Paixão ou amor?

#Joker #BrunoPaixão #benfica #FCPorto



O que é a paixão
Senã’o desconcerto
De peito aberto
À desilusão?

Ter na decisão
D’esquecer ‘amada
A decisão revogada…
Por pura paixão?

Decidir inverter
Essa resolução!
Por amor, c’a paixão
Nos impede de ver!

Só o amor é eterno
C’a paixão é fugaz
E por si bem capaz (de)
Ter no céu, o inferno!

Por volúpia, ilusão
Falseamos o jogo
Tudo vale como fogo
Pr’a mentir à tesão!

E n’ânsia, a mentira
Descobre-nos errante
Não se é um amante
S’a paixão nos delira!?

É certo qu’o ladrão
Também pode amar!
E se nisso apitar
Pode ser por Paixão?

E se na paixão voraz
Ele se mostrar precoce
E num segund’o doce
Essa volúpia jaz?

E se na evidência
Duma cópula segura
Essa tesão perdura
Por falta de potência?

E se for consumada
C’ajuda do vizinho
Pois ele, sozinho
Não dá conta d’amada?

E se vier de fora
Essa decisão do coito
E quase ao minuto oito!!?
O coito ainda demora?

É ânsia de paixão
Ou de amor se trata
Se perde ou empata
Por penalização!?

A Paixão desvirtua
Essa palavra Amor!
Por falta de pudor
A sua faceta é nua!

Mas é humano trato
Em mundo d’imperfeição
E nisto vej’a razão
Da Paixão ser árbitro:

Que não podendo amar
Por falta d’emoção
Lhe sobre essa paixão
Par’o amor roubar!?

E por pura excitação
Atente pois no pudor
Exibindo “amor”
Só por recreação!?

E por exibicionismo
Mostr’a sua jactância!
Em fraca protuberância
Do glorioso “nanismo”…



Por: Joker
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Posted by Tribuna Portista

Andebol 1, 18.ª jornada: FC Porto 27 - 19 Madeira SAD - Segunda parte demolidora



O FC Porto recebeu ontem à noite o Madeira SAD em jogo a contar para a 18ª jornada da primeira fase do Campeonato. Era o regresso a casa depois de no último jgo como visitados termos interrompido a série vitoriosa em que estávamos. Com o resultado de ontem aumentamos para 6 pontos, ainda que provisoriamente, a vantagem para o 2º classificado, o ABC. Este tem um jogo difícil esta noite pelo que esta vantagem até se poderá manter.

Foi um início a todo o gás. Conseguimos superar a defesa muito aguerrida e subida da equipa madeirense e fizemos a abrir um parcial de 5 - 0. Um grande começo de jogo. Bem defensivamente e eficazes no ataque. 

Apenas depois dos 9 minutos sofremos o 1º golo. Apesar da boa defesa Quintana começava já a brilhar.

Esta forte entrada da equipa fazia acreditar que seria um jogo fácil. Talvez tenha havido um certo baixar do ritmo. Tudo isto levou a que a equipa insular se fosse paulatinamente aproximando do marcador. Beneficiando de um menor acerto nosso no ataque foram reduzindo a desvantagem. Primeiro para 3 golos, depois para 2, ficaram a 1 golo apenas e podiam ter empatado já nos minutos finais da 1ª parte. Não o fizeram e Miguel Martins colocou termo à ineficácia portista e levou a equipa a vencer por 2 ao intervalo (13 - 11).

A 2ª parte trouxe ao de cima o melhor que o andebol na nossa equipa tem. Defesa aguerrida e concentrada, velocidade no jogo, muita velocidade. Os contra-ataques tão do nosso agrado foram surgindo uns atrás dos outros. 

Foi uma reentrada que fez juz à equipa de Obradovic. Praticamente o jogo ficou ganho após 10/15 minutos a jogar assim. Basta relembra que o resultado ao intervalo era de 13 - 11 e a meio desta segunda parte já estava em 22 - 12.

Estava ganho e era altura de rodar. O jogo obviamente baixou de intensidade apesar dos esforços do treinador adversário (muitas vezes tentou atacar com 7, utilizando o guarda-redes avançado). 

