domingo, 11 de janeiro de 2015

Primeira Liga, 16ª jorn.: FC PORTO 3 - 0 CF OS BELENENSES

 
 
O Futebol Clube do Porto conseguiu este Sábado mais uma vitória para o campeonato ao receber e vencer o Belenenses por três bolas a zero.

Este jogo tinha algumas premissas interessantes. O Porto apresentava-se sem Alex Sandro (castigado) e Brahimi (na CAN), mas finalmente com um meio campo que parece estabilizado. Já o Belenenses vinha de uma derrota histórica frente ao Braga para a Taça de Portugal.

Mas vamos ao jogo jogado. Foi um daqueles jogos em que fica a sensação que uma equipa foi forte demais e a outra  fraca demais.

O Porto entrou a todo o gás, com a equipa a pressionar alto e a mostrar vontade de resolver o jogo cedo. Oliver, Herrera, Tello, Quaresma e Jackson formavam um bloco de pressão temível.

Mas um dos pontos mais interessantes deste jogo foi a clareza nos processos do meio campo. Na saída de bola, Casemiro é muitas vezes um terceiro central ao baixar no terreno para se posicionar entre Indi e Maicon. Oliver e Herrera alimentam-se das suas diferenças. Enquanto o espanhol baixa para iniciar a construção, o mexicano avança em profundidade para romper as defesas adversárias. E são muitas vezes Danilo ou Quaresma a ocupar o espaço do mexicano a meio campo.

Parece cada vez mais dinâmica a construção do jogo portista. Cada vez se vêm menos os passes sem sentido para a frente e cada vez se vê mais uma construção inteligente do jogo. As rotinas começam a aparecer.

Já o Belenenses parecia atordoado, apático e sem grande vontade de fazer o que quer que fosse.

Assim, o jogo tornou-se um caminho de sentido único, com o Porto a dispor dos espaços para jogar com qualidade e dinâmicas fortes. O golo esse foi uma questão de tempo. Numa boa jogada colectiva, Oliver abre para Herrera que cruza para Jackson. Simples, mas bonito.

As oportunidades sucedem-se e o Belenenses não acorda, mas é premiado por levar para o intervalo uma desvantagem de apenas um golo.

Na segunda parte, virou o disco e tocou o mesmo. O golo de Oliver só veio colocar uma pedra sobre um assunto que já estava morto e enterrado.

O ritmo do jogo portista só abrandou quando Oliver sai para dar lugar a Evandro. O Porto arruma as malas e gere até final. O Belenenses esse fez o seu primeiro remate aos 90 minutos e só cria perigo com a ajuda de Fabiano.

Evandro ainda marca num remate colocado e dá mais justiça ao resultado.

Vitória sem espinhas do Porto. Segue-se um jogo para a Taça da Liga, uma boa oportunidade para os menos rodados.


Análise individual:

Fabiano: Não esteve bem no pouco trabalho que teve. Podia ter dado um golo ao Belenenses.

Danilo: Bem a ajudar o ataque. Liderou a frente mais perigosa do ataque portista pela direita.

Maicon: No geral esteve bem. Evitou o golo do Belenenses com um corte fantástico.

Indi: O patrão habitual.

José Angel: Não lhe pesou a camisola. Uma boa exibição no ataque como na defesa.

Casemiro: Um jogo tranquilo, sem grande trabalho defensivo. Uma série de bons passes longos.

Oliver: Melhor em campo. É inevitável. Este formiginha trabalha muito, joga muito e é o motor deste Porto. Descobriu Herrera no 1º golo e marcou o segundo.

Herrera: Um grande jogo. Complementou Oliver na perfeição. Apareceu sempre a romper a defesa do Belenenses e a confundir as marcações.
Esteve em todo o lado.

Quaresma: Disse presente face à ausência de Brahimi. Mostrou tremenda variação no seu jogo, aparecendo muitas vezes em espaços interiores. E deixou a magia da trivela num lance genial.

Tello: Apagado na 1ª parte, melhorou na segunda, mas pareceu sempre com falta de confiança e algo trapalhão.

Jackson: A classe habitual, grande maturidade. Grande jogador. Abriu o marcador.

Evandro: Boa entrada em jogo. Acabou por marcar.

Quintero: Jogou numa ala e esteve bem. Mas o jogo já estava em ritmo de treino por essa altura.

Adrian: Uma boa arrancada.
 
Por: Prodígio


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