FC Porto 3 - 7 regime - Que mais a dizer?


 O que se pode dizer quando uma equipa oferece 3 golos ao adversário? O que se pode dizer quando permitimos que um adversário fique isolado por 3 vezes frente ao nosso guardião? O que se pode dizer quando uma equipa dispões de 6 lances de bola parada e falha todos? O que se pode dizer quando uma equipa remata por muitas dezenas de vezes mas só marca 3 golos? Quando tudo isso se conjuga só podemos acrescentar que tivemos muito demérito na forma como perdemos. E que é grave que tal aconteça...

Mas vamos ao jogo. Pavilhão cheio. 2000 adeptos portistas. Todos com vontade de ajudar a equipa, apoiá-la e vê-la ganhar frente ao nosso rival. As nossas claques presentes e sempre a cantar, uma grande "exibição". Sobretudo depois do resultado de Domingo no estádio do Dragão, era para ganhar. Afinal somos o Porto. 

Começamos com mais bola, a querer mandar no jogo. A equipa adversária estava a acumular faltas. O jogo estava renhido mas pendia para o nosso lado. Não havia golos. 

Estamos sensivelmente a meio da primeira parte e Tó Neves começa a rodar a equipa. É uma prática habitual e que faz sentido na maior parte dos jogos dar a todos os jogadores de campo metade de tempo de jogo. Contra adversários mais fortes fica a questão se mais 3 ou 4 minutos por cada parte para aqueles que estão bem em jogo fará muita diferença...

O primeiro a saltar do banco é Hélder Nunes. Bem, diga-se de passagem. É um jogador diferente, com classe, que defende bem e nunca treme... 

Pouco depois o primeiro banho de água gelada. Hélder Nunes é um interveniente por acaso. O Porto está a atacar, Hélder Nunes remata e a bola vai ao poste (foram várias as bolas aos postes). e fica na posse de um jogador dos coisinhos com via livre para seguir até à baliza de Nelson Filipe. Faz golo. Uma mistura de falta de sorte pelo destino do remate de Hélder com desatenção nossa a permitir que o jogador adversário se isolasse.

Tínhamos de reagir mas notava-se que estávamos ansiosos. Cometemos mais erros. Perdemos a bola a sair da nossa defesa uma vez. Conseguimos resolver. Falhamos a 2ª. Também não deu golo. Falhamos uma 3ª e aí o adversário aproveitou. 2 - 0. Muito mais demérito nosso que mérito adversário. A fazer lembrar domingo...

Não demoramos muito a responder a este golo. Eles marcaram ao minuto 20, nós reduzimos no vigésimo primeiro minuto. Vitor Hugo (também começou no banco), bem ao seu jeito à boca da baliza a desviar para golo. Nunca o público tinha perdido a esperança mas este golo fez-nos acreditar ainda mais. 

Todavia, novo erro defensivo e novo golo do adversário a alguns segundos do término do primeiro tempo.

Já estávamos perto do intervalo e a reviravolta tinha de ficar para a segunda parte.

Voltamos dos balneários e tínhamos de recuperar. Mas entramos feitos meninos... Em 5 minutos sofremos mais 2 golos. O resultado ficava em 1 - 5. Inacreditavel.

A nossa equipa teve o mérito de nunca baixar os braços. Tentou, tentou, tentou. Rematou muito. Mas ou rematava mal, ou tinha azar e a bola ia ao poste ou o guarda-redes adversário defendia (fez uma boa exibição). 

Erros passados voltavam a mostrar-se. Entre cartões azuis e faltas (10ª, 15ª e 20ª) dispusemos de 6 lances de bola parada, fosse penaltis ou livres directos. 6! Falhamos todos! Falhou Reinaldo, falhou Caio, Falhou Hélder Nunes, falhou Rafa. Todos, uns atrás dos outros foram desperdiçados. É uma lacuna já vista. Num jogo pode-se falhar situações destas. Até é admissivel que num dia mau se falhem todas as chances deste tipo. Quando é uma falha já muitas vezes vista não é apenas azar... Falta de qualidade dos marcadores também não é de certeza. Urge resolver rapidamente este defito ou ainda podemos vir a sofrer (mais ainda) com isto. Importa dizer que os coisinhos tiveram 4 oportunidades e marcaram duas vezes. Eficácia muito diferente e revelador da importância destes lances. Tivéssemos nós tido a mesma eficácia e seria um jogo bem diferente. 

Hélder Nunes num dos seus remates de longe reduziu para 2 - 5 a 15 minutos do fim. Ainda era possivel e o Dragãozinho acreditava. A 5 minutos do fim o 3 - 5...

Esforço infrutífero. Após o 3 - 5 mais 2 golos sofridos (já com Edo na baliza que esteve bem).

No final 3 - 7. Um soco que doeu. Detestamos perder. Não admitimos perder contra estes. Perdemos, no espaço de uma semana, em duas modalidades e ambas em nossa casa. Não pode e não vai acontecer mais... Nas duas situações deixamos o rival afastar-se...

O jogo terminou e assistimos ao melhor da noite. O público do Dragãozinho continuava a cantar. Não deixamos de acreditar no título e semana após semana mostraremos isso. Esta equipa recebeu um voto de confiança. Merecido. Que faça por o aproveitar...

O próximo jogo é já este domingo. Recebemos o Paço D'arcos às 15h30. Não é necessário dizer que a vitória é essencial...



