Nobre ca(u)sa

#Joker #Sporting #Cristovão #FCPorto

Só há uma lógica
Pr’a esta inversão
De polícia a ladrão
Medeia a cobiça!!

Ter-se um Visconde
A roubar a eito?
Um polícia eleito
Num clube qu’o esconde?

Por delito comum
Tem-se já detido?
O outrora investido
Noutro trinta-e-um?

Colarinho branco
É crime com status!
Deste rezam factos
Que não valem tanto…

Era informador
De outros polícias
E dessas “notícias”
Vivi’o “Inspector”!

Pois que lá munidos
De outros “mandatos”
Elaboravam “autos”
Já absolvidos!!

Mexiam c’a prova
Como uma brigada
Que por estar armada
Roubava na folga!!

Gente da “justiça”
E de nobre cepa
Que d’obsoleta
Clama da denúncia…

Que do peculato
Até ao sequestro
Tem-se por honesto
Só por ser lagarto!

Se fosse do Porto
O nosso “inspector”
Como corruptor…
Não se tinha solto!!

Mas n’associação
Tem-se o “Mustafa”
Do melhor que há
Pr’a “informação”!

Eram ricas casas
De nobres pessoas
Quase todas boas
Pr’a ficarem rasas…

Qu’o ser polícia
E mesmo inspetor
Só lhes dá labor
Pr’a montar milícia!

E do candidato
A ser presidente
Tem-se por coerente
A cumprir mandato!

Mesmo no xadrez
Qu’o clube é eclético
E vencer com mérito
Só de quando em vez!

Por: Joker
quarta-feira, 4 de março de 2015
Posted by Tribuna Portista

Presunção

#Joker #benfica


Não há culpa sem presunção
Qu’os factos descortinam…
E s’isso alguns afirmam
A prova sai por confissão!!

Porqu’o culpado se sente
Visado pelo genérico
E d’abstração, o hipotético
Ger’a certeza ausente!

Qu’a desculpa s’esvai
Na boca do culpado
Que não visado!?
Já se descai…

Pois que lançada
A pública suspeita…
A verdade espreita
Por tão desbocada!!

Queri’o confesso
Dizer-se inocente!?
E nisso já mente
Pois não há processo!!

E quem se desculpa
Do que não pratica
Para si, reivindica
A matéria da culpa!!

Como se na multidão
Onde se lanç’o aviso
Viesse d’improviso
O culpado dizer não!!

Sobressair da turba
O próprio ladrão!!
Dizendo que não!?
Não roubou a verba!!

Quem falou em verba?
Diz a inquirição..
E nova negação
A culpa exacerba!!

Tem-se muito esperto
O ladrão da vila
E se disto refila…
Sente-se encoberto!!

É qu’a confissão
Não vale a pena!!
C’a culpa é pequena
E há outro…ladrão!

É em concomitância
Qu’a culpa é formada
Jornada após jornada
Em franca alternância…

Rouba-s’à vez
Um ladrão e outro!
C’o crime está morto
No futebol português!

Desde qu’o processo
Se arquivou na escuta!
Não há árbitro ou puta
Que se tenha confesso!

“Tempos dourados”
Que não voltam mais…
“Todos são iguais”
Mesmo desbocados!!?

Por: Joker
segunda-feira, 2 de março de 2015
Posted by Tribuna Portista

FC Porto 3 - 0 Sporting - Muita qualidade


Era (mais) um jogo decisivo. Como serão todos até ao final. As circunstâncias assim o obrigam. Cada teste que surge está a ser superado.

O de ontem não era fácil. Não é uma equipa candidata ao título a que visitou o Dragão. Mas é uma equipa que ainda não tinha perdido nos 4 jogos que fizeram com o top-4 do campeonato. Contavam duas vitórias e 2 empates.

O Dragão encheu. Os adeptos acreditam e ontem mostraram-no. Sabem das dificuldades e contra o quê e contra quem lutamos. Mas a vontade de ganhar é cada vez maior. O Dragão é sempre um estádio lindo. Quando está repleto mais ainda.

Não houve grandes surpresas no onze de Lopetegui. Evandro, na ausência de Oliver é o substituto natural. O jogador com o perfil mais aproximado do menino que tem encantado. Podemos jogar como sempre jogamos.

Há sempre a dúvida dos extremos. Quem entrará de inicio? Também aqui Lopetegui acertou em cheio na escolha. Um hábito. No Bessa Hernâni e Quaresma. Ambos mostraram que foi uma escolha acertada. Ontem quem acompanharia Brahimi? Tello obviamente...

Todas as galas têm o seu ritmo próprio. Muitas vezes o início é o mais dificil.

Ontem era noite de gala e aconteceu o mesmo. Os primeiros minutos foram os mais complicados.

Talvez complicado não seja o adjectivo adequado. Porque o adversário nunca foi complicado. Mérito nosso. Foram sim os mais equilibrados. Nunca deixamos de estar com o jogo controlado. Mas ainda havia aquele nervoso miudinho que nos levou a falhar alguns passes. No inicio das jogadas pode ser perigoso. Maicon fez um assim, Marcano e Alex Sandro igual.

