quarta-feira, 16 de Abril de 2014

0 comentários Cupido

#Benfica #Querido #Proença #Cupido

Tem calma, querido...
Tem calma, querido...

Olha que querido!
Voltou o Proença
Sem coincidência…
Que divertido!

Vem apitar
O jogo da meia
Da casa cheia
Pr’o ver jogar!

Ele qu’apita
C’um olho vesgo!
E o outro é cego
No qu’acredita!

É a recompensa
Do bom trabalho!
A favor do Carvalho
Por troca c’o Benquerença!

Esquecendo-se de ver
O sucedido!
Ele qu’é tão querido….
É de derreter!

Não foi pénalti!
Foi apenas estorvo…
E o salto torto
É que não foi ágil!

E aquele golo
Em fora-de-jogo!
Milimétrico a olho
D’impossível logro!

Por isso apita
Este nosso querido
O clube sofrido
P’la sua fita!

E sendo reincidente
Nestes jogos quentes
Fez seguro aos dentes (e)
Apita diligentemente!

Por isso subiu
Alto na consideração!
Daquela instituição
Qu’antes o proibiu!

E com dentadura nova
Apresta-se a julgar!
Naquele mesmo lugar
Onde levou a sova!

Assim ficou mais querido
Enternecedor até!
Que s’apitar por fé
Passa a protegido!

E sendo internacional
O melhor do mundo!?
C’o este pano de fundo…
Estará no mundial!

Por isso é aguardar
O apito deste cupido:
Que por ser tão querido
Não deixará d’agradar…




Por: Joker

terça-feira, 15 de Abril de 2014

0 comentários Uma época para esquecer ou relembrar?

#FCPorto #Futebol #Portugal #Campeões #Mística 





Devo confessar que o título que tinha em mente para dar início a esta crónica, era há bem pouco tempo completamente oposto ou em contraciclo com o actual estado de graça da nação portista, tinha eu concebido como título inicial, “Perfila-se um FCP em construção”, pois tinha acabado a era de Paulo Fonseca e com a entrada de Luís Castro, parecia haver uma luz ao fundo do túnel que conjeturava um retrocesso ao nosso próprio ADN em termos de sistema de jogo que nestas últimas décadas nos deram tantos êxitos desportivos e financeiros.




Contudo, a paupérrima e desgarrada exibição da equipa em Sevilha para a Liga Europeia foi a gota de água que me faltava para mudar de opinião, pois talvez tenha espelhado a realidade actual da equipa e as carências que ela própria vem patenteando durante esta época. 

O que me apraz a fazer alguns comentários sobre este assunto.Já em devido tempo tinha tecido por aqui alguns comentários sobre a forma como este ano o FCP tinha programado a constituição da sua principal equipa de futebol, dizia eu na altura que na minha opinião, e tendo em conta os reforços que entretanto foram contratados, fazia crer que PC ao se aperceber que o SLB não iria negociar nenhum jogador crucial do seu plantel, atacando fortemente a conquista dum campeonato que não lhe pertencia há já 3 anos, e ainda acrescido do facto de se ter reforçado com mais alguns jogadores de bom nível, que se deu ao luxo de ir jogar a Inglaterra com um banco onde pontificavam jogadores como, Nico Gaitan; Enzo Perez; Markovic e Lima, PC resolveu enveredar por um investimento menos oneroso, concentrando mais as suas aquisições em eventuais talentos de jogadores a jogarem em portugal, que até a esta data ainda não foram capazes de produzirem os resultados desportivos que se esperavam, estando neste lote jogadores como, Licá; Carlos Eduardo; Josué; Ricardo e Ghilas no mercado português, e Herrera e Reys no mercado estrangeiro.

Se a tudo isto juntarmos a (má) opção que foi na altura encontrada pelo PC, (por vezes também ele se engana!), na escolha de Paulo Fonseca  para treinador principal do FCP, podemos ter aqui algumas razões potenciais e criteriosas que possam explicar o descalabro de toda uma época desportiva, que no que diz respeito ao treinador inicial teve como pecado capital, a teimosia compulsiva em alterar o esquema usado pelo FCP durante anos, e a sua pouca inteligência e arrogância de princípios ou de filosofia de jogo, a só se aperceber tardiamente de que só poderia jogar e ter êxito no clube num esquema tático com o triangulo do meio campo invertido, uma referência do clube de há várias décadas que tantos e tão bons resultados têm dado.