FICHA DE JOGO 

FC PORTO FIDELIDADE-BENFICA, 3-7
Campeonato Nacional, 11.ª jornada
17 de Dezembro de 2014
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 1.974 espectadores

Árbitros: Paulo Rainha (Minho) e Luís Peixoto (Lisboa)

FC PORTO FIDELIDADE: Nélson Filipe (g.r.), Pedro Moreira, Ricardo Barreiros, Caio e Jorge Silva
Jogaram ainda: Hélder Nunes (1), Rafa, Vítor Hugo (1), Reinaldo Ventura (cap.) e Edo Bosch (g.r.)
Treinador: Tó Neves

BENFICA: Guillem Trabal (g.r.), Valter Neves (cap.) (1, p.b.), Esteban Abalos, João Rodrigues e Carlos López (1)
Jogaram ainda: Carlos Nicolia (4), Diogo Rafael (2) e Tiago Rafae
Treinador: Pedro Nunes

Ao intervalo: 1-3
Marcadores: Carlos Nicolia (15m, 25m, 28m e 50m), Diogo Rafael (20m e 48m), Vítor Hugo (21m), Carlos López (26m), Hélder Nunes (35m) e Valter Neves (p.b., 45m)
Disciplina: cartão azul a Jorge Silva (28m e 50m), Carlos Nicolia (34m) e Esteban Abalos (44m)


 Por: Paulinho Santos








quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Posted by Tribuna Portista

13ª Jorn: FC Porto 0 - 2 benfica - Muy, muy, muy tontos


A conferência de imprensa de Lopetegui no pós-derrota deu a entender que ele já percebeu o que implica treinar o Porto.

Depois da derrota com o Sporting ficou a ideia que estava a leste.


Depois de algumas brincadeiras adrianescas fiquei com a sensação que o projecto era o farol e que o jogo um pormenor.

Ontem senti-lhe no rosto e no peso das palavras a dor portista de uma derrota destas.

Espero que tenha aprendido com mais esta lição. Já começa a ser tempo.

Haverá, porventura, que escalpelizar o jogo de ontem e perceber porque perdemos mas a sensação com que ontem saímos do Dragão é a de que, apesar de raro, é possível perder jogos daqueles.

Lopetegui prepara o jogo melhor do que Jorge Jesus. Com aquele esquema táctico podemos ganhar 5,6 ou 7 jogos em 10.

Jorge Jesus vai pelo kamikaze. Joga como se não tivesse um defesa central trintão, óptimo no posicionamento mas curto na velocidade.

Joga como se não tivesse pela frente o jogador mais rápido da 1ª Liga e dá-lhe 40 metros nas costas.

À excepção de Maxi que ainda vai correndo, toda a defesa do Benfica era lenta em termos absolutos e mais lenta em termos relativos.

Lopetegui vai pela memória. O trio de meio-campo mais rodado. O trio de avançados com mais desequilíbrio estrutural. A defesa que dá mais segurança.

Os primeiros 15 minutos demonstram que um Benfica assim não pode disputar jogos com grau de exigência elevado. Como vimos na Champions.

Logo ao minuto 1 e na penúltima vez que Tello é servido fica claro para Lopetegui, para Jorge Jesus e para o mundo a diferença entre uma bicicleta e uma mota de 500 c.c.

Entre o minuto 1 e minuto 15 as cavalgadas sucedem-se. Oliver, Brahimi invadem a área do Benfica com velocidade. Bastava uma desmarcação, uma bola nas costas.

Ficou claro para o mundo todo qual era o mapa da mina.

Ficou claro para o mundo todo que o Porto tinha uma vantagem competitiva crucial num jogo em que o adversário apostava em defender alto. Éramos mais rápidos.

Parecia evidente qual iria ser o desfecho do jogo.

O adversário sugestionou-nos e nós aproveitávamos.

Se o jogo replicasse o engate o minuto 15 fazia antever o óbvio.

Como se acabássemos de estacionar o carro à porta de casa do alvo do engate à meia-noite e nos perguntassem:
Queres subir para beber qualquer coisa?

Era assim que estávamos no minuto 15. O adversário disponível, o caminho fácil e o sucesso à vista.

Bastava explorar as costas do Luisão, as pernas do Tello, a mudança de velocidade do Herrera.

Perante a evidência da superioridade e a eminência do sucesso o Porto respondeu:
E se ficasse para outro dia? Combinávamos um jantar ou um cinema e depois víamos!”

E a partir do minuto 15, o Porto engonhou.

Não subiu.




Vejam as 320 piruetas totalmente inconsequentes do Brahimi como o “depois víamos”.

O Porto não consegue fazer uma jogada veloz que apanhe o adversário desprevenido se o argelino entra no negócio.

Ele para, aconchega-se com o bafo do Maxi, vira para um lado, vira para o outro e engana-o.

De seguida volta a parar como se tivesse com uma capa nas mãos e um touro pela frente. Sofre uma falta, cai e o público protesta.

Entretanto Salvio já teve 10 segundos para vir à ajuda, Luisão já deu 3 passos atrás, 5 passos ao lado e teve tempo para apertar os cordões das chuteiras e Enzo e Samaris já trocaram 5 frases com Jorge Jesus para saber onde se posicionar.

Quando não era Alex Sandro que carregava o testemunho pela esquerda foi isto que tivemos desde o minuto 15.

Só atacamos pela esquerda e quem lá morava era um verdadeiro empata. Nem fazia nem saía de cima.

Quando a bola não estava nos pés do argelino - que não sabe o que é um Porto-Benfica nem o que deve ser um jogador à Porto - circulava pelo eixo central do Porto perante uma pressão encarnada que apenas queria condicionar.

Muita gente subida mas praticamente zero tentativas de roubo efectivo. Havia tempo para jogar longo para a direita ou até para o meio. Arrebentar de vez com um Benfica kamikaze e sem pernas para acompanhar as transições que o Porto quisesse fazer.

Não se tentou. O Porto jogou do minuto 15 em diante como se não tivesse existido o período até ao minuto 15.
Pegamos no carro e fizemos o percurso normal de todas as noites como se não tivéssemos acabado de recusar um convite para subir.

