Justiça de Fafe

Não rima!


Foi a gota d'água...
Já não tenho verbo!
Isto é um inferno
De raiva...

Foi-s'o desejo
De defender o clube,
No melhor que soube,
No "Tejo"...

Vão mas é mamar,
Quem isto permite!
Já não dou palpite,
Por dar...

Vou bater c'a porta
E mudar de vida, 
S'a época é perdida...
Que m'importa!?

Pode ser o Xistra,
O Capela, o Ferreira,
S'a época inteira, 
Está vista!

E não há mais verbo
Vindo desta pena,
Qu'a SAD é plena 
De cérebro!

Têm muita voz 
Ainda que calada,
E mais uma jornada 
Tão sós...

Qu'o "Dragões Diário"
É suficiente,
E não precisa de mais gente 
No erário...

E quem sou eu
Pr'a me preocupar,
Se quem o vai ganhar...
Venceu!?

Está sempr'a ganhar
Mesmo quando perde,
E quem dá nist'a verve, 
Não dar?!

Vão mas é mamar
Qu'o Porto morreu!
E quem pois sou eu
Pr'a criticar?!

Não, não sou ninguém,
Pr'a estar a sofrer,
E s'o Porto perder...
Amén!

Deu-me alegrias
Que não vou esquecer,
Mas sempr'a perder...
Poesias?

Vou fazer de conta
Que sou do benfica,
Qu'isto me fica 
De monta!

E assim no festejo
Do tri-campeonato,
Dar isso de barato, 
No bocejo...

Fazer-me de parvo...
Que não é comigo!
Num registo antigo 
Que largo...

Já não sou do Porto,
Virei Lisboeta...
E com esta peta,
Me curvo!

Viv'o Regime,
É noss'a vitória!
Não há maior glória...
Sublime!!

E c'os foguetes
Que não penso ouvir,
Vou poder dormir 
Por meses...

E se ressuscitar 
Numa outra vida,
Quero-a vivida, 
Sem lutar...

E se aderir 
A qualquer causa, 
Que sej´a da casa,
A que mais convir!

Não vou defender
Mais causas perdidas, 
E desperdiçar vidas 
Sem querer...

Nascer c'a sina 
De ser portista aqui, 
Par'o que nasci...
Não rima!!!

Abraço e até sempre!!

Joker

segunda-feira, 7 de março de 2016
Posted by Tribuna Portista

O atual e o futuro FCP





O atual e o futuro FCP

Como portista convicto e incondicional que me prezo de ser, como será imperioso e óbvio e à boa maneira de Jacques de la Palisse, quero sempre que a minha equipa ganhe, independentemente de a mesma estar a passar por um bom ou mau momento de forma.

Durante um longo período de anos todos nós portistas de gema, estávamos habituados aos êxitos quase sistemáticos do nosso clube, aproveitando alguma incúria e má gestão desportiva dos nossos tradicionais rivais da 2ª circular, e por outro lado, é bom que se diga, beneficiando do valor do plantel da nossa equipa que não dava hipóteses aos nossos adversários, pois eramos de facto muito superiores em toda a linha desportiva. O problema é que ao que transparece pelo menos nos dois últimos anos, o FCP deixou de ser aquela equipa a que todos estávamos habituados, uma equipa bem estruturada em termos da construção do seu plantel, bem dirigida por uma equipa técnica competente, e por último, com capacidade de liderança e de gestão no futebol indígena.

Ao invés, os nossos adversários e rivais perceberam o que estava errado na sua gestão desportiva, e passaram da teoria à prática com relativa expressão de êxitos mediáticos, deixando o FCP numa situação desportiva a que já não estávamos habituados há muito tempo, e que muitos de nós ainda hoje não aceitamos nem nos conformamos por não sermos campeões há dois anos seguidos. 

E mais uma vez o problema é que a história desportiva nos indica que não há nem pode haver vencedores perpétuos, mas sim, ciclos de maior ou menor hegemonia desportiva, o que obrigará o nosso clube a breve trecho, a preparar-se de novo para superar a hegemonia do Terreiro do Paço, se quiser voltar à liderança do panorama desportivo em Portugal, mas para isso, para além de uma boa gestão desportiva, uma escolha criteriosa do seu plantel, uma excelente equipa técnica bem enquadrada com os pergaminhos do clube, terá também de saber usar de uma forma quase perfeita os milhões que todos os anos gasta na aquisição de novos reforços.

