segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

2 comentários FC Porto 3-0 Moreirense: ISTO NÃO É SQUASH.





É comum ouvir dizer que contra a maioria das equipas da Primeira Liga não é preciso mais do que um médio defensivo e que todas as cautelas são sempre demais perante equipas que jogam para o 0-0 estacionado autocarros e camionetas.






O Moreirense não foi autocarro porque não se limitou a acantonar jogadores à entrada da área mas defendeu muito (pelo campo todo) e quis atacar pouco.
Eis um teste para a velha teoria. Lopetegui fez o favor ao povo e vai Quaresma, vai Adrien, vai Brahimi no meio com apenas o levezinho Oliver a fazer companhia a Casemiro.
Equipa de ataque. Construtores, dribladores, triveladores, assistentes, cabeceadores, avançados, matadores. Estava tudo lá.
Com tudo lá, sem cautelas defensivas e contra um adversário que só quis defender.
O que falha então? Porque cai a teoria?
O Futebol não é squash. Podemos pensar que definimos melhor com mais atacantes e que a definição de qualquer jogada terá maiores probabilidades de sucesso com uma multiplicidade de jogadores talentosos. Qual é o problema?
Para definir é preciso que ocorra uma de 2 situações: ou se constrói bem desde o meio-campo ou se rouba a bola perto da área adversária.
Quanto a possibilidade de definição termina a bola não volta por natureza para nova oportunidade.
É no squash que após raquetadas a bola volta ao destinatário por mandamento divino.
No futebol é preciso ir buscá-la ou esperar que o adversário a devolva.
E aí é que a porca torce o rabo. O Moreirense troca a bola com critério embora sem espirito de baliza. Oliver deixa de ser o que sempre foi até agora: o primeiro homem a saltar na pressão porque, desta feita, é o 5.º jogador mais avançado.
Antes dele é suposto que Jackson, Adrian, Brahimi e Quaresma sejam a primeira barreira. Aquela que normalmente consegue impedir que o adversário entre no nosso meio-campo com a bola jogada.
Ao problema habitual desde o inicio da época – incapacidade de criar oportunidades em quantidade – surgem novos. Fragilidade na pressão alta, recuperação da bola em zonas mais recuadas, intensidade diminuta e poucos apoios para o inicio de construção.
A definição fica à espera que a construção ou a pressão faça o seu trabalho.
O adversário entra no nosso meio-campo e Casemiro e Danilo tentam resolver com agressividade o que a tactica estava a deixar passar. Danilo entra duro mas sem falta.
Casemiro vira dois ou três pelo caminho.
A construção tem problemas porque pelo meio não há grandes apoios. O Porto é obrigado a lateralizar já que o Moreirense inunda o eixo central de jogadores e cria uma fronteira em que Casemiro está do lado de cá, Brahimi está do lado de lá e Oliver está cá, lá, em todo o lado e em parte nenhuma.
Quando a bola é recuperada no meio-campo adversário há espaço para mais definição de jogadores como Brahimi e Jackson porque meio caminho está andado. Não é necessária uma construção da jogada de ataque. Um exemplo disso é o 2.º golo do Porto contra o Lille.
Quando se deixa que o adversário consiga percorrer metros e a bola só morre no nosso meio-campo falta uma maratona de construção para chegarmos a zonas de definição.
Se não roubamos à frente temos que empurrar a bola até lá. Construir mais.
Sem apoios de proximidade a construção bate no muro e Casemiro começa a dar os primeiros sinais do problema que se vai adensar na 2ª parte.
Se é preciso lateralizar, do lado esquerdo só nos transmitem más sensações. José Angel parece que tem a cueca molhada de tanta tremideira e Adrian não é solução para resolver problemas.
Brahimi anda pelo meio de 750 pernas, Quaresma mostra-se mais pela bola parada estudada do que por jogo jogado e é Danilo que cria os desequilibrios.
O futebol da 1ª parte teria sido paupérrimo sem Danilo e sem o craque Jackson que é obrigado a jogar a médio ofensivo para dar no último terço o que faltava a Casemiro no segundo terço: apoio de proximidade.
O nulo ao intervalo é justo. Porto não merece mais e Moreirense não quer mais.