No final 8 golos de diferença. 27 - 19. Valeu pelos primeiros minutos de cada parte, sobretudo a 2ª onde fomos arrasadores. 

No próximo sábado mais um jogo em casa com o Santo Tirso. Supostamente um jogo mais acessivel mas que convém jogar com o profissionalismo de sempre. Estamos perto de assegurar o fator casa nos playoff, algo que poderá ser decisivo.


FICHA DE JOGO

FC PORTO-MADEIRA SAD, 27-19
Andebol 1, 18.ª jornada
27 de Janeiro de 2015
Dragão Caixa

Árbitros: Mário Coutinho e Ramiro Silva

FC PORTO: Alfredo Quintana (g.r.); Mick Schubert (1), Miguel Martins (3), João Ferraz (1), Daymaro Salina (4), Gilberto Duarte (7) e Ricardo Moreira (7)
Jogaram ainda: David Sousa (g.r.), Nuno Roque (1), Alexis Hernandez (1), Hugo Santos (1), Nuno Gonçalves e Babo (1)
Treinador: Ljubomir Obradovic

MADEIRA SAD: Luís Carvalho (g.r.); Leandro Nunes (1), João Mendes (4), Sérgio Rola (2), Daniel Santos, Hugo Lima (2) e José Azevedo (2)
Jogaram ainda: Francisco Freitas (g.r.), Nuno Silva (7), Daan Garcia (1), Rodrigo Sousa e João Martins
Treinador: Paulo Fidalgo

Ao intervalo: 13-11


 Por: Paulinho Santos
   

Será que a FPF está de volta ao passado?


A FPF celebrou o seu primeiro centenário com uma gala com toda a pompa e circunstância, onde teve oportunidade de premiar os que, na sua ótica pessoal ou através de uma votação on-line, mais se distinguiram no desempenho das suas várias funções naquela instituição desportiva, evento que de certa forma até se deve aplaudir pela iniciativa e oportunidade, pois, é sempre bom para quem contribuiu durante anos com o seu esforço e dedicação, sentir por parte da instituição que representa, ou representou, um merecido carinho e uma lembrança que pontifique para memória futura.

No entanto, quando se tem em mente como princípio de base, homenagear personalidades num universo tão diversificado como este, deve-se ter sempre o cuidado de ser o mais isento possível, ter a sensibilidade de escolher com rigor para não ferir idiossincrasias, e não deixar esquecidas personalidades ímpares que a própria história tenha por si só já enaltecido, avaliado e perpetuado como muito importantes durante um determinado período de tempo, sob pena de estarmos a contribuir diretamente para a proliferação de conflitos de interesses associados a ódios antigos de orientações clubistas, que por sua vez, alguns jornais da especialidade e outros órgãos da comunicação social bem apreciam e tentam reintroduzir de imediato no meio futebolístico nacional, tendo em conta o pseudo ressurgimento do SLB na hegemonia do futebol português, que durante várias décadas a perdeu a favor do seu rival do norte, o FCP, aparecendo agora uma nova campanha instalada na opinião pública, no sentido de preparar e alterar certos princípios de base no que toca à liderança do futebol português, não sendo por isso na minha ótica, estranha esta forma de atuação de uma FPF que sempre esteve ligada na sua génese aos interesses dos clubes do Terreiro do Paço da capital portuguesa.

Neste enquadramento, e sem me surpreender de todo esta forma de agir e estar no mundo do desporto português e dos seus agiotas, a que a gente do norte sempre esteve habituada a lidar com esta situação, tendo nas últimas décadas sabido dar uma resposta cabal ao seu melhor nível, o que se lamenta é o esquecimento puro e simples, hipócrita, injusto, vingador e traiçoeiro na referida gala de personalidades que tanto deram e contribuíram para engrandecer o desporto nacional e o futebol em particular, pois, a FPF ao esquecer-se pura e simplesmente, nem mesmo fazendo uma menção honrosa, a personalidades como, Pinto da Costa, que queiram ou não, que tentem ou não surripiar da realidade, será sempre lembrado como o melhor e o maior presidente da história do futebol mundial, não só pela notável obra realizada ao serviço do seu clube, como também pelos títulos nacionais e internacionais conquistados durante a sua vigência, que não podem ser negados por ninguém, e que tanto têm incomodado muita gente frustrada que por aí gravita, da mesma forma que é lamentável a mesma FPF, ter-se esquecido do trabalho realizado por José Maria Pedroto, um símbolo do futebol português como treinador e mentor, pelas barreiras que ajudou a derrubar, tanto ao serviço do FCP, como também ao serviço da própria instituição desportiva que não o reconheceu como tal, o que considero ambas as situações uma afronta e um desrespeito total à nação portista e ao povo português em geral, pelo menos aquele verdadeiro povo do norte que sabe e entende de futebol, e não está ligado a altos interesses instalados na sociedade.