Só que para mal das hostes portistas ainda tivemos de aguentar com um SCP transfigurado para muito melhor, com um treinador que era uma das minhas principais opções para início da época, pese embora que bem cedo tenha ficado só com a incumbência de lutar pelo campeonato nacional, poupando-lhe assim muitas energias e alternâncias na equipa a que seriam obrigados, e que nos vai certamente obrigar a passar por uma eliminatória para chegarmos à Liga dos Campeões, situação impensável nos últimos anos no FCP, e que nos vai sujeitar a uma reorganização de planos para o início da próxima época em termos do tempo de estágio da equipa, o que pode no fim da época vir a trazer problemas de desgaste físico e mental.

Quanto à próxima época, e se quisermos continuar a lutar taco a taco com o nosso principal rival de sempre, o SLB, voltando a ter a hegemonia do nosso futebol interno e não deixar que este ciclo vitorioso se feche por algum tempo a favor de terceiros, não poderá o FCP alhear-se de fazer algumas correcções de percurso desportivo, reforçando-se pelo menos no meio campo e nas alas do terreno, mesmo sabendo que alguns jogadores de topo deverão sair para adquirir mais-valias necessárias à revitalização financeira da SAD, situação que nada tem de anormal ou que não estejamos habituados, mas não se poderão cometer os mesmos erros deste ano, ao deixarmos sair jogadores do nível de um João Moutinho ou James Rodriguez, sem que como sempre era apanágio no clube azul e branco, termos já jogadores nos nossos quadros para os substituir de imediato pelo menos ao mesmo nível futebolístico, não esquecendo aqui também a falta de jogadores que sintam mais o clube na sua génesis, que tenham o carisma de outros tempos e sejam as tais referências de que o clube sempre teve e produziu nas camadas jovens.


Por: Natachas.

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

0 comentários Luz!

#FCPorto #Arouca #Benfica #Portugal #EDP #Vergonha


E lá foi jogar o Arouca
No belo estádio d’Aveiro
E num jogo domingueiro
A festa foi de grã-pompa!

Por decisão da vistoria
Qu’a EDP lá fez no estádio
E por Arouca fez-se sábio
Do PIB, o “nosso” Mexia!

Note-se a coincidência
Nesta subida do PIB!
E a dívida em queda livre?
Isto é pura competência!

Por isso recebe milhões
Por nos cobrar a voltagem!
E na electricidade, a imagem
Deste país d’aldrabões!

E por nao ter a potência
Par’a primeira divisão!
Chega esta decisão
Tomada por emergência!

Diz a Liga no texto
Qu’o caso de força maior
Determina o andor
E na potência, o pretexto!

E c’oa Câmar’a reboque
Vai o Arouc’a Aveiro
Jogar contr’o primeiro
Sem risco de choque!

Se fosse no Algarve
Num jogo contr’o Estoril
Outra razão mais subtil
For’a razão de quem sabe!

E sempre que ganh’a Liga
Há um caso de força maior
A tesouraria…o calor!?
Ou a EDP qu’obriga!?

Mas é tudo feito com regras
Qu’a Liga vai aprovando
Todas avulso, forçando
Um campeonato sem negras!

Qu’o campeonato está feito
E é preciso fazer render
A festa, qu’a suceder
Seja com luz e com jeito!

Por iss’o Mexia rejubila:
Os seis milhões já consomem!
E antes do político, o homem
Também quer-se papoila!

Quiçá então saltitante!?
Entr’a política e as Empresas
Qu’as contas coesas
Dão-lhe o bastante!

E s’a electricidade está cara
Mais qu’a maioria da Europa…
E s’até a Troika
Acha que dispara!?

É das vistorias!!
São dispendiosas!!
Não pag’as gasosas
Nem as romarias!

Por isso há que ir
Festejar a Aveiro
Qu’o país inteiro
Quer-se divertir!

E assim o producto interno
Sobe na razão
Proporcional à tensão
Que se tem nesse “inferno”!

Pois há muita luz
E muito consumo!
Que com tanto fumo
Que por lá se produz

O Mexia ganha
Só com essa energia
E nessa grande “orgia”
Até lá está o Manha!

Que sozinho brilha
Mais qu’um pirilampo
Esse insecto do campo
Qu’é uma maravilha!

Que só perd’o brilho
Par’o Delgado!
O intestino inchado
Metido num casquilho!

Que nessa multidão
Se salv’o país!
Quase por um triz…
Na iluminação!

Qu’a troika se rende
À tal luminosidade!
E Portugal, é verdade
Nisto s’acende…


Por: Joker

0 comentários Liga Zon Sagres, 27ª Jornada; SC Braga 1 - 3 FC Porto

#FCPorto #Portugal #Chatice #Braga



Chatice

 Foi uma chatice. 