Joga o 11 do povo e os atacantes não têm chance de brilhar. O futebol não é squash.
É preciso recuperar a bola. Ela não bate e volta. É preciso obrigar o Moreirense a encostar à área e ganhar a 2ª, 3ª e 4ª bola.
Tentar resolver pelo volume de jogo ofensivo aquilo em que a qualidade fraqueja.
A 2ª parte começa melhor. Mais ânimo injectado dos balneários por parte do Porto. Satisfação crescente do Moreirense sempre que olhavam para o relógio e percebiam que estavam empatados no Dragão na 2ª parte e que isso era um grande resultado.
O flanco esquerdo do Porto acorda e dá mais uma estrada para a baliza. José Angel vira Homem em 15 minutos e de menino assustado passa a jogar aquilo que sabe como se estivesse no recreio. Adrian, que por natureza é um acompanhador, também sobe de produção.
A melhoria do Porto é mais animica do que tactica ou exibicional. Estou convencido que se o Moreirense não estivesse tão satisfeito com o empate outro galo cantaria porque mostraram que sabem defender, pressionam alto com critério e trocam bem a bola.
Por lhes faltarem 20 metros é que foi possível ver Maicon e Indi descansados e Casemiro nervoso e acossado. Quando recebe, saltam adversários e falta-lhe tempo para decidir e apoio dos companheiros. Aí falha uma e duas vezes mostrando o lado negro do all attack.
Lopetegui assiste à melhoria da equipa e pensa que bastará o ânimo para lá chegar. Troca médio defensivo por médio defensivo.
Resulta por sorte. Numa das combinações pela ala direita Brahimi consegue passear sozinho na grande área. Grita e gesticula para Quaresma que acede a tempo . Aí entra o talento estratosférico de Brahimi no 1 vs 1 e o oportunismo de Oliver.




1-0 e jogo decidido. Daí em diante o futebol vira squash porque o Moreirense desarma mas continua sem forças para chegar à frente. Sem ser preciso muito trabalho a bola regressa rápido e alto e o Porto chega fácil a zonas de perigo.




Jackson mostra que é dos pontas de lança mais completos do mundo e pica o ponto.
Acaba 3-0 e fica a ideia de um resultado mentiroso que pode anestesiar Lopetegui e fazer com que repita esta abordagem aparentemente corajosa mas que na realidade é um perigo.
Só se chega a zonas de ataque se se ultrapassar zonas intermédias. Para lá chegar são precisos apoios. Redes de proximidade entre jogadores.
Só se ataca com bola. Para ter bola é preciso recuperar porque ela não vem ter connosco.
Isto não é squash.


Análises Individuais

Fabiano:  Não teve trabalho mas mostrou que precisa de afinar o timing de saída num lance em que fica fora da jogada num desentendimento com José Angel.

Danilo: Com Jackson é o melhor jogador do Porto na 1ª parte. Compensa o decréscimo de intensidade colectivo na procura e condução de bola com o aumento da sua agressividade habitual na disputa e implicando-se nas zonas de ataque.
É o tipo de jogador analista. Ele lê o jogo como nós vemos na TV e dá à equipa aquilo que acha que lhe está a falhar.
2.º melhor jogador do Porto na tarde de hoje.

Maicon:  Parece que encontrou o parceiro certo. O estilo autoritário e mandão de Maicon casa bem com o recato e a manhosice de Indi. A jogar assim é central para 30 milhões mas é preciso que fique claro que Martins Indi teria 40% dos direitos económicos dada a segurança que lhe dá. Rico fundo.

Martins Indi: O costume. Um relógio suiço Made in Barreiro e vendido em Roterdão.
Tranquilão, cara de mau e capaz de fazer o que é preciso. Trabalho sujo ou limpo é sempre trabalho.

José Angel: A primeira parte foi um susto. Quando o árbitro apita para o intervalo todos nós pensamos que Alex Sandro é Maradona tamanha a diferença entre a qualidade de um e a tremideira de outro.
A segunda parte foi muito boa. Mostrou que também sabe ser agressivo, que tem visão de jogo, que tem passe longo, que sabe ir à linha e apoiar.
O balanço entre o mau da 1ª parte e o bom da 2ª dá-lhe um suficiente. A rever.

Casemiro:  
Lopetegui fez-lhe a ele o que Casemiro fez a Ruben Neves na passada 3ª feira com aquele passe. Armadilhou-o.
Jogou mal, esteve nervoso e faltoso mas foi obrigado a errar pela tactica de Lopetegui que isolou alguém que está a dar os primeiros passos como trinco puro e único.
Ficas sozinho e tomas conta de tudo
Aniquilou o ponto forte do Porto no ínicio da época: A transição defensiva.
Aguenta Casemiro.”
Tirou-lhe Ruben Neves e Herrera para apoio na 1ª fase de construção. “Safas-te Casemiro?”
Casemiro não tomou conta, não aguentou, nem se safou. Naquelas condições falhou ele como falhariam 80% dos 6 que o são desde o berço.
Oliver: Não o vejo com perfil para ser o Médio. Tem olhos, cabeça e talento para o ser.
Falta-lhe peso, experiência e pulmão para aguentar o peso duma equipa desequilibrada em que é ele que tem ligar os 5 de trás com os 4 da frente.
Passou a 1ª parte neste vai-vem em que tenta ser carne e peixe mas não se distingue em nenhuma das funções.
Melhora na 2ª parte com o contentamento do adversário com o 0-0 e acaba por ajudar a decidir o jogo empurrando para a baliza o rebuçado dado por Brahimi.

