A Jornada das Modalidades

BASQUETEBOL


Neste fim-de-semana arranca mais um campeonato da Proliga, que conta com a participação do FC Porto Dragon Force, que defende assim o título alcançado na temporada passada numa final emocionante diante do Illiabum.

Para esta época, os dragões contam com dois reforços, ambos fortíssimos no jogo interior, como são os casos do António Monteiro e João Fernandes, que assim juntam-se ao João Torrie e Miguel Queiroz para as posições “4” e “5”. Do cinco base todos eles se mantiveram e como tal, atendendo à qualidade existente no plantel e observando as opções existentes nas restantes equipas que estão presentes nesta Proliga, a formação liderada pelo espanhol Moncho López surge como principal candidato ao título.

O primeiro adversário para a Dragon Force no campeonato será os açorianos do Terceira Basket, equipa que manteve praticamente todos os jogadores, reforçando-se apenas com o extremo Ricardo Mendes (ex-Angrabasket). Destacar no conjunto açoriano o americano Matthew Divine, atleta que vem de uma excelente temporada no Terceira e assume-se como principal figura e será claramente o jogador a requerer maiores cuidados, fruto da sua capacidade técnica e poderio na luta nas tabelas.

Atendendo aos recursos existentes numa e noutra equipa, a Dragon Force assume-se como principal favorita à conquista da vitória.


HÓQUEI EM PATINS



Depois de ter passado com distinção o “exame Oliveirense”, segue-se novo desafio extremamente exigente para o FC Porto, onde os comandados de Tó Neves defrontam em Mafra a equipa do Sporting, formação que esta temporada investiu de forma considerável no seu plantel, tendo desta vez como principal objectivo atingir um dos primeiros lugares do campeonato, contrariando a tendência passada, onde numa primeira instância tinham como objectivo de época a manutenção no escalão máximo nesta modalidade.

O Sporting está nesta altura a três pontos do FC Porto, somando dois triunfos e um desaire – ocorrido na ronda inaugural no Pavilhão da Luz – levando a melhor sobre o Valongo e mais recentemente “Os Tigres”.


Este renovado Sporting surge com ambições, reforçando-se com qualidade, começando na baliza onde o internacional português André Girão surge como uma das principais aquisições da temporada, ele que é considerado um dos melhores guarda-redes do mundo. A nível de reforços também destacar os ingressos de: Carlitos, Daniel Oliveira (irmão de Caio), João Pinto, Nicolas Fernandez e Tiago Santos (ex-FC Porto).

Além dessas aquisições de valor, a turma leonina manteve os principais activos da época anterior, sendo que o capitão Ricardo Figueira – esteve diversos anos ligado ao FC Porto – assume-se igualmente como mais-valia tanto nos momentos defensivos como ofensivos. É expectável termos um Sporting organizado, dando o assumir de jogo aos dragões, procurando depois em situações de contra-ataque/ataque rápido criar desequilíbrios, contando no plantel com jogadores competentes nessa vertente, sem esquecer os lances de bola parada, hoje em dia fulcrais na decisão de uma partida que esteja equilibrada.

Exceptuando a questão Edo Bosch, o FC Porto apresenta-se para este jogo como não podia deixar de ser na máxima força, isto quando atravessa um bom momento competitivo, tanto em termos de resultados, como em exibições propriamente ditas.


Por: Dragão Orgulhoso
sexta-feira, 24 de Outubro de 2014
Posted by Tribuna Portista

Arouca vencer!


Costuma-se dizer que depois da tempestade vem a bonança e certamente é isto que o FC Porto vai procurar fazer na deslocação ao terreno do Arouca neste sábado, em jogo a contar para a 8ªjornada da Liga, isto depois de termos tido interrupção na prova devido a compromissos das selecções e na semana seguinte, jogos respeitantes à terceira eliminatória da Taça de Portugal.

Neste regresso de campeonato, o FC Porto procura somar o segundo triunfo consecutivo na Liga e para tal terá que levar a melhor sobre o Arouca. A turma liderada por Pedro  Emanuel encontra-se actualmente na 13ª posição com 7 pontos, contabilizando um saldo de duas vitórias, um empate e quatro derrotas, a última das quais no Estádio da Luz, onde a equipa arouquense saiu derrotada por quatro bolas a zero, contudo, o primeiro golo da partida só surgiu aos 75 minutos, sendo que até lá, a estratégia montada pelo treinador do Arouca dificultou imenso a organização ofensiva do conjunto encarnado e inclusive durante os primeiros 45 minutos desperdiçou boas situações de golo, que podiam ter dado naquele momento vantagem ao Arouca no marcador.

Até ao momento, o treinador Pedro Emanuel tem variado na utilização do 4-2-3-1 com o 4-4-2 – no jogo da Luz por exemplo utilizou este último – e apesar da goleada sofrida, atendendo que grande parte do encontro a resposta dada foi extremamente positiva, será expectável que mantenha grande parte do onze que iniciou esse jogo. 

Na baliza o indiscutível Goicoechea surge entre os postes, ele que até ao momento poderá ser considerado como um dos guarda-redes mais regulares do campeonato, mostrando claramente que reúne condições para estar numa equipa com outro tipo de argumentos. 
Uma das dúvidas no sector defensivo prende-se no lado esquerdo da defesa, sendo que o brasileiro Nelsinho não esteve particularmente bem no jogo contra o Benfica, enquanto o Luís Tinoco surgiu de início no embate da Taça de Portugal diante do Vitória e esteve em bom plano, como tal, apresenta-se como grande candidato a ocupar o lugar.

Sobre o lado direito, o espanhol Balliu é uma das figuras desta equipa, enquanto no centro da defesa, apenas o brasileiro Diego Galo tem o lugar assegurado, restando uma vaga para o capitão Miguel Oliveira ou então para o Nuno Coelho, ele que no Arouca não tem actuado na posição “6”, mas sim como central. No meio-campo, David Simão e Bruno Amaro surgem lado a lado na zona central do terreno, com o David a assumir uma importância decisiva no momento de construção e na capacidade de passe – assim como situações de bolas paradas – enquanto o experiente Bruno Amaro é um trabalhador incansável com e sem bola, envolvendo-se igualmente com critério na organização ofensiva da equipa, sendo possuidor de um bom pontapé de meia-distância.

Nas alas, é de esperar o Nildo e Pintassilgo na esquerda e direita respectivamente, surgindo bem abertos, no entanto, atendendo à profundidade que o FC Porto coloca no seu jogo serão obrigados a dar apoio aos laterais de forma constante e com isto tentar equilibrar e fechar espaços no meio-campo defensivo, algo que o Pintassilgo por exemplo executa muito bem, com o Nildo essencialmente a fazer a diferença nos momentos com bola, possuindo boa qualidade técnica.
Quanto ao ataque, o Artur deverá estar nas costas do PL, neste caso o jovem André Claro, jogador que esteve muitos anos na formação do FC Porto. Aqui a dúvida do 4-2-3-1 e o 4-4-2, irá estar dependente da colocação do Artur, até porque por vezes, o técnico do Arouca coloca-o ao lado do Claro na frente de ataque, algo que sucedeu no jogo realizado no Estádio da Luz.

