quarta-feira, 23 de Abril de 2014

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#Benfica #Sonho #Povo 

Nobre povo, nação valente!…

(O país parou!
Como que histérico
Pelo feito homérico
Qu’a tv passou

Sim, é o benfica
O clube do povo
E nada de novo…
Que por lá se transmita!)

É o feito heróico
No país uníssono!
E dum longo ressono…
Acordo eu eufórico!

O país rejubila!
O povo está na rua!
A luta continua?…
Na massa que oscila!?

E lá vem o cortejo
Que não o dos capitães..
(Credo! São mais qu’as mães!)
É a revolução que vejo?

E neste mediatismo
Qu’acompanha a coluna
Que se julg’a Comuna!!
Mas é puro lirismo…

Ah, é o trio eléctrico
Dos campeões nacionais!
Qu’em vivas guturais
Nos lembram o feito épico!

Campeões, são Campeões!
Grit’o homem da proa
E nisto pára Lisboa!…
Em quantas “revoluções”?

E o nosso herói avança
Trajado d’encarnado!
D’encontr’ao blindado
Evitand’a matança?

Não, esse até perdeu
No jogo da política
Na pensão vitalícia…
Perdendo porque venceu!

Pois nesse dia vinte
O povo saiu à rua
A liberdade é sua…
N’Assembleia constituinte?

Não, na praça do Marquês
Que símbolo d’outra era
Duma visão tão fera…
Qu’hoje nos serve à vez!

E nessa transmissão
Pareço estar num sonho
Numa visão: medonho!
P’la efabulação!

Transmite-se num contínuo
Numa orgía de vitória!
Que nisto rez’a história
Como seu único símbolo!

A águia, sempre a águia
Como símbolo d’opressão
Que nos serve a lição
A história em qualquer página!

E em pleno mês d’Abril
Vitoria-se o regime
P’lo feito sublime!?
Numa marcha civil!

E a comunicação social
Dá o destaque óbvio
Com’o travo do ópio
No “cérebro” parietal!

E o registo hipnótico
Da transmissão televisiva
Só não é opressiva…
Ao imbecil e utópico!

Por isso adormeço
No registo da apoteose!
Que numa só osmose
A ela não pertenço!

O meu mundo é sonho
E não me serv’a onda
Da televisiva sonda…
Que na minha mente disponho!

Mas entende-se o feito
Depois de longa espera:
O povo já prospera!
E o sonho é um conceito…





Por: Joker

terça-feira, 22 de Abril de 2014

0 comentários Liga 2013/14, 28.ª jornada: FC Porto 3 - 0 Rio Ave

#FCPorto #Portugal #Benfica #Futebol #Quintero 

A ESCURIDÃO DO PÓS-ÉPOCA.

A vontade de todos os portistas era que a época acabasse.





Quanto já não se luta por nada de relevante os jogos são vistos como os de pré-época.
Estes, são oficiais e disputam-se depois da nossa época ter sido feita em cacos.
Pós-época.






Faltam 3 ou 4 jogos e não há imagem para limpar. Resta evitar que ela se suje mais e que o momento penoso que vivemos não se torne demasiado humilhante.
Eliminar o Benfica B no próximo Domingo sem festejar, ganhar em Olhão e fazer questão de ganhar o jogo da 30ª jornada.

Ir para a casa com o sentimento de dever incumprido.

Vamos ao jogo:

Como o 3.º lugar ainda não estava garantido Luís Castro encara este jogo com a equipa titular. Com os castigados Fernando e Quaresma de fora entram os suplentes Josué e Ricardo.

O que se vê nos primeiros 15 minutos é um Porto dinâmico e acutilante. Varela e Herrera pegam nos cordelinhos da equipa e empurram-na para a baliza de Ederson.

Três oportunidades num piscar de olhos:

Primeiro uma fuga de Varela pela ala, recepção de classe de Herrera e remate em arco para fora. De seguida uma incursão de Danilo pela direita, assistência para Herrera e remate para defesa de Ederson e alivio de Lionn para canto.

Por último, cabeçada de Mangala na sequência do canto a obrigar a uma defesa de recurso.

A partir daí o jogo hibernou. Que chatice estar para aqui no relvado. O único que tenta espevitar-se a si e à equipa era o Danilo. Até para o balneário foi a sprintar.

De resto devagar e devagarinho.
Erráticos e faltosos.


Vem a 2ª parte e entra um raio de sol. Quintero.

O colombiano personifica o tipo de jogador talentoso que os companheiros procuram.

Oferece-se ao jogo sempre que entra e lhe dura o gás e é normalmente o eleito para fazer uma tabela. Por norma, respeita as desmarcações dos companheiros e vai procurando à esquerda e à direita um espaço e um atalho para desengarrafar o jogo.

É o que acontece. Jackson tem parceiro e passa a ser interventivo, Danilo tem parceiro e continua a ser interventivo, Ricardo acorda e Alex ganha espaço com a inflexão de Ghilas para o meio.

O eixo central da defesa continua como sempre. Lances aéreos são para cortar telepaticamente o que resulta na perfeição com Tarantini a ter espaço e a falhar mais um cabeceamento (depois de um lance na 1ª parte) em plena grande área.





Primeiro acender de luz: Herrera acelera o jogo e procura Quintero. A primeira recepção é atabalhoada o que o obriga a improvisar e sem balanço a fazer pingar a bola por cima dos defesas do Rio Ave. Jackson mete o corpo e ganha o penalti para depois o bater à Homem. Biqueiro a meia altura para um lado. Golo.






Novo desligar. O tradicional gás de Quintero que magnetiza o jogo começa a ir-se.
A bola passa a ter que ser empurrada para a frente em vez de deslizar pelo relvado.
Volta o ram-ram pastoso típico de jogos de pós-época.

Segundo acender de luz: O gás vai mas Quintero fica. Se a quantidade de bolas que lhe vêm parar aos pés diminui, a qualidade que tem em ler o jogo e pôr a bola onde quer mantém-se.





