segunda-feira, 28 de Julho de 2014

0 comentários FC Porto 0 - 0 St. Étienne - Tempo é dinheiro.

Pretende-se que um jogo de preparação prepare a equipa para a época e ajude a definir o plantel.
Isso será assim quase sempre. Testar esquemas, ver jogadores, fazer escolhas.
Este ano o Porto está para lá disso.  Não há tempo para isso. Essas tradicionais motivações são peanars face ao desafio que temos pela frente: Champions.
E Champions é coisa muito séria para os lados do Dragão. Todo o tempo é curto.
Todo o treino deve ter essa meta em mente.


O onze inicial definido por Lopetegui bebe do melhor Porto de Genk. Sami solto, Ricardo na ala, Ruben Neves a 6.
Na primeira parte o Porto joga com mais alegria e vivacidade do que consistência e intencionalidade.
Boas trocas de bola, variações de flanco contínuas mas sempre longe da baliza. Oliver pegou na batuta, Alex Sandro abriu a porta atrás e no resto viu-se um Porto amarrado.
Sami amarrado a uma posição que não é sua. Ricardo a médio-ala esquerdo à antiga e Quaresma a replicá-lo no lado oposto.
Por certo a equipa cumpriu posicionalmente a organização estipulada por Lopetegui. Tu jogas aqui, tu jogas ali. Todos no seu sitio e organizados.
Resultado?  Incapacidade total de desorganizar o ultimo reduto francês.
As únicas oportunidades de golo nascem de um desequilibrio de Herrera e da libertação de Ruben Neves após rara incursão de Quaresma para o meio.
No lado defensivo pouca consistência. Perante um meio-campo pouco pesado defensivamente foi Maicon que tentou pôr a casa em ordem enquanto Reyes tremia e Alex abria.
É meio-campo é leve porque Oliver não tem a mesma relevância destrutiva face ao que consegue gerar com bola.
É leve porque Ruben Neves sabe tudo o que fazer com bola mas falta-lhe aprimorar a ocupação do espaço, dobras à frente e ao lado.
É leve porque Herrera é o tipo de jogador que se ausenta do jogo. Não está sempre lá. Não se assume nem é mandão.
Da primeira parte fica com um sabor agridoce. É um treino produtivo porque se percebem algumas mecânicas que funcionam e onde o jogo emperra.
A desilusão nasce por se sentir que o St Etiénne era mais equipa que o Porto. Mais pesada, mais pensada e mais capaz.

A 2ª parte abre com Tello, Adrian, Brahimi, Quintero e Casemiro na linha lateral. Acaba o treino e começa a brincadeira.
Na 2ª parte já não se coloca a questão de quem é a melhor equipa. Só há uma equipa de um lado e um grupo de jogadores que gosta de jogar à bola e se junta todo ao fim-de-semana.
Eu vi 45 minutos desperdiçados. Acho impossível que o Porto venha a jogar um jogo sério e a sério com Brahimi – que é um driblador – a pegar na bola na zona do médio defensivo.
De uma equipa organizada que não se conseguia superiorizar e desorganizar o adversário transformamo-nos num conjunto de 11 jogadores caótico que corria mais quando o Porto tinha a bola e se juntava aos mais de 40000 a assistir quando a perdia.
Danilo destaca-se não porque tenha feito nada de especial mas porque se notava que não  havia mais ninguém no Porto que corresse para fazer pressão.  O resto dos jogadores não faz porque está habituado a quem faça por eles.
Brahimi faz sentido numa equipa. Uma equipa tem que ter meio-campo.
Tello faz sentido numa equipa. Uma equipa tem que ter meio-campo.
Quintero faz sentido numa equipa que tenha meio-campo.
Adrian sabe pressionar. Fá-lo quando é mais um fazê-lo e não quando tem que ser o único.
Para além de 45 minutos de ouro desperdiçados, Lopetegui lançou o primeiro banho de dúvida sobre jogadores como Adrian e Brahimi, que ao serem lançados sem um suporte colectivo afundaram-se naturalmente.
Sem rede foi tudo um desastre. Oliver já sem grande andamento não conseguiu continuar a remar. Entrou Carlos Eduardo e nem se viu porque mais por culpa do estado do Porto quando entrou do que por desleixo proprio.
Quem agradeceu o desperdicio de 45 minutos foi Fabiano que teve a oportunidade para brilhar, cair ainda mais no goto do Dragão e lançar a primeira nuvem negra na boa relação entre os adeptos e Lopetegui. Quem jogará na Champions?
Qual o impacto de um falhanço de Andrés Fernandez para Lopetegui e para a sua relação com o mundo portista?
Quanto toda a gente via que a equipa não funcionava porque não pressionava nem corria para a defesa Lopetegui resolve fazer um teste tipico de equipa com anos de trabalho e um modelo já consolidado.
Vamos tentar 3 defesas e ir para o Modelo Tiririca.
Como se o importante neste momento fosse perceber se a equipa era capaz de jogar como se estivesse 0-0 contra o Arouca aos 80 minutos. Tempo é dinheiro. Desperdiça-lo

O Porto tem que preparar/rotinar um meio-campo de forma urgente. Perceber se a pressão está afinada à frente para toda a equipa subir atrás.
Ver que nesta 2ª parte já nada está a funcionar e resolver fazer testes completamente irrelevantes para o nosso futuro próximo parece pouco ajuízado.
O Porto pode perder todos os jogos da pré-época e não será por aí que a casa vem abaixo. Não pode é desperdiçar tempo. O erro é optimo e pedagógico quando há vontade de o tentar corrigir.
O erro é depressivo quando se olha para ele à Tiririca.
O resultado justo seria entre o 0-2 e o 1-3. Não sei se seria preferivel que tal acontecesse para que o desleixo em que se caiu na 2ª parte ficasse tatuado na pele deste Porto.  Para não repetir.