Para isso na minha ótica, precisa de apostar em dois ou três jogadores de inegável categoria internacional, que venham a ser mais-valias para o clube no imediato em termos internos, e num futuro próximo em possíveis transferências de que tanto temos necessidade para colmatar problemas de tesouraria, filosofia desportiva de gestão de recursos humanos que o FCP sempre soube com mestria executar.

Neste sentido, há que ter a coragem de dizer olhos nos olhos, que um clube que tem capacidade financeira para contratar e apostar 20 milhões de euros num jogador como Imbula, também deverá, ou melhor dizendo, terá toda a obrigação de se apetrechar de pelo menos um jogador de área de inegável qualidade, o que na minha ótica não acontece no atual plantel do FCP, pois na minha opinião, e oxalá que me engane, por muita vontade e raça que jogadores como Aboubakar, Suk e Marega possam patentear em campo, não me conseguem convencer de todo, deixando órfão uma posição no terreno extremamente importante e capital, e que sempre esteve bem servida ao longo dos últimos anos no FCP.

Mas para que isto se concretize é preciso capacidade financeira e boa gestão desportiva, e essencialmente na opção de compra de novos reforços, que deverão ser escolhidos através de pinças cirúrgicas para não voltarmos a cometer alguns erros de casting, ou então, mas vale enveredar pela aposta da formação, pois não é por acaso que a equipa B se encontra com todo o mérito em primeiro lugar da segunda liga portuguesa.

Há de facto na equipa B jogadores de inegável qualidade que se lhe derem as mesmas oportunidades, não tenho dúvida alguma que poderão ser os nossos futuros reforços, sem termos de gastar quantias elevadas em contratações de risco, e o filão está mesmo ali ao nosso dispor e sem custos avultados para o clube, jogadores como Vitor Garcia, Chidozie, Francisco Ramos, Tomás, Graça, André Silva, Ismael e Gleison, a que podemos juntar mais alguns que temos emprestados e que já demonstraram que têm categoria para jogar no FCP, Raúl Godiño, Diego Reyes, Rafa, Leandro Silva, Mikel, Quintero, Otávio, Ivo Rodrigues, Gonçalo Paciência, Ricardo Pereira entre outros.


Não seria pois descabido de todo em termos de comparação entre o binómio, qualidade / vencimento, por exemplo, trocar jogadores como José Angel por Rafa, trocar Cassillas por Raúl Godiño ou até adquirir João Miguel do V. Guimarães, fazer regressar jogadores como Otávio e Quintero, já que continuamos a estar carecidos de jogadores para a posição que os dois costumam ocupar no terreno e que há muito tempo andamos à procura, e ao mesmo tempo fazer regressar ao seio da nossa equipa jogadores com o rótulo e o carisma que sempre foi apanágio no clube de, “ Jogadores à Porto”, para não continuarmos a ver com a braçadeira de capitão no braço, jogadores que antigamente era uma situação impensável acontecer no seio da equipa do FCP, pelo carisma e portismo que o clube patenteava e fazia cumprir com rigor.

Por: Natachas


sexta-feira, 4 de março de 2016
Posted by Tribuna Portista

FORA-DA-LEI


Vão todos de cana
Na escola do crime,
E há quem os ensine
Que não têm mama!

Pois qu'os corruptos
São sempre os demais,
E qu'eles são naturais
Impolutos!

Sejam presidentes
Ou outros "directores",
Quantos infractores
Estão nisto inocentes?

Vão pr'ó xelindró
Mas só depois da queda,
Qu'o benfica "nega"
Qu'a culpa morra só...

E ver nisto relação
Duma escola antiga,
E qu'o benfica siga
A ser a Instituição!?

Só prova qu'o regime
É nisto coerente,
Pois tod'o "inocente"
Vem desta escola do crime!

E mesmo havendo droga
Ali à porta,
Isso qu'importa
Em tanta prova?

E nesse tráfico
De tais divisas,
Quantas são precisas
Pr'o processo geográfico?

E não há escutas
Dum qualquer ladrão,
A dar à instituição
Mais qu'as "trutas"?

Tanto bandido
Ali na escola,
Qu'o pobre da esmola
Está nisso ofendido!

Não há um indício
Em tal quadrilha,
Qu'a quinta maravilha
Sej'o benfica sem vício?

O Veiga, o Damásio,
O Vale e Azevedo...
Quem tem nisto medo
De levar um balázio?

