segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Expectativas e a realidade

#benfica #capela #FCPorto #HóqueiemPatins #BluePunisher


 No início da presente época futebolística tínhamos a impressão que o plantel colocado à disposição do novo treinador daria todas as garantias, e que finalmente haviam duas opções válidas e credíveis para cada posição em campo. Inclusivamente, ganhou corpo a ideia que em 2014/2015 o FC Porto tinha um plantel de luxo que permitia sonhar e encarar os objetivos propostos com otimismo.

Raramente na história do futebol sénior do Clube, foram satisfeitas praticamente todas as vontades e exigências de um treinador como Julen Lopetegui teve o privilégio de obter. Era para nós um dado adquirido que não seria por falta de qualidade do plantel que poderiam ficar comprometidos os objetivos pelos quais o Clube lutaria esta época.

O treinador sendo desconhecido e criando alguma curiosidade e até dúvidas era o elemento em toda a “equação futebolística” que mais interrogações levantava. A última época tinha sido uma completa desilusão e fracasso, falharam-se todos os objetivos, até o apuramento direto para a Liga dos Campeões. Não existia margem para um novo falhanço, muito menos com a mesma amplitude ou semelhante ao que aconteceu em 2013/2014.

A paciência dos adeptos tinha esgotado e a SAD do FC Porto sabia-o. Quando tomei conhecimento do nome de Julen Lopetegui e procurei saber mais do seu percurso enquanto treinador, receei tratar-se duma espécie de “Carlos Queiroz Espanhol”.

As expectativas para 2014/2015 eram as melhores dado o trabalho feito pela SAD, apesar da dúvida sobre o novo treinador, e a “delapidação inesperada” do plantel do clube do regime ainda reforçava mais as nossas esperanças e convicções. Existiam razões para estarmos otimistas e até para deixar-nos “levar nas asas dos sonhos”, assim o novo treinador soubesse transformar um plantel rico numa grande equipa.

Iniciou-se a competição oficial e assegurada a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões de forma competente e segura, calhou-nos em sorteio um grupo que foi rotulado como “fácil e ao nosso alcance”, onde tínhamos a obrigação de nos qualificar e talvez até de acabar em primeiro lugar.

Não concordando com parte do “rótulo” colocado ao grupo da Liga dos Campeões onde o FC Porto ficou inserido, pois a facilidade ou dificuldade de um grupo é vista com o decorrer da competição, era de fato um grupo à primeira vista ao nosso alcance, pelo que desta vez o sorteio nos tinha sido favorável.

Na fase de grupos desta competição o FC Porto cumpriu com distinção o que se esperava, tendo ficado muito próximo de igualar o seu recorde de pontos nesta competição, terminando-a sem derrotas e com um dos melhores ataques, o que é notável e de assinalar.

No plano interno com “as originalidades e vicissitudes” muito peculiares do nosso país, cada jogo realizado revestia-se de um duplo desafio. O FC Porto deveria ser capaz de superar as limitações próprias duma nova equipa em construção, com um novo treinador procurando conhecer a realidade competitiva do novo país para onde tinha vindo trabalhar.

Assim como, resistir e dar a melhor resposta às tentativas de desestabilização que eram mais do que esperadas, provenientes de arbitragens “habilidosas” e outras jogadas de bastidores provenientes de diversos quadrantes como por exemplo da comunicação social ou Liga de Clubes.

Infelizmente longe vão os tempos em que o Clube respondia aos ataques e tentativas de enfraquecimento do exterior com provas cabais de força, pujança, personalidade e garra. A nível interno a campanha até ao momento tem sido dececionante.

Existem várias explicações, a que mais interessa aos interesses instalados associados ao colo colo de Carnide é a de que as sucessivas experiências e rotatividade promovidas por Julen Lopetegui foram a causa da falta de estabilidade e regularidade do FC Porto e daí as perdas de pontos que sucederam, assim com a eliminação prematura da Taça de Portugal.

Não é por acaso que vemos e lemos com regularidade a defesa desta tese um pouco por todo o lado na comunicação social. É também uma estratégia para confundir a massa adepta do FC Porto e distraí-la da verdade e do que realmente está a suceder, criando também como efeito "secundário" uma crescente antipatia para com o novo treinador.

