Quarenta anos após
Celebra-se a Liberdade!
E neste dia a claridade
Dissipa os últimos pós
E o céu já clareia
Depois da negritude
Ond’a poeira em magnitude
Encheu o ar em cadeia!
Nesses anos de silêncio
Ond’a derrota era certa
Há uma porta entreaberta
Por um novo movimento!
E o regime é derrubado
P’la coragem de poucos
Que nisto avançam, loucos!?
Contr’o brigadeiro e blindado!
E o velho sistema caduco
É substituído p’la revolução!
E a democracia é a razão
Pr’a outro sistema e instituto!
E a democracia provém
Como desejo da Nação!
E tudo muda, na canção
Que nos projectou mais além!
E as instituições do passado
Definham nos novos tempos
Não são protegidas, nos termos
Dessa política do Estado (novo)!
E outras surgem por mérito
Manietadas por décadas!
Superam provas e metas…
Ressentem o tempo pretérito!…
Qu’as mentalidades são vivas
Depois de mort’a política!
Que nist’o rancor e a crítica
São programas e alternativas!
E tudo é feito no burgo
Pr’a se desmistificar a vitória
Da liberdade e da glória
Noutra cidade e clube!
Qu’aí não cheg’o mérito
Que tudo é torpe e corrupto!
Não há ética nem escrúpulo…
Ofende-se o tempo pretérito!
E novas vagas de “justiça”
Pretendem (des)classificar o escudo
Qu’o clube ostenta c’o orgulho
Só por inveja e cobiça!
Nos tempos aureos de Salazar
Seria certa a condenação!
O Porto ser campeão?
Só por sorte ou azar!
Mas a liberdade dissipa
Este pó que acumulado!
E o céu brilha azulado
Por mais que se grite “benfica”!
E podem fazer a cosmética
Desses tempos da Legião
Que na liberdade, o Dragão
É o maior símbolo e poética!
Por: Joker
1 comentário:
http://www.reflexaoportista.pt/2014/04/azul-ao-fundo-do-tunel.html
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