segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Primeira Liga, 5ª Jornada: FC Porto 0 - 0 Boavista FC; STCP e outras coisas...

 #FCPorto #Boavista



O que vai contar para a história é o resultado final, mas é importante referir que este Porto até a jogar com 9 é superior ao Boavista. 
82-18% de posse de bola com 10 é ridículo.

Tudo o que não seja jogar com 11 condiciona o nosso plano de jogo.
Condiciona a nossa pressão alta, condiciona a forma como criamos desequilíbrios, condiciona a nossa ocupação de espaços.
Não impede. Condiciona.

O que significa que nós íamos continuar a criar oportunidades. Só que como o número das mesmas ia diminuir, a nossa eficácia tinha que subir numa relação inversamente proporcional com as chances criadas. Fica penoso contar o número de oportunidades criadas pré ou pós condicionamento.

Antes do jogo reinava a impaciência para o jogo poder começar.
Chuva? Isso é para meninos, dizíamos nós antes do jogo.
Queríamos era ver a bola rolar, para vermos o Porto cumprir, pelo menos, os requisitos mínimos e ganhar ao Boavista.
Pena que o relvado na única jogada em que interferiu com o normal funcionamento do jogo foi para nos negar o 1-0...

Começa o jogo com o Porto sempre na mó de cima.  
O momento alto antes do condicionamento foi claramente o lance em que o relvado impede ao Brahimi de festejar o golo que já tinha marcado mentalmente.
Mas as aproximações à área axadrezada eram constantes e adivinhava-se o golo a qualquer instante.

Até que chega o momento em que o árbitro vê um momento para brilhar.
Falta junto à linha lateral, com alguma impetuosidade, mas amarelo todos os dias.
Mas o árbitro, que nem o auxiliar em Guimarães que assinala o penalty ao Jackson (eufórico a abanar a bandeira), vai a trotear para o Maicon sem dúvidas nenhumas e exibe o cartão vermelho. A janela de oportunidade era esta. Tinha que a aproveitar.


Curioso que noutro relvado a equipa da casa estava a perder 1-0 e o jogador fulcral deles agride um atleta adversário e nem falta é assinalada. Siga a marinha.

O Boavista não dá problemas de maior, por isso continuamos com o mesmo plano de jogo, com o Rúben a vir buscar mais atrás e Marcano (grande jogo!) como único central no papel.

Continuávamos a criar perigo e eles a tentar fazer desesperadamente qualquer coisa com a bola. Não dava, tinham que jogar para o 0-0. Aguentar 75 minutos um Porto condicionado. 

Chega o intervalo. Evandro sai, Casemiro entra.
Dar mais liberdade ao Rúben e baixar o Casemiro. 

Não compreendo... Já se viu que Ruben, Casemiro e Herrera não conseguem jogar simultaneamente, perde-se aquela zona mais avançada do meio campo que o Evandro ocupa tão bem. Se é para tirar o Evandro metia o Quintero, nunca o Casemiro. Se eles não incomodam para quê tirar o Ruben de companhia do Marcano? Não gostei.

Eu nem tinha tirado o Evandro, é jogador para que quando tivéssemos que arriscar mais, baixar um pouco no terreno para não descompensar totalmente a equipa e era uma substituição poupada.

O Porto continua a viver de lateralizações de jogo, sempre procurando o talento do Tello e do Brahimi. Continuamos a criar boas oportunidades de golo, mas o resultado continua 0-0. Se desse para ganhar apenas 5-0 ao Bate Borisov e aproveitar um golo daquele jogo para este domingo chuvoso..

Sai Tello, entra Quaresma. Compreendo.

O espanhol estava a perder muitas bolas, já não conseguia ligar bem o jogo com o lateral e o Quaresma podia dar algo de novo à equipa, frescura no último terça e qualidade nos cruzamentos. 
Faltava era alguém para fazer companhia ao Jackson. 
Já não precisávamos do Herrera,  visto que agora eram só bolas nas laterais e cruzamentos para a área, até porque a bola queimava nos pés dos jogadores do Boavista e tudo o que era 2ª bola para nós era como mel. 

O Aboubakar tinha que entrar neste jogo, quer fosse para dar luta nas bolas aéreas ou para libertar mais o Jackson da marcação. 
É verdade que parece muita gente no ataque a jogar com 10, mas quando o nosso adversário não quer passar do meio campo..

A 2ª parte foi uma monotonia do Porto tentar jogar futebol e do Boavista tentar não jogar futebol. 