Brahimi: É tão forte nos duelos individuais que considero um pecado plantá-lo numa floresta de pernas. O argelino é forte mas será preferivel dar-lhe condições para resolver pós-drible (como fez no lance do golo) do que obrigá-lo a driblar pós-drible ou inverter a marcha pós-drible.
Brahimi não é um maestro. É um match winner.
A um match winner não podem ser dadas excessivas funções defensivas nem a batuta de todo o jogo ofensivo.  
Tem que estar fresco para resolver e não pode ser obrigado a acabar os jogos com as meias em baixo.
Bem aproveitado será uma mina de ouro.

Quaresma: Interventivo mas complicativo. Algumas boas combinações com Danilo, algumas tentativas de desequilibrio mas passaria ao lado do jogo não fosse a sua participação no lance que decide o jogo.
Levou as bancadas ao delirio quando sai com boa cara ao ser substituído.

Adrian:  Está na fase pré-assobio. Naquela fase em que se vê o Adrien tentando aproveitar cada apontamento para esquecer o que era suposto que fizesse.
A compaixão pré-desespero.
Do “não pode jogar a .....” passamos ao “está melhor que....”.
Foi a melhor exibição do espanhol mas ainda é muito curto para sonhar ser titular do Porto.
1ª parte cinzenta e uma 2ª parte em que se deu aos companheiros de ataque, tabelou, desmarcou, arrancou.



Jackson: Há 2 anos que o colombiano marca muitos golos mesmo jogando numa equipa que não lhe dá muitas bolas de golo. Imagino-o num Real Madrid e não sei se a Liga Espanhola acabaria com Messi e Ronaldo no topo.
Ele marca, ele segura a bola com 2 ou 3 calmeirões ao lado, ele roda, ele assiste de calcanhar.
MVP do jogo e da época até agora.


Rúben Neves: Foi mais casual do que por mérito proprio os 3 golos de rajada depois da sua entrada por Casemiro. O que melhorou com a substituição foi a diminuição dos calafrios em zona defensiva. Rúben joga melhor a 1, 2 toques que o brasileiro.

Herrera: Entra quando o Porto está a ganhar 1-0. É a melhor fase da equipa onde o jogo se parte e Herrera pode mostrar o seu lado solar (na entrada de cabeça ao poste no lance do penalti) e o seu lado lunar (quando num contra-ataque em superiodade numérica vê o lado direito livre e passa a bola para o lado esquerdo).

Quintero: Entrou com a cara amuada ao estilo Quaresma em Lille. Com a raiva que lhe estampava o rosto saca de um cruzamento de luxo para Herrera cabecear ao poste. O árbitro marca pénalti e depois de Quaresma versão Lille vemos Nani versão Alvalade.
Logo a seguir mais duas pinceladas de talento para novo golo de Jackson.
Tem que levar um apertão de Lopetegui para aprender regras de comportamento. Caras feias só quando se está a perder.
É outro match-winner. Perde para Brahimi porque dura menos e ocupa menos relvado. No arranque/mudança de direcção é intratável mas após esse momento parece que não sai do sitio e as pernas mexem muito numa passadeira de corrida.



Ficha do jogo:

FC Porto-Moreirense, 3-0 Primeira Liga, 3ª jornada Domingo, 31 Agosto 2014 - 18:00 Estádio: Dragão, Porto Assistência: 35.509 Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal). Assistentes: Rui Teixeira e Mário Dionísio. FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, José Ángel, Casemiro (Rúben Neves, 66´), Óliver Torres (Quintero, 84´), Brahimi, Ricardo Quaresma (Herrera, 75´) , Jackson Martínez, Adrián López.
Suplentes: Andrés Fernández, Ivan Marcano, Quintero , Evandro, Herrera , Ricardo, Rúben Neves. Treinador: Julen Lopetegui. MOREIRENSE: Marafona, Paulinho, Danielson, Marcelo, André Marques, Filipe Melo, André Simões, João Pedro, Arsénio (Monteiro, 76´), Alex (Cardozo, 67´), Edivaldo (Vitor Gomes, 6´). Suplentes: Gideão, Anilton, Diogo Cunha, Jorge Monteiro, Cardozo , Vítor Gomes, Gerso. Treinador: Miguel Leal. Ao intervalo: 0-0. Marcadores: Óliver Torres (70'), Jackson Martínez (82'), Jackson Martínez (87'). Disciplina: Danielson (6'), André Marques (53'), Marcelo (85').


