segunda-feira, 14 de maio de 2018

Nero, AVE(S)!


Já arde Alvalade
Em chamas verde-rubras,
E Nero come uvas
Em conformidade...!?

E já mont'o anfiteatro
Pr'a crucificação,
Pr'a Jesus pedir perdão
Antes do primeiro acto...

E vai-se a taça
De Roma e Pavia,
Pois que Nero nunca perdia
Na raça...

E já arde Roma
E Alvalade,
E quanta saudade
De Gomorra e Sodoma!

Que ficando em brasa
E muitas cinzas,
Deus teve mais pinças
Qu'o Nero na sua casa!

Deita tud'a arder
O Nero verde,
E não sobra uma parede
De mau perder...

Já arde Jesus
E meio plantel,
E ai de quem mão assumir o papel
Da avestruz!!

É logo queimado
Nas labaredas,
Qu'o Nero deitou fogo às veredas
Do resultado!!

E queimando já 20 milhões
Nero hipoteca o seu erário,
Porqu'o Império
Não vai à Liga dos Campeões...

Mas c'o perdão
Do Novo banco,
O Império nunca estará manco
Na competição!

E até se pode queimar
Um qualquer patrício,
Convocando tão só um comicio
Pr'a s'o livrar!?

E assim pedir meças
À guarda pretoriana,
Pr'a esperar mais uma semana
Antes d'o lançar às tochas!!

E convocar
Tod'os leões,
Pr'a no circo comerem os peões
Que não querem jogar!!

Viva Nero,
O Nero verde!
E o "mundo" arde
No seu mando, posso e quero!!

E jaz Alvalade
Com'a Subura,
Porque Nero perdura
Na contemporaneidade!

E o Império Romano
Jaz em Alvalade...
Nero, AVE(s)!
Até pr'o ano...

Joker


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