Herrera vai a trote e o espaço parece não existir. Quanto Herrera decide que pode haver espaço para acelerar já Quintero tinha visto que era para ali que a bola tinha que ir.
Como o pensamento do colombiano se antecipa ao movimento do mexicano o passe parece que vai na queima.





Mesmo assim o instinto e o poder de Herrera transformam o 2.º passe de futsal no 2.º golo.

Missão cumprida. Em esforço, com muita hibernação mas cumprida.

Quintero ainda inventa um livre que Danilo marcar às três tabelas.


Ganhar o jogo e ir para casa ver o que está RESERVADO para continuar a sofrer.
Chegar a Domingo, qualificar a equipa para a Final da Taça Lucilio e ir para casa.

Quem não teve pressa para tirar os pedregulhos que desde o início da época estavam amarrados aos pés agora não pode pensar que o GLU GLU GLU debaixo de água passa num instante.

Aguenta, Aguenta!



Análises Individuais:

Fabiano – Viu 2 bolas cabeceadas pelo Tarantini a passar. Já começa a sentir que tem estatuto para reclamar com a passividade da defesa nos lances aéreos.
Ao fim de meia dúzia de jogos já é ele que se preocupa com o que tem à frente quando seria suposto que os da frente se preocupassem com a tremideira do recém-chegado guarda-redes que está atrás.

Danilo – O jogador do Porto que nunca desligou. Tem carácter, tem atitude e vai tentando mexer com a equipa. É uma pena que não se tenha percebido que quem tenta dar o que a equipa não tem pouco pode fazer a partir do lugar de defesa-direito.
Se o MVP fosse decidido aos pontos ganharia o troféu.

Alex Sandro – Mesmo pastelão, mesmo engonhando tem qualidade a rodos. Dificilmente perde uma disputa de bola. Não tem o espírito do seu compatriota do lado mas conseguiu conduzir tanto jogo ofensivo como os que à frente dele jogaram.

Maicon – “Anda comigo ver os aviões” – Ele e o Mangala resolveram ouvir os Azeitonas durante o jogo. Tem como única nota positiva ter estado melhor que o francês.

Mangala – Para além do gosto musical ainda teve mais tesourinhos deprimentes a sair do reportório. Vê os aviões com o Maicon, falha o tempo de salto como o Reyes e vira jogadores ao contrário sem razão aparente como o Abdoulaye.

Defour – O jogador que personifica o ram-ram pastoso desta noite. Tem cultura táctica, sabe o que pode fazer, sabe o que deve fazer e pronto. Está feito.
Sabe mais do que faz e às vezes peço para que tente fazer mais do que pensa que sabe.
Era capaz de se surpreender.

Herrera – Ao menos nele o peso da pós-época não se faz sentir. Joga como se não houvesse história para trás e vida para a frente. Tem detalhes que revelam o que pode valer. Tem paragens que revelam o estado alienígena em que se encontra.
O melhor do meio-campo na 1ª parte.

Josué – Quando um treinador diz a um jogador que em caso de perda de bola é necessário matar a jogada não quer dizer que sempre que o jogador perde a bola deve fazer falta seja em que situação de jogo for.
O Josué vive enganado. Se o Defour veste a fatiota do pastoso, Josué fica com o complicativo e errático.

Ricardo – Ausente do jogo até ao final da 1ª parte quando estourou uma bola nas mãos do Ederson. Na 2ª melhorou à boleia de Danilo e Quintero e acabou em bom plano quando fez a viagem mais longa de ala direito para defesa esquerdo.

Varela – Entra num daqueles dias bons e agita o jogo com as pinceladas de qualidade.
A meio da primeira parte esgota-se o pincel, vem a lesão e fecha-se o pano.

Jackson – Jogo fraco. Na 1ª parte não existiu nem a equipa se preocupou em lhe dar vida.
Na 2ª parte Quintero dá-lhe um pouco de vida mas a sua exibição só se salva pela falta que arrancou e pelo melhor penalti que marcou desde que cá chegou.


Ghilas – Teve uma relevância para o jogo similar às que o Paulo Fonseca lhe possibilitava ter quando o introduzia aos 87 minutos. Pouco se viu e passou ao lado de jogo. Não é grave porque acumulou créditos nesta 2ª parte da época.

Quintero – Enquanto se viu Luz do dia o Porto mexeu. Caiu a noite e o Porto adormeceu. Veio o intervalo e Luís Castro deu clareza ao jogo colectivo obrigando toda a equipa a acordar.
Põe a bola onde quer. Dois passes à futsal = Duas assistências.
MVP do jogo por KO

Licá: A substituição mais imprevisível da era Luis Castro.
Entrou, deu umas pedaladas à ciclista para a frente e para trás mas sem qualquer significado para a história do jogo.



Ficha de Jogo:

FC Porto-Rio Ave, 3-0
Liga 2013/14, 28.ª jornada
21 de Abril de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 17.509 espectadores

Árbitro: Nuno Almeida (Algarve).
Assistentes: Pais António e Valter Pereira.
Quarto Árbitro: José Laranjeira.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Defour, Herrera, Josué, Ricardo, Jackson Martinez, Varela.
Substituições: Ghilas por Varela (38), Quintero por Josué (46), Licá por Alex Sandro (77).
Não utilizados: Kadú, Reyes, Carlos Eduardo, Kelvin.
Treinador: António Folha.

RIO AVE: Ederson, Lionn, Rodríguez, Marcelo, Edimar, Filipe Augusto, Tarantini, Rúben, Braga, Pedro Santos, Hassan.
Substituições: André Vilas Boas por Lionn (40), Ukra por Braga (68), Diego por Rúben (75).
Não utilizados: Ventura, Tiago Pinto, Júlio Alves, Velikonja.
Treinador: Nuno Espírito Santo.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Jackson (61m, pen), Herrera (72m), Danilo (90m+4).
Cartões amarelos: Mangala (34m), Josué (34m), Alex Sandro (36m), Marcelo (60m), Edimar (62m).



Por: Walter Casagrande

segunda-feira, 21 de Abril de 2014

0 comentários Naftalina

#Benfica #Naftalina 

...
...