Por: Walter Casagrande

domingo, 31 de Agosto de 2014

0 comentários Segunda liga: FC Porto B 0 - 1 Sta. Clara

#FCPortoB #Futebol #SegundaLiga


O Porto B recebeu este Domingo o Santa Clara e perdeu de forma inglória por 1 bola a 0.








Novidades no onze portista foram o regresso do lateral Rafa à titularidade e o regresso do central Reys ao eixo da defesa, fazendo dupla com Lichnovsky.







A primeira parte foi bastante equilibrada. No entanto, foram do Porto B as 2 melhores ocasiões de golo, primeiro num remate de Gonçalo Paciência para uma grande defesa do guarda redes do Santa Clara e depois num remate de Fred.

Apesar de as melhores situações terem pertencido ao Porto B, o jogo da equipa de Luis Castro não era fluido e apenas ganhava dimensão com as subidas do lateral Rafa ou com jogadas individuais dos extremos Ivo e sobretudo Fred. A falta de criatividade no meio campo foi óbvia. 
Francisco Ramos e Leandro são jogadores que dão estabilidade mas a quem falta criatividade e capacidade de rotura.

Na segunda parte, o jogo continua na mesma toada. O Porto tem a melhor oportunidade por Fred, num grande remate, mas os sectores da equipa continuam desligados e nem a entrada em jogo de um médio mais criativo, Graça, anima o futebol da equipa.

Acaba por ser o Santa Clara a marcar, num lance muito infeliz no guarda redes Kadu, depois de um livre inofensivo. Um golpe muito duro e algo injusto face ao que se passou em campo.

Mais uma derrota, esta de difícil digestão, no campeonato. No entanto, o mais importante é mesmo a evolução destes jogadores para patamares competitivos superiores.



Análise individual:

Kadu: Compromete com um frango.

Victor Garcia: Um jogo regular, sem a exuberância a que já nos habituou.

Dupla de centrais: Jogo seguro da dupla, com cortes importantes. Nos últimos minutos houve alguma descordenação.

Rafa: Melhor em campo. Capacidade de cruzamento notável. Seguro na defesa.

Tomás: Fez um jogo seguro e competente, ocupando bem o seu espaço.

Leandro: Muita luta a meio campo, mas pouca criatividade, fruto das suas características.

Francisco: Importante nos equilíbrios da equipa.

Fred: O mais irrequieto da frente. Quase marcava por duas vezes.

Ivo: Algo desinspirado, mas sempre importante no 1 contra 1.

Gonçalo Paciência: Esteve perto do golo por duas ocasiões.


Graça: Não acrescentou a criatividade necessária que é exigida a um médio ofensivo.

David Bruno: Boa entrada em campo, com um corte importante e algumas subidas interessantes.

Roniel: Pouco tempo em campo. Conseguiu ainda assim um


FICHA DE JOGO

FC Porto B-Santa Clara, 0-1
Segunda Liga, 5.ª jornada
31 de Agosto de 2014
Estádio de Pedroso

Árbitro: Pedro Vilaça (Porto)

FC PORTO B: Kadú; Victor Garcia, Reyes, Igor Lichnovsky e Rafa; Tomás Podstawski, Francisco Ramos e Leandro Silva; Frédéric, Gonçalo Paciência (cap.) e Ivo Rodrigues
Substituições: Victor Garcia por David Bruno (46m), Francisco Ramos por Graça (46m) e Ivo Rodrigues por Roniel (64m)
Não utilizados: Caio, Zé António, Leander Siemann e Pavlovski
Treinador: Luís Castro

SANTA CLARA: Serginho; Luís Dias, Amoreirinha, Accioly e Mike; Malafaia, Pacheco (cap.) e Davide; Tiago Ronaldo, Ely e Clemente
Substituições: Malafaia por Patas (73m), Davide por Nuno Silva (79m) e Tiago Ronaldo por Ruizinho (85m)
Não utilizados: Pedro Freitas, Diego Zilio, Guilherme e Materazzi
Treinador: Cláudio Braga

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Ruizinho (90m+3)
Disciplina: cartão amarelo para Clemente (14m), Francisco Ramos (38m), Ely (75m), Tiago Ronaldo (81m), Graça (82m), Luís Dias (90m), Leandro Silva (90m+3)