 Quando terminou o jogo, tive aquela sensação de alívio que já não tinha desde o secundário. Onde aquelas aulas de (pseudo) filosofia, com uma senhor de 60 anos em tom monocórdico e de aspecto muito douto, debitava uma torrente de palavras, a maior parte das quais, para mim, sem sentido algum e que remetiam para tais abstracções metafísicas que chegava a duvidar que ela acreditasse no que estava para ali a dizer e mais, que considerasse, realmente, a filosofia uma ciência. Era então que tocava a campainha. A sensação de alívio era indescritível. Parecia que o meu cérebro sofrera uma hora de hipoxia, mas que voltava à vida, latejando a cada passo que dava até à porta de saída. E quando, finalmente, chegava cá fora e enchia o peito de ar, este parecia ter um aroma novo, profundamente agradável.


Josué, o homem da sombra não desiste de lutar






Assim foi este jogo. Um sacrifício enorme, só para não chumbar por faltas. E sei que um dia, olharei para trás e lamentarei não ter usado essas horas preciosas, onde dispunha de energia, boa saúde e vontade, para algo mais útil.






O Braga na defesa era o Braga B. O FC Porto era uma equipa de terceiras escolhas ou de daqueles que nem escolhas deveriam ser. Ambas as equipas acordaram em cumprir calendário, num jogo que julgam nada significar para as mesmas, pois estão apostadas a salvar a face (e não a época!) nos jogos da próxima Quarta-Feira.

Como o futebol português vive de modas, também a abordagem a estes jogos, os semi-insignificantes, não foge à regra. A última moda dita que se deve fazer rotação extrema, quase mudar onzes por completo. Autênticas revoluções, à boa maneira britânica. Mas por essas bandas, os plantéis são mais ricos e equilibrados, o que garante que a quebra competitiva não seja tão acentuada.

Sobre o jogo pouco há a dizer. Primeiro, falarei sobre o “apitador”. Este ano, todos querem um pedaço de nós. Não há jogo onde não haja artista. Penalti, golo mal anulado e até uma tentativa de pescar polvo com duplo amarelo para o próximo clássico, tudo vale. É um menu variado. Segundo, fizemos uma primeira parte razoável, onde podíamos ter saído para o intervalo a ganhar por uma margem maior. Terceiro, quando o Braga começou a meter a artilharia pesada que tinha no banco, só não ficamos logo a perder por milagre. Quarto, saímos de Braga com mais sorte que juízo, com três pontos no bolso que podem ser fulcrais para mantermos a situação que temos e para não termos que torcer pelo FC Paços de Ferreira amanhã, como se do FC Porto se tratasse.

Por fim, não acredito que este tipo de gestão nos traga vantagem alguma para o próximo jogo. Pelo contrário, é mais um jogo que traz uma série de dúvidas e que nada contribui para a solidez da equipa. Também não trará para o Braga, pelos mesmos motivos.


Espero ver na Quarta-Feira uma abordagem ao jogo muito diferente da que vi em Sevilha. Uma repetição será imperdoável. Não ter medo de ousar. Quem muito quer tapar a cabeça, mais descobre os pés.



Análises Individuais:

Fabiano – Salva o FC Porto na segunda parte com duas defesas portentosas. A defesa ao remate de Éder é sublime. O melhor em campo. O que numa vitória fora por 1-3, é significativo.


Victor Garcia – Estreia sóbria e bem conseguida. Um dos poucos pontos de interesse da partida. Sólido a defender e competente a atacar.

Ricardo – Mostrou alma e talento. Claro, não é solução para a posição, tão só, um mau remendo. Mas nunca virou a cara à luta e ganhou muitas batalhas.

Abdoulaye – É altamente radioactivo. Certamente mais radioactivo que o reactor de Chernobyl que dorme debaixo de uma cobertura de betão armado. Cada bola perto dele é uma descarga de radioactividade. O lance que perde para Rafa é algo que fica entre a estupidez e o descaramento. Minha nossa!

Maicon – Sobreviver a Chernobyl não é para qualquer um. Entra chuva radioactiva, lá se foi safando. Um jogo competente quanto baste.

Fernando – Continua na moleza com que havia jogado o último jogo. Pouco autoritário, embora o jogo não estivesse para muita luta. Há jogos de dominó nos jardins deste país mais acesos que esta disputa a meio campo.

Carlos Eduardo – Passou grande parte do jogo num estado de sonambulismo futebolístico. Quase que aposto que jogou lesionado, uma vez mais, o que a ser verdade, é grave, mas que não desculpa na totalidade a pasmaceira do seu jogo. Marca o último golo, quase que em desagravo pelo jogo que (não) fez.

Josué – O melhor jogador do meio campo. Ainda muito errático e muito parado, mas foi dos seus pés que surgiu o bom futebol do FC Porto em Braga. Duas assistências e outras pinceladas de talento.