Análises Individuais:

Fabiano – Entre os postes sinto-me segurissimo com ele na baliza. Parece impossível que um remate de meia distância entre tamanho o espaço que ocupa. Fez uma exibição à Mundial de 2014.
Danilo – Inconsequente na 1ª parte. O entendimento com Quaresma parece sempre perro e forçado. Na 2ª parte emergiu como lider tentando apagar os fogos no eixo central depois da saída de Reyes, pressionar à frente e varrer o que lhe chegava no meio-campo.
Alex Sandro – O costume. Quanto se sente testado e perante um desafio à altura assume e não falha. Foi assim num perigoso 1 vs 1 já na 2ª parte. Quando as campainhas cerebrais não disparam joga com a mesma souplesse e falta de nervo de sempre
Maicon – Patrão. É o central do Porto que transmite mais segurança o que por si só nos dá grandes dores de cabeça. Melhor em campo na 1ª parte ultrapassado ao sprint por Fabiano na 2ª metade.
Reyes – Tem qualidade mas joga muito a medo. Medo de falhar, medo de falhar uma antecipação. Tem que perder a vergonha de jogar no Porto ou jamais será um jogador para o Porto.
Ruben Neves – Merece um lugar no plantel. Na leitura de jogo com bola só encontra rival em Oliver. Na precisão de passe está acima de outros médios no plantel. Na capacidade de remate também será do melhor que temos.
Perderá naquilo que uma equipa do Porto é suposto que tenha. Médios com calo, inteligência defensiva , jogo defensivo sem bola.
A má noticia para o Porto e a boa noticia para ele é que escasseiam os médios no plantel capazes de fazer com qualidade aquilo em que ele ainda é verde.
Devíamos olhar para ele como olhamos para o Carlos Eduardo/Herrera no ano passado. Luta por um lugar no 11/convocados à semana porque tem qualidade para isso. Se não é convocado joga na B.


Oliver – Motorzinho. É ele que faz mexer a equipa. É nos pés dele que o que parece estreito alarga. Tem visão de jogo, capacidade de se desenvencilhar de situações de aperto e vontade de se mexer e fazer mexer a equipa. Dos espanhois que chegam é aquele que tem maior capacidade de contrariar a equipa. De não se esconder quando as coisas estão bem. De se assumir e mudar o fado que parece traçado.
O zinho no motor ocorre porque lhe falta dimensão fisica para ter influência nos 2 momentos do jogo. Falta peso decisivo e peso para ter uma maior chegada ao ataque.
Herrera – Jogador de Flashes. É capaz de ser o melhor jogador em campo entre o minuto 20 e 30 e de andar escondido entre as outras 46 pernas que estão dentro do relvado no resto do tempo. Ganha na capacidade rotativa e de chegada face a Oliver. Perde na regularidade e na assumpção da responsabilidade que ás vezes é preciso estar sempre com o menino ao colo (leia-se equipa).
Ricardo – Frescura e capacidade de arranque face ao lateral adversário. Óptimos sinais se depois não me viesse à memória a musica da Adriana Calcanhoto. Carro sem estrada, queixo sem goiabada seu eu assim sem você.
Arranca mas não define. Arranca mas não assiste porque não tem ninguém para assistir.
A exibição seria melhor se a equipa tivesse outra organização.
Quaresma – Jogou grande parte do tempo colado à linha. Trocou mais passes com o Danilo do que o habitual. Não define porque jogou no lado direito e não assistiu/cruzou porque não havia ninguém para o fazer. Na área estava só o Sami perdido e um Herrera errante.
A exibição seria melhor se a equipa tivesse outra organização.
Sami – A maior vitima do rigor posicional de quem lhe jogava atrás. Saltou, pinchou, correu mas era muito dificil fazer algo naquele contexto.
Casemiro – Tem o peso literal e futebolistico que falta a companheiros de sector. Tenho sérias duvidas que possa ser o 6 que a equipa precisa. Ser mais olhos que pés. Mais cerebral e menos toque.
Começou a jogar com tranquilidade, como se estivesse no Real de um duplo pivot e deu em 10 minutos as 2 casas que Ruben Neves deu na 1ª parte. Ao fim de 20 minutos acordou assustado. O que é isto? Vou ter que correr isto tudo. Ir ali, acolá, além porque aquela malta não se mexe?
O esgar de sofrimento fisico no final do jogo diz tudo. Pôxa!
Brahimi – Um desastre. Primeiro jogo em casa e queria mostrar o que é capaz.
É um excelente malabarista e Lopetegui mandou-o fazer trapézio. Lá em cima (leia-se no meio-campo defensivo), sem rede (sem médios de suporte) e a querer mostrar que consegue passar 4 bolas de mão em mão (leia-se fintar 4 adversários).
Nem Brahimi nem Quintero poderão fazer o trio do meio-campo na eliminatória da Champions. Lá mais para a frente, com muito treino pode ser que a mecânica da equipa possibilite sustentar o talento com bola.
Testar isso agora é desvalorizar a importãncia da tarefa que se avizinha. Desperdicio de tempo.
Carlos Eduardo – Não se deu conta que entrou. Nada melhorou e nada piorou. Dificilmente haveria alguém capaz de pôr mão no caos com a equipa raptada pelos malabaristas de serviço.
Tello –  Tem qualidades únicas. Capacidade de acelerar o jogo, infernizar o lateral e criar perigo no ataque. Tem um defeito comum a muitos. Não é Maomé. Nem escala a montanha nem a montanha vem ter com ele. Não espero que o Tello abane com a equipa.
Este é Homem para levar a equipa do Bom para o Muito Bom. Se a equipa estiver no Suficiente não será ele a resgatá-la da mediania.
Hoje a equipa estava no insuficiente. Nada havia a fazer.
Cabe a Lopetegui trabalhar a mecânica da equipa e juntar Tello a gosto para a exponenciar.
Quintero -  Dos brinca na areia foi o mais perigoso para as 2 balizas jogando na posição em que tem mais condições para se afirmar. Como falso extremo.
Não imagino Quintero e Brahimi a jogarem ao mesmo tempo na equipa. Ou um ou outro.
Adrian – Temo por este espanhol. Tem qualidade mas não tem huevos. É outro que não é Maomé e que joga com um rosto de quem está triste com a vida. Se lhe começarmos a fazer exigências face ao custo do passe  vamos pelo mau caminho.
Nunca será a estrela. O lugar dele é como companheiro de um avançado centro. A aparecer na grande área. Tem tudo para ser titular se não for a estrela.
Kelvin – Foi a expressão máxima do modo Tiririca que Lopetegui resolveu implementar. Se isto já está mau com só 3 defesas não pode piorar. Piorou. Tempo pode ser dinheiro. Não desperdiçar.