Têm trinta-e-três
Títulos nacionais!
Foguetes e arraiais
Festa no Marquês!

Nos últimos trinta
Só ganhou sete!?
Ao qu’isto remete
Nesta nossa quinta?

Que nos tempos idos
Da outra senhora…
Venciam com’o agora
Ou eram protegidos?

Se ganhavam mais
Muito mais qu’outros!
Eram desenvoltos
Ou apenas normais?

Na “normalidade”
Qu’então se vivia!
O benfica vencia
Por unanimidade!

E os tempos mudaram
Com’os do regime!
Eis então o crime
Que investigaram:

O Porto é corrupto
Por vencer a eito!
E lá se pôs a jeito
C’o país de luto!

E investigaram
C’o erário público!
E um crime biblico
Por lá encontraram!

Era a Madalena
Em versão Carolina!
Uma linda menina
Tão digna de pena…

Que serviu de voz
À razão do benfica
Qu’assim justifica
A casa na Foz!

E arrependida
Lá se confessou:
Sim, até subornou!
Por iniciativa!

E servidos c’a tese
Nisto acusaram!
Mas nada provaram…
C’o mega-processo!

Mas abriram chaga
De qu’ao regime
Até serv’o “crime”
Por razão bem paga!

Porque não s’aceita
Qu’um clube “pequeno”
Nisto faç’o pleno!
E se transforme em “seita”!

E que vá crescendo
No seu magistério
Criando um império
E valor estupendo!

Por isso o regime
Tanto porfiou
Que por fim ganhou!
E sem ser no crime!

E em quatro anos
Torna-se “hegemónico”
C’o o novo tónico
E com novos planos!

Gasta o que não tem
E só ele não vende
E o país entende…
A força do “além”!

Mas lá por vencer
Esse trinta-e-três
Como bom português
Não se pode conter!…

Esquece-se do passado
E tão facilmente
Qu’este mar-de-gente
Só tem um culpado:

O bafio da política
Que criou o mito
Por decreto escrito:
Campeão? benfica!

E deixou na memória
Com’um cromossoma
Essa velha Roma:
Circo, pão e escória!

E que saudoso
Qu’o povo andava
Qu’o campeão faltava:
Um só glorioso!

Mas esta neblina
Que se vê no ar
Não é um lufar…
É naftalina!!!





Por: Joker

domingo, 20 de Abril de 2014

1 comentários Andebol: benfica 25 - 26 FC Porto - Mágicos segundos finais

#Andebol #benfica #FCPorto #GilbertoDuarte #Desporto #Portugal





O FC Porto deslocou-se este sábado ao pavilhão daquele clube que adoramos vencer em jogo a contar para a 5ª jornada da fase final do campeonato. Continuamos em boa posição para um inédito hexa. Estamos a um ponto do Sporting e temos menos um jogo jogado. Faltam 5 finais. Dependemos de nós. O rival de hoje praticamente disse adeus ao título.





O nosso clube teve uma pausa na competição na semana anterior devido à final da Taça de Portugal. A forma encontrada de manter o ritmo foi um torneio em Espanha. 

Sem baixas, Obradovic entrou com em campo com o 7 inicial mais habitual. O esquema defensivo também sem surpresa, o habitual 6*0. Os coisinhos também sem baixas e com uma defesa 6*0.

Tal como se previa foi um início equilibrado. Sem grandes diferenças no marcador. Ao fim dos primeiros 10 minutos uma vantagem tangencial para o nosso emblema (3 - 4). Destaque nesta fase para Schubert, o autor dos nossos 2 primeiros golos. O primeiro do seu posto especifico, o 2º na conclusão de um contra-ataque.

Curiosamente foi após a nossa 1ª exclusão que nos conseguimos superiorizar à equipa adversária. Essa exclusão, pouco depois dos 10 minutos foi para Tiago Rocha. Ainda se mantinha o mesmo resultado com um golo de vantagem nosso. Eles podiam empatar mas Laurentino defendeu e conseguimos arrancar um ataque rápido que Gilberto concluiu. Em desvantagem numérica conseguimos pela primeira vez mais que um golo de diferença. mais importante ainda, não sofremos qualquer golo durante os 2 minutos de desvantagem numérica. Excelente defesa!

Foi o nosso melhor período no 1º tempo. Conseguimos um novo contra-ataque para Spínola concluir. Schubert ainda aumentou mais a vantagem com a sua já habitual rosca. Em poucos minutos conseguimos um fosso de 4 golos (5 - 9). A base deste disparar no marcador foi sobretudo a acção defensiva. Conseguimos limitar as situações de remate, eles iam somando falhas técnicas. Em consequência desso sucesso defensivo conseguimos colocar em uso uma das nossas maiores armas, a saída rápida para o ataque.

Aos 20 minutos o marcador mostrava um 6 - 9. 

Isto depois de nova exclusão (Ferraz) onde voltamos a não sofrer. Aliás, nesta altura apenas nós tínhamos exclusões. Quem via um José Costa do outro lado a agarrar, empurrar, bater como o fez não podia deixar de achar estranho este facto.

João Ferraz foi expulso logo a seguir. Convém realçar que Ferraz não teve a mínima intenção de tocar. Mas a verdade é que tocou mesmo na cara de Semedo que ficou maltratado e acabou por sair de campo. As melhoras para ele. 

A equipa sentiu esta expulsão. Até porque antes dos 2 minutos terem terminado já Wilson tinha recebido nova exclusão por igual tempo. 

O resultado ao intervalo era apenas uma vantagem de 1 golo para a nossa equipa. 10 - 11. Estava tudo em aberto para o 2º tempo.

Obradovic fez a troca habitual de guarda-redes ao intervalo. Entrou Quintana que, logo nos primeiros segundos defendeu um livre de 7 metros. O equilíbrio continuou a ser nota dominante. Eles ainda passaram para a frente antes dos 5 minutos mas a vantagem mínima para o nosso lado continuava a ser o resultado ao fim dos 10 minutos (16 - 17).

