Sistema?

#benfica #FcPorto #Arbitros #Capelas

Foi-s’o Sistema
No dizer do árbitro!
Um Twitter simpático
Visando esse esquema…

Das nomeações
Com critério vago
Pr’o lado encarnado
O Euromilhões!

Tantos golos feitos
Em decisões incertas:
Avenidas abertas
Em túneis estreitos!

Uma vacatura
De tanta asneira
Do Vítor Pereira
Sem memória futura!

Foi-s’a nomeação
Do Jorge Ferreira
Par’a época inteira
Selecionar a expulsão!

Foi-s’o Bruno Paixão
Como árbitro seguro
A cair de maduro
Sempre na agremiação!

Foi-s’o Manuel Mota
O lampião talhante
Nomeado a jusante
Pr’a evitar a derrota!

Mas a grande estrela
Da “nomeação”
É o homem de acção
De seu nome: Capela!

Estava sempre pronto
Pr’a apitar a eito
Pr’a fazer o jeito
Na luta p’lo ponto!

E c’o este sorteio
Vai-se a pureza
Da pura certeza
Do Capela em cheio!!

Lá se foi o esquema
Do Vítor Pereira!
E em tal cimeira
O fim do sistema?

Pois que desabrido
De lá saiu o benfica
C’o sorteio indica
Como único vencido!?

Queria uma proposta
De continuidade
Pois a seriedade
Do Vítor está exposta!?

Mais nomeações
Feitas com “critério”
De julgamento sério
Par’as decisões!

E quando dá asneira
E o benfica perde…
O que lá sucede
Ao Marco Ferreira?

É despromovido
Mas apit’a final!
Da Taça de Portugal
Por voto vencido…

C’o Vítor Pereira
Tem-se em bom juízo…
E só deu prejuízo
O Marco Ferreira!

Por isso, vencido
Já não se demite!
C’o sorteio, permite
Continuar munido…

Dos observadores
E dos assistentes!
Que no sistema, “ausentes”
São os melhores marcadores!


Por: Joker
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Posted by Tribuna Portista

O mercado de transferências ao rubro


Portugal apresenta-se sempre aos olhos do mundo como um pequeno país europeu periférico de fracos recursos económicos e sociais, mas no que diz respeito ao mundo futebolístico esta consideração muda totalmente de figura e de conceito, podendo mesmo dizer-se que no panorama desportivo, e essencialmente no que o futebol diz respeito, consegue ser mesmo um país que se evidencia pelo número de transferências realizadas, pelo elevado valor que as mesmas atingem no mercado, e ainda pela qualidade dos jogadores que movimenta, e que todos os anos consegue bater recordes de verbas transacionadas para outros campeonatos mais competitivos e com maior poder económico, o que de facto é extraordinário e paradigmático para um país com cerca de 10 milhões de habitantes, mas com uma apetência especial para esta modalidade desportiva.

Ainda a procissão vai no adro da igreja em termos do período de fecho do mercado de transferências, mas as notícias sobre transações de jogadores e treinadores a atuarem no nosso campeonato já está ao rubro e não dá mostras de se ficar por aqui, podendo mesmo vir a confirmar-se este defeso como um ano histórico, tendo em conta as bombásticas transferências já realizadas e as que, porventura, se possam vir a perfilar de acordo com as notícias que nos vão chegando através dos órgãos de comunicação social.

Assim, se a saída de Jackson Martinez do FCP já era esperada há muito tempo, sendo mesmo mais uma vez considerada como um excelente negócio financeiro para o clube azul e branco, já a notícia oficial da passagem de armas e bagagens de JJ do SLB para o vizinho rival SCP, traduziu-se numa autêntica bomba nuclear nos meandros do mundo da bola indígena, pela forma e conteúdo como o negócio foi realizado, tendo em conta os valores em causa e a débil situação financeira do clube leonino, que até aqui não era muito afeito a aventuras deste género, e que ao mesmo tempo continua a afirmar a pés juntos que não existe por detrás deste negócio nenhum apoio estrangeiro, e mesmo sabendo da simpatia que JJ sempre nutriu pelo SCP, acho que poucos acreditavam nesta possibilidade, que a correr mal todo este processo em termos desportivos pode vir a degenerar uma crise financeira bastante grave para as bandas de Alvalade, sabendo-se que o SCP ainda tem pela frente uma pré-eliminatória da Liga dos Campeões que não pode falhar, sob pena de perder mais de 10 milhões de euros para o seu orçamento anual. 