Por: Prodígio 

0 comentários Primeira Liga; 3ª Jorn.: FC Porto - Moreirense (Antevisão)

#FCPorto #FCPorto-Moreirense #Futebol #PrimeiraLiga






Dois jogos e outros tantos triunfos. É este o saldo do FC Porto presentemente no arranque da Liga, sendo que neste domingo recebe o Moreirense pela 18 horas (transmissão aqui), num encontro respeitante à terceira jornada, isto num fim-de-semana onde teremos duelo entre candidatos ao título e como tal o FC Porto poderá aproveitar este embate para aumentar distâncias, pelo menos em relação a um dos rivais.





O Moreirense regressou esta temporada ao convívio dos grandes, depois de uma época no segundo escalão. Contando com um plantel de qualidade e diversas soluções para todos os sectores, foi com toda a naturalidade que acabou por alcançar a subida, sagrando-se inclusive campeão da Segunda Liga após disputa intensa com a formação secundária do FC Porto.

Neste regresso ao escalão principal, as novidades começam desde logo no banco de suplentes, com Miguel Leal a assumir os destinos do clube, ele que curiosamente levou o Penafiel à subida, no entanto, optou por ingressar no conjunto de Moreira de Cónegos, que parte para este campeonato com um único objectivo, neste caso o da manutenção.

Ao fim das duas primeiras jornadas, a turma liderada por Miguel Leal regista um saldo de uma vitória e um empate, contabilizando quatro pontos, fruto de um triunfo na Choupana por uma bola a zero – golo apontado pelo paraguaio Ramón Cardozo – e um caseiro diante do Sp. Braga (0-0).

Atendendo à forma de pensar o jogo do técnico Miguel Leal – ele que privilegia uma boa organização defensiva – será expectável termos um Moreirense de contensão, optando maioritariamente pelos equilíbrios e só depois assumir uma preocupação mais ofensiva utilizando como principal recurso o contragolpe de forma a surpreender o FC Porto. Tacticamente, será de esperar uma organização com base num 4-2-3-1, passando a um 4-5-1 nos momentos defensivos, derivado ao baixar de linhas dos jogadores mais adiantados no terreno.

Dificilmente haverá novidades no onze, até pela boa resposta dada pelo colectivo até ao momento e assim sendo entre os postes surgirá o indiscutível Marafona (um dos bons guarda-redes da Liga), um quarteto defensivo interessante, contando no lado direito da defesa com o incansável Paulinho e na esquerda André Marques, dois laterais competentes nos momentos defensivos e atrevidos sempre que possível no acompanhamento ofensivo. No centro da defesa a dupla Anilton Júnior e Ricardo Nascimento foi desfeita – no caso do Anilton ainda permanece no clube – sendo substituída pelos também experientes Danielson e Marcelo Oliveira.

No sector intermédio, destacar os dois médios (Filipe Melo e André Simões), que são um verdadeiro pêndulo neste modelo de jogo e muito deste Moreirense vai depender dos seus comportamentos. Em relação aos jogadores de características mais ofensivas, não deverão igualmente existir alterações, apostando no Bolívia à frente do duplo-pivot e nas alas os irrequietos João Pedro e Arsénio – no decorrer do encontro poderá fazer troca posicional com o Bolívia – estando mais adiantado o Alex Gonçalves, que por agora leva a melhor sobre Cardozo no onze inicial.

Para o FC Porto, só o triunfo irá interessar e como tal as expectativas estarão totalmente focadas nesse propósito. Com este jogo, termina um ciclo de desafios realizados num curto espaço de tempo, sendo que na semana seguinte o campeonato será interrompido devido a compromissos de selecção.

Lista de Convocados FC Porto
Andrés Fernández e Fabiano (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, José Ángel, Evandro, Herrera, Adrián López, Ricardo, Óliver Torres e Rúben Neves.




Por: Dragão Orgulhoso

10 comentários Os Andrades

#FCPorto #Andrades #Blogues #Bluegosfera #clubecastelhano #Fóruns #FCP #OPorto #Joker








Veio-me à memória, há dias, essa figura quase mitológica, representativa dum passado quase “obscuro” do meu clube de sempre, numa identidade perdedora, jocosa, tristonha, em face de todo um percurso de vida associativa desde a sua criação até ao dealbar da democracia em Portugal, nos anos setenta, e à inversão do seu triste fatalismo desportivo sob a égide dessa figura ímpar da liderança do F.C.P., Jorge Nuno Pinto da Costa, no percurso dos anos oitenta.







