domingo, 26 de fevereiro de 2012

A hora e o dever de dar a mão à palmatória.




Há bem pouco tempo teci por estas bandas alguns considerandos sobre o FC Porto, em termos do seu futuro na presente época, dizendo eu na altura, e ao bom estilo brasileiro que pelo “andar da carruagem”, o FC Porto faria bem começar já a preparar com tempo a próxima época, para voltar em força e ao seu nível no próximo ano.




Estes considerandos tinham como principal base de apoio, a forma como o nosso rival SLB se apresentava na altura em termos de exibições e resultados alcançados, a inconstância do jogo praticado pelo FC Porto, se bem que em parte na nossa Liga se mantivesse na corrida pelo título, e fundamentalmente nas alterações e opções de janeiro último, que apesar de termos ficado melhor servidos em termos de presença na área (Janko) e reforço no meio campo (Lucho), é também bem patente que ficamos mais fragilizados e com muito menos alternativas para esta zona do terreno, caso apareçam problemas com lesões de jogadores importantes, numa zona onde neste momento o FC Porto só terá como principal alternativa Defour, o que me parece bastante escasso para o que resta do campeonato, caso surjam outras lesões ou penalizações por cartões amarelos ou mesmo vermelhos.





Paralelamente a tudo isto há a juntar as saídas de jogadores importantes como, Guarín, Belluchi e Fucile, para além das lesões de Danilo e Mangala e ainda da propalada saída de Cristian Rodríguez para o Grémio do Brasil, que na altura davam a entender que o FCP estava com estas alterações de cosmética a poupar muitos milhões de euros, para assim fazer diminuir a rúbrica contabilística de despesas com o pessoal, e ao mesmo tempo poder encaminhar as mesmas verbas para reconstituir a equipa no próximo ano.

Acontece porém, que entretanto o SLB começa a dar sinais de desgaste físico e psicológico, as lesões de jogadores importantes na equipa como Xavi Garcia, Gaitan e Rodrigo têm contribuído e de que maneira para fragilizar a equipa, para além de deixarem de aparecer as tais jogadas de pura lotaria, onde por vezes num simples ressalto ou no final do primeiro tempo a bola lá entrava sem saberem ler ou escrever, juntando a tudo isto os sucessivos deslizes de resultados numa altura crucial do campeonato, que certamente irão em termos psicológicos mexer com a equipa, e onde o FC Porto poderá aproveitar para renovar o título de campeão nacional. 





E é neste princípio de raciocínio que me tenho de penitenciar e dar a mão à palmatória, por não ter acreditado cegamente no valor da minha equipa e do que representa nesta altura a marca do FC Porto no país e no mundo, que parafraseando o nosso eterno presidente se enquadra numa base de competência, paixão, ambição e rigor, independentemente de estarmos ou não a atravessar um período menos esclarecido em termos de resultados desportivos, razão pela qual acredito piamente num bom resultado no estádio da luz, seja ele a 48 horas de intervalo dum jogo de seleção que ninguém entenderá a sua calendarização pela FPF ou outro qualquer e que só deve interessar ao SLB, todavia, eu só posso entender e esperar uma coisa. 




O FC Porto irá à luz com um único objetivo na mente, ganhar o jogo e provar que continua a ser a melhor equipa do momento em Portugal, mesmo que mais uma vez no fim do jogo se comemore a vitória às escuras e com um banho regenerador da rega do estádio, como é timbre por aquelas bandas quando as coisas não lhes correm de feição, e ao contrário do que eles pensam ainda nos dá mais gozo e prazer para comemorar e potenciar as nossas vitórias.




Por: Natachas

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