segunda-feira, 2 de março de 2015

Presunção

#Joker #benfica


Não há culpa sem presunção
Qu’os factos descortinam…
E s’isso alguns afirmam
A prova sai por confissão!!

Porqu’o culpado se sente
Visado pelo genérico
E d’abstração, o hipotético
Ger’a certeza ausente!

Qu’a desculpa s’esvai
Na boca do culpado
Que não visado!?
Já se descai…

Pois que lançada
A pública suspeita…
A verdade espreita
Por tão desbocada!!

Queri’o confesso
Dizer-se inocente!?
E nisso já mente
Pois não há processo!!

E quem se desculpa
Do que não pratica
Para si, reivindica
A matéria da culpa!!

Como se na multidão
Onde se lanç’o aviso
Viesse d’improviso
O culpado dizer não!!

Sobressair da turba
O próprio ladrão!!
Dizendo que não!?
Não roubou a verba!!

Quem falou em verba?
Diz a inquirição..
E nova negação
A culpa exacerba!!

Tem-se muito esperto
O ladrão da vila
E se disto refila…
Sente-se encoberto!!

É qu’a confissão
Não vale a pena!!
C’a culpa é pequena
E há outro…ladrão!

É em concomitância
Qu’a culpa é formada
Jornada após jornada
Em franca alternância…

Rouba-s’à vez
Um ladrão e outro!
C’o crime está morto
No futebol português!

Desde qu’o processo
Se arquivou na escuta!
Não há árbitro ou puta
Que se tenha confesso!

“Tempos dourados”
Que não voltam mais…
“Todos são iguais”
Mesmo desbocados!!?

Por: Joker
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