E veio-me à memória, porquê? Porque passados mais de trinta anos sob a inversão desses acontecimentos que me levavam ao choro compulsivo em cada derrota do meu F.C.P. – por cada jogo presenciado a sul, na província do meu nascimento – nova prova de que essa memória, desse passado soturno de “portismo” se encontra vivo, na pena e alma de alguns portistas escreventes nesta “bluegosfera” se tornou patente a partir da leitura de um artigo num blogue azul-e-branco, e se evidenciou, uma vez mais, essa linha dura do “cinzentismo” de outrora, na crítica presente.

Não que essa crítica seja de agora, pois que desde que me conheço nestas andanças da “bluegosfera” que os sei, sempre, nessa linha demarcada do criticismo, aceso, contra esta gestão do F.C.P. Nada de novo, portanto. O que me fez ressaltar na evidência, foi a acutilância, a precisão da crítica, a forma velada da mesma, num estilo encarniçado contra aquilo que nesta senda, se propõe como “reforma” do F.C.P., em face da época desastrada do ano transacto.

A acusação frontal contra esta orientação hispânica, assumida na sua óptica, como proposta única do treinador, e assumindo que o mesmo por outorga de carta branca sem precedentes na liderança desportiva, os leva a recear o nascimento dum novo clube, sem resquícios da sua origem portuguesa, com o subsequente nascimento dum novo clube castelhano: O Futbol Club del Oporto!

Demagogias à parte, importa realçar que esta conduta, na pena dos pensadores desse blogue, ou pelo menos de alguns, não é nova. Diria mesmo que a crítica é uma constante, num blogue de indiscutível qualidade, e crítica essa que perpassa a sua própria existência quando noutros locais, a mensagem já era em tudo igual à presente. “Os Andrades” como os classifico e como alguns se auto-classificam, já o eram e sempre o foram, nessa forma de estar e pensar o F.C.P. A obra de Pinto da Costa ainda que devidamente registada é, na sua óptica, insuficiente ou enviesada. Não há bela sem senão, costuma dizer o povo e com razão, mas neste caso, não é sequer a “bela” que está em causa, senão o próprio conceito.

Não há beleza que resista a tão fortes critérios…

Esta estirpe de portistas acha-se acima de quaisquer considerandos, nem que seja o singelo respeito por uma instituição dos quais se dizem sócios ou simpatizantes. Alegam, quiçá, que acima da instituição não está ninguém e que nessa óptica a crítica ao Presidente é natural. Seria porventura, se o nome da instituição não fosse manchado nessa menção crítica e sistematicamente “bota-abaixista”. Aliás, nem sequer é de suspeitar que o teor acusatório resulte desta forma, porque se bem me lembro, um dos intervenientes desse “reflectir o portismo” não me tivesse, uma franca vez, num fórum por mim criado e sustentado em prol de uma renovada forma de “pensar” o F.C.P., enviado a seguinte pérola: “Mesmo trajado de azul-e-branco, um mouro é sempre um mouro!”…

Digamos que para esta casta, o Porto é um exclusivo seu, da sua demarcada forma de pensar e sentir, dando-se ao luxo, inclusive, não se seguindo o seu rumo programático, de o destituírem como símbolo de outros. Esta veia elitista de um determinado portismo acha-se acima de outros “pensares” que não sejam os seus. Já o eram antes de o ser. Sempre o foram! Para eles, o F.C.P. é uma reserva moral dos seus ancestrais pensamentos nesse passado “obscurantista”, perdedor e manietado. “Orgulhosamente sós”, sustentam a bandeira do “Andradismo”, como se tratasse de um puritanismo clubístico! Nisso em nada me surpreende que se sustentem na defesa dos valores da liberdade, na liberdade de dizerem o que bem lhes apraz, para nisso menosprezarem os outros, directamente, ou indirectamente, na forma como os seus valores projectados no clube, são ridicularizados.

Quem tem o Porto por seu exclusivo, quem vê nos outros os “mouros” do seu descontentamento, tão só em função do seu local de nascimento – isto de quem é filho de imigrantes não muito longínquos – não é de admirar que veja nesta política de “renascimento” portista, uma ofensa aos seus valores “integristas”, pejados dum nacionalismo bacoco e desusado. Quem vê na contratação de alguns espanhóis – quando antes o pendor nas escolhas foi de argentinos ou brasileiros – e nisso conclui que o Porto se transformou num clube castelhano, também porque o seu treinador quer maior protagonismo directivo, ou está de má fé ou é um “Andrade” empedernido…


“Os Andrades”

Não há nada que surpreenda
Neste discurso de sempre
Está tudo mal, pr’a tal gente
Qu’ao Porto propõe emenda:

Que seja um clube exclusivo
Um clube de cavalheiros!
Que sejam eles, os primeiros
A dirigi-lo, sem passivo…

Que por lá têm doutores
Filósofos e jornalistas!
Gente das maiores vistas:
Engenheiros e tradutores!

