terça-feira, 29 de maio de 2012

Os Mais e os Menos do Campeonato (CRONICA)


O meu topo e fundo da Liga Zon-Sagres






Após ter terminado a liga profissional de futebol 2011/2012, entendi por bem fazer uma análise mais cuidada e apreciativa sobre os acontecimentos do biénio findo, quer em termos do que de melhor a mesma nos presenteou, quer também, no que concerne ao que dela se possa retirar de menor valia ou valor negativo, em termos estritamente coletivos e também individuais.




NO TOPO:

Þ       Em primeiro lugar, e apesar de não ter sido um ano de nos encher os olhos pelo futebol praticado, o FCP, por ter sido o legítimo vencedor da Liga, terá que ter sempre um lugar de destaque no panorama nacional, no entanto, e apesar de usufruir da conquista de mais um campeonato, não o conseguiu com a naturalidade que lhe tem sido apanágio e habitual, no seu já longo historial de uma forma mais que evidente, mas antes por saber aproveitar estrategicamente e mais uma vez os erros, as fraquezas e as lacunas de uma época mal definida e preparada pelo seu rival de sempre, o SLB. 

Só quem tem como presidente um homem inteligente e sabedor de todo o espaço desportivo como será JNPC, é que poderia saber dar a volta a um campeonato que parecia já ter os dias contados, pois ainda atempadamente soube retirar da equipa algumas ervas daninhas que por lá andavam, que por não estarem a ser opções constantes na equipa (Guarín, Belluschi, Souza, Walter e Fucile), foram inteligentemente substituídos à lupa por Defour, e principalmente, pela mais-valia que Lucho soube trazer à equipa pelo conhecimento que já tinha do clube e do que ele sempre representou para a equipa e para os seus adeptos.

Þ       Em segundo lugar, e já com alguma habituação nestas andanças o SCB, que paulatinamente se começa a impor como uma potência confirmada e a ter em conta, onde mais uma vez conseguiu o feito de lutar quase até ao final pela conquista do título, para além de também mais uma vez ter ficado com hipóteses de lutar por um lugar na Liga dos Campeões, o que para uma equipa com o seu orçamento não deixa de ser mais um feito heroico, e ao mesmo tempo vem provar que nem sempre o valor dos euros é condição sine qua non para se atingir determinados objetivos, mostrando através de uma gestão desportiva bem cuidada e sustentada, e na forma da construção de um plantel que tudo pode ser possível.

Þ       Em termos individuais, indiscutivelmente Hulk, não por ser de longe o melhor jogador a atuar na Liga Portuguesa, mas também pelo que ele representa e traz de mais-valias nas últimas conquistas do FCP, pois, apesar de considerar que haverá sempre mais títulos para além de Hulk, não será nada fácil a sua substituição caso apareça uma boa proposta para ambas as partes, todavia, já por cá passaram outros jogadores de igual valia, como Madjer, Jardel, Lisandro e Falcão, e nem por isso o FCP deixou de continuar a ganhar.

NO FUNDO:

Þ       Sem qualquer dúvida e em perfeita sintonia com a maioria dos meios de comunicação desportiva, o SLB, por não ter conseguido o seu principal objetivo de ser campeão nacional, ficando-se pela conquista da Taça da Liga que me parece demasiado redutor para o investimento que a SAD se prontificou a fazer no início da época. E ao contrário do seu eterno rival do norte, em que tudo parece estar perfeitamente controlado e organizado em torno do clube, no SLB, parece acontecer tudo ao contrário, desde o papel do Rui Costa que ninguém sabe ao certo qual o seu verdadeiro lugar na SAD, na forma como JJ não soube estruturar em termos físicos um plantel que à partida parecia ser de inegável valor, passando pelo seu presidente e alguns diretores da SAD que em termos de discurso e de estratégia preparada, estarão a anos-luz de distancia da performance de JNPC e seus pares.

Þ       Em segundo lugar, o SCP, o típico clube do “quase”, não que com esta definição queira faltar ao respeito aos seus apaniguados simpatizantes, pois a minha intenção passa unicamente por lançar mais um alerta às massas leoninas, já que paulatinamente estão a perder o terreno conquistado para o seu homónimo do Minho, que ao contrário do clube de Alvalade tem tido uma evolução não só desportiva como também em termos de sustentabilidade económica. Neste pressupostos, o SCP, não pode continuar a perder finais de Taças de Portugal com clubes como a Académica, por muito briosa que ela seja, ou ficar-se pelas meias-finais de uma Taça Europeia, ou ainda, perder no seu próprio reduto uma final da Taça Europeia se quiser continuar a ser considerado como o terceiro grande clube em Portugal.

Þ       Em termos individuais, Kléber e o FCP, por não saberem substituir com a devida eficácia que lhe é peculiar a falta que Falcão deixou na equipa. Se por um lado, Kléber, nunca conseguiu tirar das suas costas o fardo e a responsabilidade de substituir um jogador com a qualidade de Falcão, já por outro lado, também o FCP teve sempre dificuldades em toda a época para preencher um vazio deixado pelo seu anterior titular indiscutível, podendo mesmo esse hiato ter-lhe custado outros dissabores, que na minha ótica se resumiram à fraca prestação da equipa na Taça de Portugal e nas competições europeias, que ficou bastante a desejar tendo em conta o seu prestígio nas provas Europeias.


Por: Natachas

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