Por fim, e parafraseando um dos premiados na cerimónia da gala organizada pela FPF, a que eu me associo e subscrevo como sustentáculo substantivo da minha crónica, diria também que, “É tempo de varrer a porcaria que há na FPF“.
 
Por: Natachas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Posted by Tribuna Portista

Sucesso

#Joker #Porto #Benfica
 

Aqui há um século
Havia miséria
De cuja bactéria
Se morria de Tifo…

O povo vivia
Em cidades lúgubres
(Milhares de tugúrios)
De barriga vazia…

A sobrevivência
Er’a nosso projecto
Qu’ao analfabeto
Não servi’a ciência!

Pois noventa por cento
Desta nação
Não sabi’a lição
Exclusiva do Convento!

E a imigração
Do campo à cidade
Subi’a mortandade
Por propagação…

Tod’um cenário
De doença e pobreza
C’o crime por certeza
Como um ideário!

A qu’a política
Tinha dado por mote
No Ultimato torpe
À nação por vítima!

Que sendo liberal
Se tornou extremista
Tomado o realista
Por alvo natural…

E do regicídio
Visámos a República
C’a dívida pública
Já era um suicidio!

E à nova República
Sobraram as doenças
Em muitas parecenças
Nessa vaga famélica…

E não havendo Rei
Elegeu-se o Presidente!
Vivendo-se à tangente
Segundo a Lei…

Mas nessa “liberdade”
Qu’a poucos lhe servia
Não morreu a ideologia
E a criminalidade…

Por isso outro “monarca”
Foi morto p’lo “Sinédrio”
Deixando em Sidónio
A sua marca…

E da “República velha”
Chegamos ao “Estado Novo”
Qu’o travo deste povo
É ser “ovelha”!

Mas não por ser negra
Qu’é espécie muito rara
Qu’isto de dar a cara
Não é a regra!

Pois traz consequências
De natureza agreste
E o povo só resiste
Às emergências…

E disto me translado
Ao mundo do futebol
Qu’é do mesmo rol
E do mesmo fado!

Por não ter ‘sperança
No nosso “orgulho”…
Porquê tanto barulho
Na falta de liderança?

É do nosso fatalismo
Qu’os homens são mortais!
Não há pois, dois iguais
No nosso seguidismo!

É hora de mudar
Que perdemos direcção!
No espelho da nação
Podemos continuar?

Pois que tenho dito
Sobre este tema!
Já tenh’o meu anátema…
Ao Porto, já não grito!

Vou deixar correr
As derrotas ou vitórias…
Acabam-se-me as estórias!
Não tenho qu’as escrever!

Por isso vos saúdo
Neste meu último poema
Pois qu’a este tema
Não volto, nem lh’aludo!

A escrita não progride
E o tema já s’esgota!
Qu’a rima já denota
Qu’o Português agride!

Pois aqui me cesso
Na escrita, no poema…
Do Porto foi o lema
E só nisso, sucesso…

Obrigado, e até sempre! ;-)

Por: Joker
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Posted by Tribuna Portista

GALLO, COLO, PACIÊNCIA.



TER GALLO. NÃO TER COLO. PERDER A PACIÊNCIA.
Há 3 razões que justificam a derrota que compromete de forma quase irremediável as possibilidades de conquistar o titulo.

A primeira foi a actuação das equipas de arbitragem na 1ª volta do campeonato.

