segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sucesso

#Joker #Porto #Benfica
 

Aqui há um século
Havia miséria
De cuja bactéria
Se morria de Tifo…

O povo vivia
Em cidades lúgubres
(Milhares de tugúrios)
De barriga vazia…

A sobrevivência
Er’a nosso projecto
Qu’ao analfabeto
Não servi’a ciência!

Pois noventa por cento
Desta nação
Não sabi’a lição
Exclusiva do Convento!

E a imigração
Do campo à cidade
Subi’a mortandade
Por propagação…

Tod’um cenário
De doença e pobreza
C’o crime por certeza
Como um ideário!

A qu’a política
Tinha dado por mote
No Ultimato torpe
À nação por vítima!

Que sendo liberal
Se tornou extremista
Tomado o realista
Por alvo natural…

E do regicídio
Visámos a República
C’a dívida pública
Já era um suicidio!

E à nova República
Sobraram as doenças
Em muitas parecenças
Nessa vaga famélica…

E não havendo Rei
Elegeu-se o Presidente!
Vivendo-se à tangente
Segundo a Lei…

Mas nessa “liberdade”
Qu’a poucos lhe servia
Não morreu a ideologia
E a criminalidade…

Por isso outro “monarca”
Foi morto p’lo “Sinédrio”
Deixando em Sidónio
A sua marca…

E da “República velha”
Chegamos ao “Estado Novo”
Qu’o travo deste povo
É ser “ovelha”!

Mas não por ser negra
Qu’é espécie muito rara
Qu’isto de dar a cara
Não é a regra!

Pois traz consequências
De natureza agreste
E o povo só resiste
Às emergências…

E disto me translado
Ao mundo do futebol
Qu’é do mesmo rol
E do mesmo fado!

Por não ter ‘sperança
No nosso “orgulho”…
Porquê tanto barulho
Na falta de liderança?

É do nosso fatalismo
Qu’os homens são mortais!
Não há pois, dois iguais
No nosso seguidismo!

É hora de mudar
Que perdemos direcção!
No espelho da nação
Podemos continuar?

Pois que tenho dito
Sobre este tema!
Já tenh’o meu anátema…
Ao Porto, já não grito!

Vou deixar correr
As derrotas ou vitórias…
Acabam-se-me as estórias!
Não tenho qu’as escrever!

Por isso vos saúdo
Neste meu último poema
Pois qu’a este tema
Não volto, nem lh’aludo!

A escrita não progride
E o tema já s’esgota!
Qu’a rima já denota
Qu’o Português agride!

Pois aqui me cesso
Na escrita, no poema…
Do Porto foi o lema
E só nisso, sucesso…

Obrigado, e até sempre! ;-)

Por: Joker
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