Também não faltam gestores
Nesse universo “reflectivo”
Que liquidariam o passivo
Sem sequer vender Jogadores!

São os únicos de tal gente
Uma estirpe de sangue azul!
Nele não há “mouros” do sul
Que lhes conspurquem a mente!

E constatado o integrismo
Da natureza sanguínea
Só Portugueses, na linha
Pr’a nova ordem de Portismo!

Tudo gente da região
Mesmo d’apelido estrangeiro!?
Do Alto Douro vinhateiro…
Mais qu’isso é uma invasão!

E se vieram espanhóis
É só pra limpar as retretes
Das suas “coquettes”
Que são urinóis….



Por: Joker

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

0 comentários €uromilhõ€s!

#FCPorto #LigadosCampeões #Futebol #BluePunisher


Em grande destaque esta semana no universo do FC Porto está de forma inequívoca o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Este feito é muito importante não só para as finanças do Clube como também para o seu prestígio além-fronteiras.



Aproveito para endereçar os meus parabéns aos dirigentes, atletas e equipa técnica do FC Porto por terem conseguido um dos objetivos para a presente época. Este objetivo alcançado poderá aumentar a confiança da equipa nas suas potencialidades e fazê-la estabilizar de forma a alcançar patamares exibicionais mais consistentes e permanentes.

Poderá discutir-se se o futebol apresentado no momento pelo FC Porto é suficiente para as exigências competitivas desta nova época, houveram alguns bons momentos, que deixaram um pequeno “aroma” do que esta equipa poderá ser capaz de produzir, no entanto em termos gerais apenas o setor defensivo parece estar afinado.

No entanto não deveremos ir do 8 ao 80, é necessário dar tempo ao tempo, e reconhecer que está a ser construída uma equipa nova do zero e o treinador é novo, e está ainda num processo de identificação, adaptação e aprendizagem à sua nova realidade profissional.

Parece-me que esta equipa será capaz de altos voos e de proporcionar grandes espetáculos como muitos adeptos anseiam. O potencial de crescimento é enorme, o talento está lá e não engana, as opções são mais que muitas, apenas faltará fechar o plantel com um substituto credível ao Casemiro (a crescer a olhos vistos!). Se é o holandês Jordan Clasie ou outro logo se verá.

Quanto ao jogo propriamente dito disputado no Estádio do Dragão nesta Terça-Feira frente ao Lille, o que se poderá dizer é que o FC Porto entrou bem, criou algumas oportunidades, viu novamente uma grande penalidade quando o marcador estava 0-0 ser-lhe sonegada pelo árbitro (falem-me em coincidências só penso na “mão invisível” do francês da UEFA!).

Nos primeiros 20 minutos da partida mesmo sem criar grandes oportunidades de golo o FC Porto controlava as operações e jogava bem e com confiança. Passado esse bom período a equipa desconcentrou-se e desorganizou-se e valeu o acerto defensivo ou desacerto francês no momento do último passe ou na finalização.

Por alguns minutos que pareciam nunca acabar pairaram “nuvens de dúvida” no ar, até porque a magra vantagem trazida de França poderia ser rapidamente anulada num lance mais ou menos fortuito. Na segunda parte com outra disposição e procurando de novo “a felicidade” o FC Porto entrou determinado a selar o apuramento e o “efeito Brahimi” encarregou-se do resto!

Grande jogador, grande velocidade, grande técnica, grande visão de jogo, aproveitem bem e deliciem-se com este mago argelino, porque provavelmente ficará pouco tempo no Dragão a continuar a este nível ou até ainda a níveis superiores. Para além de ter sido o “abre-latas” de serviço neste jogo com um primeiro golo importantíssimo e belíssimo, foi fundamental pelo que fez jogar e pela “alegria futebolística” com que “contagiou a equipa”. O passe mortal para Jackson que com um remate na passada aproveitou para sentenciar o encontro e a eliminatória é de mestre, ou se quiserem de mágico!

Ainda em destaque neste jogo porque uma equipa não é só um jogador, por muito bom que ele seja uma vez que o futebol é um desporto coletivo, destaque para a solidez defensiva do FC Porto com os centrais Maicon e Indi em grande plano e os laterais Alex Sandro e Danilo igualmente em muito bom plano.