Calma! Não há porque haver nervosismo. Somos melhores, preparámo-nos melhor e queremos mais vencer.

Paulatinamente o nervosismo inicial foi passando.

O Porto começava a jogar onde queria, no meio campo ofensivo. Não surgiu uma placa de aluga-se ou vende-se no nosso meio campo. Se surgisse também ninguém notaria...

Herrera deu o primeiro aviso. Se entrasse era um golaço.

Já falamos aqui em galas. Esta semana aconteceu a gala dos Óscares. Tello e Jackson devem ser apreciadores da 7ª arte e resolveram homenagear movimentos do cinema.

Jackson dá numa mistura de Bruce Lee e da Academia de ballet Bolshoi. Tudo perfeito. Dominio de peito e, sempre equilibrado calcanhar elevado para Tello que ficou isolado. "Run Tello, run". O espanhol correu tanto como a personagem de Tom Hanks. As semelhanças ficam por aí. O nosso jogador não precisa que o mandem parar e largar a bola. Ele sabe quando e como o fazer. Correu à Speddy Gonzalez e soube ser mortífero como um sniper.

Golo!

Até ao intervalo mais do mesmo. Porto por cima e leão a parecer um gatinho inofensivo e tímido.

Recomeça o jogo e a nossa equipa melhor ainda. Pressão alta com o adversário a perder a bola logo na primeira fase de construção com os defesas. Jogo a toda a largura e a fazer movimentar o adversário. Muita posse mas sem descurar a profundidade.

Tello estava endiabrado e logo no recomeço assiste Jackson em zona frontal da área. Grande oportunidade. Jackson ainda rematou mas um defesa cortou para canto.

Jackson agradeceu o passe da melhor forma. Tello deixou-o isolado, Jackson ia deixar o nosso extremo isolado pela segunda vez. Bola nas costas de novo e Tello arranca de novo a toda a velocidade. Deve haver gente que foi multada que ia mais devagar...

Take 2 desta luta particular Tello / Rui Patricio. Novamente o nosso jogador saiu vitorioso. Golo!

Pelo que se via no relvado apenas uma dúvida resistia. Quantos seriam?

Lopetegui não baixa a guarda nem deixa que os jogadores o façam. sai Brahimi em noite desinspirada e entra Quaresma. Cédric, já amarelado, pensa que terá o nosso treinador contra ele. Nada, respondo eu. Apenas quer vencer e tu podias ser um dos elos mais fracos... Só não terminou em adeus porque o árbitro não quis...

Não foi só em termos ofensivos que o nosso técnico estava atento. Evandro, grande exibição mas a começar a mostrar um ou outro sinal de fadiga saiu. Entra Ruben Neves. Manter a consistência defensiva também era fundamental.

Já perto do final a cereja em cima do bolo. Herrera lança Tello para mais um sprint. Exactamente o mesmo estilo de jogada. Bola nas costas da defensiva contrária entre o defesa e o lateral para a entrada de Tello.

Take 3 da disputa particular entre Tello e Rui Patricio. 3ª vez que Tello batia o guardião contrário. KO.

Referimos que os 3 golos surgem de forma similar. Uma palavra para Bruno de Carvalho. Foi importante no jogo de ontem. O presidente que na época passada disse que os adversários tinham de dar mais luta. Obrigado pelo aviso. O presidente que quando lhe falaram de reforçar o sector defensivo da sua equipa falou em Tobias (e foi buscar Everton que não jogava há meses). Obrigado pelo Tobias. O presidente que no inicio da semana castigou Jefferson. Obrigado pelo Jonathan. Um visionário este homem.

Segue-se nova dura batalha. Sexta-feira um jogo muito complicado em Braga. Temos de continuar a vencer.

Análise individual:

Fabiano: Noite muito tranquila. Não efectuou uma defesa. Não teve de o fazer. Cruzamentos para a sua área também quase não aconteceram. Apenas podemos falar da forma como saiu a jogar. Preferencialmente curto como queremos. Se não dá, pontapé longo. É mais fácil dizer que avaliar correctamente. Fabiano esteve sempre correcto.

Danilo: Diz-se que estava limitado. Acredito. Mas acrescento que mesmo limitado fisicamente é de uma segurança extrema. Nani não se viu, Capel igual. Um luxo este lateral. Sem estar a 100% mete no bolso o jogador adversário mais perigoso. Voltou a sair tocado, agora com uma contusão na coxa.

Maicon: Falhou um passe no inicio. Esta é toda a critica que Maicon tem. Elogios são bastantes mais. Cortes in-extremis de categoria e com atenção. Pelo ar imbativel, mesmo com Slimani. Nada passou. Tem a confiança do técnico e a jogar assim terá sempre.

Marcano: Forma uma boa dupla com Maicon. Jogadores diferentes que se complementam bem. Tal como o companheiro de sector falhou um passe no inicio. Tal como o companheiro secou todo e qualquer perigo depois disso. Quase marcava de cabeça no final do jogo.