Tanta junta prova,
De crime organizado,
E nem um jogo comprado;
Nem uma puta nova?

Sem café ou fruta,
Eles fazem negócio!
E s'o benfica é sócio,
De quem é a culpa?

Não há nisto nexo,
Dr.ª Morgado?
Nem um "apito dourado"
Em tod'o este complexo?

Pois já sei qu'a culpa
Tem que se provada,
E jornada após jornada,
Não lhe dá pr'a escuta?

Tanta podridão,
Em tais dirigentes...
E tantos jogos quentes
Sem meter a mão?

Não há associação,
Diz-nos a Doutora,
Porque antes como agora
Val'a presunção

Qu'o benfica é grande,
Maior qu'a nação;
E dar voz de prisão
A quem nisto...mande?

E se na Boa-hora
Houve criminoso,
É hoje "glorioso"
Porque está cá FORA!

:-)

Por: JOKER

quinta-feira, 3 de março de 2016
Posted by Tribuna Portista

“VELHO DO RESTELO"?

Fiz-me a ver o Porto
No seu jog’a sul,
Noutro estádio azul,
De Lisboa horto…

No alto do Restelo
De vista sobr’o Tejo,
Ainda lá me vejo,
A esse Porto, a vê-lo!

Tantos e bons jogos
De Dragão em riste,
Mais feliz que triste
Nesses resultados….

E no alinhamento
Das duas equipas,
Aquela das riscas
Er’o meu equipamento!

E nessa homenagem
Ao saudoso Pepe,
Qu’o Porto repete
Sobr’a sua imagem

Via-me a pensar
Sobr’o simbolismo,
Desse meu “baptismo”
Nesse mesmo lugar!

O lugar da partida
Dessas “descobertas”,
Nas portas abertas
Da minha própria vida…

Quando menino
Junto a Belém,
Vi mais além
O meu destino…

E quanta alegria
Por esse Argelino,
De toque “assassino”
Na sua estreia!

Vindo do “Matra”,
Via Paris,
Lavrando a giz
A sua marca!

De campeão
Por essa Europa,
No calcanhar da sua bota
Contr’o Alemão!

Pois nessa imagem
Ali junto ao Tejo,
Ainda o vejo
Nesta viagem…

D’uma vida
A ver o meu Porto,
Qu’hoje quer-se pronto
Pr’a nova partida!

E ser no Restelo
O ponto de viragem,
Pr’a nova viagem
Pr’a outro paralelo!

E passar o Cabo
Deste Bojador,
Qu’o Adamastor
Do meu menoscabo…

Quase de mim faz
“Velho do Restelo”,
Qu’o meu pesadelo
Faz volt’a atrás…

E por lá vislumbro
Anos de penúria,
Que depois da luxúria,
O Porto está moribundo!

E nisto a História
Lá me desmentir,
E o Porto ressurgir
Em plena glória!

E abrir o planeta
À sua re-descoberta,
E numa ilha deserta,
O caminho da “Pimenta”!

E novos anos dourados
Me descubram “velho”,
Mas nunca vermelho,
Em tais tons cismados!

E poder voltar
De novo ao Restelo,
Já não como “velho”,
Mas pr’a exultar!

C’a mesma emoção
Desse meu passado,
De brasão abençoado
No azul (e  branco) d’então!


:-)


Por: Joker




domingo, 28 de fevereiro de 2016
Posted by Tribuna Portista

TAP

Tenho na TAP
A minha vida,
Qu’é coisa antiga
Desd’o “bivaque”…

Quando lá cheguei
Era rapaz,
Deixando para trás
O desporto-rei!

Queria ostentar
O símbolo azul,
Que por ser do sul…
Não podia amar!

Eu que jogava
Nas captações,
Ostentand’os calções
De quem amava!

E nisso negavam,
Que não estava certo,
Que vivendo perto,
O Porto mostravam!?

E nesses campos
Ver um portista,
A dar-se à vista
No meio de tantos!?

Qu’o sintoma
De ser diferente,
Ao largo de tanta gente
Doutro “idioma”

Fez-me sentir
Tal sensação,
Qu’uma nação
Pr’a existir

Tem que ser una
E transversal,
E em Portugal
Há pois alguma?

Se só na capital
Tudo se centra,
Tem-se por isenta
Na escolha plural?