Quanto à propalada transferência do ano do carismático Maxi Pereira para o FCP, que tem servido de gáudio para toda a comunicação social e não só, e que tanto tem dividido ambas as hostes rivais, não só pelos números do negócio que têm vindo a público, mas também pelo facto de estarmos na presença de um jogador de 31 anos, e por esse motivo não se prever nenhuma mais-valia numa eventual transferência futura, como tem sido usual e com enorme êxito para as bandas do dragão, eu mesmo, como ainda no momento que escrevo estas linhas nada está decidido, confesso que ainda me encontro também dividido, não pela qualidade do jogador em causa, pois se vier com o mesmo empenho que patenteava no SLB, não tenho dúvidas que o lugar ficará bem preenchido, para além de o FCP com esta opção não precisar de ir ao mercado pagar o valor de uma nova transferência, a que teria forçosamente de juntar os honorários de um outro jogador, que a este nível não ficariam menos dispendiosos do que o FCP propôs a Maxi, havendo ainda o risco de uma adaptação imediata ao nosso futebol, como já aconteceu com alguns jogadores que por cá passaram. 

Ainda sobre estas transferências do Maxi e do JJ, parece-me que mais uma vez o SLB foi apanhado desprevenido e agiu como um clube provinciano, por um lado nunca pensou que o SCP se aventura-se a contratar JJ, já que o seu receio estava concentrado mais na possibilidade de o mesmo ir para o FCP, e quando teve a certeza de que Lopettegui iria continuar, mesmo que não estivesse interessado em renovar com JJ, sempre pensou que o seu treinador iria optar pelo mercado estrangeiro, já no caso do Maxi deixou prolongar em demasia a resolução da renovação do contrato, pensando que o seu carismático jogador nunca ousaria trocar o clube que o lançou na rivalta desportiva pelo seu principal rival do norte.

Por fim, e apesar de ainda ser um pouco cedo para se fazer uma análise bem fundamentada quanto ao principal candidato para vencer o próximo campeonato nacional, a julgar pelo que tem vindo a público nos jornais da especialidade, parece não restar dúvidas que iremos ter um campeonato emotivo e com as três principais equipas portuguesas a lutarem entre si pelo título até às últimas jornadas, e na minha opinião com algum favoritismo por parte do FCP que não está habituado a perder dois anos seguidos, se bem que até à data ainda não tenha preenchido a vaga do seu artilheiro mor, Jackon Martinez, que deixará saudades como foram também os casos de Jardel, Lizandro Lopez, Hulk, Falcao, entre outros, e que o FCP sempre soube substituir com mestria.

Esta minha análise em termos de um certo favoritismo que atribuo ao FCP para o próximo ano, prende-se com o facto lógico de Lopetegui já conhecer melhor os cantos à casa, e de provavelmente não irá repetir os mesmos erros que cometeu no início da época anterior, com as alterações constantes na composição do esqueleto padrão da equipa, para além de se estar a reforçar com qualidade no meio campo, se bem que ainda não tenha resolvido o problema com a substituição do seu goleador, ao invés dos seus rivais que terão que passar por novos processos e metodologias de treino, e ainda, com a forte possibilidade de virem a ficar sem alguns jogadores da sua equipa base, e por último, no caso do SCP, se não se reforçar com mais dois ou três jogadores de qualidade, não chegará só um Jesus por muito milagreiro que o nome indique.

Uma última nota sobre todas estas peripécias que se passam à volta do mundo da bola, que mais uma vez só vêm provar que estamos na presença de uma sociedade à parte daquela que estamos habituados e inseridos, pois no futebol atual não existem cadeiras de sonho, amor às camisolas ou qualquer outro atributo substantivo, existe sim uma corja de empresários sem escrúpulos que vivem à custa dos jogadores, e por vezes são eles os principais culpados por os clubes estarem de relações cortadas.
 
Por:  Natachas.



Os Deuses devem estar loucos!

#Joker #Benfica #FCPorto

Vai-se Jesus par’a Linha
Viver em casa de luxo!!
4 milhões, diz o Bruxo…
Por vista de bandeirinha!!

Tod’o mar mesm’à frente
Sem nada qu’o aborreça
Q’um barco qu’apareça
É logo marcado à tangente!!

Uma vista de Napoleão
No alto do promontório
Jesus chegou ao “calvário”
Pois rico, sem crucificação!!

Um general quer-se no topo
Da hierarquia social!
E qu’o retrato marcial
O mostre como filantropo!!

Jesus chegou ao estrelato
Tend’o Marco, por vizinho…
E o prédio feito por Sobrinho
É o símbolo do valor exacto!

Tod’um Banco nacional
Promovendo casas de luxo!
O BES já tinha caruncho
Mas de valor nominal…

E tudo se vai de benfica
Pr’a zonas mais endinheiradas
Até o Máxi-sarrafadas!!?
Directamente pr’a Invicta??

Só desce o Marco Ferreira
No seu património do apito
Com ele se perde esse mito
De ser árbitro de primeira!!

Então s’em duas derrotas
Do clube do nosso regime
O Marco cometeu tal crime…
Queria pois ter boas notas???