Alex Sandro: Fez uma das suas melhores exibições esta época. Também errou o seu passe. Mas esteve seguro defensivamente, nunca deixando Carrillo embalar nem receber a bola em condições. Nunca descurou o ataque e quer Brahimi quer Quaresma foram sempre bem apoiados. Parece estar a subir de forma e essa é uma excelente notícia.

Casemiro: Tem melhorado muito. Ontem foi um verdadeiro muro. Sempre bem posicionado, sempre a saber quando ir à bola e quando ficar. Quando vai à bola é para a ganhar. Foi inteligente até nas faltas que fez. Um exemplo disso é uma falta na 1ª parte a travar um raro contra-ataque. Se não a fizesse era uma jogada perigosa. Assim tudo tranquilo.

Herrera: Termina os jogos esgotado. Só isso é motivo de elogios. Um jogador profissional que dá sempre tudo. Antigamente chamava-se a isto um jogador com raça, um jogador à Porto. O mexicano é mais do que isso. Pressionou muito e bem. Recuperou bolas. Teve bons pormenores técnicos, até toques de calcanhar a iludir adversários. Esteve bem a distribuir jogo, procurando sempre dar a largura que queremos. Terminou com mais uma assistência para golo. Fundamental.

Evandro: Uma das maiores ovações da noite foi para ele. Justa diga-se. Formou uma boa dupla com Herrera, nunca deixou o meio campo do Sporting jogar. Foram inúmeras as bolas que Adrien, William carvalho e restantes jogadores recuados perderam. Não foi por acaso. Mesmo no período mais equilibrado da partida esteve bem. Tranquilidade e segurança com bola. Uma boa opção para os futuros embates.

Tello: marcar 3 golos num clássico não é para todos. Tello conseguiu por uma mistura de factores. Porque tem uma velocidade estonteante. Porque é muito bom neste estilo de movimentos e sabe quase sempre arrancar na altura certa. Porque ontem foi certeiro na finalização. Este último critério nem sempre se tem visto. Pessoalmente acho que mais por ansiedade que falta de qualidade.

Ontem Tello foi o finalizador mas não apenas isso. Foi um municiador de ataques. Deu um golo feito a Jackson por exemplo. Cruzou mais que qualquer outro.

Está ambientado à equipa e tem sido fundamental ultimamente. No bessa desbloqueou o jogo com 2 passes para golo. Ontem marcou todos.

Brahimi: Do mago argelino pode esperar-se sempre qualquer coisa. Pode estar apagado e num minuto resolve. Já aconteceu no passado. Ontem não foi o caso. Um par de fintas, um remate fraco e pouca objectividade com bola.

Parece em défice fisico quando comparado com os colegas.

Jackson: Já muitas vezes foi dito mas nunca é demais afirmá-lo. É um craque! O mesmo calcanhar que já serviu para marcar a Patricio, ontem assistiu Tello. Ele marca regularmente (ontem falhou), ele assisté, ele dá jogo aos companheiros, ele pressiona, ele está sempre presente. para ser uma exibição perfeita apenas faltou o golo. Em tudo o resto nota máxima.

A forma como domina uma bola deveria ser caso de estudo dos jovens aspirantes a avançados. Bola que lhe chegue tem sequência.


Quaresma: Tem feito bons jogos o nosso cigano. Ontem foi mais um desses. Entrou e deu profundidade à equipa. Foi no 1*1 quando a situação o pedia, passou quando era a melhor opção. Este Quaresma de ultimamente é o melhor Quaresma que temos oportunidade de ter. É mais importante para a equipa que alguma vez foi. Simplesmente porque o talento está ao serviço da equipa.

Ruben Neves: Entrou para o lugar de Evandro. Tem caracteristicas diferentes, logo o meio campo foi diferente. Joga mais próximo de Casemiro e dá sempre segurança. Tem detalhes deliciosos. Dois ficaram-me na retina. Uma bola no adversário e Ruben sempre à espreita. Na altura certa, carrinho a desarmar. Se tiverem oportunidade revejam o lance com os olhos nele. Segurou, aguentou e no momento certo desarmou. Outra com bola. Pressionado e simulação de corpo. Resultado: caminho livre para dar sequência à jogada.

Indi: Voltou ao relvado. Voltou para um lugar e função diferente, lateral direito. O jogo estava ganho mas Indi entrou como se estivesse 0 - 0. Concentrado, sem dar hipóteses aos extremos e ainda tentou apoiar o ataque.


Ficha de jogo:

FC Porto-sporting, 3-0
Primeira Liga, 23ª jornada
Domingo, 1 Março 2015 - 19:15
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 43.111 espectadores


Árbitro: Artur Soares Dias (Porto).
Assistentes: Bertino Miranda e Rui Licínio.
Quarto Árbitro: Luís Ferreira.

FC Porto: Fabiano, Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Evandro, Tello, Jackson Martínez, Brahimi. 
Suplentes: Helton, Martins Indi (84' Danilo), Rúben Neves (71' Evandro), Quintero, Quaresma (58' Brahimi), Hernâni, Gonçalo Paciência.
Treinador: Julen Lopetegui.