Nos dragões, acima de tudo são exigidos os três pontos e se possível com uma exibição convincente. Atendendo a ter sido decisivo no triunfo para a Liga dos Campeões, é de crer que o Quaresma regresse ao onze inicial da equipa, faltando saber quem será o sacrificado. 

Convocados FC Porto:

Guarda-redes: Fabiano e Andrés Fernández;

Defesas: Danilo, Maicon, Martins Indi, Marcano e Alex Sandro;

Médios: Casemiro, Rúben Neves, Herrera, Quintero, Brahimi, Quaresma, Tello e Óliver Torres;

Avançados: Jackson, Adrián López e Aboubakar.


Por: Dragão Orgulhoso

Eslovenices… (Sem desprimor)

#FCPorto #Sporting #Joker


Queremos repetir
Ou receber o guito
 Pois já estava escrito
 Qu’íamos perder!

  É a máfia russa
  Com dinheiros por fora
 Que já depois da hora
 Derrotou a lusa!

A única equipa
Que nos representa
E nisso acrescenta
Mais valor à pipa!

Pois o Cutty Sark
Sendo produto escocês
É ao português
Que lhe dá sotaque!

Isto é um roubo!
Grit’o brilhantina
Que na Sic afirma
O clamor do povo!

Que por lá s’esquece
Doutras situações
Em qu’as punições
Quantas mais houvesse

Não eram marcadas
Pois a bola na mão
Não lhe dá a sanção
Se forem consumadas!?…

O que é um roubo
É o árbitro marcar
O penálti ‘acabar
Como algo novo!

Se fosse em Portugal
E a mão cortasse…
A bola não entrasse
Era pois, normal!

E s’o prejudicado
For o clube do Porto
Nem se nota o roubo
Pois não foi marcado!?

E assim seguimos
P’la Europa fora
Que por cá demora
Sermos pequeninos!

E se há um clube
Que vence por lá
É ao Deus dará!
É ir ao youtube!

Por lá se prova
Que a Gazprom
Não lhe deu o tom
Em jogos de sobra!

Duas expulsões
Contr’o Zénite!
É simples clubite
Não dá repetições!

Mas ainda assim
Somámos três pontos
Com assobios prontos
A virar festim!

E se não bastavam
O coro dos outros…
E se não eram poucos
Mais s’aglutinaram!

É pois contra tudo
E contra todos!
Que não são os bons modos
Que nos dão futuro!

Continuar a ganhar
É o nosso antídoto
Contr’o estado de sítio
Deste assobiar!

E deixar os demais
A chorar o erro
Que lá fora, o enterro
Já se chora em ais!

Pois aqui se prova
O real valor
Que sem o andor
Não há boa-nova!

É uma tristeza
Este Portugal
Em qu’o destaque pontual
Na Europa se meça!?

E se constate
Nesta choradeira
A petição financeira
Por aquele “empate”?

Somos tão pequenos
Até nas pretensões…
Serem campeões
Estes “Eslovenos”?…


Por: Joker

Inocêncios

#FCPorto #Assobiadores #Joker

Esgotei o assunto
No assobio alheio
O qu’em estádio cheio
Nos vale de muito!

Vencemos e quê?
O público não gosta!
Daí a resposta
Que já não se crê!

Não tenho paciência
Pr’a este portismo
Qual novo-riquismo
Qu’está em emergência!

Por isso que apupem
Em sons de sibila
S’há quem rejubila!
E nisso s’iludem!

Por isso me calo
Ao ver tanto adepto
D’apupo desperto!
Que nisso m’abalo!

E podem continuar
A fazer a política
Da imprensa crítica
Ao não apoiar…

Que nestes adeptos
De crítica acesa
Não vejo beleza
Nem poemas, por reptos!

Sou doutro tempo
Doutra geração…
Qu’o ser-se campeão
Era excepção, não exemplo!

Aburguesámo-nos!
Mimámo-nos nas conquistas
Tornámo-nos benfiquistas!?
Sportinguisámo-nos!?

Não tenho alento
Não tenho estômago
Pr’a este incómodo
D’assobio ao vento!

Pois só o silêncio
Pode contestar
Esse outro estar
Todo inocêncio!

Até mais!


quinta-feira, 23 de Outubro de 2014
Posted by Tribuna Portista

A CABEÇA SANGRA E MANTORRAS CURA!

#Championsleague #FCPorto #FC Porto2-1Athletic Bilbao

Passam 72 horas e estamos de volta à acção.

Lopetegui volta a mexer e arma uma equipa ofensiva na frente e com muito músculo e pouca técnica atrás. E assim se preparam as bases de um jogo IO-IO com a bola mais perto das grande áreas do que do grande círculo.

Valverde tem outras ideias e arma uma equipa defensiva e expectante com um meio-campo de destruição. Esse erro dá asas ao potencial ofensivo da equipa do Porto porque não põe em causa as deficiências defensivas que um onze daquele formato sempre tem associado.

Do 4-4-2 à Gabriel Alves e sem extremos o Porto passa para um 4-1-1-3-1 em que Casemiro, joga à frente da defesa e Herrera é o médio.

O 3 da frente é móvel. Quintero joga entre a ala direita e o meio. Brahimi pode fazer as 3 posições e Tello as 2 alas.

A mobilidade deste trio da frente e a pouca vontade que o Bilbao tem de dividir o jogo fazem com que a 1ª parte seja do Porto e que a magia de Quintero, a força de Herrera e a velocidade de Tello criem oportunidades de golo suficientes para que o Porto saia por cima na 1ª parte.

Ernesto Valverde parecia não saber, ou não querer pagar para ver o ponto fraco deste Porto de Lopetegui. Por isso, na 1ª parte não opta pela estratégia que Marco Silva, Rui Vitória, Sérgio Conceição puseram em prática com o sucesso que se sabe.

O Porto não é pressionado na saída de bola, não é exposto à sua teimosia e com maior qualidade individual no relvado faz a melhor 1ª parte da época.

Mesmo assim, num dos constantes sprints que Casemiro faz para todo o lado e para toda a parte o Bilbao tem espaço à entrada da área e Fabiano vê uma bola a bater no poste.

Ficava o aviso para a 2ª parte. Antes disso, Quintero abre o livro e Herrera mostra que é um médio imprescindivel no Porto. Porque é dos poucos que dá intensidade atrás e à frente e é o único com chegada e com golo. Evandro também seria, mas parece contar pouco.