A segunda foram os erros individuais de alguns jogadores e a terceira o facto de Lopetegui não ter sabido devolver à equipa aquilo que ela tinha perdido na 1ª volta por factores extrinsecos e no jogo de hoje por azelhice, incompetência e falta de sorte.

Lopetegui escolhe uma equipa aceitável por todos para o jogo dos Barreiros. Era por dentro que o Maritimo costumava implodir e não fazia sentido abusar do jogo exterior.

Nesse sentido alinha Quintero e ter bola, jogar mais por dentro e controlar o jogo no meio-campo adversário pareceu mais provável.

Escolheu Quaresma em vez de Tello e essa decisão também era aceitável porque se antevia um bloco baixo, condição em que ter bons pés é mais importante do que ter pernas velozes.

O jogo começa como pretendido. Domínio territorial e absoluto do Porto, Fabiano de férias na Madeira e Quintero a jogar por dentro.

A ala esquerda do Porto joga em triangulações com Alex, Oliver e Quaresma.

À ala direita do Porto falta um elemento: Danilo e Quintero.

Herrera joga à frente de Casemiro tentando fazer a conexão com Jackson.

Quaresma também parece ter a lição bem estudada e não se cola à linha.

O principal problema foi o de colar excessivamente Oliver à esquerda tirando-lhe jogo e tirando-o do jogo num relvado onde nenhum grande consegue jogar futebol com 0-0 no marcador.

Maicon de cabeça, Casemiro num remate à entrada da área, Quintero de longe e Quaresma num drible para dentro que acaba nas mãos de Salin comprovam o domínio da partida.

Entre a 1ª parte deste jogo e o da semana passada há algumas diferenças que merecem ser salientadas:

  • ·        O Porto domina mais o jogo que o Benfica na 1ª parte.
  • ·         O Maritimo joga com a defesa mais subida na semana passada do que hoje.
  • ·         O Maritimo chega mais vezes ao meio-campo adversário na semana passada do que hoje.
  • ·         Porto e Benfica têm escassas oportunidades de golo na 1ª parte do jogo.
  • ·         Ola John abre, Bauer estaciona e Salvio marca.
  • ·         João Diogo cruza, os centrais disputam a bola com Maazou aliviando-a para a frente onde Gallo tem tempo para preparar o pé antes que Maicon se aproxime rapidamente e se encolha infantilmente para o lance do golo.
  • ·         Talisca não é expulso.

Quem analisar as primeiras partes das 2 partidas percebe que também aqui a relevância do Colo e do Gallo se fazem sentir.

Na realidade o Porto estava a fazer uma boa circulação de bola mas falhava, até ao golo que vira tudo do avesso, no posicionamento de Oliver e dos laterais. Danilo e Alex Sandro precisavam de ser mais profundos porque o Maritimo jogava baixo e estava exclusivamente interessado em defender.

Para que isso acontecesse, seria necessário que o Porto tivesse um trinco que soubesse comportar-se no contexto de uma equipa grande.

Não tem. Casemiro joga sem responsabilidade. R-E-S-P-O-N-S-A-B-I-L-I-D-A-D-E.

Está em voga louvarem-se médios defensivos que saibam passar a bola e que sejam bons no início de construção, como se um bom 1º passe em zona defensiva  de uma equipa que joga em posse fosse decisivo. Não é.

Um bom 1ª passe numa equipa como o Porto é fundamental, apenas, para a equipa se salvaguardar da pressão alta adversária. Apenas serve para defender melhor porque quando o 1.º passe entra a equipa do Porto não acelera para a grande área adversária. Apenas se instala, sem pressas, no meio-campo adversário.

Numa equipa de posse que, teoricamente, mete muitos jogadores no meio-campo adversário seja em posse ou em pressão o que é necessário é ter um médio defensivo atento e responsável. Atento às zonas desocupadas pelas incursões dos laterais e atento às segundas bolas nos contra-ataques que passam a peneira da 1ª pressão.

O 1.º lance do Maritimo era perfeitamente inofensivo se o central do Porto tivesse metido o corpo à frente do pé do Gallo e/ou se tivesse um médio defensivo que não fosse o 6.º ou 7.º jogador a chegar à area e estivesse de frente para o lance e não de frente para Fabiano num sprint.