Não sei se isto é ser MUY MUY MUY SUPERIOR ou MUY MUY MUY TONTO.

Mesmo com toda esta delicadeza o Porto foi sempre melhor. Mesmo tentando jogar o jogo que o Benfica kamikaze gostava que jogássemos fomos mais fortes.

Ganhamos 75% dos duelos individuais, fomos agressivos na disputa de bola e mesmo deixando de chegar com a facilidade dos primeiros 15 minutos ficou sempre a sensação que só o Porto podia marcar.

Foi sempre assim até que o Benfica vê a sua chance num lançamento da linha lateral.

Sobe tudo! Quando o Benfica tem um lançamento de linha lateral agarra-se a esse momento para tentar fazer alguma coisa de um jogo que não lhes estava a dar a possibilidade de fazer nada.

A diferença de atitude perante a competição é gritante.

De um lado uma equipa que leva a outra ao tapete em 15 minutos e depois a deixa levantar, poupa André Almeida (se estivesse o Mats Magnussen a defesa esquerdo tinha feito uma grande exibição), ajuda Luisão a jogar de andarilho e poupa as costas de Julio César.

É para engatar mas com classe e como manda o figurino. No modelo treinado desde Julho.

Se subir na 1ª noite a vitória é filosoficamente menos valiosa.

Do outro, uma equipa que investe com tudo o que tem num lançamento de linha lateral porque têm a noção de como é difícil conquistá-lo.

Aqui não há estéticas de conquistas. Qual 1ª noite, qual quê.

Se o adversário estiver a dormir na forma e não se aperceber melhor ainda. Dá mais gozo tirar vantagem de passarinhos.

Ao minuto 38 o futebol foi justo. JUSTO. MUY MUY MUY JUSTO!

Justo, porque premiou quem está mais preocupado com o resultado do que com a forma.

Quem encontra a forma e não se aproveita dela é porque secundariza o resultado.

Quem não vê forma de e faz de cada migalha uma bênção que não se pode desperdiçar merece o sucesso.

A equipa com mais futebol até ao minuto 38 estava a perder. Perdia justamente.

A equipa com jogadores mais capazes e mais agressivos até ao minuto 38 estava a perder. Justamente.

A equipa que tinha sido melhor preparada tacticamente perdia. Justamente.

É verdade que o futebol é um dos poucos desportos em que quem é muito superior pode perder.

É também verdade que o futebol é o único desporto em que uma equipa que se mostre muito inferior pode ganhar com justiça.

Para isso basta que a equipa adversária seja MUY MUY MUY TONTA.

A 2ª parte tem menos história. O Benfica baixa o bloco e aproveitando-se da obrigatoriedade do Porto ter que arriscar consegue chegar 2 vezes à baliza de Fabiano. Numa delas Talisca tem o espaço para rematar e a intervenção infeliz de Fabiano dá o 2-0.

Lopetegui mexe. Herrera sai bem mas deixa ficar o Homem das 300 piruetas em campo. Se no relógio faltavam 35 minutos mantendo este Brahimi em campo acabávamos de nos roubar mais uns 6 ou 7 em que os 50.000 do Dragão se entreteriam a contar quantas vezes Brahimi rodaria a anca até que Maxi lhe desse um suave toque no tornozelo.

Em alternativa, esperar-se-ia que Quintero devolvesse a vida a Tello e fizesse despertar André Almeida de um sono lindo com o título:  “Com adversários destes qualquer um é defesa esquerdo.”

Apareceu Quaresma que agitou o jogo de tal forma que ficou sempre a sensação que bastaria um golo. O Porto deixou de gastar tanto tempo nas trocas de bola Indi, Marcano, Fabiano, Indi, Marcano, Indi, Marcano…… e deu menos palco à dupla Brahimi roda/ Maxi toca e foi o suficiente.
Suficiente para encostar novamente o Benfica às cordas e criar oportunidades de golo flagrantes que Jackson veio a desperdiçar.

Jogadores mais capazes, treinador menos kamikaze, melhor qualidade de jogo, maior agressividade na disputa pela bola.

Tivemos tudo o que é preciso para ganhar um jogo de futebol e perdemos.

A importância da filosofia perante a competição é tramada.

Nós rejeitamos convites para subir. Eles violam-nos quando estamos a dormir.

MUY MUY MUY TONTOS!




Análises Individuais:

Fabiano - Fez a pior exibição desde que ganhou a titularidade. A pior exibição no pior jogo para a fazer. 
No primeiro golo é um protagonista do espirito “deixa-me ver no que isto vai dar” que deu no golo do Lima.
No 2.º golo faz-se mal à bola e permite um ressalto num rematezinho do Talisca.
Com um Fabiano a um nível normal o 0-2 poderia ter sido um 2-0. Este pensamento é grave.
Grave, para ele.

Danilo – Outro réu no lance capital do jogo. A forma de defesa das bolas paradas que Lopetegui pratica transforma os jogadores mais em espectadores do que actores.
Quem controla o espaço ataca o espaço sempre que a bola ou o adversário o invade. É actor.
Quem controla o homem tem olho e meio no opositor e apenas meio na bola. O espirito do “eu controlo o meu e tu controla o teu” ajuda a que a bola tenha caminhado das mãos de Maxi até Lima sem que nenhum jogador do Porto se tenha metido no meio.
Todos controlaram bem o seu. A bola é que não era de ninguém.
Danilo não controla o seu e é responsável. No resto da partida foi o Danilo habitual. O único que serviu Tello, capaz de controlar Gaitan e actor principal nos laivos de revolta face ao marasmo das 300 triangulações Fabiano, Indi, Marcano e das 850 gingas de corpo de Brahimi.
Na meia hora final formou uma ala direita com Quaresma que tirou dos lençois André Almeida.