Sporting: Rui Patrício, Cédric, Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, Jonathan Silva, William Carvalho, Adrien Silva, João Mário, Carrillo, Montero, Nani.
Suplentes: Marcelo Boeck, André Martins (80' Carrillo), Slimani (61' Montero), Diego Capel (60' Adrien Silva), Miguel Lopes, Tanaka, Rosell.
Treinador: Marco Silva.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Tello (31', 58' e 83').
Disciplina: cartão amarelo a Jonathan Silva (54'), Danilo (62'), Nani (62'), Cédric (65'), Alex Sandro (90').




Por: Paulinho Santos










 


FC PORTO B-BEIRA-MAR, 3-2

O Porto B recebeu e venceu, na tarde deste Domingo, o Beira Mar por 3-2.

Registo para as inúmeras ausências na equipa de Luis Castro, desde logo David Bruno, Pavlovski e Pité por castigo e Gonçalo Paciência convocado para a equipa principal. Também a registar a chamada de 3 juniores para esta partida: o médio Clever e os avançados Ruben Macedo (já habitual) e Tony Djim.

O onze registou assim várias alterações com destaque para a entrada de Diego Reys para o centro da defesa, Tomás e Francisco para o meio campo e Roniel para o ataque.

A equipa portista entrou muito bem no jogo e marcou logo aos 3 minutos. Depois de um belo cruzamento de Rafa, a bola sobra para Roniel que não perdoa. 1-0 para o Porto B.

As oportunidades sucediam-se e aos 10 minutos de jogo o Porto já tinha desperdiçado quatro ocasiões claras de golo, por André Silva, Lichnovsky e Roniel.

O meio campo do Porto, formado pelo trinco Tomás, com Francisco e Leandro à frente, controlava as operações e não deixava o Beira Mar criar perigo. Leandro esteve particularmente activo e fez mais uma excelente exibição.

No ataque, André Silva recuava no terreno e funcionava quase como um médio criativo, enquanto Roniel e Fred disparavam como setas nas alas.

Muito importante foi também o apoio dado pelo lateral Rafa, que desbravou caminho pelo lado esquerdo e esteve em quase todas as jogadas de perigo na 1ª parte.

Não foi assim uma surpresa o 2-0. Mais uma vez Rafa a cruzar de forma perfeita para a cabeça de Lichnovsky, na cobrança de um livre.

O jogo parecia destinado a uma goleada, mas não foi isso que aconteceu. Na primeira vez que chega à baliza de Gudino o Beira Mar marca, num lance onde Victor Garcia e os centrais perecem demasiado passivos. 2-1.

Este golo muda o rumo da partida, o Porto retrai-se e adormece, o Beira Mar cresce e começa a ter o ascendente na partida.

Na segunda parte, a partida é mais equilibrada e disputada a meio campo. Menos oportunidades de golo e mais luta.

O Porto acaba por chegar ao terceiro golo numa jogada individual de Fred pela direita, mas logo de seguida Billal empata na sequência de um livre muito bem marcado.

Até final, é o Beira Mar que assume o controlo da posse de bola e que está mais perto do golo, apesar de o perigo criado ser relativo.

O Porto B acaba assim por conseguir os 3 pontos, numa vitória justa.


Análise individual:


Gudino: Ficam dúvidas se não podia ter feito mais no 1º golo sofrido.

Victor Garcia: Algumas dificuldades defensivas, muitas vezes criadas pela circunstância de o lateral ter compensado ausências dos centrais.

Lichnovsky: Melhor a atacar do que a defender, o que não é um bom elogio para um central. Marca o 2º golo da equipa, mas a sua dupla com Reys não funcionou.

Reys: Nunca se entendeu bem com Lichnovsky. Os avançados do Beira Mar surgiram muitas vezes no espaço entre os 2.

Rafa: Melhor em campo. Foi o melhor da linha defensiva e ainda apoiou de forma incansável o ataque, com vários cruzamentos venenosos e combinações bem efectuadas.

Tomás: Certinho no seu trabalho defensivo.

Francisco: Algo tímido na primeira parte, melhorou na 2ª quando recuou no terreno.

Leandro: Um dos melhores na 1ª parte. Um verdadeiro box to box.

Fred: Teve espaço, mas pouco aproveitou. Algo trapalhão. Marcou no entanto o terceiro golo numa boa jogada individual.

Roniel: Bom jogo do extremo. Rápido e sempre bem na condução de bola. Marcou o primeiro e esteve em várias jogadas de perigo na 1ª parte.

André Silva: Jogou sempre melhor longe da baliza que perto dela. Falta-lhe aquele faro de golo...

 
Ruben Macedo: Entrou na fase em que a equipa se retraiu.

Graça: Uma entrada entusiasmada que teve momentos positivos, mas também algumas precipitações.

Anderson: Pouco tempo.