Varela – Continuo a achar que a sua titularidade foi uma afronta ao adepto portista. Faz uma meia hora de bom nível, se a comparamos com a sua produção mais recente. Embora os laterais do Braga fossem mais que vulgares. Após essa meia hora, volta ao registo habitual. Boa finalização no golo e o árbitro tirou-lhe outro.

Licá – Espero que tenha sido a sua despedida. Da titularidade e do FC Porto.

Jackson – É um talento. Mostrou toda a sua qualidade na primeira parte, onde foi o principal motor ofensivo da equipa. A assistência para Varela é primorosa. A segunda parte foi mais azeda. Com o crescimento do Braga, a equipa afastou-se em definitivo.


Defour – Entrou para 6, não fosse o árbitro tentar uma coisa engraçada. Cumpriu, sem brilhar. À Defour.

Ghilas – Trouxe mais acutilância quando Varela já nada dava.

Quintero – A sua entrada obrigou o Braga a recuar, o que deu a oportunidade ao FC Porto de voltar a entrar no jogo. Um criativo é sempre motivo de preocupação e Quintero fixou o meio campo defensivo bracarense. O FC Porto cresceu, acaba por vencer e o golo do descanso é seu, numa boa finalização.



Ficha de Jogo:


SC Braga: Eduardo; Tomás Dabó, Santos, André Pinto e Núrio; Custódio, Luiz Carlos e Battaglia; Erivaldo, Pardo e Moreno.
Suplentes: Cristiano, Eder, Rafa, Miljkovic, Paulo Vinicius, Vukcevic e Nuno Valente.
Treinador: Jorge Paixão


FC Porto: Fabiano, Víctor García, Maicon, Abdoulaye e Ricardo; Fernando, Josué e Carlos Eduardo; Varela, Jackson e Licá.
Suplentes: Kadú, Mangala, Alex Sandro, Defour, Kelvin, Quintero e Ghilas
Treinador: Luis Castro


Árbitro: Rui Costa


Por: Breogán

domingo, 13 de Abril de 2014

0 comentários Segunda Liga, 38.ª jornada: FC PORTO B 1- 2 OLIVEIRENSE

#FCPorto #FCPortoB #SegundaLiga #Desporto #Futebol

O Porto B recebeu, neste Domingo, a Oliveirense (21º classificado) e perdeu por duas bolas a uma.




Novidade foi a colocação de Mikel a central, com Tomás a assumir o lugar de trinco e o regresso de David Bruno à lateral direita.





Num jogo sempre dominado pelo Porto B, a falta de eficácia portista foi determinante para o resultado, assim como as facilidades defensivas em momentos chave da partida.

O jogo começou morno, com ascendente portista. Sem criar grande perigo, era o Porto que controlava o jogo e se instalava no meio campo da Oliveirense. Ivo e Kayembe mexiam com o jogo em arrancadas velozes.

Foi num desses lances que Ivo rompeu da esquerda para dentro e só é travado em falta. Penalti para o Porto. Tozé converteu com tranquilidade.

A partir do golo a pressão do Porto aumentou e o perigo junto da baliza da Oliveirense também. Gonçalo desperdiçou duas oportunidades claras de golo.

O jogo chegava ao intervalo com claro ascendente portista.

Na segunda parte a história foi diferente. A Oliveirense equilibrou o jogo a meio campo. Luis Guilherme tentou responder a isso mesmo com a entrada do médio Leandro para o lugar de Ivo, mas 1 minuto passado e a Oliveirense chega ao empate. Cabeceamento do gigante Yero nas costas de Quino e golo.

Não demorou a chegar o segundo. Cinco minutos depois, cruzamento pela esquerda e Guima a antecipar-se a Mikel na área. 2 golos em duas oportunidades. Eficácia máxima para a Oliveirense.

Entretanto o Porto continuava a falhar golos e a complicar no último terço. E a Oliveirense aproveitava por esta altura alguns nervos para criar mais situações de perigo.

O jogo arrasta-se assim até final e o Porto perde uma oportunidade de ganhar face a um adversário acessível.



Análise individual: 

Stefanovic: Um erro grave a permitir que Yero quase marcasse. Não teve grande trabalho.

David Bruno: Algumas dificuldades para parar os cruzamentos do seu lado. Uma boa iniciativa no ataque.

Mikel: Com culpas no segundo golo, mas no resto do jogo esteve muito bem e ainda deu impulso ao meio campo.

Tiago Ferreira: Muitas faltas sem necessidade.

Quino: Muito bem no apoio ao ataque. Não consegue ser mais forte que Yero no 1º golo, mas fez cortes importantes.

Tomás: Pouco intenso. Não foi o jogador que o Porto precisa na posição.

