segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O modelo espanhol em equação no FCP



Desde o tempo do holandês Co Adriaance na época de 2005/2006, que passou pela equipa técnica do FCP com resultados sofríveis, pese embora, por um lado, talvez não lhe tivessem dado o tempo suficiente para impor as suas ideias de jogo, e por outro, como o mesmo há bem pouco tempo afirmou numa entrevista a um jornal da especialidade no nosso país, também optou por uma saída precipitada quando deixou o FCP, situação que ainda agora se penitencia por achar que a sua carreira poderia ter levado um rumo muito diferente para melhor em termos da sua performance desportiva enquanto técnico de futebol.



Passados que foram todos estes anos de interregno, em que o FCP enveredou por contratar consecutivamente técnicos portugueses, e em boa hora o fez pois os resultados positivos falam por si, já que os treinadores portugueses parecem continuar a estar na moda com todo o merecimento, na época em curso o FCP resolveu virar a sua preferência para o mercado espanhol, não só em termos de treinador principal, mas também apostando na qualidade de muitos jovens talentos que pontificavam nas principais equipas do país vizinho, e que por estarem tapados pelos grandes craques do futebol mundial não tinham possibilidade de se imporem nas suas equipas.

Confesso que desde as primeiras conferências de imprensa de Julien Lupetegui que fiquei com uma excelente impressão da sua personalidade, da forma como lidava com os órgãos de comunicação social, na constância num discurso onde ficava latente a importância do coletivo em detrimento do interesse individual, (e Quaresma que o diga), e apesar de alguns resultados menos conseguidos ainda comungo da mesma opinião.

No entanto, há um chavão muito antigo no mundo do futebol que tem dado os seus frutos que diz sic, “Em equipa que ganha não se mexe!”, e apesar de entender que o plantel do FCP desta época tem qualidade suficiente para se alterar esta prerrogativa, também penso que na minha ótica ainda será cedo para colocar em prática tanta rotatividade no plantel, já que o mesmo ainda está em aprendizagem de novos processos de jogo, e é notório em alguns jogadores um certo desconhecimento e desfasamento na forma como encaram determinadas situações de jogo, que só com o tempo e resiliência se conseguem bons resultados. 

Todavia, a procissão ainda vai no adro e ainda há muito tempo para retificar algumas coisas menos conseguidas na equipa, mas uma coisa é certa, desta vez não podemos dizer que não temos um plantel de qualidade e recheado de várias opções no banco, por isso, continuo a acreditar que quando se atingir o ponto crucial do campeonato, o FCP saberá dar uma resposta positiva aos seus sócios e simpatizantes.

Por: Natachas.

Enviar um comentário
>