Em tese é o médio defensivo que compensa desposicionamentos estratégicos e naturais dos seus companheiros de equipa.

Neste lance foi o medroso Maicon que tentou compensar o desposicionamento do médio defensivo.
Casemiro vinha lá de baixo. Como de costume não estava lá.

Tivemos Gallo. A somar à irresponsabilidade e ao medo há também muito Gallo.

O jogo tinha só um sentido e a equipa tinha entrado com vontade de resolver o jogo cedo ao contrário de outras deslocações  (Barcelos, por exemplo).

Nesse momento em que o presente nos dá um estalo, o passado tira-nos do sério.

O passado é o Colo. Num jogo normal da 18ª jornada em que o Porto estivesse colado ao Benfica não se viveria o tumulto mental que se propagou em toda a nação portista.

Eu fiquei nervoso porque estávamos a 6 pontos e empatar era o fim.

A equipa intranquilizou-se mais do que seria esperado porque não podia perder pontos ali.

Havia 1 hora pela frente mas nas nossas cabeças o TIC-TAC tinha começado. Faltou capacidade mental para jogar aquele jogo como se isto não tivesse acontecido:



Nunca faltou atitude, nunca faltou vontade de correr atrás. O que faltou foi capacidade para ignorar que mesmo estando a 6 pontos não podiamos jogar com o TIC TAC na cabeça.

Nunca como neste jogo eu senti o peso do COLO que o Benfica teve na 1ª volta.

O video não pretende desculpabilizar erros próprios nem tapar o sol com a peneira.

O video pretende que ninguém se esqueça que para além das incidências da partida o contexto em que ela se desenrolou também teve relevância. Esquecer isso para sentenciar tudo e todos é viver na cultura do imediato e tapar o COLO com o GALLO.

Ao contrário da conferência de imprensa de Lopetegui em que ele afirmava que se tentava abstrair de coisas (arbitragem) que não conseguia controlar o que se viu nas acções frenéticas e epiléticas que vieram do banco é que não foi capaz de se abstrair das consequências do Colo da 1ª volta. Devia ter sido.

A pressão esteve nas cabeças dos adeptos, dos jogadores e também do treinador.

Eu não consegui ver o jogo sem pensar que podia estar a 1 hora do fim da luta porque esta era uma derrota provisória diferente de todas as outras. Compreensível.

Os jogadores não conseguiram esconder os nervos e o desânimo com a inglória luta que estavam a ter. Compreensível.

O treinador perdeu-se no meio da pressão. Tomou decisões a mais, pouco intervaladas. Incompreensível.

Ao minuto 46 abandonou a estratégia inicial. Pensou que dar largura ao jogo era melhor.

Decisão 1: Dois extremos abertos, Oliver mais no meio e vamos a eles.

Meu pensamento:  Não me parece que fosse esse o problema mas é normal que a primeira reacção seja voltar ao Porto-tipo dos últimos jogos.

Consequência: O Porto entra bem e em 10 minutos tem 2 oportunidades de golo soberanas.Bauer salva jogada de Quaresma com Oliver e Indi falha um golo fácil na pequena área na recarga a um remate de Casemiro. A Decisão 1 de Lopetegui parece estar a dar certo.

Decisão 2 aos 55 minutos: Sai Herrera e entra Gonçalo Paciência

Meu pensamento:  Se em 10 minutos a equipa reage bem porquê mudar a medicação de forma tão rápida? Se era para jogar 2 avançados em cunha é demasiado cedo para isso.

Se a ideia é para jogar Gonçalo à frente com Jackson atrás, seria preferível ter só gasto 1 substituição em vez de duas tirando Herrera e metendo Tello ao intervalo.

Isto porque Quintero a 10 é melhor que Jackson a 10 e porque Jackson a 9 é melhor que Gonçalo a 9.
Dois erros.  Demonstra impaciência no banco e incapacidade para ler o que o jogo estava a dar. Um treinador tem que ser o último a perder confiança e serenidade.

Consequência: A equipa demora a adaptar-se a esta alteração. Primeiro parece que é Gonçalo que fica atrás de Jackson para mais à frente trocarem de posição obrigando o colombiando a ser médio quando precisavamos do 9 TOP MUNDIAL na cara de Salin.

