segunda-feira, 28 de maio de 2012

Retrospectiva do ano de basquetebol 2011/12








Ganhámos Taça de Portugal, Taça da Liga e a Supertaça. Estaria a ser incoerente se dissesse que estas conquistas igualam o valor do campeonato. Não igualam, disfarçam.

Ficamos em 1º na fase regular do campeonato, o que nos deu a vantagem do possível 5º jogo se realizar em nossa casa, o que se veio a cumprir.
Infelizmente, muito infelizmente meus amigos, falhamos o Bi. Mais do que isso perdemos o troféu para o nosso pior rival. 






Primeiramente, referir que chegámos à final com menos ritmo que o adversário. O CAB desistiu, nós ficámos sem competir e os outros com um sorriso de orelha a orelha – e eles têm-nas grandes, atenção.

Em 5 jogos, perder 2 em casa é fatal. É a morte do artista, não há volta a dar. Mas uma coisa é facto: Eles, individualmente, são melhores. 
Isto pode ser explicado e compreendido com a disparidade de orçamentos. O deles é de, aproximadamente, 2.5 milhões de euros; por contrapartida o nosso é de 0.5 milhões. 5, CINCO, vezes maior. Explica muita coisa.

Explica porque é que eles conseguem ter o Betinho, o Scott e o Doliboa na mesma equipa. Explica porque é que nós temos o Reggie (que é esforçado e bom atleta, mas não faz a diferença como o Ted Scott), enquanto no ano passado tínhamos a máquina que era o Ogirri. Quanto ao Rob, apesar de não ser o Terrell, eu gosto dele e foi dos nossos melhores nesta finalíssima.

Mas sabem o que não explica? A nossa garra, a nossa força e o nosso carácter!
Quem estava à espera de ganharmos de forma tão categórica no pavilhão da Luz quando eles já queriam fazer a festa? Os nossos atletas são enormes, a nossa instituição diferente para melhor e do pouco pão que eles comem, não aproveitam nenhum, nem para futuras construções. Deitam tudo a perder, apesar de ganharem. 

Vou falar mais especificamente do último jogo, porque como sabem foi o mais emotivo dos 5 e foi aqui que se decidiu tudo. No Caixa, neste pavilhão reluzente de adeptos fervorosos a torcer pela sua equipa, tentando levá-los ao caminho da vitória. Com espírito e cultura de basquetebol, sabem o que estão a ver, o que está mal e o que está bem. Comercialmente falando, os antros estão no Sul. Aqui, no Norte, apoia-se do primeiro ao último segundo, estejamos a ganhar ou a perder.

Aplaude-se o brio, a coragem, enfim, o espectáculo!

O jogo foi caracterizado pelo nervosismo. Sentiu-se sempre, conseguia-se ver nos olhos e no suor dos jogadores. Ninguém queria errar, mas quem não arrisca, não petisca…

O Benfica foi melhor. Teve mais frieza em momentos decisivos, sempre carregados pelo Ted Scott que obviamente merece um campeonato europeu mais competitivo. Apesar das nossas constantes tentativas em revirar o jogo a nosso favor, a falta de primor ofensivo e a carência de soluções para atacar o cesto ditaram o resultado. Os 4 pontos no 2º período são o espelho disso mesmo. Há mais para o ano rapaziada. Não desanimar, nós vamos estar sempre cá para vos apoiar. O Porto é feito das vitórias, mas é a partir das derrotas que ele parte para a luta. 

Mas, como se não bastasse ver a equipa rival fazer a festa no nosso pavilhão, o execrável treinador do Benfica em vez de se virar para os seus jogadores, direciona-se para a nossa bancada e começa a realizar gestos adequados ao seu nível. O mais baixo possível.

Mais: o roupeiro deles para celebrar resolve fazer o quê? Atirar t-shirts para os adeptos do FC Porto. Está instalada a confusão.

É normal. Não estão habituados a ganhar. Nas derrotas eles bem sabem o que fazer, são peritos na arte da derrota.

Uma minoria começa a atirar bolas de papel de cartolina e possivelmente alguns isqueiros, o que inviabilizou a entrega do troféu. A polícia não consegue resolver a situação e ainda a agrava mais. Caldo entornado, sendo que o nosso grande presidente vem cá abaixo pedir (e bem) explicações pelo sucedido. 


A nossa “querida” comunicação social em vez de dar destaque aos gestos do treinador (?) encarnado, só mostra imagens dos adeptos do nosso clube e do presidente a falar com a polícia como se a culpa fosse nossa. Mas calma, agora temos o Porto Canal. NUNO MARÇAL, o nosso capitão da equipa de basquetebol, vem a público falar dos actos do treinador do Benfica, sendo estas acusações bem elucidadas com imagens esclarecedoras do sucedido. 

Só que quem não quer ver! E quem é que não quer? Os mentirosos. Os que não sabem vencer. Já chamaram as imagens de montagens. O treinador deles desmentiu as acusações. Alguém que arranje um adjectivo para descrever isto, que triste já não chega.

Estamos aqui para o ano a fim de novas lutas. Para a reconquista, para o triunfo! “O Porto é nosso e há-de ser”.

Por: Dragão14

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