E estando a Empresa
No caldo público,
Não sou o único
A senti-la presa…

A esta investida
De concentração,
Pois tod’a nação
Nela é servida!

E se Lisboa
É esse centro,
Não há mais movimento
Que nisto voa?

E hoje s’ostento
Com tal denodo,
De Portugal, o escudo,
A cem por cento!

Sei qu’a nação
Não é Lisboa,
E s’a TAP voa
Por vocação

É por Portugal
E sua diáspora,
E não se basta
Em outra igual!

E se da Portela
Saem aviões,
Que mais conotações
Tem a TAP nela?

E s’ali sediada
Nesse aeroporto,
Pode do Porto
Ser afastada?

Não há razão,
Creio saber,
A TAP morrer
Pela privatização…

Pois qu’o serviço
Serve aos portugueses,
E demais fregueses
No espaço luso…

Tenho na TAP
A minha vida,
Muito vivida…
Por um quase…craque!?

:-)


Por: Joker


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Posted by Tribuna Portista

DURA REALIDADE

Quanta saudade
Dum Porto europeu!
E o burro sou eu
Por não ver a verdade…

No qu’esta equipa
Nos deixa d’esperança,
Não tenho lembrança
De tão fraca tripa…

Sem ponta de brio
Ou vontade acesa,
Já falt’a nobreza
Ao Porto pé-frio…

Jogar c’o Varela,
C’o Angel, José?
Quem tem nisto fé
S’entr’o Marega?

Ai, quanta saudade
Do estádio ao rubro,
Vencendo com tudo,
Qualquer contrariedade!!

E nesta gestão
Entrámos em jogo,
Refreand’o fogo
Dum fraco dragão….

Eu sei qu’a culpa
Não morre solteira,
Pois a grande asneira
Tem outra desculpa…

Qu’estamos sem chama,
Há muito qu’o sinto,
Peseiro, não minto,
S’a crença engana…

E o nosso ADN,
Qu’é feito dele?
Só o Danilo, por ele,
É o homem do leme!

Aquilo que via
Ao longo das eras,
São hoje quimeras,
De barriga vazia…

O Porto Europeu!
Ai, quanta saudade…
Da minha mocidade,
Ja foi, quem o viu?

Sentir o tremor
No correr do jogo…
No que hoje é novo
Sentir o torpor!?

Não ter o nervoso
À flor da pele,
E sentir-me, na vez dele,
Preguiçoso…

Não há afectação
Na disputa incerta,
Na porta entreaberta
Da eliminação…

E nesse arrastar
Dum jogo sem história,
Ter da nossa glória
Outro tempo e lugar….

E nessa sensação,
Por absorto,
Onde foi o meu Porto,
Em tal competição?

A culpa é do Lope,
Nesta triste despedida,
S’uma equipa já partida,
Sofre por mote?

E se hoje temos
Uma ténue esperança,
Vem-nos da lembrança
De que já fomos plenos!

Mas ver os alemães
A brincar c’a bola…
E numa carambola
Andarmos aos papeis

Deixa-me incerto
Sobre esse futuro,
Que só um Porto maduro
Não morrerá d’aperto…

Reza esta saudade,
Como fortuna lusa…
Qu’a minha alma está confusa
Com esta realidade!?…

Por: Joker


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Posted by Tribuna Portista

IMPOSTURA

Foto do blogue Tomo III

Pródigas em repastos
Andam as notícias,
Que fazem as delícias
Dos gostos faustos!

Qu’o jantar
Negado em Fafe,
Tem o destaque
Sobr’o outro lugar…

Em Campo D’Ourique,
Junto ao Mercado,
O futebol “falado”
Joga-se na SIC,

E no Correio
Por porta-voz,
Pelo “Berlioz”
Octávio Ribeiro!

Qu’o Mr. Burns
Enjeita em trio,
Servindo bem frio:
Fiddle while Rome Burns!

Uma opereta
De soltato en buffa,
Que quando s’a escuta,
Já se sab'a letra!

Qu’as encomendas
Ali ao Bello,
Sabem-nas no prelo
Ao sabor das vendas…

Qu’as “ameaças”
Ali ao Ferreira,
Fazem fogueira
De belas brasas!

Mas no libretto
De tal enredo,
Sabe-se qu’o medo
Não vem do careto!

Mas dessa claque
Que ilegal,
Não tem igual
Em qualquer ataque!

