sexta-feira, 11 de abril de 2014

Liga Europa 2013/14, quartos, 2.ª mão: Sevilha 4 - 1 FC Porto

#FCPorto #Sevilha #UEFA #Europa

República Romana S.A.D.

É um jogo que perdurará na nossa memória. É raro ver um FC Porto tão incapaz, impreparado e autolimitado como aquele que se apresentou em Sevilha.





Tenho a tentação de dizer que o descalabro começou com o penalti inventado pelo enviado do Platini, após este lance ter sido iniciado em fora de jogo. Mas fico-me pela tentação. É certo que o árbitro, e demais ajudantes, são doutorados no gamanço, tão ou mais incompetentes que outros que tais que por cá apitam. Ainda assim, justificar toda a nossa gritante incapacidade com isso é um exercício de mentira.





O FC Porto é varrido em meia hora de jogo, num corrupio de erros, asneiras e lapsos grosseiros, a que ainda se acrescenta muita alma sevilhana na inversa proporção à garra portista. Eles loucos pela vitória, nós amedrontados pela derrota. A linha de meio campo era, para nós, uma armadilha invisível onde a equipa tropeçava e perdia bola atrás de bola.

Fomos arrasados a meio campo. Um tal de Carriço e o M’Bia varreram-nos dali. Nem cheiramos. Foi muito duro assistir àqueles 30 minutos de jogo. A uma entrada no jogo indigna do FC Porto.

Luís Castro tenta corrigir ao intervalo com as entradas de Ricardo e Quintero. O FC Porto cresce um bocadinho. Pouco, claro. E eis que Quaresma é carregado por Coke e o lateral é expulso. Quarenta minutos de vantagem numérica. Quarenta minutos de mediocridade. Quarenta minutos do mais aberrante que há na história do FC Porto. Com uma excepção: o golo de Quaresma.

Quarenta minutos onde o FC Porto foi incapaz de ameaçar a baliza do Sevilha e ainda sofreu mais um golo. Quarenta minutos onde o treinador do FC Porto não tinha soluções par dar mais presença no ataque portista. Quarenta minutos onde o mentor do projecto 611 e ex-treinador da B, olha para o banco e vê Kelvin ou Licá.

Em Nápoles já tinha havido mais sorte que juízo. Em Sevilha, nem sorte, nem juízo.

A soberba é um dos pecados capitais, segundo Tomás de Aquino, o mais grandioso de todos. E esta época é bem demonstrativa como um processo acumulativo de soberba pode aniquilar com tudo, até com uma República Romana S.A.D. plena de êxitos.




Análise Individual:

Fabiano – Má reposição de bola no segundo golo e no quarto golo, enfim, podia ter feito mais. Mas no naufrágio colectivo, foi dos poucos que se safou. Precisa de muito trabalho.

Danilo – Um buraco. Um absurdo buraco. Sem critério no passe e acéfalo na marcação.

Alex Sandro – O mesmo que Danilo, mas com um final pior. É sempre que ia ao ataque tentava fintar meio mundo. É verdade que a equipa não lhe dava soluções, mas perdeu todas as bolas.

Reyes – Um anjinho na primeira meia hora. Uma exibição que não pode repetir. Já mostrou que sabe para mais.

Mangala – O menos mau da defesa, mas com o barco a meter água por todo o lado, também foi cano abaixo.

Defour – Os médios do Sevilha fizeram o que bem lhes apeteceu. Demasiado apático e amorfo. A atacar ainda apareceu, mas a defender nem existiu. Vulgar.

Carlos Eduardo – Tem que decidir o que quer da vida. Tem corpo e talento. Mas quer ser jogador de futebol ou jogar uma pelada com a galera no final da tarde? É a segunda não é opção para o FC Porto. Jogo sem um pingo de garra, varrido, comido e cuspido.

Herrera – Chegou à frente algumas vezes, com um transporte de bola aceitável. Por isso, foi o melhor médio em campo por uma longa distância. Mas é errático demais. Muito cru enquanto jogador de alta competição.

Varela – Não fez nada. Nada. Voltar à titularidade no próximo jogo é um insulto a todos os portistas.

Quaresma – Sai como o melhor em campo. Quem marca um golo num jogo tão tenebroso é o melhor em campo. Ponto final. Estraga muito jogo, continua a ser o dono da bola parada, e lá acerta com grandes golos de quando em vez. Quando em três meses e após longa paragem, é o melhor jogador da recta final de temporada, tudo está dito sobre a mesma.

Ghilas – Sem envolvência do meio campo, sofreu muito no jogo. Não lhe chegava jogo e sofreu a bom sofrer.


Ricardo – Um minuto em campo e já fez mais que Varela. Um minuto a lateral direito e já havia feito melhor que Danilo. Foi a melhor substituição. Titular em Braga. Ou isto já não é o FC Porto.

Quintero – Com um meio campo vergado, onde Defour não ganhava bola alguma e Herrera pouco arrancava do meio campo, nada trouxe ao jogo. Futebol ele tem, mas não tem canelas.

Kelvin – E no desespero, lembraram-se do milagreiro. Faz mais um milagre Kelvin! Mas até para milagres há condições mínimas a reunir. O FC Porto nem isso conseguiu.



Ficha de Jogo:

Sevilha-FC Porto, 4-1
Liga Europa 2013/14, quartos, 2.ª mão
Estádio: Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha
Assistência: -

Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália).
Assistentes: Elenito Di Liberatore e Mauro Tonolini; Daniele Orsato e Paolo Valeri.
4º Árbitro: Riccardo Di Fiore.

SEVILHA: Beto, Coke, Pareja, Fazio, Fernando Navarro, Carriço, Mbia, Rakitić, José Antonio Reyes, Bacca, Vitolo.
Substituições: Diogo Figueiras por José Antonio Reyes (56m), Kevin Gameiro por Bacca (69m), Trochowski por Rakitić (86m).
Não utilizados: Varas, Marin, Iborra, Samperio.
Treinador: Unai Emery.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Reyes, Mangala, Alex Sandro, Defour, Herrera, Carlos Eduardo, Varela, Ghilas, Quaresma.
Substituições: Quintero por Carlos Eduardo (46m), Ricardo por Varela (46m), Kelvin por Danilo (64m).
Não utilizados: Kadú, Maicon, Josué, Licá.
Treinador: Luis Castro.

Ao intervalo: 3-0.
Marcadores: Rakitić (5m, pen), Vitolo (26m), Bacca (29m), Kevin Gameiro (79m), Quaresma (90+2m).
Cartões amarelos: Mangala (29m), Varela (31m), Coke (32m), Quaresma (32m), Bacca (66m), Ricardo (75m).
Cartões vermelhos: Coke (54m).


Por: Breogán
Enviar um comentário
>