domingo, 27 de abril de 2014

Revolução no FCP à vista? Nem tanto nem tão pouco!


#FCPorto #Futebol Portugal #PintodaCosta





Segundo reza a história do clube, há muitos anos que o FCP não tinha uma época desportiva tão fraca e desprovida de títulos conquistados num só ano, pelo menos desde que JNPC pegou nos cordelinhos do clube, e lhe deu um rumo vitorioso e bem sustentado ano após ano, embora com algumas falhas pontuais no seu percurso mas que no ano seguinte eram logo objecto de retomas bem-sucedidas.





Já por aqui tive oportunidade de tecer alguns comentários sobre as causas, que na minha ótica, estiveram directamente ligadas a esta situação pouco comum no clube azul e branco, e que porventura disso algumas hostes portistas ainda não se conseguiram habituar a esta nova fase negativa de resultados desportivos, que também a meu ver, se não quisermos enveredar por um ciclo negativo mais extenso em termos de anos sem vitórias de peso, tendo em conta o actual plantel do nosso eterno rival, o FCP terá que meter as mãos ao caminho, e mais uma vez fazer uma espécie de reestruturação parcial do clube e principalmente do actual plantel, que desde o início da época sempre me pareceu estar a um nível de qualidade muito abaixo do que seria exigido para um clube com os pergaminhos do FCP.



Depois de este pequeno intróito que serviu para me situar no actual momento do meu clube apraz-me fazer os seguintes comentários:

1. Apesar de ter lido através dos órgãos de comunicação social que existe uma fação ligada ao clube que é apologista de uma autêntica revolução no seio do FCP, tanto ao nível da sua estrutura administrativa como ao nível do seu plantel, eu não me enquadro de todo neste tipo de postura, pois entendo que, com algumas excepções em que o futebol é fértil, quase sempre esta alternativa de reiniciar um projecto de base nunca dá resultados imediatos, e os adeptos quase nunca aceitam.

2. Entendo isso sim, que o clube terá que fazer alguns ajustes no seu plantel se quiser continuar a lutar taco-a-taco com o SLB, dando-lhe mais qualidade e alternativas credíveis para todos os lugares da equipa, e ao mesmo tempo “despachar” algumas pedras que durante a presente época não conseguiram provar a sua valia técnica, apesar de lhes terem sido dadas oportunidades suficientes.

3. Se por um lado, parece ser irrefutável que o clube terá de vender, mais uma vez, alguns dos seus principais activos para fazer face ao equilíbrio financeiro, de onde sairão eventualmente jogadores do grupo, Jakson Martinez; Mangala e Fernando, por outro lado, e aqui já estou completamente de acordo que se faça uma pequena revolução no plantel, pois jogadores como Defour; Licá; Ghilas; Carlos Eduardo; Kelvin e Josué terão forçosamente que rumar a outras paragens, e serem substituídos por outros de melhor craveira técnica, pois não me parece que tenham nível para jogar no FCP, tendo em conta as exigências que o clube se propõe, e que os seus adeptos exigem por direito próprio.

4. De igual modo, também entendo que deve ser dada uma oportunidade a alguns jogadores da equipa B, como Vitor Garcia; Quiño; Tozé; Pedro Moreira; Mikel; Kayembé (um ala de grande qualidade) e Gonçalo Paciência, e que o próximo treinador que for escolhido tenha uma apetência nata para apostar mais na prata da casa.

5. Quanto à escolha do perfil do próximo treinador, confesso que me encontro dividido entre a opção de um treinador com créditos firmados, português ou mesmo estrangeiro, ou que até já tenha passado pelo clube, mesmo sabendo que esta será uma opção mais onerosa, ou uma outra muito mais acessível em termos económicos e financeiros, mais óbvia do ponto de vista do mediatismo do mercado nacional e de quem mais se fala no momento, refiro-me obviamente a Marco Silva, mas que também pode ser entendida como uma opção de risco, e a roçar os mesmos pressupostos negativos que resultaram na vinda de Paulo Fonseca para o clube, pois treinar uma equipa como o FCP, com a pressão sempre presente diariamnente não é uma tarefa fácil.



Por: Natachas.

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