Pedro Moreira: Excelente jogo. Esteve em todo o lado quer a cortar inúmeras bolas quer na destribuição.

Tozé: Marcou bem o penalti, no resto esteve algo apagado.

Ivo: Alternou o bom com o menos bom, mas nunca se escondeu do jogo. Ganhou o penalti e foi dos mais irreverentes.

Kayembe: Melhor em campo. Explosivo pelo lado direito. Inventou jogadas, espírito lutador imenso. Assistiu 2 vezes Gonçalo para golos certos.

Gonçalo: Fez quase tudo bem, mas falhou na hora H. Técnica incrível, visão de jogo, capacidade de rotação, explosão. Faltou a finalização e só por isso não foi o melhor em campo.


Leandro: Entrou num mau momento e nunca conseguiu pegar no jogo da equipa.

Fred: Entrou activo e por pouco não marcou aos 84 minutos.

André Silva: Muito bem com algumas arrancadas pela esquerda. Pede mais minuto



FICHA DE JOGO

FC PORTO B-OLIVEIRENSE, 1-2
Segunda Liga, 38.ª jornada
13 de Abril de 2014
Estádio de Pedroso, Vila Nova de Gaia

Árbitro: Nuno Almeida (Algarve)
Árbitros assistentes: Pais António e Valter Pereira
Quarto árbitro: Luís Ramos

FC PORTO B: Stefanovic; David Bruno, Mikel, Tiago Ferreira e Quiño; Tomás Podstawski, Pedro Moreira (cap.) e Tozé; Kayembe, Ivo e Gonçalo Paciência
Substituições: Ivo por Leandro Silva (62m), Tomás Podstawski por Frederic (73m) e Kayembe por André Silva (77m)
Não utilizados: Caio, Bruno Silva, Pavlovski e Rúben Neves
Treinador: José Guilherme

OLIVEIRENSE: João Pinho; Carela, Sérgio, Ângelo e Califo; Duarte Duarte, Rui Lima (cap.), Laurindo, Hélder Silva e Guima; Yero
Substituições: Hélder Silva por Carlitos (46m), Laurindo por Renan (58m) e Duarte Duarte por Ely (60m)
Não utilizados: Mamadou, Paulinho, Zé Sousa e Pedro Oliveira
Treinador: Artur Marques


Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Tozé (29m, g.p.), Yero (63m) e Guima (68m)
Disciplina: cartão amarelo a Pedro Moreira (22m), Carela (28m), Califo (71m) e Guima (90m)


Por: Prodígio 

0 comentários Fim duma era?

#FCPorto #Portugal #Campeonato #UEFA #Treinadores



Eis-nos no fim d’uma era
Depois d’anos-limite
Vencendo quas’a convite
O campeonato em espera…

Que nessa estrutura se via
O relaxar pelo êxito (interno)
Que no externo, o nosso descrédito
Há muito já s’antevia!

E vendend’as jóias da coroa
A equipa mostrava-se fraca!
Sem conteúdo, opaca…
C’uma liderança à toa!

E só o golo salvador
Metido já fora-de-tempo
Nos escamoteou o momento
Do Porto pós-desertor!

E s’a qualidade recrudesceu
O que dizer da liderança?
Sem visão ou temperança
Pr’a ver o que se perdeu?

Foram trinta anos de lutas
Uma época que já passou
O mundo é outro, virou
É preciso novas condutas!

E s’o Moutinho aguentou
As pontas do nosso jogo
Depois do Lucho, o logro
E a equipa lá definhou…

E por esse erro estratégico
Na escolha do treinador
Na continuidade, o pior!
E este desenlace…lógico!

E Sevilha outrora palco
Duma época dourada
O símbolo desta virada
Numa derrota por alto!

E a goleada é pecúlio
Destes anos de erros
Na SAD e seus excessos
Onde vencer era monopólio!

Compensações extraordinárias
Por tais desideratos!
E nas derrotas, tais factos
Operam compensações estatutárias?

E o que virá a seguir
Depois desta época tão negra…
Onde perder é a regra!
E o bom é o que há-de vir!?

Vamos manter a estrutura
Ou vem nova revolução?
E Presidente, que solução
Que não seja uma aventura?

Temos Lisboa à perna
Nas suas novas incursões
Veja-se, são campeões!?
Será est’a Ode moderna?

Estou muito pessimista
Os homens não vivem pr’a sempre!
Procura-se o dirigente
Que não seja um reservista!

Esta metodologia está gasta
É preciso reinventar!
Pr’a poder continuar a ganhar
Sem forte investimento na pasta!

Onde está o projecto formador
E a consolidação dessas contas?
Este é o caminho sem ondas
Pr’o clube reformador!

