quarta-feira, 18 de março de 2015

Utopia

#Joker
É uma doença ancestral
E no país, por endémica…
Tem-se por natureza séptica
E de afectação mental!

Vai e volta por ciclos
Como qualquer epidemia
Não é o polio, nem varíola
Mas dá a febre por picos…

Cria estados d’espírito
Qu’oscilam no humor…
Desd’o gáudio ao temor
Com’um delírio do tifo!!

O seu principal sintoma
É a sensação de vertigem
Qu’a doença na origem
Tenh’a génese no genoma!

É um doença do povo
Gerada por gerações!!
Propagada em multidões
Como se fora algo de novo…

Vem de longe a doença
Antes da febre amarela
Ou da gripe espanhola
Nesse vírus “Infuenza”…

É uma doença local
Exclusiva do português!
Só se manifesta, à vez
Como uma praga mortal…

Nesses tempos d’outrora
Não se tinha por doença
Pois dela vinh’a crença
Como cur’a tod’a hora!!

Era um estado latente
Essa pestilência d’então
E da medicina, a razão
Não se tinha por doente…

Como diria um autor
Que relatar’o mundo novo
Era então tod’o povo
Uma espécie de tumor…

E a sociedade sangrava
Nessa ausência de cura!
A doença era segura!?
Não se morria por nada…

Tinha-se por glorificação
Contrair-se a pandemia
Só niss’a vida servia
Antes dessa extrema-unção…

Mas o tempo desvendou
A revelação da “vacina”!
Não foi da penicilina!
Mas do “tumor” que secou!!

Limpa que foi a “ferida”
Fez-se o diagnóstico!
O problema era escolástico!!
Nunca existira na vida!!

Era um problema mental
Na indução de valores:
Eles eram os maiores!!!
Neste grande Portugal!!!

E na perversão da ideia
Tomou-se por verdadeira!
E a doença, por asneira
Era mera cefaleia!!

Mas a todos afectou
Desd’os idos de “Cristo”
Do ardina ao ministro
Esse mal por cá ficou…

Só nos rest’a terapia
Pr’a nos livrarmos do “surto”
Pois assim vivo, antes morto!!
Qu’este mal é UTOPIA!!

Por: Joker
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