É árbitro pois de terceira
Veja-se a final da Taça!!
A nomeação teve graça…
O Marco a’pitar a fruteira!!

E apesar da debandada
Do clube do nosso regime…
O Jorge Ferreira está firme!!!!
Na equipa já formada!!

Junta-se ao bom do Paixão
E ao Mota de Vila Flor!
Ao Bruno, ao Duarte, ao andor!!!
E ao grande Capela, João!!!

Os Deuses devem estar loucos
Mas não com’a aquela estória
C’agora c’o Rui Vitória
Os muitos, seremos poucos??

A garrafa de Coca-Cola
Há muito foi inventada…
C’o Máxi à primeira “entrada”
Já foi expulso…e sem bola!! :-)


Por: Joker
domingo, 21 de junho de 2015
Posted by Tribuna Portista

Estalinismo

#benfica #Joker #Sporting #FCPorto


Não sou estalinista
Porque não manipulo…
Se ganho, é pecúlio
Do trabalho grevista!

Não sou estalinista
Porque apitando
Assim vou ganhando…
Conquista a conquista!

Não sou estalinista
Não sonego factos!
Não faço retratos
Em qu’apague o artista!!

Não sou estalinista
Não rescrevo a História!
Qu’a águia vitória
Até é Czarista!!

Não sou estalinista
Venci sem batota!
E já nem se nota
Que fui “comunista”!

Não sou estalinista
E sou religioso!
C’o ópio do povo
É o lado “papista”!

Não sou estalinista
E criei um império!
E nisto há critério
Do ser benfiquista!!


Por: Joker
terça-feira, 9 de junho de 2015
Posted by Tribuna Portista

Justa causa

 #Joker #Benfica #sporting #FCPOrto


Tem-se justa causa
Quando a causa é justa
E nisso não nos custa
Despedir com cláusula!

Pois há fundamento
Na base do contrato
Pr’a quebrar o pacto
Que lhe deu sustento!

Na base do Direito
Não há justa causa
S’existir uma Taça
Conquistada como feito!

Pois por s’alegar
Que lhe falt’a “farda”
Como uma bojarda
Pr’a não s’indemnizar

Vale muito pouco
Na parte legal
Mas isto é Portugal
E o Bruno não é louco!

Pois sab’o que fazer
Para não cumprir
E assim competir
A seu belo-prazer!

Já lá foi o fundo
E lá vai o Marco
Com fundamento fraco…
E dinheiro do sub-mundo?

Quem s’alvitrou
Contra esse dinheiro
Por conter um cheiro
Que nunca provou

Vem depois, contratar
Com esse tesouro
O “bezerro d’ouro”
Pr’a poder ganhar?

Isto é causa justa
Para se vencer?
E se depois perder
Quanto é qu’isso custa?


Por: Joker
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Posted by Tribuna Portista

Terramoto!

#Joker #Benfica

Já há quase três séculos
Que Lisboa não abanava!
Mas a “festa” anunciava
Um terramoto, nos cálculos!

Qu’a horda nesse festejo
Ali ao Marquês de Pombal
Deixara rasto “animal”
Como se fora um cortejo!

E o Marquês lá do alto
Vendo essa destruição
No rosto dum “campeão”…
Já preparava o salto!

Decidira pois, mudar-se
Pr’o bairro das Laranjeiras
Local de “boas maneiras”
Pr’a ter como reformar-se!

Pois qu’esse tremor
Qu’ali assolara Lisboa
De Benfica à Madragoa
Consumira-o como construtor…

E não tendo mais energia
Pr’a nova reconstrução
Duma cidade ou dum “campeão”
Optara pela periferia…

Assim se ganha igual
Sem ter que levar c’os Távoras
Em disputas malévolas
Pela concentração “Real”!

E nada como outro paço
Pr’a se fazer moradia
Viver em renovada alegria
Sem ter que vergar o aço!

Pois lidando c’a nobreza
Sobe-se na escala social
E o dinheiro é o comensal
Pr’a s’ostentar riqueza!

Quem os julgava falidos
Aos viscondes da nossa praça
Julgava qu’até tinha graça
Jesus a treinar os aflitos….

Agora que mudou o Marquês
De poiso, pr’o leão faminto
Sabemos que foi na Holdimo
Qu’o visconde se volveu burguês!!

Se isto não é um tremor
Capaz de abanar Lisboa
D’Alvalade até à Brandoa…
Jesus, o qu’aí vai de clamor!!

Já grasnam os papagaios
C’o leão é fera à solta!
E nisto se tem a revolta
No circo dos nobres e aios!!

Lisboa está a ferro e fogo
Na debandada do Marquês
C’o espírito já não é cortês
Na luta entr’a nobreza e povo!

Onde se vai festejar
O título de campeão?
Agora qu’o Marquês e leão
Foram pr’a Alvalade treinar?