FICHA DE JOGO

FC PORTO B-BEIRA-MAR, 3-2

Segunda Liga, 31.ª jornada
1 de Março de 2015
Estádio Luís Filipe Menezes, no Olival

Árbitro: Sérgio Piscarreta (Algarve)
Assistentes: João Ribeiro e Filipe Pereira
Quarto árbitro: Pedro Ribeiro

FC PORTO B: Raul Gudiño; Víctor García, Diego Reyes, Igor Lichnovsky e Rafa; Tomás Podstawski, Leandro Silva (cap.) e Francisco Ramos; Roniel, André Silva e Frédéric
Substituições: Roniel por Ruben Macedo (67m), Leandro Silva por Graça (78m) e Frédéric por Anderson (90+2m)
Não utilizados: Kadú, Diego Carlos, Clever, Anderson e Tony Ddjim
Treinador: Luís Castro

BEIRA-MAR: Rui Rego; Pedro Moreira (cap.), Giordano, Fábio Santos e André Nogueira; Anderson Melo e Edu; Chaparro, Paulinho e Manafra; Edema
Substituições: Pedro Moreira por Bilal (46m), Edema por Nádson (65m) e Manafra por Edivândio (80m)
Não utilizados: Márcio Santos, Vitor Vinha, Kinglsey e Juliano
Treinador: Paulo Alves

Ao intervalo: 2-1
Marcadores: Roniel (3m), Lichnovsky (17m), Edema (33m), Frédéric (69m) e Bilal (77m)
Disciplina: cartão amarelo a Tomás Podstawski (19m), Frédéric (30m), Pedro Moreira (44m), Anderson Melo (72m), Francisco Ramos (82m), Graça (87m), Bilal (88m) e Raul Gudiño (90m)


Por: Prodigio
domingo, 1 de março de 2015
Posted by Tribuna Portista

Fazer chorar o calimero




Domingo teremos clássico no Dragão! Depois de um triunfo complicado no Estádio do Bessa, segue-se o Sporting, num encontro a contar para a 23ªjornada do campeonato.

O Sporting nesta altura já se encontra um pouco afastado no que ao título diz respeito, encontrando-se na terceira posição com 47 pontos, contando com um saldo de 13 vitórias, oito empates e apenas uma derrota.

Após dois jogos consecutivos sem vencer para a Liga, a equipa do Sporting regressou aos triunfos na 22ªjornada, vencendo no seu reduto o Gil Vicente por 2-0, com golos de autoria de Tanaka e Nani.

Depois de uma temporada surpreendente sob as ordens de Leonardo Jardim, a equipa leonina partiu para a nova época carregada de ambição, desta feita contando com Marco Silva no comando técnico, ele que rubricou um trabalho excepcional ao serviço do Estoril, tendo agora oportunidade de trabalhar num dos principais clubes nacionais.
Para o clássico, Marco Silva não deverá mexer muito na equipa que entrou de início na Liga Europa diante do Wolfsburg, sendo expectável a permanência no lado esquerdo da defesa o argentino Jonathan Silva – Jefferson está castigado pelo clube –  mantendo-se na direita o português Cédric Soares.

No centro da defesa e jogando à frente do intocável e capitão Rui Patrício, a dupla Paulo Oliveira e Tobias Figueiredo vem permanecendo de pedra cal, registando boas actuações até ao momento, no entanto, a pouca experiência e rodagem de Tobias nesse tipo de desafios poderá ser explorada de outra forma. William Carvalho, depois de uma primeira volta algo cinzenta vem surgindo em grande nível, sendo ele um jogador que assume uma importância tremenda no momento de equilíbrio, surgindo igualmente na zona intermédia Adrien Silva e João Mário.

Nos corredores laterais, Nani e Carrillo serão dois atletas a ter em conta, até pela capacidade técnica que apresentam, podendo causar estragos a qualquer momento e no caso do internacional português, é verdade que antes do encontro com o Gil Vicente andava arredado das boas exibições, no entanto, jogadores da sua qualidade podem resolver qualquer embaraço quando menos se espera e claramente em termos de ataque, este Sporting vive e muito dos seus extremos.

Na posição “9”, nos últimos dois jogos oficiais realizados pelo Sporting, a aposta recaiu em Tanaka, contudo, o nipónico desta feita deverá ser relegado para o banco de suplentes, numa altura onde o argelino Slimani encontra-se recuperado dos problemas físicos que o abalaram desde a CAN, surgindo como alternativa o colombiano Montero. Jogando com Slimani, irá possibilitar maior verticalidade aos alas e outro tipo de profundidade no jogo lateralizado na procura de uma referência na área, algo que não é possível efectuar de forma sistemática quando Montero ou mesmo Tanaka actuam como principais referências ofensivas.

No FC Porto, registar o regresso dos castigados Danilo, Alex Sandro e Casemiro, jogadores que estiveram indisponíveis frente ao Boavista, mas agora estão aptos ao onze, que terá assim algumas alterações em comparação com o duelo registado no Bessas, numa partida onde o médio criativo Óliver Torres será baixa, uma vez que ainda recupera da lesão contraída no ombro.

Na primeira volta, os dragões foram a Alvalade empatar a uma bola, onde na altura, o Sporting colocou-se na frente através de Jonathan Silva logo a abrir o encontro, com o FC Porto a igualar a partida no segundo tempo, graças a um auto-golo do central Naby Sarr, que hoje em dia é apenas terceira opção para o centro da defesa leonina.
Acima de tudo…VENCER!!!


