segunda-feira, 9 de março de 2015

Alatriste

#Joker



Era espanhol, o “Capitão”
E do mundo fazia casa…
Do terço, tomav’a espada
Por desígnio e vocação…

Tinha por nome Diego
E um estatuto informal…
Era “Capitão” natural
Pela mestria no ferro…

E na chusma soldadesca
Todos guardavam respeito…
E a Alatriste, o direito
A uma cultura livresca!

Um homem do seu tempo
Nesse século dezassete
E do sabre ao florete
Tudo nele era talento!

Já travara mil batalhas
Nesses Estados Gerais…
E dos terços imperiais
Granjeara mil “medalhas”

O seu corpo, retalhado
Em actos de vida ou morte
Ond’o aço tinh’o corte
Na carreira de soldado!

E a fama fez o terço
O mais temível exército
Qu’ao Mundo deu o séquito
Desse império por começo…

Alatriste, “Capitão”
Dessa coroa era súbdito
Habsburgo por austríaco…
Espanhol por condição!

(Sob a égide Filipina
Foi Portugal integrado
Nesse império, em ducado
Por sua rota marítima)

Em mil batalhas, imortal
No Romance de Reverte
O soldado nele existe
Por existência…real!

O homem suplant’a fama
Qu’essa obra apregoa
Na companhia de Balboa
Par’a a glória d’Espanha!

Na época d’Olivares
A que Quevedo deu mote
Tem-se a glória na morte
Nesse confronto d’altares!

A Reforma contr’o Papa
Teve palco na Holanda
E o império, por demanda
Nessa guerra lá s’empapa…

Sobressai o heroísmo
Dos frisios destemidos
Calvinistas “convertidos”
Contr’o catolicismo!!…

Um pouco mais d’História
A juntar ao lírico…
Qu’o Alatriste verídico
Também cantou vitória!

Nessas mil batalhas
Sobressaiu o nome
Imortal, conforme
Às suas mortalhas!

Qu’é isso que vence
A morte por sina
E a glória encima
O seu maior alcance!

É o que neste dia
Me vem à memória
Depois desta vitória
Qu’ele mais merecia…

Também ele espanhol
Rodeado p’lo seu terço
De gente do seu berço
No mundo do futebol…

Vingand’o dito
Que jamais vencera
Mas nunca cedera…
No qu’estaria escrito!

Daí a vitória
Com repercussões
Pois dos campeões
Nem só rez’a história!

E por lá nos têm
Ainda nessa luta
Que vencer, nos custa…
E perder também!!

E s’outros ganham
Nas suas manobras
Que dirão as obras
Qu’amanhã se tenham?

Terão um Alatriste
Por herói central
Aqui em Portugal
Qu’em Espanha se lesse?

Por: Joker
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