Tivemos uma excelente oportunidade para voltarmos a ganhar uma vantagem mais confortável. Ganhávamos por 18 - 19. No espaço de poucos segundos o adversário teve duas exclusões. Íamos ter quase 2 minutos com mais 2 jogadores. Não aproveitamos. Não sofremos (mau era) mas não marcamos nenhum golo. E tivemos oportunidades para isso. Falhamos dois remates aos 6 metros. O primeiro por Spínola, o 2º por Schubert.

Pior que isso, sofremos quando eles voltaram a ter os 7 jogadores e passamos para trás no marcador (20 - 19). Obradovic resolve voltar a fazer entrar Laurentino, hoje estava mais inspirado. Resultou, logo na 1ª jogada defendeu um remate de Dario aos 6 metros.

As exclusões começaram a ser uma constante para o nosso lado. Ricardo Moreira foi excluído, logo a seguir nova exclusão por um jogador ter entrado antes do tempo. 

A 10 minutos do fim, pela 1ª vez estivemos a perder por 2 golos (22 - 20).

Continuava o ritmo das exclusões. Raro era o momento em que não estivéssemos com menos 1 em campo. Mesmo assim chegamos aos 5 minutos já empatados a 23.

Tudo se ia decidir nos minutos finais. Não tivemos golos nos primeiros 2 minutos e meio. Quando surgiu esse golo foi para nós. Spínola a entrar aos 6 metros e a marcar. 

Não é surpresa mas no ataque seguinte nova exclusão, desta vez para Rosário. Livre de 7 metros que Quintana não conseguiu suster. Novo empate e nem 2 minutos faltavam. O rival tinha vantagem numérica e fez pressão a todo o campo. 

Nesse ataque tentamos arranjar o melhor espaço e tempo para marcar. Já perto do limite de jogo passivo perdemos a bola e eles saíram em contra-ataque e marcaram.

Faltava menos de 30 segundos e tínhamos de marcar, estávamos a 1. Obradovic faz entrar Alexis como guarda-redes avançado. Wilson joga com o pivot e Tiago Rocha a rodar sobre José Costa e a marcar. GOLO! A 3/4 segundos do fim conseguimos empatar. Muito bem Tiago Rocha.

Faltavam poucos segundos e o treinador adversário utiliza a mesma estratégia de Obradovic. Coloca um guarda-redes avançado. Tiago Rocha tinha sido excluído depois de marcar por atrasar a reposição de jogo.

Ainda tínhamos uns segundos. Íamos defender com tudo... 

A bola no meio campo. José Costa falha o 1º passe logo na saída. Gilberto está atento e intercepta a bola. A baliza está deserta era só marcar. GOOOOOOLO! Fantástico. Ganhamos! Mágico! Excelente Gilberto, a atenção dele deu-nos a vitória. Do nosso lado merecidos festejos. Do outro uma azia do tamanho do mundo. Também merecida.

Surreal. A 10 segundos do fim perdíamos por 1. Conseguimos ganhar. Não há minuto 92 no andebol mas os jogos duram mesmo 60 minutos... E todos os segundos contam...



Equipa e marcadores:

Hugo Laurentino (g.r.), Gilberto Duarte (6), Wilson Davyes, Tiago Rocha (5), João Ferraz, Ricardo Moreira (3) e Mick Schubert (4). Jogaram ainda: Alfredo Quintana (g.r.), Alexis Hernández, Pedro Spínola (6), Hugo Rosário (2).




Por: Paulinho Santos













sábado, 19 de Abril de 2014

0 comentários Segunda Liga, 39.ª jornada: FC PORTO B 4 - 1 BENFICA B

#FCPorto #FCPortoB #SegundaLiga #Portugal #Futebol

O Porto B recebeu e venceu o Benfica B, este Sábado, por quatro bolas a uma.






No onze portista a novidade foi a integração de Leandro, com Tozé a avançar no terreno. Victor Garcia voltou a ocupar o seu lugar e Kadu regressou à titularidade.







A partida começou bastante equilibrada, com o Benfica B a subir bastante as suas linhas e o Porto a tentar explorar as costas do adversário.

No entanto, a partir dos 10 minutos, o Porto começa a ter algum ascendente e aos 17 minutos acontece o lance que acaba por marcar o jogo com Leandro a recuperar a bola e a isolar Tozé. Lindelof faz falta e naturalmente vê o vermelho directo.

Daí para a frente o Porto controla completamente o jogo e instala-se no meio campo do Benfica. O golo acaba por surgir naturalmente através de um grande remate de Leandro ainda fora da área.

Pouco depois Kayembe, pela direita e depois de um excelente trabalho sobre Bruno Gaspar, cruza com conta, peso e medida para Tozé, que recebe com o peito antes de fuzilar a baliza do Benfica. Grande golo numa bela jogada colectiva.

O Porto galvaniza-se e tem várias oportunidades de golo neste período.

Já perto do intervalo e totalmente contra a corrente do jogo, Lolo marca para o Benfica B, num lance em que Quinones, Tiago Ferreira e mesmo Kadu não ficam bem na fotografia.

No entanto, a festa benfiquista não durou muito. Pouco depois, o endiabrado Tozé cruza da esquerda e Pedro Moreira aparece sozinho na área para finalizar. Mais um belo golo.

Ainda antes do descanso houve tempo para mais um golo. Tozé (quem mais poderia ser) sofre falta na área e assume a conversão do penalti.

Primeira parte de loucos com 5 golos e um belo jogo da equipa portista.

Na segunda parte a história foi bem diferente. O Porto entrou para gerir o resultado e a reacção do Benfica não incomodou. Resultado: uma segunda parte monótona e previsível com as duas equipas conformadas com o resultado.

No geral, um jogo bastante competente do Porto B e uma vitória justa. O Porto B consegue assim subir ao 2º lugar da segunda liga de futebol.



Análise individual:

Kadu: Um erro que podia ter causado dissabores logo a abrir. Uma boa defesa a um remate de Carlos Martins.

Victor Garcia: Excelente jogo do lateral. Não perdeu um duelo individual e teve ainda tempo para apoiar o ataque.

Zé António: Belo corte a acabar o jogo. No resto, seguro como sempre.

Tiago Ferreira: Sem grande trabalho. Podia ter feito melhor no golo do Benfica.

Quinones: Alternou o bom com o mau. Tem responsabilidades no golo do Benfica, mas deu um bom apoio ao ataque.

Mikel: Muito bom jogo. Esteve sempre na linha da bola. Vários cortes preciosos. Importante na forma como empurra a equipa para frente com a sua capacidade física e potência.

Pedro Moreira: Que grande jogatana do médio portista. Esteve literalmente em todo o lado. Fundamental entre linhas e a aparecer muito bem pela esquerda. Excelente golo.

Leandro: Aproveitou bem no primeiro golo a sua melhor característica: a capacidade de remate. Um grande golo. Esteve sempre participativo no jogo e foi fundamental ao roubar a bola que isolou Tozé no lance da expulsão.

Tozé: Melhor em campo. Acredito que hoje alguns jogadores do Benfica terão pesadelos com Tozé. Esteve endiabrado, encheu o campo com uma vontade incrível e uma qualidade que lhe permitiu apontar 2 golos e assistir para um outro. Saiu para os aplausos e quem sabe para segunda feira jogar com o Rio Ave...

Kayembe: Mais uma vez em bom plano com uma assistência e várias arrancadas que deixaram Bruno Gaspar a ver estrelas.

Gonçalo Paciência: Um jogo algo apagado, longe do brilho de outras exibições. Ainda assim alguns pormenores interessantes.


Ivo: Algumas boas arrancadas.

Fred: Perdeu-se no jogo, não foi uma entrada feliz.

André Silva: O jogo já estava morto quando entrou.



FICHA DE JOGO


FC PORTO B-BENFICA B, 4-1
Segunda Liga, 39.ª jornada

19 de Abril de 2014
Estádio de Pedroso, Vila Nova de Gaia


Árbitro: Manuel Oliveira (Porto)
Árbitros assistentes: Cristóvão Moniz e João Santos
Quarto árbitro: Carlos Dias



FC PORTO B: Kadú; Víctor García, Zé António, Tiago Ferreira e Quiño; Mikel, Leandro e Pedro Moreira (cap.); Tozé, Kayembe e Gonçalo Paciência
Substituições: Tozé por Ivo (65m), Gonçalo Paciência por Frederic (67m) e Kayembe por André Silva (76m)
Não utilizados: Stefanovic, David Bruno, Pavlovski e Bruno Silva
Treinador: José Guilherme

BENFICA B: Bruno Varela; João Cancelo, Fábio Cardoso, Victor Lindelhof e Bruno Gaspar; Ruben Pinto (cap.), Carlos Martins e Bernardo Silva; Gonçalo Guedes, Hélder Costa e Lolo
Substituições: Gonçalo Guedes por Rudinilson Silva (21m), João Cancelo por Nelson Semedo (46m) e Lolo por João Teixeira (72m)
Não utilizados: Miguel Santos, Filip Markovic, Rui Fonte e Gianni Rodríguez
Treinador: Hélder Cristóvão



Ao intervalo: 4-1
Marcadores: Leandro (30m), Tozé (33m e 45+2m, g.p.), Lolo (40m) e Pedro Moreira (44m), 
Disciplina: cartão amarelo a Kayembe (27m), Leandro (40m), Hélder Costa (50m), Bernardo Silva (60m), Tiago Ferreira (63m) e Mikel (70m); cartão vermelho a Lindelhof (17m)


Por: Prodígio 

0 comentários Esperança…

#FCPorto #Benfica #Futebol #Desporto #Joker



E o que sucede
Depois deste jogo
Nada de novo!
O qu’o precede:

Uma nova equipa
Com jovens em curso
Perdidos sem Lucho
No qu’a experiência obriga!

E pode formar-se
Um grande conjunto
Com tacto e talento
Tudo pode ligar-se!

E há jogadores
Que só podem crescer
Nesta época aprender
Que não são os maiores!?

Só com esforço e’ntrega
Se pode criar!
E no futuro equipar
Esse símbolo por regra!

Vejo potencial
Em jogadores como Reyes
No Josué, que com leis
Pode dar outro igual!

Vejo um oito no Herrera
Com potência e fôlego
Que perdendo por trôpego
Bem limado, prospera!

E tenho esperanças
Qu’o Carlos Eduardo
Tenh’o futebol perfumado
Que lho vi, sem ânsias!

E os dois laterais
Só precisam de treino!
Dum líder de pleno
Qu’os não torne banais!

Temos um gigante
Na nossa baliza!
O que prodigaliza
Pr’a equipa o bastante!

Temos ponta-de-lança
E substituto à altura!
O Ghillas augura
Tod’a a minha confiança!

Se perdermos o Fernando
Baqueamos no trinco!
E o Defour nã’o desminto
Não é o diabo nem santo!

Por isso precisamos
D’alguma experiência
E do Jackson, coerência!
E que ficando, lucramos!

Pois é atentar
Na experiência d’outros
Que não cedendo, por lucros
Lá ficaram a lucrar!

É claro que não temos
No nosso plantel
Um Luisão, no papel
De capitão, ao menos…

Ou um Cardoso
Que não sendo certo
Tem-se por “correcto”
E largos anos de uso!

E há mais exemplos
De jogadores com tempo:
O Gaitán, o Enzo…
E de recursos amplos!

E nós c’o Mangala
Como capitão!
O qu’espelh’a razão
Do qu’ainda nos falha!

Por isso há deter
Alguma paciência
Pr’a deixar carência
E a equipa crescer!

O que lá nos falta
É a atitude!
Alguém qu’os molde
Como pêras em calda!

E lhes adocique
Esse gosto amargo
E da derrota, o trago
Da vitória fique!

Por isso acredito
Qu’este interregno
Não foi o inferno
Mas simples castigo!

Pois foi rude o golpe
De perdermos a fio
Jogadores com brio
Por troca c’o dote!

E nisto ainda vencemos
Os outros em casa!
Sem dúvidas da raça
E com golos a menos…

Há que reformular!
Pois nele há presença
De talento e esperança…
Já só falta acabar!…


Por: Joker

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

4 comentários A vergonha.

#FCPorto #Futebol #SLbenfica #Portugal 

Mediocridade e incompetência são uma mistura explosiva. E neste jogo explodiu-nos na cara, extravasando os limites da vergonha.





Até é difícil começar a desmontar o jogo, tal a quantidade de erros, decisões absurdas e incapacidade de controlar o jogo e o adversário, mesmo com vantagem numérica e na eliminatória. Ainda por cima, vindos de Sevilha, onde nada se aprendeu, pior, ainda nos afundamos na mediocridade e na incompetência, ultrapassando os limites mais ridículos da vergonha.





Qualquer portista sabia que este jogo não ia ser fácil. O planeamento desta época é algo digno de amadores, o legado de Paulo Fonseca é tenebroso e o FC Porto não sabe, nem consegue jogar fora. Simplesmente, não se aguenta. Com Luís Castro teve um milagre em Nápoles e uma vitória sobre uma espécie de Braga B, mas quando entrou Rafa e Éder, trememos por todo os lados e só um mini-milagre nos fez ganhar esse jogo. Todos os outros jogos fora são derrotas. Além disso, a eliminação de Sevilha e o modo como aconteceu, deram uma pressão extra para este jogo. O FC Porto não podia falhar tão miseravelmente como fez em Sevilha. Ai não!, ainda fez pior! Bem pior!

O adversário está numa situação de conforto. Hiper motivado por uma época onde até se dá ao luxo de rodar plantel entre competições e sempre a contar vitórias. Já esteve a 5 pontos do FC Porto no campeonato, hoje vão 15 à frente, percebeu que o FC Porto não fechou a eliminatória no Dragão e tinha a oportunidade de transformar esta época num pesadelo para todos nós.

E o mote foi dado logo que o jogo começou. O adversário parte para cima do FC Porto, usa e abusa de todas as nossas deficiências, perdas de bola e incompreensível mansidão. A entrada do FC Porto é tão temerária, sem auto-confiança que chega a ser assustador. Pior que em Sevilha. É um FC Porto incapaz de suster o meio campo, esburacado na defesa e sem ataque viável. Somos um alvo à espera do momento em que o adversário empata.

O meio campo portista é uma complacente mansidão. Fernando é incomodado pelas movimentações diagonais de Rodrigo. Defour e Herrera limitados numa profunda incapacidade, não pegam no jogo. Não conseguem. Um passe para esta dupla é uma equação matemática com duas incógnitas. A primeira é a recepção orientada e a segunda o passe vertical. Herrera ainda tenta, lá de vez em quando, com uma eficácia digna de um jogador da terceira divisão. Defour nem se atreve! É assim que o meio campo adversário, dinâmico e assertivo, com Enzo e Gomes, toma conta do jogo e alimenta o seu ataque.

O FC Porto só se nota em campo pelas constantes perdas de bola e consequentes buracos defensivos que vai oferecendo ao adversário. Até que, ao minuto 17, o adversário empata a eliminatória. A única surpresa foi ter sido tão tarde. Tal era a incapacidade portista em jogar futebol.

O FC Porto tenta reagir, já com o empate cravado nas costas. Tenta, mas não consegue. Não domina o
jogo a meio campo e o seu jogo flanqueado é inexistente. Os laterais não sobem e os extremos dedicam-se a perder bolas atrás de bolas. O adversário abranda o ritmo, sabendo que tem tempo para nos “cozinhar” e para garantir que não corre o risco de sofrer um golo, o que complicaria a eliminatória. Nem isso complicou!, como veremos mais à frente. Uma vergonha.

Ao minuto 28, Siqueira é justamente expulso por duplo amarelo. O FC Porto enfrentava mais de 60 minutos em superioridade numérica, mais tempo que em Sevilha, bastando marcar um golo para seguir em frente, menos um que em Sevilha!





O adversário transforma logo o seu jogo. Baixa o bloco, convida o FC Porto a subir (só mesmo por convite!) e fica confortável à espera de espaço para lançar o contra-ataque. Jorge Jesus tira o seu avançado posicional, remenda como pode o flanco esquerdo da sua defesa e prepara-se para atacar a baliza do FC Porto com vertigem, sabendo que, quando quiser, a sua equipa toma conta do jogo a meio campo.




E é assim. O FC Porto sobe no terreno, mas nada faz. Pior, caminha alegremente para a armadilha montada por Jorge Jesus. Vamos somando uma posse de bola patética e confrangedora, que só anima o adversário. Olhem para estes coitados!, deviam pensar. Nem sabem o que fazer, como atacar, nem como o planear.

O FC Porto limita-se a uma circulação de bola horizontal, com Defour no centro desta total ablação de criatividade e dinamismo. Só Herrera, de quando em vez, arranca em direcção à baliza adversária. Nos flancos, o FC Porto não existe e Jackson é um aperitivo para Garay e Jardel. Escoam-se os minutos e o FC Porto tem a ousadia de se despedir da primeira parte sem um lance de perigo, mesmo jogado mais de 15 minutos com mais um jogador. Absurdo.

E já tinham sido um absurdo todos os primeiros 45 minutos, os segundos rebentam com todos os limites de vergonha.

Começa logo na incapacidade de Luís Castro em mudar o quer que seja ao intervalo. Nada. Precisávamos de criatividade a meio campo, retirar o nosso 8 que só joga para trás ou para o lado e devagarinho, mas não, vamos manter o plano desgraçado!

A segunda parte começa com a mesma toada da primeira. O FC Porto inapto, incapaz, incompetente e medíocre, perante um adversário que faz de jogar com menos um, mais uma motivação.






Até que, ao minuto 52, Varela, num lance de rara inspiração individual, expõe o remendo que havia no lado esquerdo da defensiva adversária e empata o jogo. Um milagre. Mais um. Nada fizemos par ao merecer, mas está feito. Seriam precisos dois golos do adversário para passar a eliminatória, logo a eles, reduzidos a 10!





Que iríamos fazer? Manter este meio campo que nada faz? Meter um criativo, para podermos ser nós perigosos no contra-ataque? Explorar André Almeida, o remendo?

Nada disso, siga o plano. Cinco minutos depois, Rodrigo falha por milímetros o golo e mais três minutos, Proença decide marcar um penalti muito duvidoso. Enzo não treme e coloca a sua equipa a um golo de passar.

Só passados quatro minutos de se ver, novamente, a perder, é que Luís Castro decide intervir no seu meio campo. Engana-se logo. Retira Herrera, que ainda dava alguma verticalidade e mantém Defour. Resumindo, Josué entra para 8, pois é ele que tem que vir buscar bola atrás. Assim, pouco muda a meio campo. Enzo Pérez chega para todos os médios portistas e ainda sobra André Gomes. Mais 10 minutos e entra Ghilas. O FC Porto continua sem arrebitar cabelo, porque o seu problema base continuava a meio campo. Fomos incapazes de tomar conta do jogo, tínhamos uma posse de bola pífia, consentida e incapaz de produzir perigo.

Até que, ao minuto 80, o tal médio que lhes sobrava, vai à nossa área, passa pelo último obstáculo (Fernando) e faz o 3-1.




O FC Porto desfaz-se. Luís Castro tira um central e mete mais um médio. Tarde demais. Logo começa o espectáculo Quaresma que ajuda a escoar os minutos finais sem que se jogue futebol. O adversário tudo fez, o árbitro tudo permitiu e Quaresma muito ajudou. De confusão em confusão, não se jogou nos 15 minutos finais. O FC Porto abdicou de 10 minutos, com vantagem numérica e com mais um jogador em campo, porque não foi capaz de se auto-controlar, em particular, a sua pseudo-vedeta, que, para cúmulo, é expulso ao minuto 88. Maxi Pereira agrediu, Proença fingiu que não viu e Quaresma reagiu, colocando a sua vingança pessoal à frente do interesse da equipa.




É a maior vergonha que vivi enquanto adepto do FC Porto. Podia ser eliminado até por um resultado mais dilatado, mas que visse empenho, competência, luta, garra e autocontrolo. O que vi foi uma equipa sem comando, profundamente incompetente e avassaladoramente medíocre. Ao ponto, de não saber aproveitar os milagres que lhe caem no colo. Estivemos a jogar com mais um durante mais de uma hora. Marcamos um golo no único momento de inspiração individual neste jogo, o que forçava o adversário a marcar dois golos. Eles fazem das tripas coração, marcam dois golos e nós, com 15 minutos para jogar e cientes que um golo nos basta, desistimos!!! Pior, vamos na cantiga de tentar tirar no sopapo redenção da nossa incompetência.

Quanto ao Proença, esse querido que sabe quanto custa uns implantes dentários, fez uma arbitragem manhosa. Soube compensar o terceiro anel pela expulsão de Siqueira. Tinha que ser, mas não se preocupem, o querido está aqui. Encheu o FC Porto de amarelos na segunda parte, numa tentativa de chegar rapidamente ao empate de jogares em campo. Maxi Pereira, uma vez mais, sai de campo imaculado.

Um arruaceiro do pior, que usa tudo e mais alguma coisa, como se viu no lance final com Quaresma, foi poupado. Pior, tal como ele, todos os jogadores do adversário que prevaricaram forma poupados. É que para além de Siqueira, só Jardel levou amarelo por uma acção faltosa de jogo. Artur foi por anti jogo e André Gomes por tirar a camisola no festejo. Uns queridos bem comportados, nada agressivos na disputa de bola e perenemente leais. Do lado portista, foram 7 jogadores contemplados, sobretudo na segunda parte, onde Proença fez vista grossa à agressividade de vermelho e tudo amarelou do lado azul. Quem não viu este jogo até pensa que o FC Porto foi muito agressivo na disputa de bola. Foi o contrário, como é óbvio, mas o Proença estima os seus dentes. Quanto ao penalti acho-o forçado e assinalado pelo terceiro anel. Mas é o lance que menos me irrita. Porque é um lance difícil e admito o erro.

Temos que acabar com este silêncio complacente. Este ano, todos os árbitros querem um pedaço de nós.

Este plantel é resultado de um dos maiores orçamentos de sempre do FC Porto. Paulo Fonseca e Luís Castro têm culpa no cartório. Muito, mas muito, mais o primeiro, que o segundo. Mesmo estes resultam de decisões da SAD. Portanto, chega a hora das consequências para os decisores máximos, presidente incluído. Nada de tapar o sol com a peneira. Os superiores interesses do FC Porto não podem andar a reboque de interesses empresariais, mudanças estratégicas de empresários ou de catálogos de jogadores, como um menu, sem prévia aprovação interna pelo departamento de observação. Por fim, que se capacitem de uma vez por todas, o FC Porto alimenta-se de talento. Seja na sua equipa, seja no seu treinador. Não importa se é experiente ou novato, se é estrangeiro ou português, tem é que ser talentoso e competente. Tem que ser líder (e não amigo), tem que ter um poder comunicacional brutal, ser competente na ciência do treino e ter mão no jogo. Perceber o jogo no imediato e reagir em conformidade. Não pensem que vencem com qualquer um.

Mais, não vale a pena cuspir para o ar e meter a testa por debaixo. Ainda temos duas taças para ganhar, dizia Pinto da Costa, e sermos eliminados assim, é arrasador. Resta a taça da liga, esse troféu que nem devia existir.

Por fim, a formação do FC Porto. Fomos eliminados por um golo de um jogador formado no FC Porto. Um jogador criado no FC Porto e ex-capitão. Fez aquilo que, por exemplo, Defour jamais faria nem que jogasse cá durante cem anos. Foi dispensado, como foram outros que chegaram à final da Youth League e que estão na frente do campeonato de Sub-19. O projecto Miopia 611 não tem o Luís Castro como “mãe solteira”. Há outra personagem que se arrasta na formação do FC Porto há muito tempo (tempo demais!) e que é o responsável máximo por tudo o que se passou e passa. Chama-se Joaquim Pinheiro. Foi demitido, em campo, ao minuto 80, com o golo de André Gomes, de “cabrito” na área do FC Porto. Foi demitido perante todos nós, publicamente e de forma conclusiva. Só falta que saia efectivamente, ou pelo seu pé ou forçado por mão alheia. Temos mudar esta página na formação do FC Porto. Está cheia de bolor e demasiado bafienta.


Uma vergonha! Se Sevilha já foi uma vergonha, este jogo extravasou todos os limites.





Análises Individuais:

Fabiano – Alguma vez o abono de família ia faltar. Resta encarar a verdade. Muito mal batido no primeiro golo, também é mal batido no terceiro. São duas bolas defensáveis e ele sabe disso. Não foi por ele que perdemos, até salvou outras bolas, mas tem que ter consciência que guarda-redes de grande é isto mesmo.

Danilo – Perdeu tudo o que havia para perder para Gaitán. Nem defendeu, jamais atacou, nem quando o seu adversário fez uma perninha a lateral esquerdo. Gaitán fez dele o que quis. Uma vergonha.

Alex Sandro – Levou uma sova de Salvio. A forma como permite o primeiro golo é de ir ao vómito. Os nossos laterais perderam em toda a linha, sovados constantemente por jogadores rápidos, tecnicamente irrepreensíveis e com olhos na baliza. O inverso dos nossos.

Reyes – Bem pode ir chorar para o banco, mas isso não basta. Muito bem, é um menino. Mas não se lhe pode perdoar tudo. Fez um jogo desgraçado, nem sei se ganhou um lance, talvez a Cardozo, mas esse nem se mexe. É um menino, eu sei, mas pela experiência que tem não pode ser comido tantas vezes. O seu choro não me comoveu, preocupou-me!

Mangala – O menos mau da defesa. Numa calamidade há sempre alguém que se safa. Foi o Mangala.

Fernando – Já tirou o pé da tábua há muito. Fez um jogo macio, até apático. Já se percebeu, o contracto está no fim, pouco há para lutar a nível desportivo e a cabeça já está a fazer as malas. Escusava de levar como bilhete de ida uma cabritada de André Gomes, digo eu.

Defour – Jogador sem competência para o FC Porto. É completamente alérgico a jogar para a frente. É um jogador medíocre e excessivamente caro. Estranhamente, Luís Castro decidiu que o seu legado ia ser construído à volta de Defour. Rico resultado.

Herrera – Chega ao FC Porto com um futebol tão primário que assusta. Não o viram a falhar passes lá no México? Não o viram a perder bolas à entrada da sua área? Bom, mas este tem esperança. Faz boas coisas, de quando em vez. Tem essa capacidade. Leva jogo para a frente. Hoje não vale nem um décimo do que custou, resta ver se amanhã conseguiremos fazer justiça ao preço. Tem muito trabalho pela frente. Sai de jogo porque Luís Castro já formatou que entre Defour e Herrera, sai Herrera.

Varela – O seu jogo resume-se ao minuto 57. Pela frente, André Almeida a defesa esquerdo. Momento de inspiração numa exibição que não teve mais nada. Nada mesmo.

Quaresma – Tal como Varela, exasperante habilidade em passar pelo jogo sem nada fazer. Varela ainda marcou um grande golo, Quaresma nem perto esteve. Já sabemos que é assim que funciona. Mas o pior é ver um trintão a comportar-se como um menino. A rebentar com a hipótese da sua equipa em reagir, mesmo que fosse uma hipótese teórica. Já não basta decidir muito mal 99% dos lances em que participa, como é o primeiro a perder o controlo e a afundar a equipa.

Jackson – Para mim, é o melhor em campo. Levou porrada da Garay, que ainda revelou uma veia para o teatro. Tentou puxar a equipa. Segurou muitas bolas, Proença bem ignorou a porrada que ia levando e só não fez mais porque atrás dele não está uma equipa.
  

Josué – Tentou trazer criatividade ao meio campo, mas rapidamente percebeu que tinha que buscar jogo a Fernando. Defour era uma inexistência. Longe de Jackson, rapidamente foi engolido por Enzo.

Ghilas – Substituição formatada nº2. Nada podia trazer ao jogo. Se nem conseguíamos controlar o jogo a meio campo. Se nem metíamos o nosso meio campo ofensivo perto da área do adversário, que poderia fazer Ghilas? Incrível como nem conseguimos explorar o remendo André Almeida.


Quintero – Entrou no desespero, mas acabou-se o futebol. Nos últimos 10 minutos, jogaram-se três. 


Ficha de Jogo:

SL Benfica-FC PORTO, 3-1
Taça de Portugal 2013/2014, meia-final, 2ª mão
16 de Abril de 2014
Estádio: Luz, Lisboa
Assistência: 45.380

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa).
Assistentes: Tiago Trigo e Bertino Miranda.
4º Árbitro: Duarte Gomes.

Benfica: Artur, Maxi Pereira, Jardel, Garay, Siqueira, Salvio, André Gomes, Enzo Pérez, Gaitán, Rodrigo, Cardozo.
Substituições: André Almeida por Cardozo (36m), Lima por Rodrigo (66m), Markovic por Gaitán (90m+6).
Não utilizados: Paulo Lopes, Steven Vitória, Sulejmani, Djuricic.
Treinador: Jorge Jesus.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Reyes, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Herrera, Varela, Jackson Martínez, Quaresma.
Substituições: Josué por Herrera (64m), Ghilas por Varela (74m), Quintero por Reyes (82m).
Não utilizados: Kadú, Maicon, Carlos Eduardo, Ricardo.
Treinador: Luís Castro.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Salvio (17m), Varela (52m), Enzo Pérez (59m pen), André Gomes (80m).
Disciplina: Cartão amarelo para Quaresma (22m), Siqueira (25m), Danilo (48m), Reyes (58m), Herrera (64m), Varela (70m), Defour (75m), Jardel (78m), André Gomes (81m), Ghilas (90m), Artur (90m+2). Duplo amarelo e vermelho para Siqueira (28m), Quaresma (88m).


Por: Breogán


 

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