Alex Sandro – Bom jogo. Os laterais do Porto tinham como responsabilidade marcar os melhores jogadores do Benfica e conseguiram, em cima disso, carrilar o jogo pela ala.
Se tirarmos o minuto 1 da jogada Danilo e Alex fizeram mais pelo ataque do Porto do que Tello e Brahimi. Revelador.

Martins Indi – O melhor central do Porto foi feito para estes jogos e não nos enganou. Patrão, inteligente e capaz de ler o jogo. Fez com Marcano uma dupla segura que quando Casemiro não conseguia tratava de matar 90% das tentativas de ataque do Benfica.
Este trabalho acaba por ser traído no 2.º golo quando coloca Lima em jogo. No 1.º Bruno Martins Indi estava com o seu. Pena que lhe demos uma responsabilidade tão pequena (estar apenas com o seu) em lances tão decisivos.
Tem limitações a jogar com o pé direito mas como sabe reconhece-las não tenta fazer aquilo que não sabe.

Marcano – Limpou todas as bolas aéreas que pingavam no 1.º terço do terreno. Fez cortes in extremis que salvaram o Porto de momentos complicados. Meteu o pé e ganhou quase sempre. Se Fabiano não teve trabalho isso deve-se em grande parte à dupla de centrais que o protegeu sempre e que não merecia aquela traição.

Casemiro - Jackson tentou mas…..Brahimi só atrapalhou, Tello não esteve e Herrera foi errático. Os 4 da frente estiveram abaixo do que valiam mas o Porto fez um jogo melhor do que o Benfica. Foi mais perigoso e protegeu Fabiano.
Como se compatibilizam estas 2 realidades? Mandar, atacar mais e defender bem com os 4 jogadores mais ofensivos fora do jogo?
Explica-se muito por Casemiro. Quando depois dos 15 minutos o jogo fica a ser disputado apenas na zona do grande círculo e passa a ser mais de luta do que outra coisa.
Oliver esteve muito bem mas é um peso pluma. Casemiro foi o chefe. O jogador que mostrou os pitons, que atacou cada bola como se dela dependesse o resultado e o líder que o meio-campo do Porto precisava para dominar um jogo sem que os atacantes mostrassem serviço.
Durante todo o jogo quem carregou o peso do jogo em força bruta foi o trio de brasileiros. Oliver ajudava a equipa a respirar mas foi Casemiro que carregou a botija de oxigénio.
No lance do 2.º golo não está onde deveria porque foi fazer a obrigatória dobra ao lado esquerdo quando Salvio caminhava pela direita e Alex e Tello ficaram para trás.
Grande jogo! Se os 4 da frente tivessem jogado metade de Casemiro outro galo cantaria.

Oliver - Até à chegada de Quaresma foi a única luz da equipa. Ele queria subir depois de estacionar mas a equipa não o deixou.
Foi claramente prejudicado por jogar demasiado perto de Brahimi. Se tem completado o trio com Danilo e Tello desconfio que o Benfica ficava a jogar com 10 antes do intervalo.
Muito bom na pressão fez uma dupla com Casemiro que se mostrou mais capaz do que Samaris e Enzo na guerra pela bola e na capacidade de sair a jogar.
Pena que cada invenção, cada passe, cada ameaça de desmarcação tivessem sido terraplanadas pelo génio da lâmpada de Brahimi que quando tinha a bola dava 3 desejos a Maxi e companhia. Cada desejo parava o jogo 3 segundos.
Cada ataque do Porto deu 9 segundos ao Benfica para viver.
Oliver é fundamental no Porto seja qual for o estilo de jogo. Tem futebol, tem intensidade e tem inteligência. É preciso é dar-lhe par para dançar.

Herrera – Se o Porto jogar como nos primeiros 15 minutos Herrera encaixa que nem uma luva.
Se o Porto se entrega ou quer entregar em labirintos de passes curtos e tabelas perfumadas esqueçam o Mexicano. Nesse capítulo Herrera só se pode destacar na luta pela posse porque quando em posse a falta de tempo, espaço e metros para correr culminará no erro.
Depois dos 15 minutos Herrera construiu quase zero e defendeu pior que Talisca.
A cereja em cima do bolo da má exibição é a forma passiva como dobra Casemiro no lance do 2.º golo.

Brahimi – Uma vergonha.
Os 50000 do Dragão compraram bilhete para ver o Porto-Benfica.
Os 50000 do Dragão não compraram bilhete para ver o trapezista do Circo Chen.
A mais absoluta falta de noção do que é um Porto-Benfica e da importância que isso tem para nós.

Tello – Teria tudo para levar André Almeida e/ou Maxi à loucura. O jogo do Porto começaria a ser ganho por aqui.
Não foi porque nunca mais lhe deram bola. Só uma vez é que Danilo faz um mau passe ao qual Tello responde com uma má arrancada. Um mau passe e um mau arranque e quem ganhou a bola em velocidade foi….Tello.
Não lhe deram jogo e deram-lhe livres para marcar. Incrível. Foi dia de Circo Chen.
A responsabilidade de Tello era a de não se conformar com a ditadura circense em que se transformou o ataque do Porto. Tem que se dar ao jogo. Procurar o que não lhe dão.
Assim, Tello foi uma inexistência presente.

Jackson  – O menos responsável do trio da frente pela fraca exibição. O jogo estava a ser ganho lá atrás com o Chefe Casemiro e o fiel Oliver. Sucede. que tirando o lance em  que Julio Cesar segura o remate frontal nunca mais foi servido até à entrada de Quaresma.
Quando tal sucedeu Jackson mostrou o perigo que podia ter sido. Não faz um bom jogo mas ele é jogador de futebol e não um artista de circo.