Ficha do jogo:
FC Porto:  Fabiano; Danilo, Maicon, Reyes (Kelvin 72´), Alex Sandro; Rúben Neves (Casemiro 46´), Herrera (Brahimi 46´), Óliver Torres (Carlos Eduardo 62´); Quaresma (Quintero 46´), Sami (Adrián López 46´), Ricardo Pereira (Tello 46´).

St. Étienne: Moulin, Clément, Corgnet, Mevlut, Cohade, MolloF, Hamouma, Baysse, Sall, Tabanou e Clerc


Por: Walter Casagrande

sábado, 26 de Julho de 2014

0 comentários Ontem era tarde…

#FCPorto #Portugal #Colombia #JacksonMartinez #Joker
 

Já estava na hora…
E era bem visto!
Largares tudo isto
Emigrares lá pr’a fora!
 
Não peço pois, muito!
Alguém que te pague
Que já se faz tarde…
Se fores é gratuito!
 
Já estamos fartos
Dessas reticências!
Novas exigências
Por clubes baratos?
 
Só tens qu’emigrar
Pagando o acordado!
Qu’o teu ordenado
Será pago a dobrar!
 
Se for a triplicar
Pois, tanto melhor!
Que és jogador…
Ainda pr’a melhorar!
 
Cá vemos-te sombrio
Ausente, taciturno
No teu infortúnio
Jogando em fastio!?
 
Precisas mudar
Respirar outro clima
Nessa neblina…
É que vinh’a calhar!
 
Lá pagam à jorna…
No valor mais justo
Do teu grande custo:
Essa tua sorna!
 
E lá por Espanha
Também não era mau..
Qu’o arroz xau-xau
É uma aposta ganha!
 
Mas pode ser outra
A tua direcção!
Vai c’a nossa benção…
Deixa cá a nota!
 
E não faças alarde
Desse teu pensar…
Não há que hesitar
Ontem era tarde!


Por: Joker

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

0 comentários O troco

#FCPorto #realMadrid #JamesRodriguez #Colômbia #Portugal #Espanha #Sporting #Futebol 



Gozou tanto…
O nosso menino!
Era pequenino
Um pequeno rabino
Proclamand’o espanto!

D’então se vender
O pequeno Moutinho
Por valor cadinho 
Era um arranjinho!!!
Pr’a ele perder!

Valia muito mais!
Mas o velho jarreta
Preferiu a peta!
Vendend’o “perneta”
Por valores irreais!

Como se podia
Então avaliar 
Um jogador ímpar!
Pr’a esse lugar
E da Academia!??

S’o sporting vendia
Por valores astronómicos 
Todos os seus galácticos!?
Por valores tão módicos
Como sobreviria?

Somas de milhões
Já contabilizadas!
Em contas lacradas!
Não as fantochadas
Destas transacções!?

Mas eis qu’o “perneta”
Se revel´ao mundo!!
O seu futebol oriundo 
Desse “sub-mundo”
Do velho jarreta!?

E na transacção
Que se faz em pacote
O grosso do dote
Vai pr’o franganote
C’a reclamação!?

Vendemos p’la cláusula
O nosso “bandido”!
Sabendo-o investido 
No valor protegido
Qu’a proposta arrasa!