Pois acreditando nas contas
Os outros já estão falidos!
E nós, mais anos volvidos
Também ficaremos nas lonas!

É hora de reformar!
Inventando uma nova era
Que na liderança sincera
Saberá como ganhar!




Por: Joker

0 comentários Ovo de Colombo!

#FCPorto #UEFA #Sevilha #Espanha #Portugal



Sevilha, outrora rival
Desse porto de Lisboa
Acorda com novo ideal
Jogand’o Porto p’la proa!

Cidade do Guadalquivir
Qu’a aporta ao mediterrâneo
A América foi descobrir…
Por um nosso conterrâneo?

De seu nome Cristóvão
Que não o do peculato!
(O depósito foi sem intenção…)
E Colombo lá seguiu o boato!

E nisso descobriu-se a “India”
A ocidental da taprobana!
Sevilha, a esplendorosa rainha
“Achou” a prata colombiana!

E o nosso ouro definhou
Perante o avanço espanhol!
Tal com’o Porto secou (?)
Mas não num vintage rol!

E o avanço católico
Tomou da América, Vespúcio!
Outro herói simbólico
Florentino, mas sevilhano idílico!

E o sul dessa Espanha unida
Tomou-nos as regras dos mares
A capital, nessa Sevilha temida
Tomou de Portugal os seus pares!

E caídos no seu projecto imperial
Perdemos territórios e praças!
Do Porto, cidade de Portugal
Apenas restou as suas graças…

Varridos no vendaval dessa armada
Caímos numa rajada brutal!
Na vaga restou-nos uma bojarda
Para gaudio da nossa capital…

E nós perdidos no azimute
Qu’antes nos dera tantas conquistas
Guerreiros de total embuste…
E capitães de guerras nunca vistas!?

E na vergonha da capitulação
Vergados ao peso do silêncio
Reina a total desolação…
Sentido-se o descalabro adentro!

A frota está quase dizimada
Por uma política quase autista!
Porquê tal incúria n’armada
E esta navegação à vista?

Onde se encontr’o projecto?
E o planeamento d’outrora?
A armada navega sem nexo
Na liderança qu’antes o fôra!?

E o que virá a seguir?
Qu’impulso destronará o Paço?
O Terreiro está-se a reconstruir
E traja-se como qualquer ricaço!

Por isso é hora de recordar
Não de s’esquecer a derrota!
A ironia estará no encalhar
Pr’a recomeçar nova rota!

Não já descoberta, navegada
O segredo está em reinventar!
Recrutando uma modesta armada
Encontrando quem saiba comandar!

Esperemos por esse ano do Senhor
De dois mil e quinze, o seja!
O ano do nosso redentor
Qu’a sua luz (ainda) nos proteja!

E nesse ressurgimento, a luz
Ilumine tod’o nosso povo!
A palavra virá de Jesus (ou)
Ou na simples casca dum ovo?




Por: Joker

1 comentários Liceo 3 - 4 FC Porto (0 - 2 GP) - Vamos à Final Four!

#FCPorto #HóqueiemPatins #FinalFour #Corunha #Espanha





O FC Porto teve hoje uma soborosa vitória na Corunha. Fomos discutir a presença a mais uma final four a casa do Liceo. Partíamos em desvantagem depois do jogo no nosso Dragãozinho pela margem minima (2 - 1). Era preciso competência, garra, atenção e talento para dar a volta. Tivemos tudo isso e trouxemos da Galiza a ambicionada passagem na eliminatória. Bravo!




Tó Neves não surpreendeu na escolha do 5 inicial. Foi o mesmo que iniciou a partida a meio da semana contra o Valongo e o 5 mais habitual este ano.

Foi uma entrada com um Porto algo diferente. Mais cauteloso, não defendia tão alto. Uma opção estratégica do nosso treinador que resultou em pleno. Mesmo no ataque, sem correr riscos, ataque mais pela certa, sem errar. isso foi visivel na quase inexistência de contra-ataques nesta etapa inicial. Tudo muito calculista. A única excepção era Jorge Silva, que tentou amíude imprimir alguma velocidade. Foi por isso o jogador mais perigoso neste início e o que mais problemas deu à defesa contrária. Basta dizer que as 3 primeiras faltas foram cometidas sobre ele (e ficou um azul por mostrar na 2ª falta).

Estava por isso um jogo renhido e muito fechado, com as defesas a levarem sempre a melhor sobre os ataques. 

Talvez por isso Tó neves mexeu mais cedo na equipa. Com toda a lógica. Entra Vitor Hugo por Jorge Silva e Caio por Reinaldo. A intenção era óbvia. Perante defesas tão fechadas o remate de longe era uma boa opção. Caio tem uma excelente meia distância. E Vitor Hugo fixou-se no seu habitat, bem metido na área, à espera da oportunidade de um desvio ou de uma recarga. O seu estilo de jogo em que consegue ser mortífero.