Quaresma – Faz o que Tello não faz. Procurar o jogo e não se conformar se o jogo não o procura.
Faz o que Brahimi costuma fazer. Agarrar-se à bola. A vantagem é que Quaresma entrou com a noção que o seu objectivo era contribuir para a bola entrar na baliza e não o de apenas esconder a bola de André Almeida até ser derrubado em falta.
O melhor jogador do ataque do Porto e aquele que deu gasolina à equipa para acreditar que era sempre possível virar aquele resultado.

Quintero – A melhoria pela entrada de Quintero foi ténue. Chefe Casemiro e Oliver continuaram a aguentar as pontas mas o colombiano não foi capaz de mexer com o jogo ao nível de Quaresma. Procura demasiadas vezes a sociedade com Jackson.
Já toda a gente se apercebeu disso.

Aboubakar – Entrou no desespero. Ajudou a desestabilizar a defesa encarnada e a libertar Jackson no assalto final.
Ficou a ideia que entrou demasiado tarde.


Ficha de Jogo:

FC Porto 0-2 benfica
Primeira Liga, 13ª jornada
Domingo, 14 Dezembro 2014 - 20:00
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 48.109


Árbitro: Jorge Sousa (Porto).
Assistentes: Álvaro Mesquita e Nuno Manso.
4º Árbitro: Cosme Machado.


FC Porto: Fabiano, Danilo, Martins Indi, Marcano, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Óliver Torres, Tello, Jackson Martínez, Brahimi.
Suplentes: Andrés Fernández, Maicon, Quaresma (58' Tello), Quintero (58' Herrera), Reyes, Evandro, Aboubakar
(77' Alex Sandro).
Treinador: Julen Lopetegui.

Visitantes: Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, André Almeida, Salvio, Samaris, Enzo Pérez, Gaitán, Talisca, Lima.
Suplentes: Artur, Derley, Ola John (80' Talisca), Jonas, Pizzi (90+4' Salvio), Benito, César (76' Luisão).
Treinador: Jorge Jesus.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Lima (36' e 55').
Disciplina: André Almeida (2'), Danilo (12'), Enzo Pérez (38'), Gaitán (47'), Casemiro (54'), Samaris (87').


Por: Walter Casagrande


A jornada das modalidades



Hóquei - FC Porto 9 - 1 Vendrell

Devido a dificuldades com as ligações aéreas, o jogo da 4ª jornada da Liga Europeia, realizou-se apenas no domingo de manhã. 

A nossa equipa venceu como esperado e carimbou assim a qualificação para os quartos de final. basta um ponto contra o Valdagno na próxima jornada e o 1º lugar fica igualmente garantido. 

Pese o total dominio da nossa equipa ao longo de todo o jogo foi a equipa visitante a inaugurar o marcador. Foi logo nos primeiros minutos do jogo.

O Porto dominava e tinha o controlo do jogo. Rematava mais e ia criando chances. Era uma questão de tempo até podermos festejar. O empate surgiu aos 10 minutos por Vitor Hugo após assistência de Hélder Nunes. No minuto seguinte o próprio  Hélder Nunes colocava-nos em vantagem pela primeira vez no jogo. 

Ainda marcaríamos mais um antes do intervalo, pelo inevitável Jorge Silva, num golo de belo efeito.

A segunda parte foi ainda melhor para o nosso emblema. Reinaldo Ventura fez 2 golos com poucos minutos de diferença e colocou o resultado em 5 -1. Nesta altura já Edo Bosch tinha assumido a baliza e já tinha defendido um penalti.

Barreiros, Rafa e  Caio (de livre directo a punir um azul de David Martinez)  marcaram respectivamente o 6º, 7º e 8º golos. Tudo no espaço de 2 minutos. O segundo golo da manhã de Jorge Silva fechou o marcador e colocou o resultado nuns pesados 9 - 1.

Segue-se agora o campeonato com a recepção aos coisinhos. A vontade de os vencer é maior que nunca...

FICHA DE JOGO 

FC PORTO FIDELIDADE-VENDRELL, 9-1
Liga Europeia, grupo D, 4.ª jornada
14 de Dezembro de 2014
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 512 espectadores

Árbitros: Alessandro da Prato e Alessandro Eccelsi (Itália)

FC PORTO FIDELIDADE: Nélson Filipe (g.r.); Hélder Nunes (1), Rafa (1), Vítor Hugo (1) e Reinaldo Ventura (cap., 2)
Jogaram ainda: Edo Bosch (g.r.), Pedro Moreira, Caio (1), Jorge Silva (2) e Ricardo Barreiros (1)
Treinador: Tó Neves

VENDRELL: Guillem Fox (g.r.); Jordi Creus, Jordi Ferrer, Eloi Mitjans e Sergi Miras (1)
Jogaram ainda: Lluis Ferrer (cap.), Davi Martínez e Aleix Cid
Treinador: Pedro Alvarez

Ao intervalo: 3-1
Marcadores: Sergi Miras (3m), Vítor Hugo (10m), Hélder Nunes (11m), Jorge Silva (16m e 43m), Reinaldo Ventura (32m e 37m), Ricardo Barreiros (40m), Rafa (41m) e Caio (41m)
Disciplina: cartão azul a David Martínez (41m)





Basquetebol - Dragon Force 76 - 39 Sangalhos

Mais uma jornada, mais uma vitória expressiva. Esta frase resume o que tem sido a campanha da nossa equipa de basquetebol. 8 jornadas disputadas, 8 vitórias. ùnica equipa invencivel.