Os dias em que lutamos contra estas adversidades não vão acabar, resta saber como lutar contra elas.
E hoje o Lopetegui podia ter tentado quebrar a monotonia de forma diferente. Claro que não era seguro que a bola entrava, mas as possibilidades disso acontecer poderiam ter sido maiores.



Destaques individuais:

Andrés Fernandez - Tivesse jogado o Fabiano e o "outcome" era igual. Espectador. No fim da 1ª parte teve um pequeno calafrio, a rever.

Danilo - Deu a habitual profundidade, mas teve que se conter quando os médios se balanceavam para a frente no momento da transição atacante.

Marcano - Grande exibição na estreia. Deu a segurança necessária à defesa para jogarmos virados para o ataque sem muitas atenções redobradas na defesa.

Maicon - A fazer uma exibição normal até ao lance do cartão amarelo. Vermelho, desculpem. Falta desnecessária mesmo assim.

José Angel - Cada vez melhor. Cruza sempre com critério, dá muita profundidade à equipa e defensivamente é muito seguro. Precisa de aprender com o Alex aquela finta curta para ganhar o 1vs1 a atacar.

Ruben - Antes do condicionamento, quase marcava um golaço. Tentou sempre dar critério à nossa saída de bola e foi desaparecendo na 2ª parte quando o nosso jogo raramente passava pela parte mais ofensiva do meio campo.

Herrera - Gostei até ao ponto na 2ª parte em que começou a falhar tudo o que era passe. Deveria ter saído para entrar o Aboubakar e não o Adrían.
Deu muita à equipa, lutou muito e foi mais um para virar o flanco de jogo para tentar criar desequilíbrios nas alas. Bom passe para o falhanço do Tello.

Evandro - Mais em foco antes do condicionamento como é óbvio. Para mim não deveria ter saído, jogador muito útil que sabe compreende os momentos do jogo.
Menos tracção a trás que o Casemiro, mas não era isso que o jogo estava a pedir.

Brahimi - Muito interventivo, mas sempre com 3 ou mais jogadores em cima dele. Tem uma técnica descomunal e tentou desequilibrar sempre que conseguiu. 
O motor já estava a dar as últimas a partir dos 75 minutos, mas se há alguém que de um momento para o outro faz com em vez de chuva caia um golo do céu, esse alguém é ele.

Tello - Tentou desequilibrar, sempre a dar largura à equipa mas não fez um jogo muito conseguido. Algo trapalhão e a perder muitas bolas ainda teve nos pés a oportunidade do jogo. Dias melhores chegarão. 

Jackson - Outro lutador. Quase que marcava em pelo menos 3 ocasiões (2 cantos e remate de pé esquerdo), esteve à espera do amigo dos Camarões que acabou por não vir.


Casemiro - Cumpriu. Recuperou algumas bolas e tentou ser o 1º homem a construir jogo. Mas gostei mais do Ruben no seu papel na 1ª parte.

Quaresma - Entrou muito aplaudido, mas não fez mais do que o Tello.

Adrian - Não teve influência, mas também o jogo não pedia um jogador 




Ficha do Jogo:

Primeira Liga, 5ª Jornada, 
Domingo, 21 de Setembro de 2014
Estádio do Dragão
Assistência: 31,209

Árbitro: Jorge Ferreira (Braga)
Assistentes: Inácio Pereira e Jorge Oliveira
Quarto Árbitro: Hugo Pacheco

FC Porto: Andrés Fernández, Danilo, Maicon, Mercano e José Angel; Rúben Neves, Herrera (Adrián, 82) e Evandro (Casemiro, 45); Brahimi, Jackson e Tello (Quaresma, 74).
Suplentes não utilizados: Fabiano; Martins Indi, Quintero e Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui

Boavista F.C.: Mica; João Dias, Luís Rocha, Philipe Sampaio e Carlos Santos (Brito, 27); Tengarrinha, Anderson Carvalho e Miguel Cid (Wei Shihao, 63); Beckeles, Zé Manel (Yoro Ly,89) e Anderson Correia.
Suplentes não utilizados: mamadou ba, Fary, Diego Lima e Idris.
Treinador: Petit

Disciplina: Cartões amarelos: Mica, Lucas Rocha, Carlos Santos, Tengarrinha, MiguelCid, Zé Manel e Wei Shiao para a equipa do Boavista.
Cartão vermelho: Maicon do FC Porto



Por: Dragão 14
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