Já Quintero mostra que é único no mundo. Tem 5 olhos e faz passes como se o relvado fosse uma mesa de bilhar.

Na 2ª parte volta o pesadelo.

Valverde põe o Bilbao a jogar como sempre. A perder obriga-se a ir para cima da grande área adversária.

O Porto, a ganhar, a empatar ou a perder joga sempre da mesma maneira desde Fabiano. Teimosamente. Cabeça na parede.

Sangra? Não faz mal. Há-de curar e para a semana é novo dia.

Cabeça na parede outra vez.

Doi? Não faz mal. Com o hábito a dor há-de desaparecer e dias melhores virão.

Enquanto isso é preciso ir treinando. Cabeça na parede, cabeça na parede, cabeça na parede.

Lopetegui deve ter lido num livro, algures, que a persistência, o treino e o empenhamento vencem qualquer obstáculo. Por isso, quando a parede cair as 6 ou 7 cabeças que entretando tiverem tombado serão um sacrificio bom de pagar.

O Bilbao tentou atacar.  Tinha Benat e tinha Muniain que são do melhor que os bascos têm para construir. Quando perdiam a bola utilizaram o recurso habitual contra o Porto e que nos obriga a suicidar em minutos. Parede à frente do meio-campo.

Estamos à espera da vossa cabeça! Venha o sangue.

Fabiano para Maicon, Maicon vê Danilo livre. Espera e olha para Indi. Arrepende-se e bate para Danilo pouco importando se nessa altura já está à queima. A tarefa que parece estar na cabeça de qualquer jogador do Porto é simples e pouco colectiva.

O meu papel é passar a bola para um companheiro.  Não posso perdê-la, não posso bater a bola frente. Passo bem e o meu trabalho está feito.

Nas cabeças de Maicon e Fabiano é clarinha como água esta ideia. Deixa de ser o Porto-Bilbao e o “que é que temos que fazer” para ser o “meu papel na equipa” e o “vou cumprir o meu”.

Ninguém se importa de causar um problema ao companheiro se “cumprir o seu” e “não bater a bola na frente.”

Parece ser uma lógica colectiva de construção de jogo de futebol mas acaba por ser o somatório de desafios individuais que cada jogador procura cumprir não conseguindo e não querendo vendo mais além.

De tanto bater com a cabeça o tradicional volta a ocorrer. Lopetegui poderá dizer que Oliver, Brahimi, Ruben Neves, Casemiro, Herrera não batem com o lado certo da cabeça.
São erros individuais. É preciso persistir. Treinar. Melhorar. Com empenhamento.

A parede há-de cair!

Entretanto o andarilho de Casemiro não responde ao passe manhoso de Herrera e em vez de o interceptar acompanha-o numa linha paralela.

Nasce a cavalgada do Bilbao em direcção à baliza e a cavalgada de Maicon em direcção à linha lateral. Dada a extrema velocidade de Maicon na sua corrida desenfreada sabe-se lá para onde, Guillermo Fernandez tem a felicidade de o ver passar antes de empurrar a bola para a rede.

A cabeça sangrou outra vez. Que diabo, dirá Lopetegui. Será que não aprendem a bater na Parede?

Para além do harakiri tradicional, joga-se aqui um xadrez tactico. Lopetegui não tira as mãos nos bolsos e fica a ver um Porto a ser dominado, a não conseguir atravessar a parede e a estar em inferioridade numérica no meio-campo. Mais uma vez.

Brahimi de meias em baixo, Quintero a dar o que podia mas com tanque vazio e falta de noção de como defender. Tello sem jogo.

Casemiro num misto de Miguel Veloso na velocidade de reacção e de Javi Garcia na patada assassina não estancava nada.

Herrera não é um jogador inteligente. Dá outras coisas mas não sabedoria tactica.

Iturraspe, Mikel Rico, Benat, Muniain, Susaeta tomaram conta de tudo. Lopetegui assiste a ver no que dá.

Depois de ver no que deu (cabeça a sangrar e o corpo a doer) mexe bem. Quintero já estava desengatado para poupar gasosa. Carro desengatado só funciona nas descidas.
Ruben Neves dá imediatamente duas coisas que faltavam ao Porto. Inteligência tactica e capacidade de passe.

A substituição não é perfeita porque devia ter assumido de imediato a posição 6.

A mudança de Lopetegui tem impacto imediato no jogo. Mascara de oxigénio. Não interessa ter muita gente na frente se não se consegue sair. Tello começa a ter mais bola e Brahimi passa a recebê-la onde deve.

O público não vê que a equipa está a mudar e tenta sufocar a reacção da sua própria equipa com assobios.

A 2ª substituição é mais emocional do que racional. Se o Porto estava a voltar a controlar o jogo era fundamental não voltar a partir a equipa. Lopetegui não pensa assim e dá o Mantorras do Porto ao Coliseu do Dragão. Quem deveria ter entrado naquela circunstância era Oliver.

O talento faz com que a irracionalidade prevaleça. Talento e determinação de Danilo que varre pela 35ª vez a ala direita e cruza demasiado longo. Talento de Brahimi que segura a bola, parte para cima, tabela com Quaresma e desmarca a seguir dando o espaço que o 7 do Porto precisava. Aí, surge o talento de Quaresma e um remate forte mas à figura de Iraizoz.

Dizem que a fé move montanhas mas por vezes basta paralisar um par de braços.

O estádio vai abaixo e a irracionalidade triunfa. Tanto, que hoje já deu para perceber que para o Mundo que vê e acompanha o futebol o grande problema de Lopetegui é não ouvir o Coliseu do Dragão que exige o seu Mantorras.

A parede não parece ser problema. O meio-campo desorganizado e desposicionado são peanars.

Para toda a Comunicação que vê e acompanha o futebol basta que Lopetegui ouça o público e lhes dê os seus herois.

Com papas e bolos se enganam os tolos. Pelo que deu para ver ontem há muitos tolos que a gostam de comer.

Se quem não é tolo embarcar nesta suposta guerra Quaresma/Lopetegui vamos ter mais noites como a de ontem.

Quando Lopetegui errar será assobiado. Quando corrigir a mão (Ruben Neves por Quintero) será assobiado. Será sempre assobiado enquanto não devolver a chupeta.
Se os portistas não puserem a mão nisto, a SAD terá que pôr em Janeiro e dar paz ao seu treinador. Só assim chegaremos lá.

Fabiano : Treme mas não cai. Uma saída extemporânea que Alex Sandro resolve. Uma saída a punhos desastrosa que revela impaciência e falta de comunicação.
No final do dia o Porto ganha 2-1 e Fabiano segura um cabeceamento de Laporte que lhe queria fugir pelas pernas e Iraizoz deixa fugir pelas mãos o 2.º golo do Porto.
No balanço o Porto não se pode queixar mas as dúvidas ficam.