A vitima desta semana foi a equipa do Sangalhos, o penúltimo classificado da Proliga. Não se esperavam dificuldades de maior e de facto a resistência da equipa forasteira durou apenas o 1º período. E estamos a ser simpáticos quando falamos de resistência pois já vencíamos por 18 -10.

No segundo período foi o descolar definitivo. Apenas 5 pontos sofridos durante esses 10 minutos. Miguel Queiroz dominava nas tabelas e Ferran Ventura estava com a mão quante nos lançamentos longos. André Bessa também estava a ser o base que qualquer equipa necessita, a comandar o ataque e a marcar também. Com tanta supremacia o resultado ao intervalo de 41 - 15 não surpreendia ninguém...

A segunda parte foi mais do mesmo. Supremacia dos comandados de Moncho Lopez. O resultado final de 76 - 39 é revelador o suficiente. 

Precisam de subir um nível, esta Proliga é já demasiado "fácil" para uma evolução capaz desta equipa...


Equipa e marcadores:

João Ribeiro (6), André Bessa (15), João Grosso (7), Miguel Queiroz (10), Pedro Figueiredo (3), João Gallina (1), Ferrán Ventura (11), Pedro Bastos (9), João Fernandes (6), João Torrie (1), António Monteiro (5) e João Lucas (2). 




Andebol - FC Porto 40 - 23 Sp. Horta

A nossa equipa de Andebol continua na senda dos recordes. Depois de ultrapassarem a melhor sequência inicial na jornada passada, juntaram mais uma vitória a engrossar o número de jogos a vencer. Disputadas que estão 14 jornadas, segumos 100% vitoriosos.

A equipa açoriana nunca mostrou argumentos para discutir o jogo e aos 7 minutos já tínhamos uma vantagem de 7 golos. Alguns golos foram de belo efeito, com destaque para o 6 - 0 marcado por Mick Schubert. 

Depois deste inicio a margem manteve-se uns minutos nos 6/7 golos de diferença até ao intervalo. No final dos 30 minutos o resultado era de 19-12. 

A segunda parte teve como principal ponto de interesse a rotação feita por Obradovic. O nosso técnico aproveitou a supremacia da nossa equipa para dar descanso a uns e tempo de jogo a outros. Temos plantel para o fazer e manter o nível. A equipa açoriana, com muito menos banco, não consegue e as diferenças ainda se acentuaram mais no 2º tempo. 

Assim, sem surpresa, a distância foi crescendo até aos finais 40 -23 com quase toda a equipa a inscrever o seu nome na lista de marcadores.

Destaques individuais para as 20 defesas de Quintana, para a eficácia de Alexis (como tem crescido a finalizar!), os bonitos golos de Schubert e os 7 golos de Gilberto.

Na próxima jornada visitaremos o Águas Santas. O jogo é na 4ª feira. No sábado, supertaça contra o Sporting. 


FICHA DE JOGO 

FC PORTO-SPORTING DA HORTA, 40-23
Andebol 1, 14.ª jornada
13 de Dezembro de 2014
Dragão Caixa, no Porto

Árbitros: Vânia Sá e Marta Sá

FC PORTO: Alfredo Quintana (g.r.); Gilberto Duarte (7), João Ferraz (2), Daymaro Salina (4), Ricardo Moreira (4), Alexis Borges (6) e Mick Schubert (4).
Jogaram ainda: David Sousa (g.r.); Edgar Landim (2), Yoel Morales (2), Miguel Martins, Nuno Gonçalves, Hugo Santos (3), Nuno Roque (4) e Wesley Freitas (2)
Treinador: Ljubomir Obradovic

SPORTING DA HORTA: Juan Pasarin (g.r.); Yosdany Ballard, André Cardoso, Reifer Novoa (6), Rui Barreto (2), Yuriy Kostetskyy (6) e Afonso Almeida (4)
Jogaram ainda: Tiago Rodrigues (1), Bruno Castro (1), Nelson Pina (1), Nuno Silva, Inácio Carmo e Paulo Contente
Treinador: Filipe Duque

Ao intervalo: 19-12




 Por: Paulinho Santos
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Posted by Tribuna Portista

13ª Jornada: FC Porto - benfica (Missão depenar a águia).



Domingo todas as atenções estarão viradas para o Estádio do Dragão, com o FC Porto a receber o Benfica, num encontro de grandes emoções (discussão no decorrer e depois do jogo aqui)

Decorridas 12 jornadas, a equipa orientada por Jorge Jesus ocupa a primeira posição do campeonato, contabilizando 10 vitórias, um empate e uma derrota, contando com o melhor ataque da competição até ao momento (28 golos), enquanto o FC Porto apresenta-se como a defesa menos batida do campeonato e mesmo em termos de golos marcados, está apenas a um golo dos encarnados.

Em termos pontuais, FC Porto e Benfica estão separados por três pontos, como tal, um triunfo do FC Porto permite aos comandados de Julen Lopetegui igualar o adversário no topo do campeonato. O Benfica vem de um triunfo na Liga por 3-0 diante do Belenenses, numa vitória que começou a ser construída somente a partir dos 64 minutos através do brasileiro Lima, cabendo os restantes tentos aos argentinos Enzo e Salvio.

Tal como o FC Porto, o Benfica esteve envolvido a meio da semana em deveres europeus e em virtude da sua situação estar resolvida, o técnico do Benfica optou igualmente por rodar praticamente todo o plantel, dando oportunidade a jogadores menos utilizados, para assim apresentar-se na máxima força nesta deslocação ao Dragão.