Revela-se pouco
Sabend’o valor
Desse jogador
Dos dois, o melhor!…
E ao Bruninho, o troco!



Por: Joker

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

0 comentários O campeão voltou!

#Joker #FCPorto #FCPortoOnTour #Portugal #Campeões #Bélgica #Holanda #Espanha


Excertos de “qualidade”
Ontem no Restelo…
Sem agravo ou apelo 
Numa derrota suave

Pois o pequeno sporting
Jogando em contra-ataque
Deu pleno destaque 
A uma equipa sem “doping”

Que lhe faltam jogadores
Onde imper’o “trabalho”!
C’as cartas fora do baralho
Não os conseguem melhores?

Autênticos passadores 
Esses dois laterais…
Jogadores tão banais
Por esses dois corredores!?

E o que dizer do central 
Contratad’ao Ponte Preta?
Pelo preço, não s’ajeita 
Outro Garay como tal?

E ind’o guarda-redes 
Vão ficar c’o Artur?
É chamar a Prosegur 
Pr’a segurar as paredes!

Qu’o castelo vai ruir
Ao preço desse sucesso
Num movimento reverso
Vai o Jesus subir!

Vai ascender aos céus
Cumprind’o contrato à risca!
Na velocidade do Talisca…
Tod’os milagres serão seus!

E é isto que apresentam
Depois desse triplete?
Deitando tanto foguete
Agora é que arrebentam?

Andamos nós a contratar
Jogadores de alto calibre
E ver do benfica, o vislumbre 
Nas candeias desse lugar?

Assim não dá pr’a começar
Não há interesse em disputa!
S’estes dois não dão luta
Vamos ter que emigrar!

Agora c’o esta equipa
Vamos competir pr’a Espanha
Que por lá o Porto amanha
Valor na sua conduta!

Qu’este país é pequeno
Pr’a um clube tão regional
Qu’o seu valor meridional 
O torna ainda mais pleno!

Pagando essa factura
Por tantos anos a fio!
No seu sucesso, o bafio 
Por Lisboa ainda perdura!

Pagamos alto o valor
De renovarmos equipas!
Em virtude de tais conquistas
Num ano jogamos pior!

Não inventamos desculpas
De mau pagador!
Não culpamos o treinador 
P’las nossas escolhas múltiplas!

Daí essa diferença
Qu’este ano acentuará!
Na qualidade, lá está…
Depois d’um ano d’ausência!

E quando já escreviam 
Sobre outro fim de ciclo!
Eis, qu’o dito por não dito
É escrito p’los que se riam!

Agora já assustados 
P’la razia do plantel 
Vêm no Porto, o mel…
Qu’os deixa já aguados!

E a quem vaticinou
Um outro ciclo…
C’o Lopetegui, tenho dito:
O Campeão voltou!


Por: Joker

domingo, 20 de Julho de 2014

0 comentários Rolando o novo ”Judas”

#Rolando #Itália #Roma #RaulJimenez #México #Portugal #Holanda #FCPorto #BluePunisher

A preparação para a nova época avança, findo o estágio em Horst na Holanda, o FC Porto está de regresso a Portugal e prestes a fazer o jogo oficial de apresentação aos sócios no Estádio do Dragão.





Entretanto há vários casos para resolver, o mais recente que está “atravessado na minha garganta” é o do Rolando, é como uma espinha que ficou atravessada na garganta! Não esperava isto do Rolando, depois de declarações suas que demonstravam serenidade e davam a impressão que estaria disponível para voltar se uma oportunidade lhe fosse dada.





Não sei se terá sido o empresário a “dar-lhe a volta à cabeça”, o que é evidente é que Rolando fica muito mal “na foto” com a sua recusa em seguir estágio para a Holanda com os seus colegas de equipa, só porque decidiu que tinha chegado ao fim o seu ciclo no FC Porto e quer sair!

Pelo que é dito e escrito nos media o Presidente pediu 10 milhões de euros à Roma, que nem chegou perto do pretendido, tendo oferecido 4 milhões. Esta situação do Rolando é de lamentar e demonstra uma enorme falta de inteligência do central, sem propostas aliciantes para o FC Porto de forma a facilitar a sua saída, o Sr. Rolando achava que o FC Porto ia juntar-se aos “saldos de Verão noutras paragens” e deixá-lo sair por uma quantia ridícula?

Felizmente no FC Porto ainda existe uma direção que sabe zelar pelos interesses do Clube ou pelo menos a maior parte das vezes sabe fazê-lo (não quero “choramingar” novamente com o negócio incompreensível do Tó Zé para o Estoril).

No último ano de contrato a situação do Rolando é uma “batata quente nas mãos” que a SAD do FC Porto terá de saber gerir bem, será uma gestão complexa, pois os clubes sabem que podem tê-lo para o ano gratuitamente e dificilmente farão uma boa proposta, ou pelo menos chegarão perto dos valores pretendidos pela SAD.





O melhor a fazer será deixá-lo sair pela melhor oferta (se existir ainda alguma!) dada a falta de carácter que demonstrou, é melhor que vê-lo a sair a custo zero para o ano, saberia a vitória para o Rolando mas a SAD tem de ser pragmática, o dinheiro faz falta! Depois desta atitude claramente não conta como opção para o plantel, tanto assim é que foi contratado o Espanhol Iván Marcano para o seu lugar. Caso contrário é inevitável que vá treinando sozinho “por aí”.





