terça-feira, 15 de abril de 2014

Uma época para esquecer ou relembrar?

#FCPorto #Futebol #Portugal #Campeões #Mística 





Devo confessar que o título que tinha em mente para dar início a esta crónica, era há bem pouco tempo completamente oposto ou em contraciclo com o actual estado de graça da nação portista, tinha eu concebido como título inicial, “Perfila-se um FCP em construção”, pois tinha acabado a era de Paulo Fonseca e com a entrada de Luís Castro, parecia haver uma luz ao fundo do túnel que conjeturava um retrocesso ao nosso próprio ADN em termos de sistema de jogo que nestas últimas décadas nos deram tantos êxitos desportivos e financeiros.




Contudo, a paupérrima e desgarrada exibição da equipa em Sevilha para a Liga Europeia foi a gota de água que me faltava para mudar de opinião, pois talvez tenha espelhado a realidade actual da equipa e as carências que ela própria vem patenteando durante esta época. 

O que me apraz a fazer alguns comentários sobre este assunto.Já em devido tempo tinha tecido por aqui alguns comentários sobre a forma como este ano o FCP tinha programado a constituição da sua principal equipa de futebol, dizia eu na altura que na minha opinião, e tendo em conta os reforços que entretanto foram contratados, fazia crer que PC ao se aperceber que o SLB não iria negociar nenhum jogador crucial do seu plantel, atacando fortemente a conquista dum campeonato que não lhe pertencia há já 3 anos, e ainda acrescido do facto de se ter reforçado com mais alguns jogadores de bom nível, que se deu ao luxo de ir jogar a Inglaterra com um banco onde pontificavam jogadores como, Nico Gaitan; Enzo Perez; Markovic e Lima, PC resolveu enveredar por um investimento menos oneroso, concentrando mais as suas aquisições em eventuais talentos de jogadores a jogarem em portugal, que até a esta data ainda não foram capazes de produzirem os resultados desportivos que se esperavam, estando neste lote jogadores como, Licá; Carlos Eduardo; Josué; Ricardo e Ghilas no mercado português, e Herrera e Reys no mercado estrangeiro.

Se a tudo isto juntarmos a (má) opção que foi na altura encontrada pelo PC, (por vezes também ele se engana!), na escolha de Paulo Fonseca  para treinador principal do FCP, podemos ter aqui algumas razões potenciais e criteriosas que possam explicar o descalabro de toda uma época desportiva, que no que diz respeito ao treinador inicial teve como pecado capital, a teimosia compulsiva em alterar o esquema usado pelo FCP durante anos, e a sua pouca inteligência e arrogância de princípios ou de filosofia de jogo, a só se aperceber tardiamente de que só poderia jogar e ter êxito no clube num esquema tático com o triangulo do meio campo invertido, uma referência do clube de há várias décadas que tantos e tão bons resultados têm dado.

Só que para mal das hostes portistas ainda tivemos de aguentar com um SCP transfigurado para muito melhor, com um treinador que era uma das minhas principais opções para início da época, pese embora que bem cedo tenha ficado só com a incumbência de lutar pelo campeonato nacional, poupando-lhe assim muitas energias e alternâncias na equipa a que seriam obrigados, e que nos vai certamente obrigar a passar por uma eliminatória para chegarmos à Liga dos Campeões, situação impensável nos últimos anos no FCP, e que nos vai sujeitar a uma reorganização de planos para o início da próxima época em termos do tempo de estágio da equipa, o que pode no fim da época vir a trazer problemas de desgaste físico e mental.

Quanto à próxima época, e se quisermos continuar a lutar taco a taco com o nosso principal rival de sempre, o SLB, voltando a ter a hegemonia do nosso futebol interno e não deixar que este ciclo vitorioso se feche por algum tempo a favor de terceiros, não poderá o FCP alhear-se de fazer algumas correcções de percurso desportivo, reforçando-se pelo menos no meio campo e nas alas do terreno, mesmo sabendo que alguns jogadores de topo deverão sair para adquirir mais-valias necessárias à revitalização financeira da SAD, situação que nada tem de anormal ou que não estejamos habituados, mas não se poderão cometer os mesmos erros deste ano, ao deixarmos sair jogadores do nível de um João Moutinho ou James Rodriguez, sem que como sempre era apanágio no clube azul e branco, termos já jogadores nos nossos quadros para os substituir de imediato pelo menos ao mesmo nível futebolístico, não esquecendo aqui também a falta de jogadores que sintam mais o clube na sua génesis, que tenham o carisma de outros tempos e sejam as tais referências de que o clube sempre teve e produziu nas camadas jovens.


Por: Natachas.
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