Qu’o dig’o Proença
E os seus dentes;
Qu’eles “inocentes”,
Tiveram sentença!

Ou do assassínio
Dum infeliz adepto,
Qu’estava “perto”
De semelhante ninho…

Que por tradição
Têm carta branca,
Vendendo-a na banca
Da Instituição…

Qu’a porta 18
Estando escancarada,
Não estava ligada
Do clube ao Magoito!

E sem relação
No crime de tráfico,
Como vem sendo hábito,
Não há acusação!

Qu’o “motorista”
Não era funcionário,
E só se servia do armário
Como “prestamista”!

E no carro da SAD
Não se vê qualquer nexo,
Tão só um um complexo
Do benfica LAB!…

E mudando o prato
Das nomeações,
Não há confusões
No triunvirato?

Sabendo da notícia
Daquele Conselho,
O Pereira está velho
De tod’a sevícia…

Qu’a outra dupla (de)
“Velhos” do Conselho,
Não metem bedelho
Na escolha adulta!

E em “rebelião”
Nisto s’abstêm,
Pois nisso não têm
mão!

Qu’o velho Conselheiro
Está feito déspota,
Porque tud’o que presta
Não está em primeiro…

E nisso até desce
De divisão,
Qu’um homem de mão
Pr’a ele não cresce!!

Qu’o Ferreira Nunes
Dá-lhes c’a “Nota”,
Pois que à batota
Eles são imunes!

E s’o “avaliador”
É da Académica,
Que prova cénica
Se tem do Andor?

O que ele posta
No facebook,
Que não há look
No que ele gosta!

É p’lo benfica
Que marca “golo”,
Pois qu’é parolo
No que classifica!

Mas não é tolo
Na preferência,
Qu’isto é ciência,
Mas não é dolo!!

Qu’os corruptos
Foram os outros,
Qu’estes marotos,
São nisto astutos!

E toda prova
Se fez no final,
Qu’em Portugal
Tudo s’inova!

E s’o processo
Não deu em nada,
Nada s’apaga
P’lo progresso!

E isso motiva
Estes artistas,
A darem nas vistas
P’la intriga!

Que da notícia
Eles são donos,
E quantos adornos
São prova fictícia?

E quem acredita
Pois em tal gente,
Mesmo ali à frente
Urdindo a trica?

Qu’o 4º poder
É o da comunicação,
E não há intrusão
De qualquer “saber”?

E nisto s’engole
O que lá publicam?
Quantos o compram
Sem auto-controle?

Não te creias
Em tudo o que se lê,
Qu’o “slb”
O fez a meias!?

E esse contexto
Serv’ao Regime,
Pois qu’isso oprime
Todo esse “resto”…

Que não aceita
O “Status Quo”,
E que sem recuo
Lut'a desfeita!

Qu’isso ao Regime
Não lhe convém,
E quem não diz Amém,
Faz disso crime!

E ao ver a parte
Já pelo todo…
Faz dele “tolo”
Por estar em “Marte”!

E como louco
És conspirativo!
Falta-te o crivo
Do povo amorfo…

E iss’a que serve
Em terra franca?
Manda quem manda,
E o resto é verve!

Pois na leitura
Do dia-a-dia,
Lá quem diria
Ser impostura?

Por: Joker


CALDO ENTORNADO


Do Esquiça, a taberna,
Tem na vitela petisco,
E o ambiente promíscuo
No zurzir de caserna

Lá lhe advém da fama
De servir com consciência,
Com total beneficência
De prato, banho e cama!

Pois no bem servir
Está o seu segredo,
E lá ninguém tem medo
Do que se possa ouvir…

Pois quem é honrado
No que ali se presta,
Não passa de bestial a besta
P’lo caldo entornado…

E por mais qu’evidente
Que se not’o roubo,
(Que por lá nem é novo,
De tão frequente!)

Tem-se por tranquilo
O dono da tasca,
Mesmo qu’esteja à rasca
P’la fama do filho…

Pois que da costela
Sobressai o vínculo,
E ele só serve tinto
De mistela…

Qu’ali por Fafe
Não há outro igual,
E não serve mal
O glorioso staff!

Seja a pedido
Ou no prato-do-dia,
Quem não o saberia
Já com(et)ido?

Pato à Ferreira!
Que especialidade!
E que liberalidade
Em tal garrafeira!

E tudo bêbado
P’lo carrascão,
Já mete a mão,
Depois do dedo…

Que comensal
Ali por Fafe,
Que só por gaffe
Não há voucher igual!