Casemiro fez uma exibição muito boa e segura, e era bom que nunca precisasse de descansar, dada a falta que faz. Jackson cumpriu desferiu o seu “veneno mortal” à ponta de lança como se espera, mas fez mais do que isso, eu que sou insuspeito por elogiá-lo porque muitas vezes aqui apontei algumas situações menos agradáveis sobre este jogador. E escrevo que fez mais que cumprir, pois demonstrou que está com a cabeça no FC Porto, e espelhou entusiasmo em cada passo que deu no relvado, é um Jackson diferente e renovado que saúdo e espero que esteja para durar.

Quanto aos restantes Herrera fez uma exibição regular e segura, tendo auxiliado Casemiro nas tarefas defensivas no meio campo Portista assim como na condução da bola para o ataque, nem sempre bem mas com entrega e raça. Os “putos” Óliver e Rúben Neves estiveram “apagados” e a espaços denotaram algum nervosismo, compreende-se dado o que estava em causa. Ainda têm muito que crescer e aprender, no entanto pelo que já demonstraram, certamente serão capazes de melhorar no futuro e ser mais constantes em termos exibicionais.

Fabiano foi um senhor na baliza, apenas teve um deslize que poderia ter saído caro, mas acontece aos melhores, e se calhar o relvado molhado e por consequência bola molhada explicam aquela bola a fugir-lhe das mãos que nos causou grandes calafrios. Vá lá que resolveu rápido e bem e o lance não teve consequências negativas.

Mal posso esperar para ver o Aboubakar em ação nesta equipa, ele que poderá jogar a extremo. Imagino o potencial e “poder de fogo” que isso possibilitará à equipa, carenciada de melhorar e de ganhar identidade em termos ofensivos.

 Feita a análise do jogo virão para os cofres do Clube vários milhões de euros que são naturalmente bem-vindos, para além da Liga dos Campeões ser “a tal montra” onde todos os atletas ambicionam demonstrar o que valem, valorizando também passes de atletas com bom desempenho nesta prova. É uma competição de excelência onde estão os melhores e só os mais fortes sobrevivem.

Conhecidos os grupos sorteados na Liga dos Campeões, o grupo H onde o FC Porto calhou tendo por adversários o Atlético de Bilbau, Bate Borisov e Shakhtar Donetsk não é o mais difícil mas também não é o mais fácil entre os sorteados. Neste grupo o FC Porto tem tudo a perder, especialmente porque é claramente o favorito e equipa com maior “pedigree”, algo menos que isso no seu desempenho na prova saberá a fracasso, todos esperam não só o apuramento do FC Porto mas também que vença este grupo. Nem que seja subconscientemente!

Uma análise mais a frio identifica muitos riscos e ameaças, desde logo um Atlético de Bilbau que é uma equipa forte e personalizada sem medo de grandes jogos e grandes ambientes, há o experiente e sempre imprevisível Shakhtar Donetsk recheado de bons jogadores e um Bate Borisov que tem que ter qualidade caso contrário não estaria neste lote dos melhores.

Também há a desvantagem das longas viagens à Europa de Leste (Bielorrússia e Ucrânia) que ninguém gosta de fazer especialmente se coincidirem com o rigoroso Inverno naquele ponto do globo. E infelizmente uma deslocação com risco de segurança à Ucrânia, embora teoricamente para uma zona “segura” (Kiev) longe dos confrontos e violência que infelizmente assolam aquele país.

Resta desejar que corra tudo bem nesta fase de grupos da Liga dos Campeões e que o FC Porto entre com o pé direito aproveitando o primeiro jogo em casa contra o adversário “teoricamente” mais acessível do grupo para vencer e amealhar os primeiros três pontos. A importância de entrar a vencer nesta prova e ainda de pontuar nos jogos caseiros tem-se revelado crucial ao longo do historial de participações do FC Porto nesta prova.

Refira-se a título de curiosidade que esta será a 19ª participação nesta prova, e podemos orgulhar-nos de dizer que estamos no lote restrito de colossos europeus com tal marca, tais como Real Madrid, Barcelona e Manchester United.

Também é curioso que o desejo do nosso conhecido André Villas-Boas obteve materialização, defrontará o clube do regime na Liga dos Campeões em vez do FC Porto, aliás o grupo do recreativo de Carnide é muito interessante. Só me consigo lembrar das “manitas” e reviravoltas do mestre André ao recreativo de Carnide, permite-me pedir-te André, repete a dose! Hulk podes ir afinando a pontaria e ajustando a mira!

A Chama do Dragão é Eterna!
FCP Sempre!






 Por: BluePunisher



 

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