Decisão 3 aos 63 minutos: Sai Indi e entra Rúben Neves

Meu pensamento:  Não gosto de esgotar substituições a meia hora do fim. O ganho de tirar um amarelado é compensado com o risco de ficarmos descalços para qualquer lesão.

Gosto de substituições que fazem a leitura correcta do jogo (3 defesas) mas à priori esta parecia uma alteração para compensar o erro da 2ª.

Imagino o Lopetegui a pensar: “Fiz asneira há 4 minutos! Não tenho gente no meio-campo central”

Fez asneira porque nunca deixou a equipa acalmar depois do 0-1. Saímos bem do intervalo mas como não marcamos foi um Ai Jesus e toca a mexer.

Fez asneira porque na prática não ficamos a jogar com 3 defesas.

Como Indi a central é melhor que Casemiro a central o único beneficio prático foi termos um médio com melhor passe junto de Oliver porque quantitativamente o Porto continuou a ter apenas 2 médios-centro.

Consequência: A equipa esteve sempre sobressaltada. Logo a seguir surge o lance em que Jackson isola Tello, a bola vai ao poste e Salin defende recarga miraculosamente.

Depois disto foi tudo em sofreguidão e demasiada mobilidade posicional anárquica.

O Porto volta a estar perto do golo no fim do jogo (Ruben Neves e Tello) e no global tem oportunidades de golo suficientes para merecer outro resultado mas fica no ar que faltou qualquer coisa.

Faltou cabeça a Maicon para não ter medo ao minuto 32.

Faltou cabeça de Casemiro para ser responsável ao minuto 32 e estar no sítio.

Faltou paciência a Lopetegui que em escassos 18 minutos fez tudo e o seu contrário.

O Gallo do minuto 32 feriu-nos. Associado ao Colo da 1ª volta deixou-nos em estado comatoso. A falta de Paciência de Lopetegui deu a estocada final.


Análises Individuais.

Fabiano – Sem culpa no golo e sem trabalho no jogo. Incrível.

Danilo – Faltou que fosse o médio-ala que precisavamos. A equipa esteve quantitativamente tombada à esquerda na 1ª parte e isso limitou as incursões de Danilo.
Na 2ª parte tentou ser mais afoito no meio da anarquia mas acaba por não conseguir marcar a diferença como já fez noutros jogos.

Alex Sandro – O mesmo problema de Danilo com a agravante de revelar algum desleixo na saída de bola e a tradicional falta de inteligência quando o extremo ganha-cantos e ganha-livres tentava que Alex caísse na esparrela. Sempre que Edgar Costa tentou Alex caiu.

Maicon – Está marcado pelo lance do golo. Há uma diferença entre disputar uma bola com vigor importunando o aversário e fazer pénalti mas Maicon não a conhece e protegeu-se desprotegendo-nos.
Com bola vimos alguns balões despropositados e passes transviados.
 Just another day at the office.

Indi –  Pouco trabalho. Disputa a bola e incomoda Maazou no lance do golo, recebe um amarelo desnecessário e desaproveita todo o espaço que lhe era dado na saída de bola.
Hoje, os centrais do Porto podiam desde o ínicio do jogo entrar no meio-campo adversário a passo que não seriam importunados. Quando a partida nos dá algo de diferente ao esperado devemos aproveitar.

Casemiro – Disputa bolas com pé de ferro pela parcela de relvado que pisa e é dos poucos jogadores do Porto que tem feeling de golo nas botas e na cabeça.
É demasiado instintivo e pouco cerebral para ser o médio defensivo de uma equipa grande.
Basta ver onde está Casemiro na altura em que Gallo remata para perceber tudo.
 Assistir a essa cena é como ver um extremo do Porto a fintar dois adversários e a dar uma bola de golo que um ponta de lança falha por ainda não ter chegado à área.
Ele tem que lá estar. Pode falhar mas tem que lá estar.

Oliver – O jogador mais apagado na 1ª parte. Andou demasiado colado a Quaresma e a Alex Sandro e pouco ligado ao jogo e o Porto ressentiu-se disso.
Lopetegui fez bem em mantê-lo para a 2ª parte porque quando Oliver se soltou como médio-centro as oportunidades começaram a surgir de imediato. No meio da anarquia tactica da 2ª parte foi aparecendo e tentando dar linhas de passe para a equipa acalmar e respirar.