Admito que a SAD do FC Porto não teve o melhor comportamento com o Rolando injustiçando-o. Com a sua anterior cedência por empréstimo ficou no ar a sensação que o Rolando era um dos culpados pelo descalabro na defesa por isso teria saído, quando outros fartavam-se de “meter água” em boa linguagem futebolística e mantinham a titularidade na defesa.

Hoje li que o Defour quer ir para o PSV, eu também quero muito que vás para lá, desde que eles paguem o que a SAD pretende é claro, porque por cá não há “saldos à moda de Carnide”.

Este jogador não convenceu ainda e com as alternativas que existem atualmente no plantel para o meio campo claramente será um “excedentário” pelo que o melhor é mesmo aproveitar qualquer boa proposta que surja por ele.

Por uma questão de justiça, apesar de não ser um apreciador das qualidades futebolísticas do Defour, reconheço que foi um bom profissional e não criou casos nem demonstrou amuos desde que cá está, joga e faz o que os treinadores lhe pedem, mesmo que sejam coisas descabidas!

Por outro lado gostei das declarações do Carlos Eduardo segundo as quais joga em qualquer lugar, o que quer mesmo é jogar. É uma boa atitude especialmente este ano com um treinador exigente e várias opções para o meio campo. Ou então é uma “operação de charme” para impressionar o novo treinador.

Aos poucos o FC Porto vai arrumando a casa e compondo o plantel, o último a chegar foi o Casemiro, que tudo indica será uma grande contratação, veremos se tal é confirmado em campo. Estou impaciente por ver o Brahimi confirmado, é um daqueles jogadores que enche o campo e gostaria imenso de ver no FC Porto, tal a diversidade de opções que tornaria possíveis na frente atacante e certamente aumentaria o “poder de fogo do Dragão”.

Outra incógnita é a continuidade do Jackson, estou com um feeling que ele irá sair, até porque parece que a SAD do FC Porto anda no mercado por um ponta de lança. Este é outro jogador que apesar de ter um inquestionável valor e estar entre os melhores avançados do nosso campeonato, desiludiu-me pela sua falta de entrega e se calhar falta de algo mais (profissionalismo?) na época passada.

Se continuar mais um ano, qual será o Jackson que teremos? O de 2012/2013 ou o de 2013/2014? “Adivinhar é proibido” diz o povo em mais uma frase feita dos anais da sabedoria popular, no entanto ao longo das várias décadas em que acompanho futebol, a experiência diz-me que se um jogador teve uma atitude reprovável no passado há uma enorme probabilidade de repeti-la no futuro. Se houver uma boa proposta pelo Jackson próxima da cláusula de rescisão não ficarei chocado com a sua venda.

Esta época promete ser interessante, alguém tem memória duma época em que tivemos no plantel atletas oriundos do Atlético de Madrid, Real Madrid e Barcelona duma assentada? Com a particularidade que parecem ser atletas “feitos” à exceção do jovem Óliver Torres, os restantes já têm um traquejo e experiência que lhes permitirá provavelmente uma entrada direta no onze titular.






O plantel atual continua a entusiasmar pelos nomes já confirmados e por outros que parecem perto da oficialização, quiçá o Brahimi, um guarda-redes (será o M’Bolhi da Argélia?) e um avançado (Raúl Jiménez do México?)? A juntar aos nomes oficiais e “oficiosos”, os primeiros jogos de preparação em solo Holandês deixaram igualmente boas indicações, a única nota negativa continua a ser a permeabilidade da defesa, que se espera que fique resolvida com os reforços que vieram para esse sector.




Continuação de boas férias a quem se aplicar, e acalento o desejo que 2014/2015 seja um ano em grande para o FC Porto no futebol sénior, camadas jovens e em todos os escalões das restantes modalidades. Há “matéria-prima”, gente estoica e valente e muita vontade, que a sorte nos ajude e o fruto do nosso trabalho seja doce e frondoso!






 Por: BluePunisher



1 comentários Genk 1 - 3 FC Porto - Um bom primeiro passo

#FCPorto #Sami #Pré-época #Tello #Adrián #Bélgica


Fotografia © Fábio Poço / Global Imagens





Estamos na pré-época. Altura do ano em que se testa jogadores, que as pernas ainda estão presas e cansadas, altura do ano em que ainda se tenta assimilar novos conceitos e movimentações. Ganhar é sempre agradável mas não é o mais importante. 






Este foi apenas o primeiro desafio com uma equipa de primeira divisão. Todas as análises que possam existir carecem obviamente de uma confirmação, até porque ainda veremos muitas entradas e algumas saídas. Faltam alguns mundialistas, algumas novas contratações ainda não treinaram. Outros vão sair. Por isso nesta altura, nenhum bom jogo é motivo para nos colocarmos em bicos de pés nem nenhum erro é grave o suficiente para se colocar o quer que seja em causa. 

Apenas vemos sinais. Hoje esses sinais foram positivos e já vimos características que Lopetegui tenta implementar. 

