segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Monólogos


Sai uma entrevista
Pr’alimentar o ego!
Qu’o adepto é cego
Não vê essa pista…

Do grasso recado
Aos adversários:
Eles são temerários!
No Rascord, está dado!

E tudo reflecte
A sua influência:
É tudo inteligência!
O chiclas promete!

Que com ele contem
Pr’a ser campeão…
Que por exaltação
Já vence o “sportem”!

E ao outro vizinho
Lá lança as farpas;
São suas as etapas,
É dele o caminho!

Pois ninguém decide
Onde ele treina…
E se ele teima,
Quem perde é o Carnide!

Queriam decidir
Que fosse exportado,
Pr’a outro “el dorado”…
Mas decidiu resistir!

E para bancar
O seu vencimento
Com novo aumento…
É preciso emigrar?

S’é livre o dinheiro
Que vem do Sobrinho,
Pr’a quê o caminho
Que lev’ao estrangeiro?

E s’ele é competente
Cá em Portugal…
Que não há outro igual!
No valor correspondente…

Qu’o facto é ligeiro
Lá nesse “jornal”
Que é quase igual
Ao outro panfleteiro…

Que dando “notícias”
Lá muda de rumo…
E em sinais de fumo,
Nada propícias!

Pois há qu’apostar
Na “formação”,
E o homem-de-mão
Nisso pode ganhar!?

Mas se não vencer
Nas próximas épocas,
Já soam as éclogas
Deste “entardecer”…

Pois há que pensar
Já nesse futuro,
Que só por maduro
Nisso pode lucrar…

Já qu’investir
Milhões vezes nove,
Por metade que cobre
O resto por vir…

Já significa
Essa inversão,
Na política do “campeão”
benfica!!

E mesmo apurado
O saldo das vendas,
Só nas encomendas
O Cavaleiro é um achado!

Pois diz que vendeu
Por quinze milhões
D’euros cifrões!!?
O qu’então escondeu…

Pois ao declarar
A venda do Lima…
Os valores “acima”
São para pagar?

É só coerência
Nessa declaração,
Pois pr’a “Comissão”
Não há coincidência

C’o outro Roberto,
Este declarado…
Por valor inventado
Como sendo certo!

E no relatório,
Virá pois, a cifra!
Mas quem acredita
Em tal acessório?

Ah, e o Jesus
E a sua família…
E a santa homília,
E o anjo na cruz?

E o Máxi Pereira
Que foi coagido?
Qu’ele teria seguido
Não foss’a torneira…

Que tivesse secado
Ali pr’a benfica…
E a terra por rica,
Um deserto gretado…

E não for’a “branca”
Pr’os lados da luz,
Seria Jesus
O génio da lâmpada?

Haveria poder
Pr’a tal desenlace,
S’este disfarce
Se não pudesse esconder?

Ou é um acaso
Este branqueamento?
E tal acontecimento
Num soldado raso?

Tanta confluência
No fim do império,
Que sempre foi sério…
Na sua influência?

Não é d’estranhar
Estas ocorrências,
E em tais referências
A porta de par em par?

E em tanta suspeita
Nada sobressair,
Que possa aludir
Ao fim da colheita?

Pois nada de novo,
Em tais entrevistas…
Que brancas, puristas,
São obras do “polvo”

Que teima em usar
Estes “jornalistas”,
Peças d’artistas
Do bem “educar”

No qu’os “Delgados”
São a magnificência!
Basta-me a paciência
Pr’a ler tais recados…

E assim segu’o jogo
Nesta propaganda…
Pois paga quem manda,
E o resto é monólogo..


Por: Joker
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