O Benfica dispensa qualquer apresentação na sua forma de jogar, apresentando dinâmicas com bola muito forte, colocando sempre inúmeros jogadores em zonas próximas de finalização, face ao posicionamento colectivo da equipa, fazendo com que grande parte dos jogos do campeonato consiga exercer um domínio forte sobre os seus adversários. No entanto, como em tudo, existem lacunas a serem devidamente exploradas pela nossa equipa e perante equipas da qualidade do FC Porto, naturalmente o Benfica terá outro rigor na profundidade que é colocada a nível ofensivo, já que proporcionando desequilíbrios na sua organização defensiva, só facilitaria a nossa equipa, que é igualmente competente nas saídas para o ataque.

Fiel ao seu 4-4-2, Jorge Jesus não deverá proceder a muitas alterações no onze (isto comparado com a equipa que iniciou o desafio com o Belenenses), existindo somente uma dúvida na frente de ataque. No jogo com o Belenenses optou pela inclusão do Talisca nas costas do Jonas, contudo, após a entrada de Lima a equipa melhorou o seu processo ofensivo e apesar de estar longe da sua melhor forma, não seria de todo estranhar uma aposta inicial na dupla Lima e Jonas, se bem que o Talisca será sempre um candidato real ao onze e atendendo às escolhas do seu treinador, o normal será manter um lugar na equipa inicial, partilhando depois o ataque com o Lima ou o Jonas.

Nas restantes posições nada de novo, incluindo a utilização do André Almeida no lado esquerdo da defesa, já que o lateral Eliseu continua a recuperar de lesão.

Mais do que nunca é imperial vencer, para desta feita regressar à liderança do campeonato e marcar uma posição de domínio em relação ao maior opositor que o FC Porto tem pela frente na Liga. Para este desafio, o médio Rúben Neves estará ausente devido a lesão – chegou-se a temer uma paragem prolongada – entrando Reyes, passando a ser alternativa ao brasileiro Casemiro, que deverá recuperar a tempo da lesão contraída recentemente.

Comparativamente ao onze lançado em Coimbra, além da saída do Rúben Neves por troca com Casemiro, a única dúvida prende-se no eixo da defesa, sobre quem irá formar dupla com o intocável Martins Indi. Atendendo que o espanhol Marcano ultimamente vem igualmente tendo maiores oportunidades não é de todo descartar essa opção, no entanto, Maicon deverá estar em vantagem na luta por um lugar na equipa inicial.

Lista de 20 convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Reyes, Evandro, Herrera, Adrián López, Ricardo Pereira, Alex Sandro, Óliver Torres e Aboubakar.


A palavra do Mister:

"Foi uma semana normal, com um jogo de Champions. Depois dessa partida, trabalhámos com a intensidade e paixão que um jogo como este merecem. Já me disseram o que representa esta partida; é um clássico, um dos grandes jogos do futebol mundial, vividos sempre com muita paixão e emoção"

"É sempre importante vencer e conquistar os três pontos. É isso que procuramos em todos os jogos, reconhecendo que este é mais importante pela paixão e intensidade. Estamos conscientes da importância deste jogo"


Acima de tudo…vencer!!!

Por: Dragão Orgulhoso
sábado, 13 de dezembro de 2014
Posted by Tribuna Portista

Segunda Liga, 19.ª jornada: SPORTING B-FC PORTO B, 2-1

Medíocre. Assim se pode definir a exibição do Porto B na visita ao terreno do Sporting B.


O resultado final, foi uma vitória da equipa de João de Deus por 2 bolas a 1. No entanto, esse resultado não espelha o que se passou em campo.

Não que o Sporting B tenha jogado muito bem, a equipa de Lisboa limitou-se a tapar o buraco que o Porto B abriu para si próprio.

Sem empréstimos da equipa principal e com muito talento a ganhar raízes no banco, foi uma equipa desgarrada e tacticamente confusa a que entrou em campo.

E foi (mais uma vez) no meio campo que esteve a chave do desaire. Com 3 jogadores de perfil semelhante (Leandro, Francisco e Tiago) faltaram duas coisas vitais ao Porto B: a criatividade de um médio ofensivo e o posicionamento e equilíbrio de um trinco.

Estas duas questões fundamentais facilitaram e de que maneira a vida ao Sporting B que, por um lado, conseguia travar as iniciativas previsíveis do Porto e, por outro lado, conseguia colocar com frequência jogadores nas costas de Leandro (o trinco só de nome) que depois tinham auto estradas até à baliza portista.

O único jogador que conseguiu dar alguma vida ao jogo portista foi Tiago Rodrigues, mas de facto era difícil fazer mais no meio do caos táctico. 
Francisco Ramos foi um homem a menos e pareceu nem tocar na bola durante o jogo.

Para agravar estes problemas, Kayembe a jogar como lateral esquerdo pareceu sempre completamente desposicionado.

No ataque Ivo lutava sozinho contra tudo e contra todos, com Gonçalo a parecer pesado e André Silva completamente fora do jogo e encostado a uma ala. Em boa verdade, a bola raramente chegou ao ataque nas mínimas condições.

A excepção da 1ª parte foi um lance de golo anulado para o Porto B, em que Gonçalo surge a finalizar, mas é assinalada falta (a repetição não é clara).

Já o Sporting marcou de forma natural 2 golos. Os dois muito semelhantes, a mostrarem falhas no posicionamento de Leandro e Kayembe. 
O Sporting poderia ainda ter marcado mais 2 golos na 1ª parte.

No 2º tempo, Leandro saiu para a entrada do extremo Fred e o Porto B ficou a jogar com 2 médios lado a lado. Melhorias? Nenhumas. Porque os 2 principais problemas já referidos, continuaram a existir.

Só com a entrada de Pité o Porto B melhora e a bola começa a chegar mais vezes à frente. No entanto, o Sporting B já estava nesta fase confortável no jogo e completamente fechado atrás.

O Porto B acaba por ter 2 oportunidades de golo, uma por Ivo, outra por Fred, mas o golo só chega mesmo no final através de uma grande penalidade convertida por Ivo.

Fica na memória um jogo muito pobre do Porto B, que se apresenta para este jogo sem qualquer identidade e organização, com opções técnicas muito discutíveis. Assim, a vitória do Sporting B é inteiramente justa.

Análise individual:

Kadu: Largou muitas bolas, pareceu nervoso.

Victor Garcia: Em má forma. Lento. Nada acrescentou.

Lichnovsky: Uma finta de zona proibida podia ter tido graves consequências.

Diego Carlos: Uma exibição regular.

Kayembe: Foi um festival de horrores na defesa, no ataque ajudou embora algo trapalhão.

Leandro: De trinco não tem nada. Sempre mal posicionado.

Francisco Ramos: Tocou na bola?

Tiago Rodrigues: O menos mau do meio campo. Tentou lutar contra a maré já que é o médio com melhores pés dos que se encontravam em campo.

André Silva: Perdido do jogo numa posição que não é a sua.

Ivo: O melhor no ataque. Lutou muito e tentou os lances individuais já que da equipa nada saía.

Gonçalo: Regressou de uma lesão e ainda parece pesado. A bola raramente lhe chegou bem.


Fred: Entrou com vontade, mas não estava nele a solução. Acabou a lateral direito.

Pité: A equipa melhorou com a sua entrada. Sobretudo porque é um jogador mais criativo e que sabe segurar a bola em zonas mais avançadas.

Roniel: Já pouco havia a fazer.


Nota paralela: Onde pára Pavlovski? Que sempre mostrou qualidade e potencial, mas nem sequer é convocado para esta equipa B. Um caso insólito no mínimo.


FICHA DE JOGO

SPORTING B-FC PORTO B, 2-1
Segunda Liga, 19.ª jornada
13 de Dezembro de 2014
Academia de Alcochete

Árbitro: Tiago Martins (Lisboa)

SPORTING B: Luís Ribeiro; Riquicho, Tobias Figueiredo, Nuno Reis e Mica Pinto (cap.); Iuri Medeiros, Wallyson e Gauld; Dramé, Cissé e Sacko
Substituições: Dramé por Gelson Martins (63m), Cissé por Enoh (74m) e Gauld por Fokobo (84m)
Não utilizados: Guilherme Oliveira, Samba, Chaby e Daniel Podence
Treinador: João de Deus

FC PORTO B: Kadú; Víctor García, Diego Carlos, Lichnovsky e Kayembe; Leandro Silva, Tiago Rodrigues e Francisco Ramos; Ivo Rodrigues, André Silva e Gonçalo Paciência (cap.)
Substituições: Leandro Silva por Frédéric (46m), André Silva por Pité (62m) e Víctor García por Roniel (79m)
Não utilizados: Caio, David Bruno, Rafa e Tomás Podstawski
Treinador: Luís Castro

Ao intervalo: 2-0
Marcadores: Cissé (25m), Sakho (45m) e Ivo Rodrigues (90m+5, pen.)
Disciplina: cartão amarelo a Dramé (21m), Cissé (24m), Leandro Silva (33m), Wallyson (40m), Ivo Rodrigues (42m), Víctor García (69m), Tiago Rodrigues (80m), Iuri Medeiros (85m), Nuno Reis (90m+3); cartão vermelho a Riquicho (90m+4)

Por: Prodígio 


No tempo dos Calabotes…

#benfica #Sporting #Joker

No tempo dos Calabotes
A vida corria bem…
Tudo amava, amén!
A família e os lingotes!

O bom chefe-de-família
Só gostava do tinto
E do benfica, não minto
Era Toda uma homilia!

Tudo ficava em casa
Na harmonia do lar
E c’o benfic’a ganhar
Podia bater-se a asa!

E se n’algum ano pior
O benfica não ganhava
Era Fátima que faltava
Na sua crença d’amor!

Ou então o Calabote
Que não send’o proficiente
Não marcava, o indolente
O penálti como mote!

Pois em sete golos
Apenas marcara quatro!
E um sofrera, já transacto
Num cruzamento aos molhos!

E um jogador que marcara
Até era simpatizante
Mas saltara adiante
Mal a boca lhe tocara…

E sem-querer…
Afinal marcar’o golo!?…
Bem o queria repô-lo
Não foss’o clube perder!…

Esse golo foi fatal
Pois apesar dos minutos
Qu’ao que consta foram muitos…
Tudo permaneceu igual…

E o Gama, já desfeito
Por não ser campeão
Ele que da CUF era então…
Um guarda-redes perfeito!

E nessa conjugação
De factores e resultados
O Palmeiro, vê como culpados…
Apenas o segundo guardião!

Que ao substituir o Gama
Evitou uns quantos golos!
Que de frangos, soube opô-los
Pr’a não ter a mesma fama!

E nada de grave ocorreu
Nesse tempo do regime
Onde pensar era crime
E o Benfica tod’o céu!

Por isso hoje o que passa
É que o clube batoteiro
Foi o Porto, o primeiro
Nesse processo por graça!

É que antes não havia
Um Procurador à deriva
E a Justiça productiva
Bem sabia a quem servia…

Era um tempo saudoso
Ond’a ordem era assente
Nesse pilar-presidente!
E o crime, não culposo…

Não existia corrupção
Nem trocas de favores!
Corruptos ou corruptores
Era obra de ficção!

Por isso s’o Calabote
Fosse corrupto, ladrão!
Era a Justiça, d’então
Qu’o tirava do pote!

E ao ser irradiado
Mais não se confirmou
S’ele alguém ajudou
Não foi por ser encarnado!

Foi por então estar míope
E favorecer o vermelho…
Qu’o seguro morreu de velho:
Como ao Regime, o clube!



Por: Joker

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