Por: Dragão Orgulhoso
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Posted by Tribuna Portista

De colinho em colinho se faz um campeão


Acabei de ler nos vários órgãos da comunicação social uma declaração de José Eduardo Moniz, administrador da SAD do Benfica, abordando a expulsão de André Simões na partida entre o Moreirense e o Benfica, tendo o dirigente encarnado, na sequência dum comentário do jogador nas redes sociais, colocado em causa o comportamento do mesmo quando defrontou o F C Porto, deixando algumas possíveis dúvidas quanto ao empenho do jogador nos encontros com os dragões.

No início, como não estamos assim tão longe da última época carnavalesca, ainda pensei que o mesmo teor da notícia pudesse ter ainda alguns resquícios de qualquer paródia folclórica ou humorística para aqueles lados da segunda circular, mas depois de ler a notícia com mais cuidado percebi que o assunto era mesmo sério, e tinha na minha ótica mais uma vez, como principal missão desviar atenções para outros quadrantes, já que ao contrário do que a pretensa notícia poderia indiciar, e tendo em conta o que realmente aconteceu naquele jogo, o SLB só poderá estar agradecido ao propalado jogador, o tal intitulado de portista pela SAD benfiquista e que tanto preocupa o citado dirigente, pois na prática quem saiu prejudicado neste imbróglio todo, foi como tem acontecido ao longo de toda esta época o FCP, em detrimento do SLB pelas arbitragens habilidosas a seu favor, já que até aquele momento a equipa encarnada estava a ter enormes dificuldades de entrar na área adversária.

A verdade pura e crua que preocupa na realidade o citado dirigente do SLB, é de facto o arquivo ou portefólio de títulos que o FCP patenteou durante os últimos 25 anos, que se cifram em 47 títulos ao nível interno e externo, o que faz do clube azul e branco em Portugal o grande e único travão ou obstáculo de mais conquistas encarnadas, e esta é a principal razão pela qual este senhor e outros tantos que por aí vegetam esgotam o stock de “Gurosan”, já para não falar do que está a ser conjeturado este ano em termos de arbitragens, e iremos ver já no próximo confronto com o Estoril na Luz, se não iremos ter mais uma célebre arbitragem de "Capelinha" para benefício do SLB, ou se, como aconteceu no jogo da primeira volta do campeonato se mantêm todos os jogadores em campo, para além da coincidência ou não, de os dois principais centrais do Estoril estarem de fora por castigo.

Mudando agora um pouco a orientação dos ponteiros do meu artigo, soube-se também que a Câmara Municipal de Lisboa se prepara para conceder ao Benfica a isenção das taxas urbanísticas no projeto de requalificação da área circundante ao Estádio da Luz, no valor de 1,8 milhões de euros, situação que se nos recordarmos bem não é única em termos de perdões fiscais para aquelas bandas, pois já em 2002 em que Manuela Ferreira Leite era Ministra das Finanças, também curiosamente, as acções da SAD encarnada foram aceites como garantia para impugnação da sua dívida fiscal, quando o SLB estava em risco de insolvência por incumprimento de impostos ao fisco.

Por fim, só mais uma referência à multa aplicada após o jogo com o Moreirense ao JJ de 37 euros por ter entrado no terreno de jogo, (repito 37 euros!), que se for avante e tendo em conta os paupérrimos honorários do referido técnico, irá ser necessário fazer uma subscrição de angariação de fundos para liquidar tal importância junto da massa associativa benfiquista ou afim, ou então a partir de agora, iremos ver JJ a entrar em campo quando entender ou for benéfico para a sua equipa.

É por isso e outras razões que eu sempre advoguei que nestas situações de incumprimento disciplinar de treinadores, dirigentes, adeptos ou qualquer outra, na forma e na regra como as coisas se passam, estamos inteiramente no âmbito e na presença de uma autêntica hipocrisia na aplicação das coimas, pois, mesmo que as mesmas se cifrem em quantias muito mais avultadas que não esta, o “crime” vai sempre compensar os infratores, pelo menos aqueles que têm mais capacidade financeira, e é por isso que sempre fui apologista para os casos de iteração disciplinar, se proceda no sentido de retirar aos clubes infratores, para além das coimas previstas no regulamento de disciplina, também pontos à classificação geral, pois só assim se passará a resolver de facto todas estas trapalhadas, e ao mesmo tempo deixarmos definitivamente de agir de uma forma hipócrita e inócua, bem ao estilo do citado dirigente benfiquista se não tiver a memória curta e se quiser ser sério nas apreciações que faz.
 

Por: Natachas.



Posted by Tribuna Portista

Anatomia dum grito

#Joker #Benfica #FCPorto

  
Já foi divulgado
O tal relatório
Que d’acusatório
Teve um só culpado!

Qu’o outro inocente
Pagou alguns euros
Pelos demais erros
Por reincidente!!?