Qu’a Catedral
Perto do Esquiça,
É da mula riça!
De tal tão frugal…

Servir à grande
Igual ao Ferreira?
Nem em Paços ou Moreira,
Há quem o desmande!

E comer à farta
Como lá se quer?
Venha quem vier
Qu’o Ferreira (é) marca!

Que não deixa crédito
Lá por mão alheia…
Pois nist’o Ferreira
Tem mérito!

É duma previsão
Nos seus cozinhados,
Que só aos convidados
Se dá por escanção…

Pois a quem chegar
Que seja de fora,
Já não se demora
A servir manjar!

Qu’ele fecha cedo
A sua cozinha,
E quem adivinha
Qu’estava com medo!?

Que chamou a polícia
Ali à taberna,
Pois passar a perna,
Dá notícia!

E vendo clientes
Que não são da cor,
A querer o “andor”
Em tais pratos quentes…

Sentiu-se acossado
E em insegurança,
E lá pediu temperança
P’lo caldo entornado…

E vendo coacção
Por não ter serviço,
Acabou sumiço
Como qualquer ladrão…

E na segurança
Da guarda privada,
Segue mais uma jornada
De pura confiança…

Vai outro cozinheiro
Agora a Belém,
Que não há mais ninguém
Que saiba de fumeiro!

Que pois d’enchidos
O Capela é pródigo,
E por sentido lógico
Já estamos comidos…

E depois é vê-lo
A encher chouriços,
E a bulir serviços
Que se negam sê-lo!

Que s’Os Pasteis
Abrirem as pernas,
Como há umas semanas…
Lá serão mais seis!

Mas se cozinharem
A coisa bem feita,
O Capela ajeita
Modo de ganharem….

E ao ver o Tiago
Ali p’lo Berço…
P’lo sporting rezo,
Qu’o almoço está pago!!

Por: Joker

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Posted by Tribuna Portista

REMONTADA


De remontada, Lope!
Fue un vendaval,
Casi un chavascal
Y un nuevo golpe!

Pero, nos salvamos,
En un juego de locos,
No sufrimos pocos,
Si mas los marcamos!?

Y al pueblo les gusta
A ese nuevo toque,
Y al Peseiro, Lope,
Nada ya l’assusta!

Defender pues mal
Ya está acostumbrado,
Y al resultado
Si le da igual!

Lo qu’intéressa
Es el espectáculo,
Y se salir intacto
Nada más se lesa!

Si que fuiste tu
A pedir el Suk,
Nada mas qu’un “truque”
Para tu juego cru!

Y ahora provado
Qu’el niño no vale,
Todo se queda igual
S’el coreano es dado?

Es todo incompetencia
Pues su pasaje,
En esta mensaje
No ay sapiencia?

Todo un juego vital
En una remontada,
Jornada pos jornada,
Y no ay nada de mal?

Es asi la vida
De l’entrenador:
Lo ganador
y el suicida!

Son las pitonisas
Que te dan la suerte:
La vida o muerte…
Y mas surpresas!

Que ya se nota
Pues el su dedo:
No tiene medo
De la derrota!!

Ay en eso valor
Por ousadia,
Y quien diria
El Oporto estar mejor!?

Y mismo incierto
Tener su garbo!
E verse el “morbo”
Por estar “desierto”!

Y en el placer
De ver jugar,
Mismo sin ganar…
Mismo a sufrir!?

Es el fascínio
De la remontada!
Y en cada jugada
Perder el domínio…

Mas tener seguro
Que todo s’entrega,
Y que en la refrega
El Oporto ser duro!

Y vivir la raza
Como campéon!
Y que no hay dragón
Que no bata l’asa!

Y asi de pié
Salir a vibrar,
Y conseguir ganar
En un vibrante Olé!

Es pura pasión
A la portuguesa,
Sin mayor subtileza,
Mas con corazón!

Tu eres latino
Y si que sabes,
Que no ay entraves
Al nuestro destino!

Y al de José
Es ser audaz,
Y tu no fuiste capaz
De mantenerte en pié!

Pues así observa
Como son las carpas;
No les gusta empatas,
Mas si a Minerva!

Y en la paz y guerra
Prefieren a los audaces,
Que se fueren capaces
Dominaran a la Terra….

:-)


Por: Joker

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Posted by Tribuna Portista

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