É preciso novo símbolo
Pr’os títulos que aí hão-de vir!
E s’em Lisboa se re-construir
A estátua do Marquês do colo?


Por: Joker
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Posted by Tribuna Portista

O “CAMPEÃO” VOLTOU!


festa?

Voltou o leão assanhado
Porque ganhou uma taça!
E esta época tem graça
Na efeméride do Estado!

Lisboa foi a rainha
Nesta dupla condecoração!
Nos Paços, o campeão!…
E a taça também alfacinha!!

Que saudades desse tempo
Onde ganhavam por decreto!
A águia, o leão, em dueto
Como simples passatempo…

As épocas gloriosas
Do “tempo da outra senhora”
Não eram como agora!?
Ao tempo, parcimoniosas…

Por isso s’entende a festa
Nos Paços do Concelho…
Qu’aos clubes do aparelho
A promiscuidade não s’apresta!

É tudo par’o mesmo fim
Por isso o futebol é política!
E ao sporting e benfica
Unidos ficam bem assim!

Fazia-se única agremiação
E poupava-se na despesa…
Lisboa era uma riqueza!!
E Portugal de novo, nação!!

Com tudo já interligado
No projecto dessa unidade
Lisboa, mais qu’uma cidade
Er’o país…unificado!!!

Remávamos par’o mesmo lado
Como no tempo das descobertas!!
E ficavam só as desertas…
C’o Marítimo era outro achado!!

Acabava-se c’os clubes do norte
E c’os símbolos da cidade invicta
E o Porto, cidade apolítica
Juntava-se ao lado mais forte!!

Era tudo verde e vermelho
Nos símbolos desta república!
E a causa tornava-se única
Qu’o regime morria de velho…

Por isso o leão rosnou
No acto de celebração!
A taça é a confirmação…
O “campeão” voltou!!?


Por. JoKer

O que passará na cabeça de JJ?


Como quase todos os treinadores de nomeada também Jorge Jesus construiu a sua carreira de baixo para cima, embora com alguns solavancos menos positivos pelo meio, lá foi paulatinamente conseguindo o seu lugar de topo no panorama nacional, sendo hoje considerado no nosso meio o treinador do momento, idolatrado pela massa benfiquista que o considera uma espécie de Deus associado ao seu nome, e desejado pelos dois mais emblemáticos clubes portugueses que não se importariam de o ter nas suas fileiras, e eu mesmo como incondicional adepto do FCP também não enjeitaria essa possibilidade, se bem que, o sistema tático que JJ mais aprecia não é de todo aquele que o meu clube pratica em toda a linha, desde a equipa principal até à formação, situação que poderia trazer alguns problemas de ordem estrutural para o meu clube.

Mas no panorama atual, ou seja, depois de ter conseguido ganhar dois campeonatos seguidos na sua já longa estadia como treinador do SLB, o que se passará realmente na mente de JJ? Será que quererá continuar no SLB por mais alguns anos, a exemplo de um Alex Fergunson ou Arsène Wengerno Reino Unido, ou estará disposto a sair e apostar noutros mercados e outros projetos mais audaciosos para provar que também está capacitado? Esta será, porventura, a pergunta que muitos de nós gostávamos que fosse respondida pelo próprio nos próximos dias, ao contrário da comunicação social especializada que lhe interessará mais prolongar este enigma para vender mais informação como será óbvio.

Na minha opinião, a mente de JJ deve estar dividida entre duas alternativas, passando a primeira por uma situação de mais fácil resolução e de menor risco assumido, passando pela continuação do atual projeto alicerçado na vontade incondicional dos seus adeptos, mas com algumas restrições da SAD tendo em conta os atuais valores do seu contrato, que a mesma já se pronunciou no sentido de ter de haver uma revisão salarial e uma aposta na formação, e a segunda por JJ ter no seu horizonte desportivo vontade para mostrar a si próprio e ao público em geral que também é competente fora do seu ninho de águias, um pouco ao que acontece com Leonel Messi, em que eu continuo a hesitar se o hei-de considerar o melhor jogador do mundo da atualidade, pelo simples facto de que nunca mostrou que também o poderia fazer fora do seu habitat de sempre, o Barcelona, ao contrário de Cristiano Ronaldo que já o provou por diversas vezes.

Ainda sobre a possibilidade de JJ sair do SLB, que eu continuo a acreditar que esteja numa percentagem a rondar os 50/50, a minha dúvida quanto à sua saída para encabeçar um novo projeto fora do seu país, não estará de modo algum pela falta de competências técnico/taticas onde já demonstrou serviço, mas sim, preferencialmente, por razões de ordem psicológica e de capacidade de enfrentar outro tipo de cultura desportiva, muito ao jeito do que Mourinho sempre foi capaz de realizar com o sucesso que muitos de nós lhe reconhecemos e que ele tão bem domina, na vertente dos, “Mind Games e do conceito de Coaching”.