Comecemos por aí. A identidade do FC Porto 2014/15 começa a formar-se. Uma equipa dominadora, que gosta de ter bola, que se sente bem a circulá-la. O passe curto reina mas a profundidade e a largura no jogo não é esquecida. Equipa subida no terreno, defesa na linha do meio campo e vários jogadores a envolverem-se nos movimentos ofensivos. Sem bola, pressão alta e intensa, "asfixiar" o adversário imediatamente.

Para o onze inicial algumas curiosidades. O quarteto defensivo transitou da época passada. No meio campo Josué foi o médio mais recuado, sinal da importância que é dada a uma boa circulação desde as primeiras linhas. Os reforços começaram a ver-se mais na frente. Óliver acompanhava Carlos Eduardo no meio campo. No ataque as alas estavam entregues a Quaresma e ao rápido Tello. Adrián Lopez começou como avançado ao contrário do jogo anterior onde esteve numa ala.

A pressão alta que Lopetegui exige trouxe frutos logo no início do jogo. Defesa central adversário com a bola, médio imediatamente em cima. Neste caso o médio foi Carlos Eduardo. Recuperou a bola e tabelou com Adrián antes de ganhar espaço para o remate. Quaresma na recarga marcou. 

Nos primeiros 15/20 minutos cada vez que um defesa adversário tinha a bola adivinhava-se perigo para a sua baliza. Isto porque durante este início ainda todos conseguiam ter fôlego, a pressão era feita em bloco. Um dos melhores sinais na 1ª parte. Como é óbvio ainda não há entrosamento nem pernas que permitam pressionar assim todo o tempo. Vimos neste período algum espaço entre os médios ofensivos e o defensivo. Normal nesta fase. 

Um dos perigos de uma equipa que tenta jogar a bola e sair sempre que possível a jogar é uma possível perda por um mau passe ou outro erro individual. Reyes errou. Passe lateralizado mal executado que deixou o avançado contrário frente a Fabiano. Nada de demasiado alarmante, apenas um sinal que ainda há muito trabalho para fazer. 

Também uma nota para o adiantamento da linha defensiva. No 1º tempo (muito melhores na etapa complementar) os laterais permitiram a entrada dos adversários com bolas nas suas costas. 

À medida que o tempo passava, o ritmo diminuía. Víamos entrega (que bom esta atitude!), noção do que fazer e como fazer mas também cansaço e falta de conhecimento das movimentações de alguns jogadores. O intervalo chegou em boa altura!

As habituais trocas ao intervalo aconteceram. Lopetegui optou por Ruben Neves, Herrera e Ricardo. Kelvin e Sami entraram pouco depois. 

O Porto estava a começar a ser mais consistente na troca de bola e na ocupação dos espaços com estas entradas. O bloco estava mais junto, a trocar melhor a bola e a defender melhor.

Não tardou até que nos colocássemos novamente em vantagem. Um lance em que intervieram 2 jogadores que tinham iniciado no banco. Canto de Ruben Neves e Sami com um bom movimento a cabecear colocado. Bom golo. As bolas paradas parecem estar a ser bem trabalhadas.

Foi uma 2ª parte muito satisfatória. Tirando um lance que surgiu por outro erro individual a baliza de Fabiano raramente viu perigo. No baliza adversária o contrário. Boas movimentações, boas aberturas, velocidade e objectividade qb.

Um lance que exemplifica tudo isso foi o golo final. Recuperação de bola e Ricardo arranca pela esquerda. À entrada da área passe para Sami na zona central. Boa recepção e ainda fora da área remate seco, rasteiro e colocado. Um bom golo deste reforço, o 2º da conta pessoal, a culminar uma bela exibição!

Foi um teste positivo que fechou esta fase do estágio em Horst. Colectivamente a mostrar muito trabalho efectuado. Individualmente com belas exibições. O próximo será na próxima semana no jogo de apresentação aos sócios. Veremos se os sinais positivos dados até agora têm continuidade. Temos razões para acreditar que sim.

Gostaria de terminar esta parte da crónica com quem já mostrou estar em boa forma. Os nossos adeptos. Hoje fizeram-se ouvir quase todo o jogo. Para continuar também. A nossa parte começa agora... 




Análises individuais:

Fabiano: É um bom guarda-redes mas percebe-se que ainda não está totalmente confortável. Entre os postes seguro como sempre. Também ele está a adaptar-se a uma nova realidade e precisa de treinar como e quando ocupar aqueles metros á sua frente. O jogo de pés está melhor mas ainda precisa de mais. 

Danilo: Mais seguro defensivamente que o lateral contrário. O nosso lateral é como um motor a diesel. Demora mais tempo a chegar ao topo mas é de uma fiabilidade tremenda. 

Maicon: Bom jogo. Na 1ª parte sofreu com a insegurança de Reyes mas tentou sempre orientar e socorrer o companheiro. Na 2ª parte foi imperial. Inteligente na maioria das abordagens aos lances. Em situações de aperto não tem receio de jogar feio e aliviar. Se estiver bem fisicamente poderemos ter o "velho" Maicon, aquele que comanda uma defesa de volta.

Reyes: Defensivamente cumpriu mas revelou muita ingenuidade ao tentar sair a jogar. Em sua defesa convém referir que jogou pelo lado esquerdo da defesa, lugar que não deve ser o seu devido a Indi e talvez Marcano, dois canhotos. No lado direito sente-se bem melhor.