Danilo: Está 2 patamares acima de toda a equipa. Saíram Lucho, Fernando, Mangala, Otamendi, Moutinho. Todos os jogadores que lideravam dentro e/ou fora de campo deixaram o clube. Danilo olhou para o balneário que ficou e percebeu que era hora de dar um passo em frente.
Agora Danilo joga com cara de poucos amigos. As sobrancelhas estão sempre debaixo dos olhos. O foco é total.
Agora Danilo perde o medo de sprintar. Sprinta para a frente com a noção que o seu pulmão tem responsabilidade de sprintar para trás.
Cavalga, pressiona, dobra, briga. Capitão sem braçadeira. Jogador à Porto.

Maicon:  Central de Playstation. Quem não é muito hábil no FIFA ou no PES tem dificuldade em acertar o posicionamento dos defesas. Nas primeiras experiências eles seguem sempre em frente.
Maicon é a primeira experiência de um jogador TOTÓ de PES. Vem um avançado e para passar Maicon basta parar e deixá-lo seguir lá para onde ele vai. Ou para, ou dá um toque para uma direcção oposta à do careca.
Para além das correrias para fora do estádio, somou os passes na queima e as peitaças a amortecer a bola para o contra-ataque adversário.

Bruno Martins Indi: Se a bola está nos pés dele eu fico mais descansado. Se é ele e não Maicon que sai à dobra eu fico mais descansado. Se é ele e não o Maicon que disputa a bola com o adversário eu fico mais descansado.
Martins Indi não tem descanso.  Com o Maicon pavoroso que temos visto o “faz o teu” não basta.
Infelizmente tem que perceber que o relvado tem marcações. Tem que ter noção onde fica a grande área e que há coisas que se fazem fora que não se fazem dentro ou à entrada.

Alex Sandro: Fez um jogo à Danilo de há 2 anos. Sóbrio, seguro e sério. Não vimos o melhor de Alex mas deu o que a equipa precisava. Precisa de confiança e trabalhar em cima da seriedade de ontem. Bom jogo.

Casemiro: Outro boneco de Playstation.
Não para quieto, não sabe estar quieto mas joga numa posição onde saber estar quieto é importante.
Não tem cabeça, varre os adversários a pontapé e parece orgulhar-se dessa patética agressividade.
Como não para quieto, não tem cabeça e os seus reflexos não estão no ponto acaba por ser uma bomba relógio tactica e emocional para a equipa.
Não discuto as qualidades de Casemiro porque sei que elas existem mas Lopetegui tem que pôr mão nele.

Herrera: Quando Hector Herrera é o elemento mais cerebral do meio-campo central algo de mal vai no reino do Dragão. Nos últimos 2 jogos foi isso que se passou.
Herrera dá e pode dar força, arranques, desequilibrios ofensivos mas não poderá ser ele a ter que ser os olhos e os pés da equipa.
Para o motor Herrera voar precisa de quem o ampare.
Bom golo e meia-culpa no lance do 1-1.

Quintero: É mágico. Dentro daquela fábrica, passes do estilo Deco para Aleinitchev na final de Sevilha têm stock ilimitado. O desafio de Lopetegui é conjugar esse génio inventivo único no Mundo com o curto depósito de gasolina e a falta de noção tactica no capitulo defensivo.
Ou conjuga tudo ou arranja forma da equipa acomodar os defeitos para ter a benção inventiva em campo.

Brahimi: Já lhe tirei a pinta. Não deve jogar no meio. Não pode mesmo jogar mais atrás.
Brahimi joga sempre da mesma forma. Nunca faz aquele passe óbvio que toda a gente vê e pede. Ele também vê mas acha demasiado barato vender a bola por tão pouco.
Tem sempre que rodar, fazer a finta, proteger a bola, tentar arrancar.
Se Brahimi parte atrás, os adversários (que não se chamam Martins Indis) podem ser mais duros na marcação. Bater mais porque uma falta a 40 metros não é tão grave como se for dentro ou à entrada da área.
Se Brahimi parte atrás o risco de perder a bola num dos lances estilo Braga é maior.
Se recebe à frente, todo o arranque gera o caos na defesa. Como é muito dificil tirar-lhe a bola e como o argelino a protege bem o perigo em bola corrida ou possibilidade de bola parada é grande.
Na 2ª parte, depois da saída de Quintero e mesmo com as meias em baixo está no lance do golo e inventa outro que Jackson falha.
Tem que ser avançado. Indiscutivel à frente.

Tello: Sempre em excesso de velocidade. O Porto tem no plantel varios jogadores únicos. Não conheço muitos que sejam tão velozes e que, fruto dessa arma, tenham grandes hipóteses de ultrapassar o adversário desde que tenham relvado para pôr a bola na frente.
O problema: É medíocre na finalização. Sabe passar, sabe correr, sabe mudar de rota embora o faça sempre de forma linear (horizontal, vertical, diagonal) e sem curvas.
Parece saber cruzar (ver jogo de Lille) mas não sabe assistir e tem pânico quando percebe que tem que rematar.
O egoismo não é induzido pelo egocentrismo habitual mas pela noção das deficiências que tem.
Se Lopetegui conseguir fazer evoluir este menino....JESUS!!

Jackson: Fraco. O caudal de jogo nestes 90 minutos foi muito superior ao habitual. Cabia a Jackson capitalizar esse invulgar número de oportunidades.
Falhou demasiadas vezes na cara do golo. O resto do trabalho e do envolvimento com a equipa, desta vez, não serve para compensar porque a equipa deu-lhe o que raramente lhe dá.

Ruben Neves: Fundamental. Na cabeça de grande parte dos portistas já pensa em Ruben Neves como alguém de que precisamos e não de alguém que queremos ver.
Eu já não o vejo pela idade, pela nacionalidade ou pela formação. Já não lhe quero dar uma oportunidade. Quero só que ele me ajude.
Quando se passa esta fronteira da generosidade sentimentalona para a da necessidade racional podemos dizer que estamos perante um pequeno fenomeno em construção.

Quaresma: Não é manco. Pode jogar mais do que 15 minutos. Tem qualidade suficiente para jogar na equipa do Porto. Para estar no plantel e ser útil como neste jogo com o Bilbao.
O facto de estar a ser tratado pelo adepto portista como um Mantorras e pela comunicação social portuguesa como um Messi vai acabar por tornar irrelevante o que escrevi acima.
Define bem, cruza bem. Se se agarrar a isto e não alimentar este suposto braço de ferro com Lopetegui que está a partir o Porto ao meio o define/cruza será importante em 2014/15.
Se achar e alimentar a ideia que é Messi e que Tello tem que sentar como fazia há 1 ano e que é Madjer e que Brahimi tem que sentar é fundamental que Pinto da Costa faça alguma coisa em Janeiro de 2015.