Por último, e apesar de os órgãos de comunicação social começarem a alimentar a hipótese de JJ sair do SLB e se transferir com armas e bagagens para o seu rival da 2ª circular, o que seria uma espécie de bomba atómica entre rivais que no nosso meio não estamos habituados a ver, ou até a muito improvável opção para o FCP, eu ainda acredito que tudo não passará de boatos de ocasião, dado que em causa não estaria só a mudança de clubes, mas também, o risco que a própria troca poderia causar no próprio JJ, não só de ordem desportiva como também no convívio com os adeptos do vizinho do lado, que nunca mais lhe perdoariam a ausadia da sua mudança, podendo mesmo chegar ao ponto de represálias contra JJ e entre os adeptos dos dois rivais da 2ª circular.

Por: Natachas.

As várias formas de se conquistar um título


Desde muito jovem que aprendi a gostar de futebol e mais tarde a compreender as razões pelas quais determinados clubes, com algumas exceções no seu percurso vitorioso, diga-se a propósito para não deixar dúvidas a ninguém, conseguem os seus desígnios ao conquistar certos títulos. As razões a que me refiro prendem-se essencialmente pela forma como essas mesmas equipas se apresentam no início do campeonato, tanto no aspeto desportivo como no financeiro, não só em termos do poder que fazem patenteara na Liga de clubes, mas também no controlo que possam ter na Comissão de Arbitragem, sendo todas estas variáveis preponderantes para a obtenção dos melhores resultados. É claro que ter um excelente plantel e um bom treinador é sempre meio caminho andado para a vitória final, só que na prática não é bem assim, tirando as tais exceções à regra em anos em que o título não deixa qualquer dúvida a ninguém tal é a superioridade demonstrada, pois para se ser campeão em Portugal ou noutro local qualquer, todas as variantes que eu enunciei a juntar a outras que também já aqui neste painel foram objeto da minha apreciação, se conjugam na mesma direção e se equacionam nos mesmos moldes para atingir os pressupostos traçados no início de cada época.

E é aqui que entra o que eu costumo designar por “ciclos vitoriosos dos clubes” a que nos habituamos há já longos anos, onde outrora ou há décadas passadas, o SLB e SCP faziam uma espécie de partilha entre si de títulos conquistados com maior predominância para os lados do estádio da Luz, ficando o FCP naquela altura numa posição de outsider onde mais tarde viria a conquistar a hegemonia do futebol português. Só que estes ciclos, tendem a fazer acreditar nos seus apaniguados adeptos que esta posição dominante é para manter perpetuamente, resultando daqui um estado de alma de puro desânimo, incompreensão e mesmo relutância em aceitar passivamente que outros também o consigam, olhando cada um só para o seu umbigo e interesse pessoal de uma forma egocêntrica, como que a pensar que, “só eu é que tenho o direito de vencer, pois todos os outros pouco me interessa se ganham ou mesmo se desistem de lutar pelos mesmos direitos”.

É por esta razão que num determinado tempo se falou nos famigerados “Apitos Dourados” para justificar os períodos áureos do FCP, e ultimamente se fala nos “Mantos Protetores e Colinhos” quando se refere ao SLB, que cada um à sua boa maneira lá vai contribuindo para um único fim, a conquista de mais um título de campeão nacional a juntar aos já anteriormente alcançados, e que infelizmente a maioria dos adeptos vitoriosos se vangloriam e se manifestam como se nada de anormal se tenha passado nos bastidores, independentemente de os títulos serem ou não justificados ou merecidos, o que só vem provar o declínio e o egoísmo exacerbado das sociedades modernas onde só conta a soma das partes a qualquer preço, e não a forma límpida ou transparente como os títulos são conquistados, que na minha opinião, e não o defendo só agora, só poderão ser bem entendidos e certificados quando se introduzir no sistema todos os meios tecnológicos que hoje em dia já existem para dar uma verdade desportiva ao fenómeno futebolístico, só que ao que transparece pelos meandros do poder, esta mudança de mentalidades e de olhar para o futebol de uma forma sadia e mais transparente, parece não ser do agrado das mesmas pessoas que só se manifestam quando lhes convém.
 
Por: Natachas.
sábado, 23 de maio de 2015
Posted by Tribuna Portista

VELHOS NO RESTELO!




O tiro de partida para o par de jogos que faltavam para consumar o título do Benfica havia sido dado por Lopetegui na conferência de imprensa de rescaldo da vitória sobre o Gil Vicente quando ficou explicita a raiva, a revolta e a denúncia do que tinha sido este campeonato e como o manto protector tinha aconchegado aquilo que o colo tinha começado a erguer.

