domingo, 28 de setembro de 2014

D’Artagnan

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À noite, à tarde e de manhã
Duelos evitados por um triz…
Com Porthos, Athos e Aramis
Queria bater-se D’Artagnan!?

Oriundo de terra moura
Terra de “espadachins”…
De Lisboa, está nos confins
Conhecida por Amadora!

Onde este vosso poeta
Serviu em Regimento
Em tantas noites ao relento…
Com arma e baioneta!

Pois não se sabia
Quando vinha de lá o “inimigo”
Metido eu no postigo
De noite até ser dia…

Aquilo que se suspeitava
Da táctica do adversário
Er’a o seu meio “literário”
Na cultura que de lá emanava…

E usavam da letra e verbo
Pr’a atacar d’imprevisto
C’o Conde de Monte Cristo
Ou o Homem da Máscara de Ferro!

Usando deste complot
Arregimentavam-se ordeiros
D’Artagnan e os Três Mosqueteiros
E ainda a Rainha Margot!

Era tant’a cultura
De Dumas e Dumas filho
Que só de dedo no gatilho
Aguentaria tal tortura!

Por isso se compreende
A propensão pr’o duelo
De quem tem na venta, pêlo
E no romance, surpreende!

O verbo é o seu ataque
Em frases d’estarrecer…
E ninguém o pode prender
Nas palavras com que nos bate!

E s’usar do punho
Contr’a jogador ou polícia
Não há qualquer pericia
Nem ponta de testemunho!

A sua cultura é tão vasta
Que luta sempre sozinho
Mesmo d’encontro ao Mourinho
Qu’é génio de pura casta!

E o Dicionário reluz
Nas obras arremessadas!
Que são verdadeiras cruzadas
Vencidas pois, por Jesus!

Tanto duelo vencido
Em tantas terras e palcos
Que de D’Artagnan, novos actos
Só no campeonato resolvido!

Qu’em cada semana o verbo
É enchido por outro Dumas
Em novas obras póstumas
Sem margem de sobra ou erro!

O herói sempre se salva
Desses duelos fatídicos!
Em tantos actos atípicos
Mesmo no fio da espada!

Há sempre um acto divino
Que salv’o herói da cruz!
Que se D’Artagnan fosse Jesus
Diria-o seu paladino!

Romances de Cavalaria
Em cada jornada que passa
Que não há lance que faça
Justiça à categoria!

Dos arautos qu’o protegem
Nessas lutas, no flanco!
São uns anjos de branco
Ou de vermelho resplandecem!

E se servirem de preto
São os justiceiros da Liga!
Que servem, há quem o diga
A Ordem do Figueiredo!

Que luta c’os d’Amadora
Contr’a hegemonia do Porto!
Por Dumas, até ser morto
Criando obra duradoura…

E nisso lev’o seu pagem
O condestável do Funchal
Que num acto eleitoral
Nos deu tão forte imagem!

Uma amálgama d’heróis
Provindos de terra santa
Qu’até Dumas se levanta
De-baixo desses “lençóis”!


Por: Joker
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