Oliver: Entrou muito tarde. Não é do Porto, não se formou no Porto e não diz que ama o Porto mas correu o campo de uma ponta a outra nos escassos minutos que lhe deu Lopetegui.



Ficha de Jogo: 

UEFA Champions League, Grupo H, 3.ª jornada
Terça-feira, 21 Outubro 2014 - 19:45
Estádio: Dragão, Porto

Árbitro: Damir Skomina (Eslovénia).
Assistentes: Jure Praprotnik e Robert Vukan; Slavko Vinčić e Roberto Ponis (adicionais).
Quarto Árbitro: Manuel Vidali.

FC Porto: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro (Quaresma, 71), Herrera, Brahimi, Quintero ( Rúben Neves, 64), Jackson Martínez, Tello (Óliver Torres, 82).
Suplentes: Andrés Fernández, Marcano, , Adrián López, Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui.

Atheletic Bilbao: Iraizoz, De Marcos, Etxeita, Laporte, Balenziaga, San José (Beñat, 45), Iturraspe, Rico (Gurpegui, 73), Guillermo Fernández, Aduriz (Muniain, 45), Susaeta.
Suplentes: Herrerín, Aurtenetxe, Iraola, Viguera.
Treinador: Ernesto Valverde.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Herrera (45'), Guillermo Fernández (58'), Quaresma (75').
Disciplina: Maicon (22'), San José (29'), Danilo (59'), Susaeta (59'), Rico (65'), Gurpegi (86').


Por: Walter Casagrande

FC Porto 5 - 1 Oliveirense - De forma segura

#FCPorto #HóqueiemPatins



O FC Porto recebeu esta noite a equipa da Oliveirense em jogo da 3ª jornada do Campeonato Nacional. Ganhou e mantem-se assim imbativel. 3 jogos, 3 vitórias, líderes. Simples. 

A equipa adversária procura assumir uma candidatura ao título nacional e reforçou-se. São uma das melhores equipa nacionais e não eram esperadas facilidades. Perante um adversário destes, noutro dia qualquer talvez o nosso Dragãozinho ficasse perto de encher. A meio da semana ficou-se apenas pela meia casa. 

Para este jogo algumas novidades. Jorge Silva e Reinaldo estavam de volta para o campeonato após castigo. Ambos começaram no banco, a equipa está bem e Tó Neves não quis alterar o 5 inicial. Isto mosta também a força deste plantel. Que equipas do mundo podem ter um 5 fortissimo e ter jogadores deste nivel prontos a entrar sempre que necessário?

O jogo começou com cautelas de ambos os lados. Uma fase de estudo mútuo digamos assim. Ataques longos, sem arriscar em demasia. Apesar disso o primeiro lance de grande perigo surgiu logo aos 20 segundos com Gonçalo Alves a atirar ao poste da baliza de Nelson Filipe.

Após uns minutos iniciais de cautelas a nossa equipa começava a ganhar ascendente no jogo. Rafa, que tem estado em grande forma, arranjava sempre forma de levar perigo à equipa de Oliveira de Azemeis. 

Esse domínio trouxe frutos aos 8 minutos. Caio progride com a bola, passa por trás da baliza e assiste Barreiros de forma espetacular com um passe atrasado. Este, de primeira remata forte e colocado. Grande Golo. Estava aberto o marcador e com um golo nosso! 1 - 0.

O FC Porto continuava por cima e poderia ter tido uma soberana oportunidade de golo logo depois não fosse a habitual "cegueira" de Paulo Rainha. Caio sofre penalti claro. O referido árbitro não só não considera penalti como assinala falta a Caio por simulação. Absurdo. Não achar que tenha sido penalti já foi um erro mas ok. Achar que foi simulação já é abusar... Pior ainda. Caio protestou e levou azul.

A Oliveirense ficava assim a jogar em powerplay. Tentaram marcar mas a nossa equipa fechou-se bem e a equipa adversária quase que só conseguia rematar de longe. Tiveram apenas uma grande oportunidade de contra-ataque. Casanova isolou-se mas Nelson Filipe levou a melhor. Que grande inicio de época tem tido Filipão!

Estávamos a meio da 1ª parte e Hélder Nunes, que tinha entrado após os 2 minutos a Caio, sofre penalti. Caio ia tentar converter mas falhou. Esta tem sido uma pecha nossa, temos falhado muito de bola parada. A rever...

Tó Neves tinha começado já a habitual rotação e Jorge Silva estreia-se no campeonato. Mesmo com as trocas que se iam sucedendo o Porto continuava com uma eficácia defensiva impressionante. Equipa equilibrada, nunca permitiu grandes espaços. Quando conseguiam rematar Nelson Filipe estava lá...

A 8 minutos do intervalo novo golo da nossa equipa. Jogada conduzida por Pedro Moreira e a assistir Vitor Hugo para este marcar bem dentro do seu habitat preferido, a grande área. Uma boa jogada de entendimento dos nossos jogadores.

A nossa vantagem ficou ainda melhor com o 3º golo que surgiu logo depois. Desta vez Vitor Hugo assistiu. Caio marcou com um remate colocado. 3 - 0 no marcador.

Foi com este resultado que chegamos ao intervalo.

A 2ª parte iniciou-se e os primeiros motivos de destaque foram as décimas faltas de cada uma das equipas. Tínhamos acabado a 1ª parte com 9 faltas e aos 4 minutos Rafa cometeu a 10ª. Duelo Montivero vs Nelson Filipe. O nosso guarda-redes continuou a sua brilhante exibição e defendeu de forma espetacular o livre directo. 

A Oliveirense cometeu a 10ª falta aos 7 minutos desta etapa complementar. Foi Rafa o chamado para converter. Um especialista neste estilo de lances mas desta vez não saiu bem, nem conseguiu rematar, foi desarmado. Ainda não foi desta que tivemos sucesso nestes lances. E numa com equipa com tantos especialistas é estranho...

A nossa equipa dominava o jogo de forma cada vez mais clara e ainda aumentou mais o marcador. Hélder Nunes recupera a bola, leva consigo 2 defesas e assiste atrasado para Jorge Silva marcar. Boa movimentação e 4 - 0 no marcador. Estava mais fácil que esperado. Muito mérito dos nossos atletas, exibição muito bem conseguida. 

O jogo caminhava para o final. A Oliveirense tentava mas estava com dificuldades. Apenas conseguiu reduzir a 8 minutos do fim. Nelson Filipe não tinha hipóteses. 

Logo após o golo a 15ª falta da Oliveirense. ia ser Hélder Nunes a marcar o livre directo. Mas tal como anteriormente não tivemos sucesso. Um minuto depois penalti a nosso favor. Ia entrar Reinaldo para bater. E finalmente pudemos celebrar. Golo do Rei! 5 - 1! 

