quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Doping?



I

Por causa de droga,
Lá corremos mais…
Que nisso, os rivais
Não têm de sobra?

Diz o ex-ministro
Que muito corremos!?
Qu’eles correm menos
Por falta de cadastro!?

Que nunca lá se viu
Jogadores dopados!?
Com dados comprovados
A qu’o doping serviu!?

Pois o Nuno Assis,
Nunca se dopou!?
E lá só acusou
Pingos no nariz!?

E se foi positivo
O teste ao Hernâni,
Que só por pusilânime
Lá levou o castigo!?

Tinha-se pr’o central
Todo esse consumo,
Mas mudou-se o rumo
Par’o menos mal…

E o que mais dizer
Nas modalidades?
São trivialidades
Pr’a poder vencer?

Que nada lhes escapa
Do râguebi ao basquete,
E no que lhes compete
Tentam de “socapa”…

Que nisto dizer
Qu’outros são drogados,
Por estarem esfaimados
De querer vencer

É mesmo de gente
Que não tem vergonha!
E que c’o droga sonha
Mesmo ali à frente!

Na Porta dezoito
Vende-se o producto,
Mas é sempr’o outro
Que faz de propósito!?

Que no gabinete
D’apoio ao jogador,
Não haja um “doutor”
Que lhes faç’o frete?

Com tanta cocaína
Ali à disposição,
É pois no Dragão
Que dá a “adrenalina”?

Não tiveram pernas
Depois do Astana…
Faltou-lhes a “mama”
Ou as “proteínas”?

Pois qu’o funcionário
Estando no xelindró,
Falta-lhes o pó
Ali no armário…

É dar tempo ao tempo
Pois que da Colômbia,
Já vem nova “bomba”
Pr’as lhes dar alento….

E já nivelados
Em cargas energéticas,
Não há doping ou tácticas
Qu’os tenha “agarrados”!

II

Que nos nossos vícios
Aos outros imputamos
O que consumimos
Pr’a não deixar indícios…

Com’o dos processos
Do “apito dourado”,
Que do lado encarnado
Nos deixou perplexos

Pois qu’ao preferir
O major João
Nas escutas d’então…
Não deu pr’o constituir

Como arguido….
Pois o nexo causal
No processo penal
Estava comprometido….

Que tal como se viu
O bom do militar
Soube sempre apitar…
Só porque s’o pediu!?

E como 4º árbitro
Tinha olho arguto!
Que não sendo corrupto
Nem tendo disso hábito

Tinha por disciplina
Pois bem “arbitrar”
Em qualquer lugar…
Mas no túnel à “Collina”!

Deixava “jogar”
Com intensidade,
Mas na verdade
Teimava em “arbitrar”

E c’o olho de lince
O bom do militar
Lá foi “testemunhar”
A sua “performance”…

E do seu “parecer”
Resultar’a sanção!
E do escolhido d’então:
O “João pode ser”!

Mas do nexo causal
Não resulta um crime,
Diz isto quem define
Um processo por tal…

Ao se ter independente
Em tal juízo legal,
Nisto s’acusa o tal (e)
O outro é “inocente”!

Com’a prova final
Qu’a “vitamina” é boa!
E que só por Lisboa
Essa venda é “legal”

Pois a “vitamina”
Vendida ali à porta!?
Tal, não conota
O clube, por Doutrina!?

Usand’a “catedral”
Anos a fio…
E ninguém o viu
Num “nexo causal”?

Não há suspeita
De crime organizado,
Ou esse “desgraçado”
É que fez a desfeita?

E ainda insinuam
Outros por dopados?
Quando os “drogados”
Nisto se atenuam?…

Por: Joker
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