Uns minutos depois entra igualmente Hélder Nunes. E desde que entrou que esteve bem, começava a ser o dono do jogo...

Estávamos sensivelmente a meio da primeira parte e a nossa equipa estava a começar a mostrar-se superior. Recuperação de bola mais fácil e um pouco mais de velocidade. Trouxe frutos esta melhoria...

Faltavam 4 minutos para o intervalo. Saída rápida para o ataque por Hélder Nunes, ganha espaço pela meia direita. Remata forte. Golo!!! 0 - 1. Eliminatória empatada!

Duraria pouco este empate... Nem um minuto e novo golo nosso. Mais uma saída rápida para o ataque, desta vez por Barreiros que vai até ao meio campo contrário. No tempo certo surge o passe para Vitor Hugo. Este tira um adversário da frete e remata aa contar... 0 - 2. Pela primeira vez estávamos em vantagem...

Logo a seguir ao golo de Vitor Hugo o nosso treinador pede um desconto de tempo. Era preciso serenar, manter o foco e redifinir detalhes de marcação. Excelente timing de Tó Neves.

Resultou. A equipa estava confiante. Nunca descurava a defesa e estava a conseguir sair com perigo para o ataque. 

Mesmo em cima do intervalo a cereja no topo do bolo. Faltavam apenas uns segundos. Hélder Nunes intercepta uma bola e parte que nem um foguete para o ataque. Aguenta a carga e aumenta a velocidade. Passa o adversário e olha para a baliza. Com muita técnica coloca a bola no ângulo. Golo, golo, golo! Fantástico Hélder Nunes. Fantástico!!! 0 - 3 em cima do apito.

Chega o intervalo. Vitória justa e uma vantagem de 2 golos no conjunto dos 2 jogos. Espetacular reviravolta. Hélder Nunes excelente, a mudar por completo o jogo...

Reinício do jogo e volta o 5 que iniciou o jogo. 

O Liceo sabia que tinha de mudar muito. São uma equipa talentosa e fê-lo. Entraram muito pressionantes a rematar sempre que possivel à baliza de Edo. Conseguiram reduzir num lance fortuito. Remate de Bargalló, a bola desvia num colega e trai Edo. Muito azar nosso... 1 - 3.

Mas calma. Ainda estávamos em vantagem. Além disso tínhamos Hélder Nunes completamente endiabrado...

Logo após o golo da equipa espanhola, azul por falta sobre Jorge Silva. Claramente, o nosso avançado já tinha passado e foi empurrado contra a tabela. Era Hélder Nunes que ia marcar. parte para a bola, simula para um lado, simula para o outro. senta o guarda-redes e com o ângulo aberto é só encostar. GOOOLO! Hélder Nunes mais uma vez, estava imparavel! 1 - 4.

O golo animou a equipa, logo a seguir Barreiros ia marcando o 5º. 

O Porto estava confiante, adulto. A jogar em 2 + 2, a tentar ataques longos, quase no limite do jogo passivo. Com bola, jogo esticado, bem aberto junto às tabelas. A vantagem era nossa e era a estratégia certa.

Com esta confortável vantagem começa a palhaçada. Erros da arbitragem eram uns atrás dos outros. Sempre para o mesmo lado. Logo a seguir ao nosso golo livre directo a favor da equipa espanhola. Decisão errada. Jorge Silva cortou a bola e apenas a bola. Nem sequer perto de fazer falta. A dupla italiana não entendeu assim. Contudo temos Edo na baliza, não é preciso ter receio. Defendeu com qualidade. 

Não resultou à primeira, tentaram a segunda. Marcaram falta a Reinaldo. Era a nossa 10ª falta e haveria novo livre directo. Gostava de dizer se foi ou não falta, mas nem sequer percebi o que possa ser falta ali... Voltou a não ser golo, o poste e depois Edo a não permitirem.

A 11 minutos do fim novo golpe de sorte da equipa galega. Golo deles. Remate de longe, Edo defende e a bola bate no jogador espanhol e acaba por entrar. mais uma vez muito azar.

Entrávamos agora na fase do vale tudo. Arbitragem vergonhosa, sem coragem e nada isenta. Ficaram inúmeras faltas por marcar. Hélder Nunes em particular foi muito visado. Nunca eram marcadas, estiveram 10 minutos parados nas 8 faltas. Inacreditavel! Do outro lado do campo quase que só bastava um sopro. O critério era completamente desigual, até nas questões mais simples. A regra dos 5 segundos para passar o meio campo por exemplo. Um pouco de exagero mas para nós quase pareciam 5 milésimos... Para o lado deles dei-me ao trabalho de cronometrar uma jogada. 9 segundos!!!