O jogo prosseguiu animado mas o marcador não voltou a funcionar. 5 - 1 para o nosso emblema com algumas grandes exibições. A começar por nelson Filipe, um muro quase intransponivel. Pedro Moreira em grande nivel quer defensiva quer ofensivamente. Caio que teve uma grande primeira parte. Enfim, uma equipa que está a jogar muito bem e com vários jogadores já em grande forma.

Neste fim de semana deslocação dificil a Tomar. Vamos defrontar a equipa lagarta no Domingo às 17h... É para ganhar!


 FICHA DE JOGO

FC Porto Fidelidade-Oliveirense, 5-1
Campeonato nacional, 3.ª jornada
22 de Outubro de 2014
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 608 espectadores

Árbitros: Rui Torres e Paulo Rainha (Minho)


FC PORTO FIDELIDADE: Nélson Filipe (g.r.), Pedro Moreira, Caio (1), Rafa e Ricardo Barreiros (1)
Jogaram ainda: Hélder Nunes, Vítor Hugo (1), Jorge Silva (1) e Reinaldo Ventura (cap., 1)
Treinador: Tó Neves


OLIVEIRENSE: Xavier Puigbi (g.r.), Albert Casanovas, Tó Silva, Diogo Silva (cap.) e Gonçalo Alves 
Jogaram ainda: André Azevedo, Martin Montivero (1), Nélson Pereira e Ruben Pereira
Treinador: Vítor Fortunato


Ao intervalo: 3-0
Marcadores: Ricardo Barreiros (8m), Vítor Hugo (17m), Caio (19m), Jorge Silva (35m), Montivero (42m) e Reinaldo Ventura (43m, pen.)
Disciplina: Cartão azul a Caio (16m)


Por: Paulinho Santos




quarta-feira, 22 de Outubro de 2014
Posted by Tribuna Portista

Hóquei em Patins: FC Porto - Oliveirense (Antevisão)


Nesta quarta-feira teremos jogo grande no Dragão Caixa, com o FC Porto a receber a Oliveirense em jogo a contar para a terceira jornada do campeonato. Devido à participação de ambas as formações nas competições europeias, este encontro foi adiado para a meio da semana, onde a turma liderada por Tó Neves vem de um triunfo perante os italianos do Valdagno, enquanto a equipa da Oliveirense defrontou os espanhóis do CP Cerceda e venceu por 6-3, num jogo respeitante à Taça Cers.

A Oliveirense para esta temporada aposta forte tanto a nível interno como externo. Além de ter mantido os seus principais activos, reforçou-se com imensa qualidade, desde o guardião internacional espanhol Xavier Puigbi, aos jogadores de campo: Albert Casanovas e Martin Montivero. Atletas que vem dar qualidade ao jogo colectivo da equipa, possuindo argumentos técnico-tácticos que podem criar desequilíbrios a qualquer momento ao longo dos 50 minutos.

Até ao momento a equipa agora orientada pelo ex-internacional Vítor Fortunato – anteriormente comandava a Física – regista uma vitória e uma derrota. Esse desaire ocorreu na deslocação aos Açores, com o Candelária a bater a Oliveirense por 6-5, com os tentos da equipa visitante a serem apontados por Casanovas (bis), Gonçalo Alves, Martin Montivero e André Azevedo.

O FC Porto para este encontro já estará praticamente na máxima força, sendo de salientar os regressos de Reinaldo Ventura e Jorge Silva à competição no campeonato, eles que já defrontaram o Valdagno, tal como o guardião Edo Bosch, no entanto, o catalão só poderá de momento ser utilizado na Liga Europeia, devido a castigo, fazendo com que Tiago Sousa venha ocupar o seu lugar nos convocados.

Por: Dragão Orgulhoso

Athletic de Bilbao: um clube admirável, mas mais um leão a abater!

#AthleticdeBilbao #FCPorto #UEFA #UEFAChampionsLeague


O clube.

Mais que um clube. Uma expressão do mundo do futebol tão repetida, muitas vezes sem sentido, ou razão. Não é este o caso. O Athletic de Bilbao é mais que um clube. É uma afirmação, uma nação, uma vontade e um legado. O Athletic é uma causa, uma missão, uma maneira de viver e estar, no fundo, uma maneira de lutar. Não se esgota num jogo, num desporto, na vitória ou na derrota, num campo ou num símbolo. O Athletic é imortal, porque é passado de geração em geração, como uma bandeira e um testemunho, estimado e preservado, significância de uma causa maior. Bem sei que estas palavras podem ressoar a exagero, até demagogia, sobretudo, porque provêem de um confesso admirador desse clube. Mas não o são.

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O Athletic inspirou um dos mais belos quadros com a temática do futebol. Aurelio Arteta imortalizou Pichichi no seu quadro “'Idilio en los Campos de Sport”. E fê-lo transcendendo o futebol e o resultado. Não foi em campo, mas fora dele. Não foi na refega do resultado, mas na cortesia para com uma mulher. Não foi num momento de glória, com um público esfuziante, mas num fugaz segundo mundano e privado. Eis o Athletic.

Respeitam-se tradições e cumprem-se rituais. É um dos poucos clubes profissionais na liga vizinha que é propriedade dos sócios. É, também, dos poucos que é totalmente dono do seu estádio e de todas as instalações que utiliza. É um clube que vive da bancada e da sua memória. É assim que se renova e ataca o futuro. Próximo das suas gentes. Não, minto, o Athletic é as suas gentes! Um estádio sempre vibrante, vestido com as suas cores e incondicional. Pois a derrota é um percalço e a vitória uma certeza.

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A equipa.

Este Athletic são os restos de uma ínclita geração de jogadores que o clube conseguiu reunir. Dito isto, não se tome o Athletic por mais fraco, pelo contrário. Se é verdade que talentos como Javi Martínez, Ander Herrera, Fernando Llorente e Fernando Amorebieta já não treinam em Lezama, também é certo que, desde a época passada, este Athletic ganhou novo rumo, mais firme e regulado, pela mão firme de Ernesto Valverde. Enquanto Bielsa tinha nas suas mãos todos os talentos dessa ínclita geração, o Athletic era mais etéreo e errante. Entre o céu e o inferno a distância era curta. Tanto se ganhava em Camp Nou, como se perdia em San Mamés contra o Getafe, logo a seguir.

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Agora, são a regularidade e o firme carácter que definem a equipa. Mais, Valverde ressuscitou o arreguenho típico de uma equipa do Athletic. A equipa quebra, mas não cede. Onde acaba a arte, começa a luta. O público de San Mamés sabe que a vitória pode não ser possível, mas a camisola sai de campo a pingar. Pois é essa a sintonia entre o campo e a bancada.