E nist’o grito
“Escutado” no campo
É que causa espanto
No qu’está lá escrito:

“Marc’a falta…
Ó Filho da P***!”
É grav’a conduta
No jogo d’o empata…

E ainda sabendo
Que vinha massacre
Na segunda parte…
O grito é estupendo!!

Que nisto foi forte
E escutado a léguas
E fora das regras
Ouviu-se a norte…

E até o Jorge
Que pouco escuta…
Do “Filho da P***”
Escutou-o ao longe…

“Foi muito feio
O que lá foi dito…”
Por isso esse grito
Resultou em cheio!!

Pois foi o único
Que deu encarnado!!
O qu’é bem jogado
Num campeonato púdico…

Pois tal não s’ouve
Nunca em qualquer campo
E daí esse espanto!!
No bem que nos soube…

Se fosse expulso
Um jogador contrário
P’lo mesmo vocabulário…
Qual o grito de recurso?

O que diri’o papagaio
Vindo da Televisão
Nessa sua (re)criação
De programa sem ensaio?

Inventaria o sistema
Depois do vangloriar?
Quando estav’a preparar
O programa por antena?

Lembraria as conquistas
Do seu adversário
Já não como corolário
De vitórias nunca vistas?

Ou por lá chamaria
O papagaio de recurso
Pr’a gritar por esse abuso
Nas vitórias qu’ele queria?

Há pois, uma conclusão
N’anatomia deste grito
O benfica está aflito
E já grita sem razão…

Ao voarem os papagaios
Tem-se a casa em alvoroço!
Não s’é um “glorioso”
Sem se grasnar estes ensaios…

Eles estão preocupados
Pois o roubo é descarado!
E s’o benfica é roubado
Já lá ficam depenados…

Pois que s’aproxima
Esse jogo fatídico
E s’o Porto elev’o grito
Baix’a voz de quem “opina”…

Por: Joker
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Posted by Tribuna Portista

Alegoria da caverna

#Joker #Benfica #Sporting #FCPorto


   Façamos um esforço
De reflexão…
Quando sem televisão
O mundo era um poço.

E tudo lá caía
Nessa escuridão!
Valendo, então
A noite por dia…

O poço era fundo
Negro e viscoso
De fundo lodoso
Na orla do mundo…

Não podias ver
Além da tua sombra
Pois tod’a penumbra
Cobria o teu ser…

E a realidade
Escrita por Platão
No mundo d’então
Cobria a verdade…

A branco e preto
Podia-se ver!
Mas não entender
O resto do espectro!

E ainda hoje
Num mundo de cor
O poço é o andor
Que nunca lhes foge!!

Pois é o desígnio
Da perda de vergonha!
Na queda medonha
Do poço ao abismo!!

(Qu’a memória escuta
O golo fatídico!!
No momento trágico
De quem já não luta…)

Daí ao ardil
Imper’a cautela
Não vá o Capela
Apitar o Estoril?

Não basta vencer
É preciso provar
Que quem vai nomear
Tem vontade e poder!

E na desfaçatez
De quem assim ganha
Mais nisso s’estranha
O Capela, outra vez?

Depois do Ferreira
Vindo de Fafe
Não há na APAF
Árbitros de primeira?

Qual é o critério
Destas nomeações?
De cujas actuações
Não há registo sério?

É est’a engenharia
Da era moderna…
Nos tempos da “caverna”
Tinha-se por alegoria!

Pois por lá então
Sem registos de Tv…
Quem é que não crê
Na verdade de Platão?

Qu’o mundo é real
Na luz que nos cega…
E a sombra, por negra
Tem forma igual!

Por isso é vigente
A luz de presença!
Marcando a diferença
Na sombra da gente…

Pois com muita luz
Dá muito nas vistas…
E nas entrevistas
O que diri’o Moniz?

Senão lamentar-se
Dos anos dourados
Ond’os encarnados
Teimavam esconder-se?

Era da claridade
Dos tempos modernos
Mudando-s’os termos
P’la Liberdade!

E da escuridão
Do Estado caduco
Mudava-s’o foco
Pr’a luz de Platão…

Pois no encadeamento
Forçámos a vista!!
A sombra então vista
No poço, faz tempo

Era franca ilusão!!
Não a realidade…
Sem materialidade…
Na sombra d’então!


Por: Joker
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Posted by Tribuna Portista

Deixem jogar os miúdos portugueses


Com o período de mercado de transferências já fechado, será tempo de fazermos uma reflexão mais cuidada sobre potenciais aquisições, que por razões de vária ordem, não foram objeto de compra pelos três principais clubes portugueses, tendo em conta alguns bons negócios e alternativas que se podiam perfilar no mercado português.

Começo por afirmar, que na minha opinião e a breve trecho, os nossos clubes portugueses terão que se consciencializar que, quer queiram quer não, não terão outra alternativa senão reforçarem os seus plantéis com jogadores formados nas suas academias, sendo estes de origem portuguesa, ou mesmo provenientes de outros países de outros continentes mas com alguma formação de base realizada em Portugal.