Lopetegui percebeu tarde o que a casa gasta. Neste caso “a casa” é a luta interna entre o Porto e o Benfica pela conquista de títulos.
Quem já cá está há mais de 30 anos sabe de trás para frente e da frente para trás “o que a casa gasta”. Apesar de saber mais do que o papa permanece no silêncio por conforto ou cansaço.

Vai daí, o basco teve que pedalar a nossa bicicleta sozinho e, qual deputado sem grupo parlamentar, fazer erguer a sua única voz contra o manto protector da comunicação social maioritariamente afecta ao Benfica, contra o benfica, contra Vitor Pereira e contra os árbitros.
O politicamente correcto que era a sua imagem e a sua forma de estar no futebol tiveram que ser abandonados em nome do que viu e aprendeu enquanto cá esteve.

Esse espirito de revolta comunicacional é o tom certo para quem se preocupa exclusivamente em ganhar não se importando com o preço reputacional que ficará para sempre colado à sua pele.

O protesto, a revolta e o queixume poderia servir como factor agregador da massa adepta e dos jogadores..
Podia ser uma manhosice de Lopetegui. Disparar para o ar para desviar as atenções do que se passa em terra. Podia, mas eu vejo autenticidade na revolta.

Autenticidade e razão para a revolta. O Benfica foi levado ao colo na 1ª volta e esconder isso é aceitar que a quem trabalha no Porto não basta ser melhor.

Pode-se ser melhor e perder. Perdendo, fica-se com o ónus de qualquer perdedor. A incompetência, o nervosismo, a incapacidade de responder à pressão, a incompleta aprendizagem , a falta de unhas para comandar o clube.
Quando se sente que a impotência é mais forte do que a competência há um claro risco de desânimo.
No rescaldo da excelente conferência de imprensa de Lopetegui era fundamental ganhar a derrota.
No final da jornada 32 todos sabíamos que perder o campeonato era uma inevitabilidade.
No final da jornada 32 foi passada uma mensagem fortissima por Lopetegui que ficou na agenda mediática e se prolongou pela semana apesar da tentativa de ridicularização pelo Benfica e seu manto protector.

O campeonato de 2015/16 já se tinha começado a jogar ali. A história do colinho e do manto protector seria tão longa consoante a capacidade que o Porto teria de ganhar a derrota.

Sejamos claros:  Um bom discurso político de um qualquer treinador numa altura em que se está em competição precisa de ser consequente. 

Que a equipa de futebol consiga amplificar o que foi dito em vez de colocar duas almofadas nas colunas da denúncia.
No Restelo o que aconteceu foi que o Porto conseguiu viver um dia tão triste como viveu em Munique ou no Estádio da Luz.
Na Alemanha fomos humilhados. Na Luz perdemos o campeonato de vez.
No Restelo mostramos o que somos. Uma equipa velha de alma, incapaz de ser solidária e que envergonhou todos os que viveram aquela tarde embalados pela esperança de ver o palco do Marquês desmontado por uma semana.  
O discurso de Lopetegui foi soterrado. Aquilo que no fim da jornada 32.º parecia vindo da boca CheGuevara virou José Manuel Coelho. Boçalidades.

A exibição daquela equipa roubou-nos o direito de nos revoltarmos por uma injustiça.
Quem sente vergonha dos seus silencia-se mesmo quando está carregado de razão.
Quem sente vergonha dos seus questiona qualquer verdade.
Se não confio na comunicação social, nos arbitros, na APAF, no Benfica, na Liga e na FPF tenho mesmo é que pôr a boca no mundo.
Se não confio na comunicação social, nos árbitros, na APAF, no Benfica, na Liga, na FPF e............NOS MEUS JOGADORES sou obrigado a estar calado. Só e em silêncio.

O desespero de Lopetegui nos 90 minutos simboliza bem o que qualquer portista sentiu.
Depois de tudo o que passamos fazemos isto? Não há respeito pelo que vivemos?
Como é que somos nós a dar o COLO final ao Benfica 6 dias depois do MANTO PROTECTOR?
Vergonha.

Durante os 90 penosos minutos, o que vimos aquele grupo de 14 Velhos no Restelo fazer é similar ao que se assiste quando as selecções sul-americanas se deslocam a LA PAZ para enfrentar a Bolivia.

Velocidade nem vê-la. Agilidade nem cheiro. Vontade zero. Fadiga de quem está lá dentro e náuseas de quem assistia à forma como o Porto se exibia.

A 1ª parte foi tenebrosa. Para além dos defeitos habituais do rame-rame ofensivo vimos um laxismo na pressão e uma vontade de aproveitar o quentinho do sol que abriu crateras na defesa para Sturgeon, Camara & Ca.

Já passava dos 25 minutos de jogo e o placard era elucidativo:

Belenenses – 2 OPORTUNIDADES CLARAS DE GOLO + 1 LANCE DE PERIGO
Porto – 562 PASSES

Já nem questiono a ignorância do contexto daquele jogo. Fiquei sem perceber se quem estava lá dentro sabia quais as regras do jogo. O Belenenses via aquele rectangulo verde e jogava Snooker. O Porto via aquele rectangulo verde e só pensava no Bilhar às 3 tabelas.

