” nos querem impor como, por exemplo, aconteceu na Alemanha dos anos Trinta, do século passado.






Em consequência, na Alemanha é proibido organizar actos fascistas ou levar símbolos Nazis, mas, pelo contrário, neste meu país afundado na imundície moral e humana, podem-se fazer coisas parecidas sem sentir nenhuma vergonha. Uma situação de excepcional impunidade que requer uma profunda e demorada reflexão, por quem de direito.


Só a intervenção da justiça, baseada em conceitos básicos dos mesmos direitos para todos, pode mudar um contexto social em que os cúmplices de crimes lesa futebol podem manifestar-se com orgulho, enquanto as suas vítimas têm que comer e calar. Lamentavelmente isto é a realidade vergonhosa de uma democracia sem vergonha. O que se vive actualmente no futebol português, e não só, é o melhor e mais (in)feliz exemplo disso.


Por: Nirutam
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