Valverde teve que reinventar a equipa. Os grandes talentos já partiram, outros ameaçam sair a cada janela de transferência, como Iker Muniaín, Ayméric Laporte e Ander Iturraspe e o mercado que o Athletic se auto-impõe é exíguo.

Cabe, por isso, ao treinador esticar a manta, ou seja, adaptar jogadores a novas posições e potenciar o talento ao máximo. Não há desculpas, rodeios ou alternativas. É nesta arte da enxertia que Valverde se tem notabilizado. Para isso, o Athletic deixou de sonhar. Passou a jogar um futebol mais concreto, realista e eficaz. Ninguém inventa e ninguém é mais que a equipa.

A equipa organiza-se em 4-3-3. Tem duas características definidoras. Sempre com extremos abertos nos flancos e um 8 a meio campo que se aproxima muito do 6. É uma equipa que se fecha muito bem ao centro em transição defensiva e que procura sempre os corredores na transição ofensiva. Está confortável em posse, mas ao contrário da teoria reinante do futebol da sua liga, não faz da posse uma obsessão. Procura sempre esticar o jogo nos flancos e juntar um médio a Aduriz na procura do golo.

Valverde é adepto da marcação ao homem nos esquemas tácticos defensivos. A equipa é agressiva no ataque ao espaço, embora a perda média de altura devido às saídas de Llorente, Javi Martínez e Amorebieta, todos acima do 1,90m, se faça sentir. Nos esquemas tácticos ofensivos a equipa procura sempre dois alvos principais: Iturraspe e Laporte. A estes, juntam-se dois alvos secundários: Gurpegui e Aduriz. Normalmente, agrupam-se em par (um lavo primário e um alvo secundário) e cada grupo ataca um dos postes. Vão variando a constituição dos grupos, de esquema táctico para esquema táctico, bem como, o ataque a que poste.

Passando para a análise individual por sector, na baliza, Gorka Iraizoz é dono e senhor do lugar. Guarda-redes muito competente entre postes, mas revela fragilidades no jogo aéreo. É a voz de comando da defesa e é competente no jogo com os pés.

A defesa é o ponto mais fraco da equipa. Muito órfã das saídas de Javi Martínez (muitas vezes usado como central) e Fernando Amorebieta.

Actualmente, a dupla de centrais mais utilizada é composta por Ayméric Laporte e Carlos Gurpegui. O primeiro, usado pelo lado esquerdo da defesa (é canhoto), é um menino de 20 anos com grande poder de choque. Rápido e incisivo no corte, até já chegou a ser utilizado a defesa esquerdo. Foi muito pretendido nesta janela de transferência. Ao seu lado, o capitão de equipa, já a caminho dos 35 anos e um ex-médio defensivo. Gurpegui é a antítese de Laporte. Baixo, débil no choque e já algo lento. É um jogador muito técnico e cerebral. Aposta sempre na antecipação. Dá uma saída de bola exemplar. Há duas alternativas: Mikel San José e Xabier Etxeita. Mikel San José é o mais utilizado. O seu perfil é mais próximo de Laporte. Forte presença física, embora bem menos rápido que o seu colega. Etxeita aproxima-se mais de Gurpegui. Jogador mais técnico, mas menos competente no choque.

O lado esquerdo da defesa é entregue a Mikel Balenziaga. Central de origem, é uma criação de Valverde para a resolução de um problema. A adaptação revelou-se acertada e é dono do lugar. Não é um defesa esquerdo muito afoito no ataque, mas confere muita solidez defensiva. Agressivo e muito inteligente no posicionamento, equilibra a equipa, pois o lateral direito é frequentemente projectado no ataque. Como alternativa tem Jon Aurtenetxe. É um jogador algo limitado tecnicamente, vindo de um empréstimo ao Celta de Vigo na segunda liga, onde não foi uma opção regular. É um jogador possante e que se projecta com mais intensidade no ataque.

O flanco direito da defesa está em remodelação. Óscar de Marcos, um médio ofensivo, até mesmo um segundo avançado, está a ser adaptado a lateral direito. Jogador fisicamente robusto e tecnicamente evoluído. Confere muita profundidade ao ataque e qualidade ofensiva ao flanco, mas obriga a equipa a frequentes compensações defensivas. Ander Iraola, até aqui dono e senhor do lugar e capitão de equipa, está a ser relegado para o banco. Também ele é uma adaptação. Iniciou-se como extremo direito, mas já há mais de uma década que cumpria a função de lateral. Mais sólido defensivamente, até pela experiência que já possui, não deixa de ser um lateral muito ofensivo. O lado direito da defesa do Athletic é, frequentemente, ofensivo, enquanto o flanco esquerdo é mais recatado. Numa terceira linha surge Unai Bustinza, um lateral que subiu da equipa B e que é a mais defensiva das soluções.

No meio campo, a posição 6 é cativa de Ander Iturraspe. No fundo, o jogador que ficou com o legado de Javi Martínez. Tal qual como o actual jogador do Bayer, a posição de defesa central não lhe é desconhecida, mas é a 6 que é mais utilizado. Iturraspe é a placa giratória da equipa, definidor das transições defensivas e ofensivas. Jogador de enorme classe, tecnicamente muito fiável e apurado, é, sobretudo, um jogador muito inteligente em campo. É o primeiro responsável pelas compensações na equipa. Como alternativa tem Erik Morán. É um jogador com um perfil muito idêntico, igualmente muito capaz e fiável do ponto vista técnico. Tem menor velocidade de execução e uma menor experiência competitiva.

A posição 8 é ocupada por Mikel Rico. Cumpre a sua segunda temporada no Athletic, já a caminho dos 30 anos. Rico é um caso raro. Chega tarde ao Athletic, depois de ter comido o pão que o diabo amassou nas divisões inferiores. Isso nota-se no seu futebol. É uma formiguinha que trabalha o jogo todo. Não há uma bola perdida. Junta-se muito a Iturraspe e é fundamental no trabalho de compensação. Apesar deste lado operário, é um jogador com boa capacidade técnica e capaz de marcar golos decisivos. Não tem uma alternativa directa no plantel. Ou entra Morán para formar dupla com Iturraspe, ou desce Beñat da posição 10. Mais raramente, Óscar de Marcos assume a posição.