Oliver parecia ser o único que percebia que a bola tinha que ir para perto duma baliza e ao raiar da meia-hora de jogo isola Herrera dando um sinal ao Mundo que podia haver esperança.

Logo a seguir Sturgeon surge isolado na cara de Helton e ficou claro que o 0-0 era uma bençao divina e que até uma desvantagem de 1-0 já seria lisonjeira para o que se estava a passar em LA PAZ.

E do céu, ou da altitude, cai uma estrela. O velho Alex sobe de andarilho ao ataque e cruza para a estrela Jackson facturar. O Bicampeonato do Benfica estava com o carimbo de adiamento.

Estava-se a escrever certo por linhas tortas. É torto ganhar um jogo quando não se merece mas também me parecia certo que o COLO da 1ª volta sofresse mais uma semana.

A 2ª parte começa e Lopetegui desiste da equipa. Viu a injustiça de uma Equipa de Velhos estar a ganhar sem vontade de se mexer e percebeu que nada ia mudar.

Se no ínicio se pode questionar a competência de Lopetegui para fazer passar o seu discurso de conferência de imprensa para o comportamento dos seus jogadores no relvado, será mais fácil de entender a desistência após aqueles 45 minutos iniciais e o inicio da 2ª parte.

“Estes velhos não se mexem para a frente. Estes velhos não tapam atrás. Não vale a pena.”

Aí fez o que grande percentagem de treinadores faz. Procurar um restauro do sistema para um momento de sucesso para ver se o desastre anunciado é evitado.

O que fiz em Setúbal?

“Tirei um extremo e meti um médio. Não joguei cheta mas o Setúbal pouco fez. Dada a 1ª parte da Bolivia e a vontade geriatrica dos meus jogadores é capaz de ser bom negócio arranjar uma forma de matar o jogo.”

E assim foi. A segunda Parte do Restelo foi igualzinha à segunda parte do Bonfim. Bola cá e lá, abre a boca e estica os braços, está um calor do Diabo e quanto está em Guimarães?

A degradação comportamental de quem já não era inferior ao adversário mas não tinha nenhum interesse em ser superior. Como foi possível, Porto?

Não há aqui uma questão tactica a discutir, se devíamos ter mais ou menos avançados ou mais ou menos médios. A atitude foi sempre má, a descontração e a distracção foram sempre a nota dominante. O que interessa o 4-4-2 ou o 4-3-3 quando é este o padrão?

Na 2ª parte o Belenenses já não conseguiu ser perigoso mas foi suando a camisola e fazendo pela vida. Tal como o Setubal há 15 dias também conseguiu sacar uma oportunidadezinha de golo e voilá!

Indi procurava os óculos de sol, Maicon rodava a anca à velocidade de uma lesma cansada e Tiago Caeiro faz um golo JUSTISSIMO que castigava a degradação moral e comportamental daquela equipa velha de alma e sem vontade de ser feliz.

Nos poucos minutos que faltam novo curto-circuito entre quem nunca sabe se está a jogar Snooker ou Bilhar às 3 Tabelas. Não fossem 1 ou 2 bolas paradas que fizeram acumular os jogadores de rosa no ataque e teríamos revivido o momento constrangedor dos passa tempo enquanto passa bolas.

Quem joga contra equipas cujo passatempo é passar bolas nem precisa de queimar tempo.
Adrian inventou um cruzamento perfeito para Jackson. Minuto 92.

A sorte só protege os audazes. Os incapazes ficam orfãos. E bem!



ANÁLISES INDIVIDUAIS:

Helton – Nada a apontar na partida do Restelo. Helton esteve atento e competente mantendo a bitola com que nos habituou desde o regresso.
A Flash é inenarrável.

Danilo -  Este é daqueles que nos habitua a ver sem fôlego após corridas vertiginosas para cima e para baixo. Em La Paz foi mais um para quem correr era um despautério. Fez a ala direita com velocidade à Pirlo. Não se percebe.

Maicon – Ai que me dói as Cruzes. Rotação, agilidade e focalização são coisas de outro planeta. Jamais esquecerei o golo de Tiago Caeiro.

Indi –  Tentou ser sério mas jogou com a mesma sonolência competitiva dos companheiros conforme se pode comprovar no golo do empate.

Alex Sandro  - Tô Nem Aí! Tô Nem Aí! Não me chateie que eu agora não te quero ouvir!
Ao ver Alex Sandro a jogar lembrei-me da letra desta música brasileira. Ver este defesa-esquerdo de nível mundial a jogar com a mentalidade amadora e altiva de quem se acha sempre mais importante do que 90 minutos revolta-me.