Temia-se que tanto roubo enervasse a equipa. Nada disso, continuava uma equipa compacta e concentrada. 

Infelizmente o temido golo da equipa espanhola surgiu já perto do fim. Faltavam apenas 5 minutos. De picadinha. Edo perdeu a noção da bola por breves momentos e foi o suficiente. Golo deles e tudo empatado...

O roubo continuava. Hélder Nunes sofre penalti e nada é assinalado. A falta obrigou o nosso craque até a sair do campo, mas para a dupla italiana nada se passou...

Voltamos a mostrar-nos superiores. Caio ainda teve um livre directo (10ª falta) mas a bola foi ao poste. Merecia o nosso nº 8, entrou muito bem em campo e criou muito perigo no final do jogo. 

Apito final, íamos a prolongamento. Duas partes de 5 minutos. Com regra do golo de ouro, um golo decidia tudo.

Talvez por isso o prolongamento foi muito calculista. Um par de boas oportunidades para ambas as equipas mas sem golos. 

Tudo se ia decidir nos penaltis. O coração de todos os portistas batia a mil. Não aconselhável a cardíacos. Tudo dependeria de penaltis agora. Ok, fé em Edo. No pavilhão ou através da transmissão do Porto Canal fé em Edo. Incentivos mesmo a muitos quilómetros. Algo que só nós, portistas, temos a felicidade de perceber e acima de tudo, sentir...

Vamos aos penaltis: 

Éramos nós a marcar primeiro. Era Losna que ia iniciar. parte para a bola, remata forte e GOLO! 1 - 0 nos penaltis. Losna que não tinha jogado entrou para marcar... Era a vez de Edo. "Vamos lá campeão, defende isso". A bola vai para a sua direito e o nosso guardião vai lá com a luva. 

Segunda ronda dos penaltis. Ia ser o nosso capitão a bater. Reinaldo falhou. Logo ele que é um especialista. Era a vez deles. Desta vez o remate vai para o lado contrário. Edo estica-se e defende com o patim. Grande Edo. Continuávamos em vantagem.

Hélder Nunes ia marcar o 3º. Ele tinha saído tocado mas voltou para marcar nesta fase decisiva. Tinha sido o MVP do jogo. É um craque e tinha feito um jogo fenomenal. Ia marcar... Parte para a bola, remate rasteiro e GOLO! O nosso benjamim a dar-nos uma excelente vantagem. Se Edo defendesse quase que estava decidido. Defendeu claro... Não ia deixar passar nada!

Chegava a 4ª ronda, podia ser a última e dispenar o 5º marcador. bastava que Jorge Silva marcasse ou que eles não fizessem golo. O nosso avançado não acertou. Mas eles também não! Edo não deixou. Ele merece, teve muito trabalho e fez enormes defesas.

Festa. Passamos! Vamos à final four, as "meias finais da Champions". O sonho de ser campeão europeu este ano continua vivo!



FICHA DE JOGO


LICEO DA CORUNHA-FC PORTO FIDELIDADE, 3-6 após desempate por grandes penalidades (3-4 após tempo regulamentar e prolongamento)
Liga Europeia, quartos-de-final, segunda mão
12 de Abril de 2014
Palacio de Deportes de Riazor, Corunha, Espanha



Árbitros: Gianni Fermi e Ulderico Barbarsi (Itália)



LICEO DA CORUNHA: Xavi Malián (g.r.), Eduard Lamas, Lucas Ordoñez, Josep Lamas e Jordi Bargalló (cap., 2)
Jogaram ainda: Toni Pérez (1) e Juanjo Lopéz
Treinador: Carlos Gil



FC PORTO FIDELIDADE: Edo Bosch (g.r.); Jorge Silva, Ricardo Barreiros, Pedro Moreira e Reinaldo Ventura (cap.)
Jogaram ainda: Caio, Vítor Hugo (1), Hélder Nunes (3+1 g.p.) e Tiago Losna (1 g.p.)
Treinador: Tó Neves



Ao intervalo: 0-3
Marcadores: Hélder Nunes (3), Vítor Hugo, Jordi Bargalló (2), Toni Pérez
Penáltis: Tiago Losna marcou (0-1), Toni Pérez falhou, Reinaldo Ventura falhou, Lucas Ordoñez falhou, Hélder Nunes marcou (0-2), Juanjo Lopéz falhou, Jorge Silva falhou, Bargalló falhou
Disciplina: cartão azul a Eduard Lamas



 Por: Paulinho Santos




 

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