Herrera – Começa muito bem com os motores bem aquecidos sendo um dos principais responsáveis pelo Porto controlador e dominador da primeira meia-hora.  Quando o jogo está calmo o nervo de Herrera parece uma benção mas quando as coisas se agitam faz falta alguém com voz de comando e que dê ordem ao meio-campo.
Hoje, quando o jogo se enervou Herrera afundou.

Quintero – Estava a fazer o que era suposto e acaba por não merecer a substituição. Jogou mais a 10 do que a médio ala e as bases em que o jogo estava lançado perspectivavam que o seu génio pudesse surgir.
Continua a jogar em demasia com Jackson. Qualquer movimento que Jackson faça quando Quintero tem a bola parece cegar o pequeno 10. Não vê mais ninguém e a bola tem que ir para o Cha Cha Cha.

Quaresma – Dos melhores jogadores enquanto não incorporou que o jogo dificilmente seria ganho.  Criou perigo seja em jogadas individuais em que parte o defesa e tenta o golo como em combinações com Oliver.
Foi constante e sempre perigoso para a baliza do Marítimo. Como aspecto negativo a salientar está o excesso de bolas paradas que continua a marcar.

Jackson – Um jogo inglório. Não foi o ponta de lança que a equipa precisava mas a dada altura teve que ser o médio ofensivo que a equipa não tinha.
Jackson não tem o dom da ubiquidade e quem organiza a equipa deve dar-lhe condições para estar onde é letal. Não faz sentido ver Jackson a jogar na posição de Herrera quando o Porto está a perder.


Tello – Teve um impacto imediato na partida fazendo valer a sua velocidade para surgir na cara de Salin atirando ao poste. Em 45 minutos acaba por ser o jogador com o maior número de remates perigosos à baliza o que revela a avalanche ofensiva da 2ª parte.

Gonçalo Paciência -  A sua entrada confundiu mais a sua equipa do que o adversário.
Individualmente até esteve bem disputando bolas, usando o corpo e arrancando a expulsão de Raul Silva mas foi cedo demais para o relvado desestruturando a mecânica colectiva que vinha dos balneários e obrigando Jackson a pisar outros terrenos.

Rúben Neves – A lacuna apontada a Herrera é uma qualidade de Rúben. Quando os jogos se agitam é de jogadores serenos com bola que precisamos e essa é uma qualidade que tem e que pôs no jogo assim que entrou.
O grande defeito apontado a Casemiro é também uma qualidade de Rúben. Ele sabe que terrenos pisar e é responsável.

Sendo calmo e responsável não foi capaz de organizar sozinho o caos em que a equipa se tornou.

Ficha de jogo:

Marítimo 1 - 0 FC Porto
Primeira Liga, 18ª jornada
Domingo, 25 Janeiro 2015 - 18:00
Estádio: Estádio do Marítimo, Madeira

Árbitro: João Capela (Lisboa)
Assistentes: Ricardo Jorge Santos e Tiago Rocha
4º Árbitro: Ricardo Baixinho

MARITIMO: Salin, João Diogo, Raúl Silva, Bauer, Rúben Ferreira, Fernando Ferreira, Danilo Pereira, Bruno Gallo, Edgar Costa, António Xavier, Maazou.
Suplentes: José Sá, Briguel (90+5' Bruno Gallo), Alex Soares (85' Maazou), Theo Weeks, Fransérgio (66' António Xavier), Micolta, Ebinho.
Treinador: Leonel Pontes.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Óliver Torres, Quaresma, Jackson Martínez, Quintero.
Suplentes: Helton, José Ángel, Ricardo, Marcano, Rúben Neves (63' Martins Indi), Tello (46' Quintero), Gonçalo Paciência (59' Herrera).
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Bruno Gallo (32').
Disciplina: cartão amarelo a Raúl Silva (35'), Martins Indi (36'), Edgar Costa (75'), Danilo Pereira (77'), Danilo (83').Segundo amarelo e vermelho a Raúl Silva (77').


Por: Walter Casagrande

Segunda Liga, 24ª Jornada: Oliveirense 1 - 0 FC Porto B




O Porto B deslocou-se este Sábado ao terreno do segundo classificado, Oliveirense, tendo perdido por uma bola a zero.

O conjunto portista registou várias ausências: Kayembe (emprestado ao Arouca), Gonçalo Paciência (com a equipa principal), Lichnovsky e Francisco Ramos (a cumprirem castigo) e Ivo (a recuperar de uma lesão).

Assim, o onze inicial contou com várias novidades: Zé António fez companhia a Tomás no centro da defesa, David Bruno foi a novidade no meio campo e Pité ocupou a ala direita no ataque.

Mas vamos ao jogo. Esse pautou-se sempre por um grande equilíbrio e acabou por ser animado, apesar de o relvado estar em péssimas condições:
um autêntico batatal.

As estratégias das equipas foram assim bastante semelhantes, explorar passes longos e saídas rápidas em contra ataque, visto que o relvado não permitia nota artística.

Ambas as equipas criaram oportunidades de golo, mas a eficácia não foi a melhor e os guarda redes estiveram inspirados. Do lado portista, Leandro enchia o campo e permitia ao Porto equilibrar o meio campo. Várias oportunidades foram desperdiçadas por Leandro, André Silva e Pavlovski.

Já a Oliveirense batia num muro chamado Gudino. O jovem guarda redes portista impedia o golo com grandes defesas.

O intervalo chegou assim com um empate justo.

A segunda parte trouxe um Porto mais cansado e lento e uma Oliveirense mais prática e agressiva. Luis Castro mexeu, mas daí nada resultou.
Graça não fez mais que Pavlovski.

O jogo acabou por decidir-se na eficácia. Rui Lima foi eficaz na sequência de um lançamento e muita confusão na área portista, marcando assim o golo da Oliveirense. Do lado do Porto, houve cerimónia e pouca eficácia.

O jogo acabou por se encaminhar para o final sempre no mesmo registo, com destaque para a estreia de Rui Pedro, um avançado de apenas 16 anos e uma das maiores promessas do clube.

O resultado acaba por se aceitar face à eficácia dos da casa. No entanto, o Porto deixou uma boa imagem.
Análise individual:

Gudino - Duas enormes defesas a negar o golo ao adversário. Sempre seguro.

Victor Garcia - Fechou muito bem o lado direito da defesa. Agressivo sobre a bola. Parece regressar a um bom momento de forma.

Zé António - Voltou após uma lesão e não esteve nos seus dias. Alguns erros.

Tomás - Jogou a central, uma posição que não é a sua, mas que já fez. Acabou por realizar uma exibição séria e competente.

Rafa - Muito bem no apoio ao ataque sobretudo na 1ª parte. Sentiu algumas dificuldades defensivas.

Leandro - Melhor em campo. Um jogo de muita entrega e em que foi quase sempre o bombeiro de serviço. Com David Bruno sem rotinas de meio campo e Pavlovski sendo um médio mais ofensivo, foi Leandro a carregar o meio campo.

David Bruno - O polivalente de serviço experimentou um novo lugar, desta vez no meio campo. Foi curto para o que se exigia. Ainda assim, quase marcava numa aparição na área contrária.

Pavlovski - Apoiou bem o ataque com belos passes, mas ainda não tem o ritmo que lhe permite aguentar todo o jogo ao mais alto nível. Esteve muito perto de marcar num livre.

Pité - Encostado a uma ala nunca conseguiu afirmar-se no jogo. Muito lento e sem a intensidade necessária. Saiu tarde.

Fred - Muito esforçado, mas pouco inspirado. Não conseguiu desequilibrar.

André - Muita luta, mas pouco acerto. Muito perdulário na finalização, o que é pena pois é dos jogadores que mais cria jogo para a equipa.


Graça - Não acrescentou nada ao jogo, pouco inspirado.

Roniel - Conseguiu trazer velocidade ao ataque, mas sem efeitos práticos.

Rui Pedro - Estreia do jovem ponta de lança portista, de apenas 16 anos. Excelentes pormenores.


Por: Prodígio

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