Rúben Neves – Estou preocupado com Rúben. A 1ª volta foi melhor do que a 2ª volta.
Na 1ª senti sempre que havia valor acrescentado na utilização de Rúben Neves a titular ou a suplente. Na 2ª volta o “senti sempre” passou a “raramente senti”.
Rúben ganhou peso e massa muscular mas a qualidade de passe ficou curta para quem perdeu agilidade e capacidade de reacção.
Na verdade, hoje vejo o Rúben Neves a jogar a 6 como vejo o Quintero a jogar a 10.
Só é possível em momentos curtos de jogo e de início só em jogos com equipas declaradamente mais fracas. Estão muito bons com bola mas sem bola ocupam uma parcela de terreno reduzida. Casemiro chega a todo o lado e lavra tudo e todos. É como uma pegada de elefante. Neste momento o rasto de Rúben Neves é de formiga.

Herrera -  O que foi aquilo? Stevie Wonder deve ter baixado em Lopetegui para que o mexicano errante se tenha aguentado 90 minutos.
Está há mais de um mês de rastos fisicamente. Como tecnicamente não é grande espingarda o somatório dessas duas realidades diz tudo sobre a sua recente qualidade exibicional.

Oliver -  O puto reguila no Lar de Idosos. Não sabe jogar sem alegria de quem gosta de bola e se diverte a jogar. Deve ser dificil remar sozinho quando não há água debaixo do barco.

Brahimi – Ainda não tinha começado a partida e já Brahimi estava a esticar a camisola porque lhe apertava o pescoço. Mister! Posso tira-la? Praia a sério tem que ser em tronco nu!
Outra exibição horrivel cheia de piruetas e contra-piruetas. Se a maior parte da ala geriátrica que se apresentou no Restelo confundia Snooker com Bilhar aqui o argelino estava  numa de ginástica ritmica.
Um jogo pavoroso. Ao nível de Herrera e Rúben Neves. 

Quaresma -  Foi bem mais proactivo que Brahimi e isso é positivo para quem joga em La Paz.
A vontade de fazer não impediu displicências próprias de quem faz atrasos de cabeça desde o meio-campo. Há um mitico de Abel Xavier para Neno no Estádio Mario Duarte em Aveiro. Ainda bem que Camara não é Dino.
No resto da partida ficou a ideia que era o único capaz de pegar na bola e tentar arrancar com ela sem fazer o obrigatório passe de 1 metro.

Jackson – O lutador costumeiro que marcou um golo improvável e falhou outro obrigatório.
Não consigo ter moral para lhe fazer uma critica justa depois de tudo o que fez no campeonato.

Evandro – Tentou entrar no jogo mas o peso em La Paz é contagiante. O golo do Belenenses começa numa luta por ele perdida no meio-campo. Mesmo com esta marca negativa está bem à frente do  Herrera dos últimos meses.

Hernâni -  Trapalhão e com vontade de fazer a 100 Km/h tudo o que lhe aparece à frente mesmo que sejam curvas apertadas. 

Adrian – Aquele cruzamento fez-lhe merecer a utilização à frente de Aboubakar.


Ficha do Jogo 

Belenenses-FC Porto, 1-1
Primeira Liga, 33ª jornada
Domingo, 17 Maio 2015 - 18:00
Estádio: Restelo, Lisboa
Assistência: -

Árbitro: Rui Costa (Porto)
Assistentes: Miguel Aguilar e Tiago Costa
4º Árbitro: Jorge Tavares

BELENSES: Ventura, Nélson, João Afonso, Gonçalo Brandão, Filipe Ferreira, Pelé, Dias, Carlos Martins, Sturgeon, Camará, Fábio Nunes.
Suplentes: Matt Jones, Tiago Caeiro (72' Dias), Tiago Silva (80' Tiago Silva), Dálcio (57' Sturgeon), Bruno China, Diogo Ribeiro.
Treinador: Jorge Simão.

FC PORTO: Helton, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Rúben Neves, Herrera, Óliver Torres, Quaresma, Jackson Martínez, Brahimi.
Suplentes: Andrés Fernández, Quintero, Reyes, Evandro (62' Brahimi), Hernâni (68' Quaresma), Adrián López (86' Óliver Torres), Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Jackson Martínez (44'), Tiago Caeiro (85').
Disciplina: cartão amarelo a Jackson Martínez (42'), Camará (90+2'), Ventura (90+2').


Por: Walter Casagrande


sexta-feira, 22 de maio de 2015
Posted by Tribuna Portista

Fórum Mágico Porto

Fórum Mágico Porto
Carregue no Banner e entre.

Escarro & Mal-Querer – Amazon

Seguidores no Google+

Translate

Visualizações de página

Tribuna Portista. Tecnologia do Blogger.

- Copyright © Tribuna Portista -Metrominimalist- Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -