FC Porto 5 - 1 Oliveirense - De forma segura

#FCPorto #HóqueiemPatins



O FC Porto recebeu esta noite a equipa da Oliveirense em jogo da 3ª jornada do Campeonato Nacional. Ganhou e mantem-se assim imbativel. 3 jogos, 3 vitórias, líderes. Simples. 

A equipa adversária procura assumir uma candidatura ao título nacional e reforçou-se. São uma das melhores equipa nacionais e não eram esperadas facilidades. Perante um adversário destes, noutro dia qualquer talvez o nosso Dragãozinho ficasse perto de encher. A meio da semana ficou-se apenas pela meia casa. 

Para este jogo algumas novidades. Jorge Silva e Reinaldo estavam de volta para o campeonato após castigo. Ambos começaram no banco, a equipa está bem e Tó Neves não quis alterar o 5 inicial. Isto mosta também a força deste plantel. Que equipas do mundo podem ter um 5 fortissimo e ter jogadores deste nivel prontos a entrar sempre que necessário?

O jogo começou com cautelas de ambos os lados. Uma fase de estudo mútuo digamos assim. Ataques longos, sem arriscar em demasia. Apesar disso o primeiro lance de grande perigo surgiu logo aos 20 segundos com Gonçalo Alves a atirar ao poste da baliza de Nelson Filipe.

Após uns minutos iniciais de cautelas a nossa equipa começava a ganhar ascendente no jogo. Rafa, que tem estado em grande forma, arranjava sempre forma de levar perigo à equipa de Oliveira de Azemeis. 

Esse domínio trouxe frutos aos 8 minutos. Caio progride com a bola, passa por trás da baliza e assiste Barreiros de forma espetacular com um passe atrasado. Este, de primeira remata forte e colocado. Grande Golo. Estava aberto o marcador e com um golo nosso! 1 - 0.

O FC Porto continuava por cima e poderia ter tido uma soberana oportunidade de golo logo depois não fosse a habitual "cegueira" de Paulo Rainha. Caio sofre penalti claro. O referido árbitro não só não considera penalti como assinala falta a Caio por simulação. Absurdo. Não achar que tenha sido penalti já foi um erro mas ok. Achar que foi simulação já é abusar... Pior ainda. Caio protestou e levou azul.

A Oliveirense ficava assim a jogar em powerplay. Tentaram marcar mas a nossa equipa fechou-se bem e a equipa adversária quase que só conseguia rematar de longe. Tiveram apenas uma grande oportunidade de contra-ataque. Casanova isolou-se mas Nelson Filipe levou a melhor. Que grande inicio de época tem tido Filipão!

Estávamos a meio da 1ª parte e Hélder Nunes, que tinha entrado após os 2 minutos a Caio, sofre penalti. Caio ia tentar converter mas falhou. Esta tem sido uma pecha nossa, temos falhado muito de bola parada. A rever...

Tó Neves tinha começado já a habitual rotação e Jorge Silva estreia-se no campeonato. Mesmo com as trocas que se iam sucedendo o Porto continuava com uma eficácia defensiva impressionante. Equipa equilibrada, nunca permitiu grandes espaços. Quando conseguiam rematar Nelson Filipe estava lá...

A 8 minutos do intervalo novo golo da nossa equipa. Jogada conduzida por Pedro Moreira e a assistir Vitor Hugo para este marcar bem dentro do seu habitat preferido, a grande área. Uma boa jogada de entendimento dos nossos jogadores.

A nossa vantagem ficou ainda melhor com o 3º golo que surgiu logo depois. Desta vez Vitor Hugo assistiu. Caio marcou com um remate colocado. 3 - 0 no marcador.

Foi com este resultado que chegamos ao intervalo.

A 2ª parte iniciou-se e os primeiros motivos de destaque foram as décimas faltas de cada uma das equipas. Tínhamos acabado a 1ª parte com 9 faltas e aos 4 minutos Rafa cometeu a 10ª. Duelo Montivero vs Nelson Filipe. O nosso guarda-redes continuou a sua brilhante exibição e defendeu de forma espetacular o livre directo. 

A Oliveirense cometeu a 10ª falta aos 7 minutos desta etapa complementar. Foi Rafa o chamado para converter. Um especialista neste estilo de lances mas desta vez não saiu bem, nem conseguiu rematar, foi desarmado. Ainda não foi desta que tivemos sucesso nestes lances. E numa com equipa com tantos especialistas é estranho...

A nossa equipa dominava o jogo de forma cada vez mais clara e ainda aumentou mais o marcador. Hélder Nunes recupera a bola, leva consigo 2 defesas e assiste atrasado para Jorge Silva marcar. Boa movimentação e 4 - 0 no marcador. Estava mais fácil que esperado. Muito mérito dos nossos atletas, exibição muito bem conseguida. 

O jogo caminhava para o final. A Oliveirense tentava mas estava com dificuldades. Apenas conseguiu reduzir a 8 minutos do fim. Nelson Filipe não tinha hipóteses. 

Logo após o golo a 15ª falta da Oliveirense. ia ser Hélder Nunes a marcar o livre directo. Mas tal como anteriormente não tivemos sucesso. Um minuto depois penalti a nosso favor. Ia entrar Reinaldo para bater. E finalmente pudemos celebrar. Golo do Rei! 5 - 1! 

O jogo prosseguiu animado mas o marcador não voltou a funcionar. 5 - 1 para o nosso emblema com algumas grandes exibições. A começar por nelson Filipe, um muro quase intransponivel. Pedro Moreira em grande nivel quer defensiva quer ofensivamente. Caio que teve uma grande primeira parte. Enfim, uma equipa que está a jogar muito bem e com vários jogadores já em grande forma.

Neste fim de semana deslocação dificil a Tomar. Vamos defrontar a equipa lagarta no Domingo às 17h... É para ganhar!


 FICHA DE JOGO

FC Porto Fidelidade-Oliveirense, 5-1
Campeonato nacional, 3.ª jornada
22 de Outubro de 2014
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 608 espectadores

Árbitros: Rui Torres e Paulo Rainha (Minho)


FC PORTO FIDELIDADE: Nélson Filipe (g.r.), Pedro Moreira, Caio (1), Rafa e Ricardo Barreiros (1)
Jogaram ainda: Hélder Nunes, Vítor Hugo (1), Jorge Silva (1) e Reinaldo Ventura (cap., 1)
Treinador: Tó Neves


OLIVEIRENSE: Xavier Puigbi (g.r.), Albert Casanovas, Tó Silva, Diogo Silva (cap.) e Gonçalo Alves 
Jogaram ainda: André Azevedo, Martin Montivero (1), Nélson Pereira e Ruben Pereira
Treinador: Vítor Fortunato


Ao intervalo: 3-0
Marcadores: Ricardo Barreiros (8m), Vítor Hugo (17m), Caio (19m), Jorge Silva (35m), Montivero (42m) e Reinaldo Ventura (43m, pen.)
Disciplina: Cartão azul a Caio (16m)


Por: Paulinho Santos




quarta-feira, 22 de Outubro de 2014
Posted by Tribuna Portista

Hóquei em Patins: FC Porto - Oliveirense (Antevisão)


Nesta quarta-feira teremos jogo grande no Dragão Caixa, com o FC Porto a receber a Oliveirense em jogo a contar para a terceira jornada do campeonato. Devido à participação de ambas as formações nas competições europeias, este encontro foi adiado para a meio da semana, onde a turma liderada por Tó Neves vem de um triunfo perante os italianos do Valdagno, enquanto a equipa da Oliveirense defrontou os espanhóis do CP Cerceda e venceu por 6-3, num jogo respeitante à Taça Cers.

A Oliveirense para esta temporada aposta forte tanto a nível interno como externo. Além de ter mantido os seus principais activos, reforçou-se com imensa qualidade, desde o guardião internacional espanhol Xavier Puigbi, aos jogadores de campo: Albert Casanovas e Martin Montivero. Atletas que vem dar qualidade ao jogo colectivo da equipa, possuindo argumentos técnico-tácticos que podem criar desequilíbrios a qualquer momento ao longo dos 50 minutos.

Até ao momento a equipa agora orientada pelo ex-internacional Vítor Fortunato – anteriormente comandava a Física – regista uma vitória e uma derrota. Esse desaire ocorreu na deslocação aos Açores, com o Candelária a bater a Oliveirense por 6-5, com os tentos da equipa visitante a serem apontados por Casanovas (bis), Gonçalo Alves, Martin Montivero e André Azevedo.

O FC Porto para este encontro já estará praticamente na máxima força, sendo de salientar os regressos de Reinaldo Ventura e Jorge Silva à competição no campeonato, eles que já defrontaram o Valdagno, tal como o guardião Edo Bosch, no entanto, o catalão só poderá de momento ser utilizado na Liga Europeia, devido a castigo, fazendo com que Tiago Sousa venha ocupar o seu lugar nos convocados.

Por: Dragão Orgulhoso

Athletic de Bilbao: um clube admirável, mas mais um leão a abater!

#AthleticdeBilbao #FCPorto #UEFA #UEFAChampionsLeague


O clube.

Mais que um clube. Uma expressão do mundo do futebol tão repetida, muitas vezes sem sentido, ou razão. Não é este o caso. O Athletic de Bilbao é mais que um clube. É uma afirmação, uma nação, uma vontade e um legado. O Athletic é uma causa, uma missão, uma maneira de viver e estar, no fundo, uma maneira de lutar. Não se esgota num jogo, num desporto, na vitória ou na derrota, num campo ou num símbolo. O Athletic é imortal, porque é passado de geração em geração, como uma bandeira e um testemunho, estimado e preservado, significância de uma causa maior. Bem sei que estas palavras podem ressoar a exagero, até demagogia, sobretudo, porque provêem de um confesso admirador desse clube. Mas não o são.

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O Athletic inspirou um dos mais belos quadros com a temática do futebol. Aurelio Arteta imortalizou Pichichi no seu quadro “'Idilio en los Campos de Sport”. E fê-lo transcendendo o futebol e o resultado. Não foi em campo, mas fora dele. Não foi na refega do resultado, mas na cortesia para com uma mulher. Não foi num momento de glória, com um público esfuziante, mas num fugaz segundo mundano e privado. Eis o Athletic.

Respeitam-se tradições e cumprem-se rituais. É um dos poucos clubes profissionais na liga vizinha que é propriedade dos sócios. É, também, dos poucos que é totalmente dono do seu estádio e de todas as instalações que utiliza. É um clube que vive da bancada e da sua memória. É assim que se renova e ataca o futuro. Próximo das suas gentes. Não, minto, o Athletic é as suas gentes! Um estádio sempre vibrante, vestido com as suas cores e incondicional. Pois a derrota é um percalço e a vitória uma certeza.

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A equipa.

Este Athletic são os restos de uma ínclita geração de jogadores que o clube conseguiu reunir. Dito isto, não se tome o Athletic por mais fraco, pelo contrário. Se é verdade que talentos como Javi Martínez, Ander Herrera, Fernando Llorente e Fernando Amorebieta já não treinam em Lezama, também é certo que, desde a época passada, este Athletic ganhou novo rumo, mais firme e regulado, pela mão firme de Ernesto Valverde. Enquanto Bielsa tinha nas suas mãos todos os talentos dessa ínclita geração, o Athletic era mais etéreo e errante. Entre o céu e o inferno a distância era curta. Tanto se ganhava em Camp Nou, como se perdia em San Mamés contra o Getafe, logo a seguir.

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Agora, são a regularidade e o firme carácter que definem a equipa. Mais, Valverde ressuscitou o arreguenho típico de uma equipa do Athletic. A equipa quebra, mas não cede. Onde acaba a arte, começa a luta. O público de San Mamés sabe que a vitória pode não ser possível, mas a camisola sai de campo a pingar. Pois é essa a sintonia entre o campo e a bancada.

Valverde teve que reinventar a equipa. Os grandes talentos já partiram, outros ameaçam sair a cada janela de transferência, como Iker Muniaín, Ayméric Laporte e Ander Iturraspe e o mercado que o Athletic se auto-impõe é exíguo.

Cabe, por isso, ao treinador esticar a manta, ou seja, adaptar jogadores a novas posições e potenciar o talento ao máximo. Não há desculpas, rodeios ou alternativas. É nesta arte da enxertia que Valverde se tem notabilizado. Para isso, o Athletic deixou de sonhar. Passou a jogar um futebol mais concreto, realista e eficaz. Ninguém inventa e ninguém é mais que a equipa.

A equipa organiza-se em 4-3-3. Tem duas características definidoras. Sempre com extremos abertos nos flancos e um 8 a meio campo que se aproxima muito do 6. É uma equipa que se fecha muito bem ao centro em transição defensiva e que procura sempre os corredores na transição ofensiva. Está confortável em posse, mas ao contrário da teoria reinante do futebol da sua liga, não faz da posse uma obsessão. Procura sempre esticar o jogo nos flancos e juntar um médio a Aduriz na procura do golo.

Valverde é adepto da marcação ao homem nos esquemas tácticos defensivos. A equipa é agressiva no ataque ao espaço, embora a perda média de altura devido às saídas de Llorente, Javi Martínez e Amorebieta, todos acima do 1,90m, se faça sentir. Nos esquemas tácticos ofensivos a equipa procura sempre dois alvos principais: Iturraspe e Laporte. A estes, juntam-se dois alvos secundários: Gurpegui e Aduriz. Normalmente, agrupam-se em par (um lavo primário e um alvo secundário) e cada grupo ataca um dos postes. Vão variando a constituição dos grupos, de esquema táctico para esquema táctico, bem como, o ataque a que poste.

Passando para a análise individual por sector, na baliza, Gorka Iraizoz é dono e senhor do lugar. Guarda-redes muito competente entre postes, mas revela fragilidades no jogo aéreo. É a voz de comando da defesa e é competente no jogo com os pés.

A defesa é o ponto mais fraco da equipa. Muito órfã das saídas de Javi Martínez (muitas vezes usado como central) e Fernando Amorebieta.

Actualmente, a dupla de centrais mais utilizada é composta por Ayméric Laporte e Carlos Gurpegui. O primeiro, usado pelo lado esquerdo da defesa (é canhoto), é um menino de 20 anos com grande poder de choque. Rápido e incisivo no corte, até já chegou a ser utilizado a defesa esquerdo. Foi muito pretendido nesta janela de transferência. Ao seu lado, o capitão de equipa, já a caminho dos 35 anos e um ex-médio defensivo. Gurpegui é a antítese de Laporte. Baixo, débil no choque e já algo lento. É um jogador muito técnico e cerebral. Aposta sempre na antecipação. Dá uma saída de bola exemplar. Há duas alternativas: Mikel San José e Xabier Etxeita. Mikel San José é o mais utilizado. O seu perfil é mais próximo de Laporte. Forte presença física, embora bem menos rápido que o seu colega. Etxeita aproxima-se mais de Gurpegui. Jogador mais técnico, mas menos competente no choque.

O lado esquerdo da defesa é entregue a Mikel Balenziaga. Central de origem, é uma criação de Valverde para a resolução de um problema. A adaptação revelou-se acertada e é dono do lugar. Não é um defesa esquerdo muito afoito no ataque, mas confere muita solidez defensiva. Agressivo e muito inteligente no posicionamento, equilibra a equipa, pois o lateral direito é frequentemente projectado no ataque. Como alternativa tem Jon Aurtenetxe. É um jogador algo limitado tecnicamente, vindo de um empréstimo ao Celta de Vigo na segunda liga, onde não foi uma opção regular. É um jogador possante e que se projecta com mais intensidade no ataque.

O flanco direito da defesa está em remodelação. Óscar de Marcos, um médio ofensivo, até mesmo um segundo avançado, está a ser adaptado a lateral direito. Jogador fisicamente robusto e tecnicamente evoluído. Confere muita profundidade ao ataque e qualidade ofensiva ao flanco, mas obriga a equipa a frequentes compensações defensivas. Ander Iraola, até aqui dono e senhor do lugar e capitão de equipa, está a ser relegado para o banco. Também ele é uma adaptação. Iniciou-se como extremo direito, mas já há mais de uma década que cumpria a função de lateral. Mais sólido defensivamente, até pela experiência que já possui, não deixa de ser um lateral muito ofensivo. O lado direito da defesa do Athletic é, frequentemente, ofensivo, enquanto o flanco esquerdo é mais recatado. Numa terceira linha surge Unai Bustinza, um lateral que subiu da equipa B e que é a mais defensiva das soluções.

No meio campo, a posição 6 é cativa de Ander Iturraspe. No fundo, o jogador que ficou com o legado de Javi Martínez. Tal qual como o actual jogador do Bayer, a posição de defesa central não lhe é desconhecida, mas é a 6 que é mais utilizado. Iturraspe é a placa giratória da equipa, definidor das transições defensivas e ofensivas. Jogador de enorme classe, tecnicamente muito fiável e apurado, é, sobretudo, um jogador muito inteligente em campo. É o primeiro responsável pelas compensações na equipa. Como alternativa tem Erik Morán. É um jogador com um perfil muito idêntico, igualmente muito capaz e fiável do ponto vista técnico. Tem menor velocidade de execução e uma menor experiência competitiva.

A posição 8 é ocupada por Mikel Rico. Cumpre a sua segunda temporada no Athletic, já a caminho dos 30 anos. Rico é um caso raro. Chega tarde ao Athletic, depois de ter comido o pão que o diabo amassou nas divisões inferiores. Isso nota-se no seu futebol. É uma formiguinha que trabalha o jogo todo. Não há uma bola perdida. Junta-se muito a Iturraspe e é fundamental no trabalho de compensação. Apesar deste lado operário, é um jogador com boa capacidade técnica e capaz de marcar golos decisivos. Não tem uma alternativa directa no plantel. Ou entra Morán para formar dupla com Iturraspe, ou desce Beñat da posição 10. Mais raramente, Óscar de Marcos assume a posição.

A posição 10 é uma das preocupações de Valverde. Até aqui ocupada por Ander Herrera, o Athletic ainda procura por um médio que, de forma regular, garanta a criatividade ofensiva da equipa. A aposta tem caído em Beñat Etxebarria. É um jogador recuperado pelo Athletic, pois foi dispensado ainda jovem, tendo crescido na Andaluzia ao serviço do Bétis. O seu retorno a Bilbao gerou grande expectativa devido às exibições que havia produzido nas duas temporadas anteriores, com alguns golos decisivos e muitas assistências. É um jogador tecnicamente muito evoluído, mas é indolente em campo, algo que San Mamés não está habituado a perdoar. É a inconstância exibicional que tem bloqueado a sua afirmação. Na época passada, pouco passou de suplente utilizado e nos poucos jogos desta temporada, é dos jogadores mais contestados. Ainda assim, quando inspirado, Beñat decide um jogo. Tem uma boa cobrança de bolas paradas. Valverde já ensaia algumas soluções para manter Beñat em estado de “vigília exibicional”. Unai López, vindo da equipa B, é um jogador “rodinhas baixas”, muito rotativo e sempre ligado no jogo. É um dos jogadores da cantera em quem se mais aposta. Um talento à espera de ser trabalhado por Valverde. Outra solução frequentemente utilizada é a entrada de Ibai Gómez para o flanco, passando Muniaín para a posição interior criativa.

É no ataque que o Athletic é mais rico em soluções. Os extremos titulares são Markel Susaeta à direita e Iker Muniaín pela esquerda. Dois extremos com características muito diferentes. Susaeta é um jogador de linha, muito disciplinado tacticamente, embora sem uma grande velocidade de ponta. É um jogador tecnicamente muito competente, mas que arrisca muito pouco. Serve de contrapeso perfeito para o lateral que ocupa a sua faixa, quase sempre muito ofensivo (Iraola ou de Marcos). No lado esquerdo, a estrela da equipa. Um talento já há muito cobiçado. Muniaín tem um jogo interior poderoso, assente num excelente controlo de bola e numa mudança de velocidade ao alcance de poucos. Jogador com baixo centro de gravidade, escorrega por entre a marcação, qual enguia com olhos na baliza. Já tem uma maturidade táctica assinalável para um miúdo de 21 anos, afinal, já é titular desta equipa desde os 17 anos. Um repentista que trata a bola por tu. Um perigo.
O habitual extremo suplente é Ibai Gómez. É o “joker” da equipa. Um dos jogadores preferidos da massa adepta que enche San Mamés. Há muito que se reclama a sua titularidade na vez na Susaeta ou Beñat. É um virtuoso com bola. Um jogador capaz de momentos vistosos, mas algo inconsequente no seu jogo. É um extremo que abre bem o jogo junto à linha, de preferência no flanco esquerdo, sempre em velocidade. Marca golos decisivos e cruza a preceito. É dono de uma bola parada de respeito! O jovem Ager Aketxe, oriundo da equipa B, fecha o leque de extremos.

No centro do ataque, manda a tradição, o Athletic tenha sempre um ariete. De Julio Salinas, passando por Cuco Ziganda, a Isma Urzáiz, até chegar a Fernando Llorente, até antes destes, os míticos Pichichi e Telmo Zarra, o Athletic sempre dependeu da arte do golo de um jogador. Pensar-se-ia que a saída de Llorente seria quase irreparável, mas acabou sendo aquela com que o Athletic melhor lidou. Tudo por causa do “enfant terrible” Artiz Aduriz. O jogador mais talentoso do plantel. Capaz de tardes e noites de encanto, com golos de espanto e detalhes técnicos de um predestinado. Mas também exibições de fel, num genialidade colérica, zangada com a equipa e com quem o comanda. Aduriz passou a carreira a entrar e sair do Athletic, ora por questões disciplinares, ora para provar que é jogador para outros voos. Ora deixando saudades, ora levando amargura. Amado por muitos, odiado por outros tantos, Aduriz é o craque que resolve. Aos 33 anos, passou ao lado de uma carreira que deveria ser muito mais recheada em títulos e prestígio, mas foi ele quem aguentou o peso da ausência de Llorente e quem o fez esquecer. O Athletic tem um avançado centro de classe mundial, esteja ele em dia sim.

Não é a única opção para o centro do ataque. É, até, a posição onde o Athletic mais investe. Há dois jogadores que assumem uma segunda linha. Kike Sola é um avançado competente. Sem ser brilhante, é um jogador que garante golos. Fustigado por uma lesão, desde que chegou ao Athletic vindo do Osasuna, pouco jogou. Foi por isso que o Athletic decidiu atacar o mercado para encontrar um novo avançado. O escolhido foi Borja Viguera do Alavés. Um segundo avançado formado na rival Real Sociedad. Jogador capaz de jogar atrás do avançado centro, até a partir do flanco, Viguera é um jogador muito incisivo no ataque ao espaço e aproveita com inteligência as costas da defesa. Assume-se como opção a Aduriz, mas também como seu complemento, quando a equipa parte à procura de contrariar um resultado negativo. Numa terceira linha, mais dois jogadores. Gaizka Toquero é o absoluto inverso de Aritz Aduriz. O talento é demasiado escasso, mas o empenho é incondicional. Nunca vira a cara à luta, jamais desiste e só a exaustão o pára. Subiu a pulso até ao Athletic, porventura, nem nunca jogaria na primeira liga se não fosse o Athletic, e é grato por isso mesmo em todos os segundos em que lhe é concedida a honra de jogar pelo seu clube. A camisola do Athletic não é a sua segunda pele. É a primeira. E espantem-se, é das camisolas mais vendidas nas lojas do clube. Sintomático. Por fim, Guillermo Fernández, tido como uma grande esperança do clube. É um avançado centro que precisa de ganhar poder de choque. Devido à concorrência, na pré-época chegou a ser testado a jogar na ala esquerda.

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Mas há mais Athletic para além da equipa sobre o terreno, sobretudo em San Mamés. Onde o medo cénico jogará sempre a favor da equipa da casa. Pelo público incondicional, trajado das suas cores ou com a amada Ikurriña; pelos corredores pejados de tradição que conduzem ao campo; pelo ritual de depositar um ramo de flores no busto de Pichichi na primeira vez que se visita San Mamés, ritual já cumprido pelo FC Porto na visita efectuada a 26 de Setembro de 1956, com vitória para os da casa por 3-2. Jaburu e Hernâni, com um golo cada, foram insuficientes para aplacar os três golos de Artetxe, um dos tais arietes históricos do Athletic. Este jogo foi a segunda mão de uma pré-eliminatória da Taça dos Campeões. Na primeira mão, disputado no saudoso estádio da Antas, havíamos perdido por 1-2. José Maria marca para nós, mas Gaínza e Canito levam a vitória para o Athletic.

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Venha a desforra!
Um clube admirável, mas mais um leão a abater!

Deixo dois documentários que ilustram o Athletic, o segundo é extenso, mas é uma obra-prima:




Por: Breogán
domingo, 19 de Outubro de 2014
Posted by Tribuna Portista

FC Porto 6 - 2 Valdagno - A boa notícia do dia



A Liga Europeia começou. Tendo sido finalista nas duas últimas épocas os objectivos continuam altos. As dificuldades também serão muitas. A começar pelo adversário de ontem. Ninguém sabia bem com o que contar. Este Valdagno não é o mesmo da época passada. Sofreram uma autêntica remodelação e as informações eram poucas. Tínhamos de estar fortes, mesmo que este adversário pudesse estar mais fraco. E o fraco aqui é relativo. Uma equipa que tem o veterano Cunegatti e Ordonez não deve ser assim tão fraca...

Para este jogo muitos regressos do nosso lado. Jorge Silva e Barreiros voltaram após castigo. Edo também voltou mas apenas para este jogo, ainda faltam 13 jogos de castigo interno. Contudo Tó Neves não meteu nenhum de início, voltou a apostar no 5 das primeiras jornadas.

A nossa equipa entrou em campo de forma determinada e a criar muito perigo. Nem um minuto decorrido e uma jogada de 3 para 2 terminava com um remate perigoso de Ricardo Barreiros. Os remates sucediam-se umas atrás das outras. O golo parecia uma questão de tempo. Caio esteve perto de marcar, Rafa igual, Barreiros idem. O carrossel portista criavam oportunidades de todas as formas e para todos rematarem. 

Todavia o ambicionado festejo teimava em não aparecer. Pior, o Valdagno aqui e além também começava a ameaçar a baliza de Nélson Filipe. E já diz o ditado, quem não marca arrisca-se a sofrer. Foi o que aconteceu.

O cronómetro marcava 14 minutos. Falta de Pedro Moreira para livre directo. Na transformação eles marcaram. Foi bem marcado, esperou pela queda de Nelson Filipe e marcou. Estava inaugurado o marcador.

Era um resultado tremendamente injusto. 

Curiosamente logo após o golo o técnico italiano pediu um desconto de tempo. Tó Neves aproveitou e foi a nossa equipa que se manteve por cima. Com um "pormaior". Começamos a marcar. Ainda falhamos mais umas quantas vezes, inclusivé de livre directo por Caio.

A rotação habitual em Tó Neves já tinha começado, era altura. Para manter o mesmo ritmo alguns já precisavam de ter uns minutinhos para respirar. Entre os que entraram estava Jorge Silva, que se estreeou esta época.

Foi o próprio Jorge Silva que marcou para a nossa equipa. Grande jogada de Hélder Nunes e com uma recarga subtil a desviar para a baliza. Voltava tudo à estaca 0.

Ainda faltavam 5 minutos para o intervalo e o "massacre" ofensivo dos nossos dragões continuava. Era a altura de surgir um herói. Esse herói ontem foi Caio. O nosso avançado já tinha falhado um livre directo. mas desta vez marcou de bola parada (penalti). Gooolo! Finalmente em vantagem.

Caio estava de mão quente e ainda voltou a marcar antes de recolher aos balneários. Uma jogada rápida da nossa equipa com a bola a chegar a Caio. Este espera, Jorge Silva vem a toda a velocidade para lhe dar linha de passe. Estavam 2 para 1. Toda a gente pensava que Caio ia passar. Até o adversário e isso foi fatal. Deu-lhe espaço para rematar e a bola só acabou dentro da baliza italiana... 3 - 1.

O intervalo chegou com um resultado mais justo embora ainda curto tamanha a superioridade nestes 25 minutos iniciais.

Voltamos do intervalo na mesma forma que terminamos a 1ª parte, a marcar. Bastou menos de um minutos para isso acontecer. Rafa foi o marcador, está em grande forma. Rematou a 1ª vez e o guarda-redes defendeu. Foi na recarga que o conseguiu. Também conta! 4 - 1.

Rafa ainda teve a hipótese de bisar. Penalti para o Porto. Rafa é um especialista, dos melhores do mundo neste capítulo. Falhou, acontece aos melhores. Curiosamente segundos depois novo penalti. Hélder Nunes, outro especialista a atirar ao lado...

Aos 4 minutos novo golo. Estávamos a jogar em power play. Jogada de envolvimento muito bem preparada. Pedro Moreira recebe uma bola vinda da tabela final a passe de Rafa. Não hesita e marca perto da baliza. 5 - 1. Sentia-se que o jogo estava ganho.

O jogo caiu de ritmo. Por escolha nossa. Apenas nota para os regressos: Reinaldo voltou a jogar e Edo também. Regressos muito saudados pelo público do Dragãozinho, são 2 jogadores da casa. 

Até ao final apenas mais 2 golos. Um para os italianos e no minuto final para Vitor Hugo.

Na próxima jornada vamos ao pavilhão do Vandèenne, provavelmente o adversário mais frágil do grupo. Esperamos que seja para somar mais 3 pontos. Antes disso 2 jogos para o campeonato. Um na quarta na recepção à Oliveirense (21h) e no fim-de-semana vamos a Tomar jogar contra os lagartos.


FICHA DE JOGO

FC Porto Fidelidade-Valdagno, 6-2
Liga Europeia, grupo D, 1.ª jornada
18 de Outubro de 2014
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 1.238 espectadores

Árbitros: Óscar Valverde e Antonio Gomez (Espanha)

FC PORTO FIDELIDADE: Nélson Filipe (g.r.); Pedro Moreira (1), Caio (2), Rafa (1) e Ricardo Barreiros
Jogaram ainda: Edo Bosch (g.r.), Jorge Silva (1), Vítor Hugo (1), Reinaldo Ventura (cap.) e Hélder Nunes
Treinador: Tó Neves

VALDAGNO: Massimo Cunegatti (g.r.); Juan Lopez, Mattia Ghirardello, Massimo Tataranni (cap.) e Lucas Ordonez (1)
Jogaram ainda: Maximiliano Oruste (1) e Alberto Bertoldi
Treinador: Franco Vanzo

Ao intervalo: 3-1

Marcadores: Lucas Ordonez (14m), Jorge Silva (19m), Caio (22m, 23m), Rafa (26m), Pedro Moreira (29m), Maximiliano Oruste (37m) e Vítor Hugo (50m)
Disciplina: Cartão azul a Juan Lopez (28m), Massimo Tataranni (48m) e Jorge Silva (49m



Por: Paulinho Santos

Harakiri em construção – A palavra de Lopetegui



Lamento, mas esta telenovela vai pegar, como é costume, nascenas do último episódio escrito após a vitória por 2-1 ao Braga (link): 

Tenho a certeza que no próximo jogo Marco Silva vai ter a mesma abordagem  que teve no jogo de Alvalade. À Rui Vitória. À Sérgio Conceição.

Eles não jogam sempre assim. Jogam sempre assim porque jogam connosco.

Sabem com o que contam deste lado e desenham sozinhos a realidade.

Cabe-nos a nós voltar a tentar torcê-la ou mostrar conhecimento.

Não é Rúben, Maicon, Oliver ou Brahimi que têm a palavra. É Lopetegui.

Analisemos então a palavra de Lopetegui depois de tudo o que viveu desde que aqui chegou.

Da dupla jornada Shakthar/Braga para hoje muda meia-equipa.

Mudar meia-equipa justifica-se em 3 circunstâncias:

           a) Acautelar o desgaste depois da jornada das selecções e à porta do jogo de Champions
           
           b) Acreditar que o Plantel é homogéneo em qualidade;
     
           cConsiderar o jogo de hoje como secundário no mapa da época.

                                                                           
Bruno Martins Indi jogou na 2ª feira. Fabiano e Tello estão há 15 dias sem jogar. Não foi Alex Sandro que foi à China. Foi Danilo.

Só em Brahimi colava a alínea a). Cola em Brahimi mas olhando para Jackson, Quintero. Herrera  e Danilo percebe-se quão frágil é alinhar pela tese da gestão fisica.

Achará que o plantel é homogéneo em qualidade? Eu consigo meter Marcano e Indi no mesmo saco. Fabiano e Andrés com esforço e considerando a tradição de rodar o redes da Taça.

Alex Sandro é de outra casta. Brahimi é melhor do que Quintero e Tello é melhor do que nada.

Como parece ser costume, Lopetegui não tenta torcer a realidade apenas nos jogos quando perante um cenário e um problema proposto pelo adversário não abdica de responder duma só forma.

Pelos vistos também na avaliação que faz dos jogadores tenta fazê-lo.
Imagino-o a pensar:

“Com Adrian e Quintero teremos o mesmo rendimento que Tello e Brahimi.”
“José Angel ou Alex Sandro não se nota a diferença.”

Olhando para a perspectiva da alínea c) prefiro pensar que ele ERRADAMENTE acredita que tanto faz jogar com A ou B.

Que o rendimento exigivel para o Porto que joga em casa contra o Sporting é assegurado também com estes.

Prefiro pensar que ele avalia mal os jogadores aqui e ali do que saber que ele não conhece a cultura do clube para onde veio trabalhar.

Se sonhasse que há aqui facilitismo e desvalorização da importância do jogo de hoje a crónica não tentaria ser analitica. Era uma sentença.

Passando à frente da escolha de jogadores vamos à palavra de Lopetegui. Ao resto.

Toda a gente sabia o que o Sporting ia fazer. Toda a gente tem podido ver o que todas as equipas que jogam com o Porto fazem. Está visivel para todos a quantidade de erros, brindes e benesses que o Porto tem dado nos últimos jogos e que estão para lá do azar colectivo ou da verdura individual.

Havia óbvios problemas de construção.  O Porto insistia sempre em construir mesmo assim.

Como responde Lopetegui?

Surpreendendo tudo e todos. A realidade pensada por Marco Silva, Rui Vitoria, Sergio Conceição mudou.
Eles pensavam que o Porto fazia obrigação de construir desde trás mas que para o fazer o Porto utilizava 3 médios. Lopetegui engana-os. Se já estavamos a ter dificuldades com 3 talvez a coisa melhore se tentarmos só com 2.

Marco Silva estava certo da realidade que Lopetegui lhe daria.

Eu torcia para que Lopetegui o enganasse. Que mostrasse conhecimento em vez de tentar torcer a realidade.

Lopetegui enganou-nos aos 2. Ao Marco Silva roubou-lhe a realidade e deu-lhe o paraíso.

A nós deu-nos uma tarde de inferno.

A tactica escolhida para este jogo foi um 4-4-2 à Gabriel Alves. No tempo em que o Gabriel Alves comentava a 1ª Liga Inglesa (sim, já lá vão décadas!) todas as equipas jogavam neste 4-4-2.

Para dar um toque de modernidade à coisa Lopetegui escolhe para médio esquerdo um médio centro. Eu vi o Oliver a jogar por ali contra o Lille mas numa dinâmica em que era o 4.º médio centro. Alguém que também jogava por dentro para dar a consistência exigida por um jogo daquela importância.

Se do lado esquerdo põe um jogador de toque mas sem profundidade, do lado direito resolve inovar e coloca um n.º 10 de origem com gravissimas carências defensivas mas um enorme talento.

Normalmente discutimos se o Quintero pode jogar como o James aqui fazia ou se tem que ser obrigatoriamente n.º 10. O que será melhor para o colectivo?

Lopetegui tem a palavra e resolve pô-lo a médio direito. À Secretário.

Os dois médios centro são tractores. Jogadores fisicos e de vai-vem com mais força do que capacidade de passe.

Os dois médios ala são o oposto.

Jackson é o 9 habitual e Adrian tenta ser o 9,5 entre Jackson e os dois médios centro.
Na prática o que acontece:

Oliver joga na fatia do lado esquerdo com quase nula intervenção na zona central do terreno. Como não tem profundidade e aceleração o lateral pode marcar por dentro sem problema.

Com Quintero ainda pior. Se pega a bola longe e não tem arranque mais fora do jogo fica.

No 4-4-2 à Gabriel Alves o mais curioso é o comportamento de Casemiro e Herrera.

Casemiro tenta ser aquele 6 à maneira dele quando o Porto joga num 4-3-3. Como se tivesse mais gente ali.
Herrera tenta ser aquele 3.º médio com chegada à área como se o Porto jogasse num 4-3-3.

O Porto joga só com 2 médios centro e eles comportam-se como se estivessem na tactica antiga. Resultado? BURACÃO. CRATERA.

Passeio no parque para Wiliiam Carvalho, Adrien, João Mario, Nani (que andou por ali), Montero (que baixou para ali) e até para os laterais que podiam jogar mais por dentro porque sabiam que jamais qualquer dos médios ala exploraria a profundidade.

Lopetegui deu o paraíso a Marco Silva. Passo a citar o treinador do Sporting na flash:

 “O Porto alterou a sua estrutura na 1ª parte. Conseguimos ter ainda mais superioridade no meio do terreno. “

Não sei se ria ou se chore.

Ainda não passava 1 minuto de jogo e as crateras geradas pelo 4-4-2 à Gabriel Alves se faziam sentir. Nani ao poste e logo a seguir calafrios na grande área.

O Porto foi deliberadamente colocado pelo seu treinador num túnel sem ponta de luz. Para fingir equilibrio alguns jogadores foram-se destacando individualmente.

Depois do susto inicial é Herrera que acende a lampada e sozinho consegue empurrar o jogo para o lado de lá. Como seria de esperar o esforço individual de 1 homem para dar luminosidade a um tunel daquele tamanho dura pouco. Aos 15/20 minutos de jogo já não dava. Eles eram tantos e Herrera só 1. Nada como 3 ou 4 faltas bem feitas para apagar as luzes.

Enquanto isso, Casemiro não dava conta de tudo cá atrás e ia fazendo falta em cima de falta para compensar a falta de cultura da posição 6 que tem e a desigualdade numérica.

Oliver e Quintero foram colocados em quarentena por Lopetegui e jogavam aquele futebol de caixinha inconsequente em 3 metros quadrados.

Só quando Danilo ou Angel davam profundidade pelo flanco é que atiravam a lanterna para as mãos dos companheiros. Num desses lances Quintero mostrou a genialidade e estivemos perto do 1-0.

Pelo minuto 30 Jonathan Silva cavalga pela ala onde só Danilo defende e cruza. Montero faz o habitual e Marcano mostra a Montero o que é suposto um avançado fazer. Surge o golo do 0-1.

Pouco tempo depois e numa das raras fugas da quarentena, Quintero tem um passe sublime que Jackson finaliza à altura. 1-1 e está-se tão bem no escurinho.

Até que, o paraíso que Lopetegui entregou a Marco Silva dá frutos.

Numa transição do Sporting, Maicon chega primeiro para o corte mas hesita deixando que a bola caminhe para zonas mais recuadas. Aí, estando mais acossado é obrigado a aliviar.

Durante este período de tempo seria suposto que a zona defensiva do Porto já estivesse minimamente reagrupada.

Antes do alivio já o Sporting fez o habitual. Plantou uma multiplicidade de jogadores no meio-campo ofensivo.

Por sorte, o alivio apesar de frouxo cai na zona de intervenção de um jogador do Porto.

Por incrivel que pareça é Casemiro que sendo 6 ainda está de frente para a baliza de Andrés Fernandez. Ainda vem em recuperação após desposicionamento. Já a tentativa de transição do Sporting se havia esgotado mas o médio mais defensivo do Porto ainda lá vinha. Ele nunca está. Anda por ali.

A partir daí a história é a de sempre. Ruben Neves Alvalade, Oliver e Maicon Lviv, Brahimi Dragão contra o Braga.

O adversário sabe que pode criar perigo em qualquer momento no último terço.

Se a transição dá certo, perfeito. Se a transição é cortada, perfeito na mesma que eles tentam sempre construir ainda que não estejam organizados para tal.

Plantar jogadores e esperar. “Deixa-os pousar”. Nós, quais passarinhos, pousamos.

Nani, golo.

Ao intervalo o Porto precisava de substituições. Não tendo Evandro no banco a saída de Oliver é mais um harakiri.


O que o Porto precisava era de mais tropas onde tudo se decide. Lopetegui deixa ficar a visivel inutilidade de Adrian e abandona o 4-4-2 Gabriel Alves para voltar ao 4-3-3 habitual com Quintero no meio, Tello a extremo-direito e Adrian do lado oposto.

Aqui a luz de Quintero e a classe de Jackson disfarçam a debilidade do miolo e empurram o Porto para a frente. Durou pouco. Quando Jackson volta a dar provas da tremideira na marcação de penalties vem ao de cima a realidade.

A melhor equipa toma conta do jogo e com passe, proximidade entre os jogadores e pressão q.b mostra a Lopetegui o que é suposto uma equipa de posse fazer.

O jogo parece sempre controlado, apesar de Quintero e apesar de Jackson.

O Porto podia ter empatado mas já chega de mentiras. Ganhar ao Braga daquela forma foi o atalho para esta derrota. Já deu para ver que Lopetegui não aprende com as vitórias.

Quero confiar que será capaz de fazê-lo com o peso desta derrota. É bom que o sinta, que o perceba e que se deixe de experimentalismos.

Chega de tentar torcer a realidade. Chega de dar o paraíso e palco aos treinadores adversários.


Análises Individuais:

Andrés – Jogo ingrato. Sem culpa nos golos mas sofreu 3. Teve tempo para mostrar qualidade na 2ª parte num remate de William Carvalho.

Danilo – Ficou na escuridão e não conseguiu sair dela. Lopetegui tirou-lhe um dos médios interiores que costumam auxiliar defensivamente. Lopetegui deu-lhe a pior companhia possível para marcar o lateral adversário.
Tentou ser seguro atrás e participativo à frente. Jogo aceitável dadas as circunstâncias.

Maicon – Maicon não é um central feito. É a antitese do habitual companheiro porque é sempre capaz de ser o melhor ou o pior em campo. Precisa de alguém que lhe dê estabilidade porque não será ele que a garantirá para a equipa.
Tem culpas na abordagem do 2.º golo e na tremideira revelada ao longo da partida.

Marcano -  Parece ter qualidade suficiente para aqui jogar mas é imperdoável o auto-golo.
Aqui não se aplica o “acontece”.  Estava a marcar o avançado do lado de fora e devia ter a noção que não tinha ninguém nas costas. Se Montero não chega (como de costume) faz-se ao lance para quê? Porquê? Faz-se ao lance daquela forma?
Para completar o ramalhete participa no 3.ºgolo quando era suposto que fosse bombeiro e atrapalha mais do que ajuda.

José Angel – Nani andou onde lhe apeteceu porque Cedric e o bloco de meio-campo do Sporting chegavam para o 4-4-2 à Gabriel Alves. Por isso teve menos trabalho que Danilo.
Tendo esse beneficio não foi capaz de fazer o que Danilo fez. Tirar o médio-ala da quarentena.
Jogo sem grandes manchas mas demasiado mediano.

Casemiro – Aqui entra a lenda da galinha e do ovo. Se é o estilo de jogo de Casemiro que enterra ainda mais o 4-4-2 de Lopetegui ou se é o 4-4-2 de Lopetegui que impede Casemiro de mostrar o seu valor.
Casemiro não é 6. Não sabe ser 6. Não tem cultura posicional de médio defensivo e não dá quaisquer sinais de evolução no lugar. Para jogar ali prefiro Ruben Neves, Marcano ou até Reyes.
O local e o posicionamento do corpo na altura em que Maicon alivia aquela bola dizem tudo.
Faltoso, errático, desesperado.

Herrera – Sozinho escondeu o buracão durante 15/20 minutos. Foi à bruta e sem classe mas foi. Quando passou esse efeito afundou-se naturalmente. Lopetegui utiliza um determinado perfil de jogadores e escolhe uma tactica que pede outros.
Herrera viu-se demasiadas vezes a receber a bola no meio de sportinguistas. Ele que gosta mais de arrancar do que sabe passar.

Quintero -  Se o futebol tivesse substituições defesa/ataque estilo andebol este colombiano era dos melhores jogadores do mundo.
Passa muito bem, cruza bem, tabela bem, remata bem.
Não sabe correr, não sabe defender, não sabe jogar sem bola.
Como futebol não é andebol cabe a Lopetegui organizar a equipa de modo a que o lado de bom de Quintero permita à equipa conviver com as sombras.
Perante a anarquia de hoje conseguiu provar o seu talento. As sombras não foram tão visiveis porque Lopetegui meteu a equipa na escuridão.

 Oliver – Faltou FM a Lopetegui. Se o basco jogasse FM saberia que acenderia uma luz vermelha quando colocasse o Oliver a médio esquerdo no 4-4-2 à Gabriel Alves.
Uma equipa que quer jogar em posse e com passe resolve entregar esse protagonismo a Maicon, Marcano, Casemiro e Herrera.
Tu, Oliver vais ali para o canto para impedir as subidas do perigoso Cedric.
Saiu ao intervalo porque Lopetegui percebeu que Oliver era um a menos.
Pena que Lopetegui não tenha sido capaz de perceber que Oliver era um a menos ALI mas que seria bem preciso noutras zonas do terreno.

Adrian -  Este tem sido um a menos ALI, ACOLÁ, ACOLI e qualquer lado. Dá pena ver um jogador com tão pouca confiança em si mesmo e que por essa ou outras razões não mostra nada que nos permita concluir que é um futebolista de 1º divisão.

Jackson – Classe mundial mesmo na escuridão. Lutou, marcou, inventou um penalty. Pena que o tivesse falhado porque esta podia ser uma das tardes em que um jogador pode lutar com a sua classe contra uma equipa.

Rúben Neves – Mais cabeça que Casemiro e mais pés que Herrera. Combinou bem com Quintero enquanto o colombiano teve gás mas não chegou para lutar contra a teia de médios que invadiam e violavam a nossa grande área.

Tello – Um ou dois arranques a mostrar o que podia ter sido se tem sido aposta. Acontece que para emergir o melhor Tello é necessário ter um Porto forte e capaz de mandar no jogo.
O meio-campo da 2ª parte tinha capacidade para criar perigo no último 3ª mas não tinha unhas para combater com o bloco leonino.

Brahimi -  Quando entrou já Quintero tinha apagado a chama e  José Angel nunca a tinha tido. Por isso, não teve o impacto esperado mas mesmo assim podia ter empatado a eliminatória o que seria injusto pelo que se viu no Dragão.
  

Ficha de jogo: 

Sábado, 18 Outubro 2014 - 17:00
Competição: Taça de Portugal
Estádio: Dragão, Porto 
Assistência: 36.869

Árbitro: Jorge Sousa (Porto)
Assistentes: Bertino Miranda e Álvaro Mesquita
4º Árbitro: Rui Oliveira

FC Porto: Andrés Fernandez; Danilo, Maicon, Marcano e José Ángel; Casemiro (Ruben Neves, 45), Herrera, Oliver (Tello, 45) e Quintero; Adrián López (Brahimi,73) e Jackson Martínez.
Suplentes: Fabiano, Reyes, Quaresma e Aboubakar
Treinador: Lopetegui

Sporting: Rui Patrício; Cédric, Maurício, Paulo Oliveira e Jonathan Silva; William, João Mário (Rosell, 85) e Adrien; Nani, Capel (Carrillo, 78) e Montero (Slimani, 70).
Suplentes: Marcelo Boeck, Miguel Lopes, Sarr, Carlos Mané
Treinador: Marco Silva

Disciplina: Cartões amarelos: Danilo e Casemiro para o FC Porto, Cédric, Maurício, JOnathan Silva e Nani para o Sporting



 Por: Walter Casagrande

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Manual de boas maneiras para viscondes

#FCPorto #Sporting #Brunodecarvalho #BluePunisher


Com a eminente visita do sporting “comunicados ” de Portugal ao Estádio do Dragão, e dada a “falta de chá” evidenciada pelo líder daquela instituição eis que é oportuno dar uma lição de boas maneiras à bizarra personagem.

O “bruninho” já teve direito aos seus quinze minutos de fama um pouco por todo o lado, até neste blogue multiplicaram-se as crónicas ou prosas a si dedicadas. No entanto, a sede de protagonismo e de aparecer seja em que circunstância for cega tal personagem e leva-o a cair frequentemente no ridículo e descrédito total.

Os media da capital elevaram o “bruninho” a paladino da verdade desportiva, poupando assim esse papel ao “presidente da instituição” que anda bem caladinho, e certamente estará mais que satisfeito pela liderança no campeonato e pelas arbitragens nacionais sempre “solidárias” com os objetivos da “instituição”.

É raro onde o dia onde o “bruninho” não apareça com os seus “fait-divers”, as suas “cambalhotas” e “malabarismos”, com o seu dedo acusador e inquisidor em riste, apontando algo aos do “Norte”! Este indivíduo pensa no FC Porto e no seu Presidente 24 horas por dia, 7 dias por semana, disso não restam dúvidas.

Ao mesmo tempo “contorce-se” com inveja, mágoa e sentimento de inferioridade perante o Presidente Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa e com a sua grande obra alcançada no FC Porto, pois o “bruninho” no seu “show-off mediático” não tem nada para apresentar, nada para exibir como uma conquista digna desse nome.

É um vazio completo o palmarés do “bruninho”, e tal como naquela história da serpente e da libélula, em que a serpente engoliu a libélula apenas porque não suportava o brilho desta última, o “bruninho” com escárnio, maldizer e mentiras tenha atirar à lama a reputação e prestígio do FC Porto e do seu Presidente. Conta com o sempre prestável apoio dos media nacionais que lhe dão “palco e microfone” para proferir as maiores aberrações e diatribes!

Pode-se prever que a aventura do “bruninho” acabará mal, quando passar o estado de graça e deixar de ter “graça” e cair em desgraça, é que vão ser elas! Nessa altura os amigos atuais de “ocasião” irão virar-lhe as costas como fizeram com outros e outras que deixaram de servir para os seus objetivos e planos. Foi assim com “escritoras de literatura de cordel” e outros e outras que tais.

Quando o “bruninho” embater com estrondo na “parede” irá aperceber-se que está a colher as tempestades que semeou, cá se fazem cá se pagam ouvimos tantas vezes! Parece existir uma estratégia de silêncio dos dirigentes do FC Porto e em particular do seu Presidente, demonstrando desprezo e indiferença pelas provocações e boçalidades constantes do “bruninho”.

Para os adeptos do FC Porto, a melhor das respostas terá sempre de ser dada em campo, inevitavelmente atingindo o “Vale e Azevedo verde e os seus acólitos” onde mais lhes dói, derrotando-os e se possível humilhando-os.

No entanto começa a enojar e a ultrapassar os limites da paciência as constantes provocações, insinuações e procura permanente conflitualidade e instigação de clima de guerra desta personagem em relação ao FC Porto e o seu Presidente.

Tendo em conta esta palhaçada permanente do “Vale e Azevedo verde”, resolvi dar o meu contributo e elaborar um manual de boas maneiras que só fará bem ao “bruninho” ler e memorizar, e claro está colocar em prática.

Em primeiro lugar respeite os mais velhos, somos entre os designados três grandes o Clube mais antigo de Portugal.

Respeite também quem elevou ao “Olimpo dos Deuses do Futebol” o nome de Portugal, o FC Porto é o clube português com maior palmarés internacional, não se resumindo nem de perto nem de longe a uma “taça das feiras”. Se calhar vem daí uma certa tendência para no “clube dos viscondes” terem um comportamentos próprios de rufias, sempre prontos para a arruaça, devem tê-lo aprendido nas “feiras”.

Respeite-nos também por termos contribuído com maior número de pontos para o ranking de Portugal na UEFA no âmbito das competições europeias de clubes.

No estrangeiro o FC Porto goza de grande prestígio, o “clube dos viscondes” só é lembrado pelas suas façanhas no atletismo, tenha tento na língua “bruninho” porque cá dentro em “terra de cegos” pode enganar muitos, mas não enganará todos e muito menos quem lá fora tem os olhos bem abertos e não alinha em mediocridades e invejas que cegam!

Se quer ser bem recebido aprenda a saber receber, ser bom anfitrião não está ao alcance de todos, e quem tem “falta de bom berço” tarde ou nunca consegue disfarçá-lo. Recomendo que consulte um especialista na área da psiquiatria e analise a fundo o seu complexo de inferioridade e inveja descomunal em relação ao Presidente do FC Porto.

Não espere que os outros “lhe deem a outra face” com as suas constantes atoardas, provocações, picardias e veneno puro, “quem não sente não é filho de boa gente”, no FC Porto temos orgulho de quem somos, do que já conseguimos e do brilhante futuro que nos espera, não toleramos nem permitimos que nos rebaixem. Isso nunca! Muitos tentaram e saíram vergados sob o peso duma estrondosa, dolorosa e permanentemente agoniante derrota que os perseguirá na sua miserável existência para sempre. Só nos tornam mais fortes assim!

Informe-se melhor sobre os regulamentos antes de fazer figuras tristes e ridículas como no recente caso dos bilhetes para o jogo da Taça de Portugal “pagos por antecipação”.

No Dragão sabemos receber e dar o tratamento que cada qual merece, não espere salamaleques, vassalagem, e muito menos hipocrisias, dizemos e mostramos na cara das pessoas o que achamos e que nos vai na alma, se você não nos “cai nas nossas graças” irá senti-lo nem precisamos abrir a boca!
Somos um povo com o “coração perto da boca”, respeitamos quem nos respeita, somos amigos dos nossos amigos, e sabemos dar-nos ao respeito. Sem dissimulações e com toda a frontalidade deixamos claro quando alguém pisa o risco e quando tal não será tolerado. Aprenda a ler os “sinais” “bruninho” e tenha cuidado com o inimigo que escolhe pois poderá não ter estofo para o enfrentar!
  
Tire as “palas verdes” e olhe o mundo ao seu redor, enquanto faz o trabalho “sujo” que o seu rival da Segunda Circular prescindiu e achou por bem entregar-lhe “de bandeja” por ter-lhe reconhecido uma indomável sede de protagonismo e ódio de morte ao FC Porto e ao seu Presidente, esses seus “vizinhos” vão sendo beneficiados e protegidos.

“Bruninho” se você fosse realmente inteligente como pensa que é, perceberia que atacar o FC Porto pode até estar na moda, mas não será por aí que você terá sucesso como dirigente desportivo. O verdadeiro alvo deveria ser quem tem o real controlo das arbitragens, das instituições desportivas e até políticas do país e esse clube não é o Futebol Clube do Porto, quem pensa pela sua cabeça e consegue distinguir ilusões e propaganda da realidade facilmente chega a essa conclusão.

A Chama do Dragão é Eterna!

FCP Sempre!


Por: BluePunisher
quinta-feira, 16 de Outubro de 2014
Posted by Tribuna Portista

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