segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Acordou!


Tem-se por desperto,
O nosso Dragão!
E tod’o lampião
Boquiaberto…

Uma nova era
Desvend’a penumbra,
E donde jaz a sombra
Sobressai a cólera!

Que nessa labareda,
Há fogo e chama!
E se alguém reclama
Porque não s’arreda?

E não fica em casa,
Ou muda de lado!?
Já qu’o encarnado
Até levant’a asa?

E s’até disputa
O jogo c’o Dragão!?
Junte-se à “nação”
Nessa nova luta!!

Têm bons motivos,
E um nome: Vitória!
E tod’uma história,
Por recreativos!

Que nisto, acusar
O árbitro da derrota!
Como se fosse batota…
Tem que s’apoiar!

Já que quem não vê,
Como limpa, a vitória!
Junte-se ao Vitória
Sem saber porquê!

Ah, é então do Lope,
Que s’apont’o dedo?
Que neles o medo
É qu’o Porto sobe!?

Querem ter razão
Contr’as estatísticas,
E contr’as políticas…
Sempr’em negação!?

Que não podem ver
Qu’o Dragão está vivo!
E qu’isso é motivo
Pr’o querer perder?

É do treinador
Toda esta desgraça!?
Qu’o Porto já passa
Até por ter andor??

E havia qu’expulsar,
Claro, o Pereira!
Foi tão grave asneira
Ter qu’o contratar!!

E o Casillas;
Esse grande frango!?
Não se vê o desmando
Em tais maravilhas?

Se nessas defesas,
Se not’a diferença…
Haja coerência!!!
Em tais subtilezas!

E s’ontem vencemos,
Mérito do André!
Só por ser quem é…
E o espanhol, de menos!

Ele em qu’o estatuto
Nunca vai a jogo!
Não é del’o fogo
Num jovem feito adulto?

E nisto apostar
Num menino da casa,
E noutro, cuja raça…
Estivera só por estar??

É est’o conceito
De quem se sente justo?
Que só a muito custo
O homem lev’o respeito!?

Depois da epopeia
Que foi a partida,
Que mal conseguida
Na parte primeira

Deu-s’a odisseia
Na segunda parte!
E no fim, com arte,
Não a panaceia…

Mas tod’a vontade
Duma geração…
E num só Dragão
A ubiquidade!?

Ver ali o André
Quase duplicado,
E o estádio lotado
Aplaudi-lo de pé!

Não p’lo golo…
Mas p’la diferença,
Com qu’a sua crença
O transforma em ídolo!

De Dragão ao peito,
Não é símbolo ou mito!
É todo esse grito
Num golo perfeito!

Mas não é um jogador
É tod’o conjunto!
E não é pedir muito,
Mérito ao treinador!

Haja pois justiça
E ao Lope, os louros!
Longe os maus-agouros
Dessa vã preguiça…

Pois qu’está vivente
Que se lhe not’a chama!
Qu’este não engana…
Pois o pé está quente!


Por: Joker
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