A posição 10 é uma das preocupações de Valverde. Até aqui ocupada por Ander Herrera, o Athletic ainda procura por um médio que, de forma regular, garanta a criatividade ofensiva da equipa. A aposta tem caído em Beñat Etxebarria. É um jogador recuperado pelo Athletic, pois foi dispensado ainda jovem, tendo crescido na Andaluzia ao serviço do Bétis. O seu retorno a Bilbao gerou grande expectativa devido às exibições que havia produzido nas duas temporadas anteriores, com alguns golos decisivos e muitas assistências. É um jogador tecnicamente muito evoluído, mas é indolente em campo, algo que San Mamés não está habituado a perdoar. É a inconstância exibicional que tem bloqueado a sua afirmação. Na época passada, pouco passou de suplente utilizado e nos poucos jogos desta temporada, é dos jogadores mais contestados. Ainda assim, quando inspirado, Beñat decide um jogo. Tem uma boa cobrança de bolas paradas. Valverde já ensaia algumas soluções para manter Beñat em estado de “vigília exibicional”. Unai López, vindo da equipa B, é um jogador “rodinhas baixas”, muito rotativo e sempre ligado no jogo. É um dos jogadores da cantera em quem se mais aposta. Um talento à espera de ser trabalhado por Valverde. Outra solução frequentemente utilizada é a entrada de Ibai Gómez para o flanco, passando Muniaín para a posição interior criativa.

É no ataque que o Athletic é mais rico em soluções. Os extremos titulares são Markel Susaeta à direita e Iker Muniaín pela esquerda. Dois extremos com características muito diferentes. Susaeta é um jogador de linha, muito disciplinado tacticamente, embora sem uma grande velocidade de ponta. É um jogador tecnicamente muito competente, mas que arrisca muito pouco. Serve de contrapeso perfeito para o lateral que ocupa a sua faixa, quase sempre muito ofensivo (Iraola ou de Marcos). No lado esquerdo, a estrela da equipa. Um talento já há muito cobiçado. Muniaín tem um jogo interior poderoso, assente num excelente controlo de bola e numa mudança de velocidade ao alcance de poucos. Jogador com baixo centro de gravidade, escorrega por entre a marcação, qual enguia com olhos na baliza. Já tem uma maturidade táctica assinalável para um miúdo de 21 anos, afinal, já é titular desta equipa desde os 17 anos. Um repentista que trata a bola por tu. Um perigo.
O habitual extremo suplente é Ibai Gómez. É o “joker” da equipa. Um dos jogadores preferidos da massa adepta que enche San Mamés. Há muito que se reclama a sua titularidade na vez na Susaeta ou Beñat. É um virtuoso com bola. Um jogador capaz de momentos vistosos, mas algo inconsequente no seu jogo. É um extremo que abre bem o jogo junto à linha, de preferência no flanco esquerdo, sempre em velocidade. Marca golos decisivos e cruza a preceito. É dono de uma bola parada de respeito! O jovem Ager Aketxe, oriundo da equipa B, fecha o leque de extremos.

No centro do ataque, manda a tradição, o Athletic tenha sempre um ariete. De Julio Salinas, passando por Cuco Ziganda, a Isma Urzáiz, até chegar a Fernando Llorente, até antes destes, os míticos Pichichi e Telmo Zarra, o Athletic sempre dependeu da arte do golo de um jogador. Pensar-se-ia que a saída de Llorente seria quase irreparável, mas acabou sendo aquela com que o Athletic melhor lidou. Tudo por causa do “enfant terrible” Artiz Aduriz. O jogador mais talentoso do plantel. Capaz de tardes e noites de encanto, com golos de espanto e detalhes técnicos de um predestinado. Mas também exibições de fel, num genialidade colérica, zangada com a equipa e com quem o comanda. Aduriz passou a carreira a entrar e sair do Athletic, ora por questões disciplinares, ora para provar que é jogador para outros voos. Ora deixando saudades, ora levando amargura. Amado por muitos, odiado por outros tantos, Aduriz é o craque que resolve. Aos 33 anos, passou ao lado de uma carreira que deveria ser muito mais recheada em títulos e prestígio, mas foi ele quem aguentou o peso da ausência de Llorente e quem o fez esquecer. O Athletic tem um avançado centro de classe mundial, esteja ele em dia sim.

Não é a única opção para o centro do ataque. É, até, a posição onde o Athletic mais investe. Há dois jogadores que assumem uma segunda linha. Kike Sola é um avançado competente. Sem ser brilhante, é um jogador que garante golos. Fustigado por uma lesão, desde que chegou ao Athletic vindo do Osasuna, pouco jogou. Foi por isso que o Athletic decidiu atacar o mercado para encontrar um novo avançado. O escolhido foi Borja Viguera do Alavés. Um segundo avançado formado na rival Real Sociedad. Jogador capaz de jogar atrás do avançado centro, até a partir do flanco, Viguera é um jogador muito incisivo no ataque ao espaço e aproveita com inteligência as costas da defesa. Assume-se como opção a Aduriz, mas também como seu complemento, quando a equipa parte à procura de contrariar um resultado negativo. Numa terceira linha, mais dois jogadores. Gaizka Toquero é o absoluto inverso de Aritz Aduriz. O talento é demasiado escasso, mas o empenho é incondicional. Nunca vira a cara à luta, jamais desiste e só a exaustão o pára. Subiu a pulso até ao Athletic, porventura, nem nunca jogaria na primeira liga se não fosse o Athletic, e é grato por isso mesmo em todos os segundos em que lhe é concedida a honra de jogar pelo seu clube. A camisola do Athletic não é a sua segunda pele. É a primeira. E espantem-se, é das camisolas mais vendidas nas lojas do clube. Sintomático. Por fim, Guillermo Fernández, tido como uma grande esperança do clube. É um avançado centro que precisa de ganhar poder de choque. Devido à concorrência, na pré-época chegou a ser testado a jogar na ala esquerda.

http://www.eitb.com/multimedia/images/2012/05/09/653954/653954_san_mames_off_foto610x342.jpg

Mas há mais Athletic para além da equipa sobre o terreno, sobretudo em San Mamés. Onde o medo cénico jogará sempre a favor da equipa da casa. Pelo público incondicional, trajado das suas cores ou com a amada Ikurriña; pelos corredores pejados de tradição que conduzem ao campo; pelo ritual de depositar um ramo de flores no busto de Pichichi na primeira vez que se visita San Mamés, ritual já cumprido pelo FC Porto na visita efectuada a 26 de Setembro de 1956, com vitória para os da casa por 3-2. Jaburu e Hernâni, com um golo cada, foram insuficientes para aplacar os três golos de Artetxe, um dos tais arietes históricos do Athletic. Este jogo foi a segunda mão de uma pré-eliminatória da Taça dos Campeões. Na primeira mão, disputado no saudoso estádio da Antas, havíamos perdido por 1-2. José Maria marca para nós, mas Gaínza e Canito levam a vitória para o Athletic.

http://fotos02.lne.es/2013/05/31/646x260/athletic-san.jpg
Venha a desforra!
Um clube admirável, mas mais um leão a abater!

Deixo dois documentários que ilustram o Athletic, o segundo é extenso, mas é uma obra-prima:




Por: Breogán
domingo, 19 de Outubro de 2014
Posted by Tribuna Portista

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