Alex Sandro: Na 1ª parte alarmou pela quantidade de bolas que deixou entrar nas suas costas. A fechar no meio um ou outro erro. Na 2ª parte melhorou. Já sabemos o que vale podemos estar tranquilos, apenas se nota que ainda precisa de mais treino...

Josué: Surpreendeu a sua colocação como 6. Seguro no passe, ficou na retina alguns passes longos a abrir o jogo nas laterais. Defensivamente teve dificuldades em preencher uma área tão grande.

Carlos Eduardo: Entrou a todo o gás. Logo numa das primeiras jogadas a pressionar o central. Repetiu passado uns minutos e na consequência da sua recuperação de bola surgiu o 1º golo. Saiu ao intervalo mas pode estar satisfeito, cumpriu e mostrou disponibilidade e capacidade de sacrificio. Tecnicamente já sabemos que é bom. 

Óliver: Não engana. A bola é sempre bem tratada. Recebe e entrega com qualidade. Ainda tentou o remate mas não teve sucesso hoje. Sempre em movimento como o jogo pedido por Lopetegui pede. 

Quaresma: Solidário, objectivo, talentoso. Se era para jogar simples jogava simples. Se a jogada pedia que avançasse ele era o que acontecia. Marcou e construiu algumas jogadas, com destaque para uma assistência para remate de Óliver. 

Tello: Rápido. Se arranca cria perigo. Tem boa técnica e sabe construir. Assistiu Carlos Eduardo após boa arrancada pela esquerda. Ainda se está a adaptar e a conhecer os colegas mas pode ser muito importante. 

Adrián: Ainda está numa fase inicial da sua preparação, mais atrasado que os companheiros. Nota-se. para quem o conhece sabe que está ali um avançado talentoso. Seja pelo meio ou por um flanco. Nem sempre acertou mas mostrou pormenores. Esteve na jogada do golo inaugural e teve um bom cabeceamento. 


Ruben Neves: Jogador de 17 anos com inteligência de um veterano. Exímio na ocupação dos espaços, transmitiu muita segurança. Nunca esteve mal posicionado. Jogou simples e foi eficaz. Um grande jogo a mostrar porque foi opção de Lopetegui em todos os desafios até agora. Embora tenha idade de júnior de 1º ano tem talento para bem mais que a nossa equipa sub-19. Não seria uma boa aposta para mostrar aquilo que se quer como lema? Não há 3 equipas (sub 19, B e principal) mas sim uma equipa única. Que melhor maneira de ter um júnior a evoluir regularmente numa competição profissional?

Herrera: Bom jogo, a mostrar mais uma vez que está adaptado. As suas arrancadas criaram duas situações de perigo, uma pela esquerda, outra a abrir para Danilo na direita. Tem características únicas que podem ser de extrema utilidade. 

Ricardo: Entrou determinado. Jogou na sua posição natural mas notou-se o trabalho que fez enquamto lateral. Recuperou algumas bolas foi solidário com o lateral do seu lado. Uma dessas recuperações deu origem ao 3º golo, numa jogada em que assistiu Sami.

Kelvin: Sempre que faz uma boa jogada os adeptos do Porto sorriem. Lopetegui hoje sorriu quando depois da finta soube perceber que era aconselhavel travar e procurar apoio. 

Sami: Temos tido diversas contratações de renome. Sami não foi uma delas. Contudo neste 1º teste emitido para Portugal foi o MVP. Está a conquistar o seu espaço. Hoje fez um jogaço! Pouco mais de meia hora em campo. Fez 2 golos, esteve perto de marcar noutras tantas. Pressionou e trabalhou muito. 

Evandro: Raramente falha um passe e entendeu-se bem com Herrera. 

Lichnovsky: Divide as culpas com Fabiano num lance que levou perigo à nossa baliza. Foi a única falha. Tem feito uma boa pré-época e pode ser uma agradável surpresa. 


Por: Paulinho Santos



sábado, 19 de Julho de 2014

0 comentários Zé António: O Xerife do Oeste. (Por Breogán)



 O homem e o seu percurso:


Um bom western à americana tem que ter um xerife, essa figura que faz cumprir a lei numa terra selvagem.

Portugal também tem o seu Oeste. À boa maneira portuguesa, é uma terra bem mais ordeira e de costumes mais brandos. Não há cactos, mas há pomares de pêra-rocha. Não há areias do deserto, mas os areais costeiras das praias de Santa Cruz e do Baleal. Não há tendas de índios nas colinas, mas moinhos de vento caiados de branco a perder de vista.

É neste Oeste à portuguesa que Zé António começa a sua jornada no futebol. Inicia-se nas camadas jovens do Sport Clube União Torreense, o clube da sua terra natal. Joga a médio defensivo, posição onde o seu talento mais influi o rendimento da equipa, mas também faz jogos a central. Aos 17 anos, é chamado à equipa principal do Torreense que disputava a então chamada liga de honra.

A época não corre bem à equipa de Torres Vedras e a despromoção é inevitável. Na segunda B, Zé António fixa-se em definitivo no plantel principal do Torreense. A médio defensivo, lidera, dois anos depois, o retorno à liga de honra. O regresso do Torreense à liga de honra é curto. O Torrense volta a descer, mas Zé António não, pelo contrário. O empenho em campo do médio defensivo chama demasiadas atenções. No fim da época, há muita disputa pelo jovem de 21 anos. Quem levaria o imberbe xerife do Oeste? O coração fala mais alto. 