Assim a meu ver, existem preferencialmente nas academias dos três grandes clubes, e não só, a que acrescento aqui a qualidade e o bom trabalho da formação do Guimarães, que ainda há bem pouco tempo foi campeão nos Sub-19, estando já a dar frutos na 1ª equipa o seu projeto desportivo, e principalmente nas equipas B, jogadores de inegável talento e com larga margem de progressão dada a sua juventude e raça, se bem orientados e aproveitados devidamente, como comprova, por exemplo, o caso do Rúben Neves no FCP e o João Mário no SCP, em que só foi preciso dar-lhes a tal oportunidade para eles passarem de uma situação de promessas para uma certeza absoluta, se bem que, e cá está a tal oportunidade, no caso do jogador do FCP se deveu a uma lesão prolongada do Mikel, e também se de uma forma definitiva se entender que a habitual apetência para contratar jogadores fora deste contexto, só enche os bolsos de empresários e dirigentes desportivos.

Nestas circunstâncias, passo a indicar alguns jogadores que militam no campeonato português ou nas equipas B, e que na minha ótica, se lhes derem a tal oportunidade que eles tanto precisam, poderão ser a breve trecho potenciais jogadores para os seus clubes fazerem as necessárias mais-valias nas transações dos seus principais ativos, que como sabemos, por razões económicas e financeiras não se podem negar em concretizar.

FCPorto – Gudiño; Ivo Rodrigues, Gonçalo Paciência, André Silva; Lichenovky, Rafa, Kaembé, Francisco Ramos; Leandro; Vitor Garcia, Otávio e Hernâni, contratado ao Guimarães no período aberto de transferências. 

Benfica - Gonçalo Guedes, João Teixeira, Bruno Gaspar; Rúben Pinto, Helder Costa e Rui Fonte.

Sporting – Paulo Oliveira, ex. Guimarães e Tobias Figueiredo, já a atuar como titular; Nuno Reis; Yuri  Medeiros; Cristian Ponde e Zezinho.

Guimarães – João Afonso, Josué, André André, Hernâni, Bernard; Alex; Tomané.

Braga – Matheus, Aderlan Santos, André Pinto, Danilo, Rafa, Pedro Tiba.

P. Ferreira – Seri; Sérgio Oliveira, já com vínculo para o ano com o FCP.

Rio Ave – Marcelo; Del Valle; Diego Lopes.

Estoril – A. Esiti; Tozé; Sebá. 

Marítimo – Danilo Pereira.

Belenenses – Pelé; Dálcio.

Nacional – Ali Ghazal.

Matéria e talento puro não falta em Portugal, por isso começo pelo princípio que faz título a este meu artigo, apostem e deixem jogar os miúdos portugueses.

Por: Natachas.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Posted by Tribuna Portista

O crime (quase) perfeito

#Joker #Benfica #Sporting #FCPorto


Era galego, Diogo
E emigrara bem cedo…
Lisboa, o seu “degredo”
Onde se queria lá morto…

Nessa corda do verdugo
Por sentença judicial!
A última de Portugal
Ao nascido em Lugo!

No capricho da ciência
O rosto do assassino…
A sua cara de menino
Ficou exposta à audiência…

Nesse frasco de formol
Ficou a réstia do tempo
Em cuja cabeça, o exemplo
É o rosto dum espanhol…

O assassino do Aqueduto
“Legou” a sua cabeça
À prova da subtileza
A qu’a ciência deu fruto!?

E legada à descoberta
O propósito criminoso
No intuito que doloso
É o crime, coisa certa…

Ficamos pois, a aguardar
Que “roladas as cabeças”
Se tenham tantas certezas
Com’o benfica ir ganhar!!

E ter-se nesse propósito
Mumificar as cabeças
Que neste momento, ilesas
Vão balançar no patíbulo!

Existem crimes perfeitos
Na cabeça qu’os engendra
Como Diogo Alves, por lenda
Deu exemplos de tais feitos..

Ao funcionar em quadrilha
Andava na rota do fado
Roubava por tod’o lado
A sua fama de cabecilha!

Mas “só” pecou por excesso
Quand’o crime foi grotesco
E na agudeza do gesto
Foi o galego então preso!!

Só ao fim desse delito
Foi o galego a ferros
E do Limoeiro, os berros
Nã’o confessaram no dito!

Era um homem com dureza
E não lhe saiu a confissão
Pois em tal vida d’acção
Actuava com “nobreza”!

Se roubava ou matava
Era por força da vida…
E a sentença foi lida
Sem perceber qu’escapava!

Não à morte por decreto
Mas sim a outro desterro
Pois o roubar não é erro…
Só o matar não está certo!!

E da justiça portuguesa
Foi o galego, exemplo!
Tem-se a prova desse tempo
Na sua própria cabeça!!

E duas centenas volvidas
D’anos sobre essa data
Tod’a jurisprudência é farta
Noutras sentenças conhecidas…

Que roubar não é errado!
Depende com que intenção
Não s’é sequer um ladrão
Se se roubar com cuidado…

E se roubares p’la causa
Podes ainda ser honrado!
Um novo herói aclamado
Cuja cabeça… se salva!!

Por: Joker
Posted by Tribuna Portista

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