O chamamento do FC Porto é irresistível.

De Oeste para Norte, o jovem médio tenta agarrar o seu lugar na equipa principal portista, mas o plantel portista está servido com Paulinho Santos, Doriva e Chaínho. O FC Porto redirecciona o seu jovem dragão para Leça. O Leça FC era um clube “abrigo” de vários jovens talentos do FC Porto e disputava a liga de honra. Agarra a titularidade e volta a dar sinais de crescimento sustentável. Na época seguinte, as oportunidades no plantel principal voltam a escassear. O seu destino seria Alverca, próximo de casa e a disputar a primeira liga. Volta a ser titular e a garantir uma oportunidade no FC Porto.



O ano seguinte, haveria uma novidade no seu regresso à Invicta. O FC Porto tinha iniciado o seu projecto de criação de uma equipa B. Zé António é integrado no projecto, com a possibilidade de saltar para a equipa A a qualquer momento. Duas pesadas limitações começaram a prejudicar o seu crescimento: o FC Porto B disputava a segunda divisão B, duas divisões abaixo da que competira no ano anterior; e as oportunidades na equipa A teimavam a rarear. Assim que possível, o Alverca volta a acolhê-lo e completa a época 2000/2001 na localidade ribatejana e já solidificado a posição de central. Volta a representar o Alverca em 2001/2002 por empréstimo e no término da temporada, também chega ao fim do contracto com o FC Porto.



O sonho de jogar pelo FC Porto acabara.


A carreira continuou na Póvoa de Varzim. No clube poveiro, assume a titularidade, até que, uma lesão o afasta durante meia temporada. Pior, o Varzim é despromovido e Zé António volta a ter que mudar o rumo à sua carreira. O seu próximo clube é a A. Académica de Coimbra. Na Briosa cumpre duas épocas, é titularíssimo, chega a capitão e torna-se figura incontornável do clube.






Uma liga estrangeira é o passo lógico a tomar de seguida na sua carreira. É um clube histórico da Bundesliga o seu próximo destino: Borussia VfL 1900 Mönchengladbach e. V.. No Borussia ganha rapidamente a titularidade e a admiração de um dos públicos mais exigentes do futebol alemão. Chega a capitão do Borussia e é homem de confiança de duas velhas raposas do futebol germânico: Köppel e Heynckes.





É com os galões de duas épocas de gabarito na Alemanha que entra nos planos da selecção Portuguesa. Na disputa pela qualificação para o Euro 2008, Zé António é chamado para a dupla jornada frente a Polónia e Azerbaijão em Outubro de 2007. Não sai do banco e a assim perde a oportunidade de ser internacional português. 

No seu clube, a sua situação mudara. O Borussia é despromovido e com a chegada de um novo técnico a Mönchengladbach é relegado para o banco. 

Pressionado pela possível presença no Euro 2008, Zé António sai para representar por empréstimo o Manisaspor da liga Turca.

 A experiência na Turquia não corre bem e o sonho da selecção esfuma-se. O ciclo em Mönchengladbach estava encerrado. Seguiu-se o futebol espanhol e o Racing de Santander.







No “el Sardinero” nada correu bem. Em um ano e meio de Cantábria, jogou um par de jogos na taça do rei e nada mais. Aos 32 anos o regresso a Portugal impunha-se. A U. Leiria seria a sua porta de regresso. Aí volta a agarrar a titularidade, mas o infortúnio não o abandona. Salários em atraso e uma lesão a meio da segunda época na cidade do Lis fizeram com que tirasse um “ano sabático” na época 2011/2012.





Uma carreira coroada a espinhos e rosas. Titularidade absoluta ou bancada. Capitão ou quase marginalizado do grupo. O massacre das despromoções e a glória das promoções. Ilusão e decepção de braço dado. As cicatrizes e honrarias de combate fizeram este xerife do Oeste ganhar a sua estrela. Nada no futebol é mais desconhecido.


A página do facebook do Torreense exibe uma entrevista a um ex-director desportivo do clube. Eis o que diz:

Melhor jogador com quem já trabalhaste directamente?

Tecnicamente foram muitos, mas como profissional houve um jogador que me impressionou muito: Zé António. Foi, sem dúvida, o mais profissional dos jogadores com quem trabalhei. O Zé António tem tudo o que o profissional de futebol deve ter.

Só falta sublinhar que quem faz esta afirmação já atravessou o nosso caminho. No ano passado, em Leiria, Antero Henrique e este ex-director desportivo do Torreense tiveram um episódio. Como prémio, o ex-director desportivo do Torreense (e U. Leiria) integra a estrutura do lado vermelho da segunda circular em Lisboa. Se até eles…

Felizmente, a carreira de Zé António tem mais um capítulo por escrever. Um jogador de carreira feita aceita juntar a sua experiência ao talento emergente no FC Porto B. Numa equipa selvagem em talento e cheia de ilusões, há quem garante orientação e um rumo. O xerife do Oeste é exemplo, comando e conselho amigo. 

Um líder dentro de campo e no balneário. 

À Dragão, como sempre foi!




 Por: Breogán
 

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