Se alguém sério e isento analisar o presente campeonato (nem vou incluir a Taça de Portugal nesta análise) e calcular os pontos ganhos ou perdidos com erros de arbitragens pelos três principais candidatos ao título, facilmente chegará à conclusão sobre quem tem sido o maior beneficiado.


Até o insuspeito e “nada Portista” Rui Santos da SIC há algum tempo atrás fez uma análise do género a que chamou algo do tipo “classificação real” e “classificação atual”, e concluiu que o FC Porto iria à frente sem os erros graves que têm marcado as arbitragens neste campeonato. Isto não deve ter caído nada bem ao regime. No entanto, não é uma surpresa para ninguém.

Hoje surgiram declarações do Presidente do FC Porto em que afirma ser mais fácil ganhar no bilhar porque não há árbitros assistentes. Saúdo uma reação por parte do dirigente máximo do FC Porto! Finalmente! Mas não será tarde de mais? Parece que o andor vai tão firme, formoso e seguro que só parará lá para Maio de 2015. Veremos o que isto dá, é insustentável que tudo continue como está, é demasiado escandaloso para não existirem consequências.

Apesar dos erros cometidos pelo estreante Julen Lopetegui no escalonamento dos onzes iniciais em alguns jogos, dos erros defensivos e falta de eficácia ofensiva da equipa do FC Porto em boa parte do campeonato disputado até ao momento, não é suficiente para explicar a desvantagem pontual de 6 pontos para o primeiro classificado.

A recente derrota no Estádio do Dragão ante ao colo colo de Carnide é um dos resultados mais mentirosos dos últimos tempos, para nossa grande infelicidade. O FC Porto produziu futebol mais do que suficiente para ganhar e até golear. A estrelinha da sorte sorriu aos visitantes, mas quem joga com 14 sempre tem maiores possibilidades de êxito.

Terei sido só eu a ver o Lima marcar o primeiro golo com a ajuda do braço esquerdo? A “poupança na amostragem de cartões” a jogadores do colo colo, como o Jardel, Maxi, o Samaris poupado a uma expulsão com um “simpático cartão amarelo”?

Para cúmulo dos cúmulos, comentadores afetos ao FC Porto (dizem eles!) armados em politicamente corretos (eu diria mansos idiotas úteis) vieram para a frente das câmaras de televisão admitir que tínhamos perdido bem aquele jogo, que o adversário tinha sido superior! 

É de bradar aos céus!

O que aconteceu ao espírito guerreiro que existia neste Clube, a começar nos dirigentes, que conseguiam propagá-lo pela “pirâmide organizacional” até chegar a aqueles que em campo vestem a nossa camisola? Será que tantos anos de sucessos amoleceram-nos, acomodaram-nos, adormeceram-nos de forma tão profunda que demoraremos anos a acordar?

Isto não é o FC Porto! É uma imitação de má qualidade! Porquê uma permanente tremedeira dos nossos atletas sejam defesas, avançados, médios, que sentem tanto medo de falhar, em vez de recear falhar, porque não viver com a excitação, com o sonho, com a magia de saber que podem triunfar, sorrir e ser felizes?

Não haverá falta de trabalho de acompanhamento psicológico aos atletas que vão chegando ao clube, de forma a conseguirem lidar com a responsabilidade e exigência de uma forma mais equilibrada e proveitosa para o Clube?

Infelizmente o hóquei em patins que era um dos baluartes do Clube caiu também em declínio, e demonstra constrangedores sinais de fraqueza nos momentos das grandes decisões nas provas em que está envolvido. Havia a esperança de que os erros do ano passado seriam corrigidos este ano e tudo seria diferente, começam a pairar nuvens cinzentas de dúvida quando a isso!

Se calhar estão a ser dadas demasiadas oportunidades a quem não sabe ou não é capaz de fazer melhor, refiro-me ao Tó Neves. De certeza que há outras opções válidas para assumir o comando técnico da equipa de hóquei. Com o Tó Neves cometemos a “proeza” de perder uma final europeia na nossa casa ante ao colo colo de Carnide, quando mais uma vez pecamos por falhas defensivas e falta de eficácia ofensiva. E isso parecendo que não é uma espécie de “fantasma” que persegue a nossa equipa de hóquei em patins.

Voltando ao futebol, Julen Lopetegui demonstra que acredita no seu trabalho e é corajoso, não monta estratégias ultra defensivas a apostar na “lotaria” ou seja, no erro do adversário, como alguns catedráticos da nossa praça que agora são muito elogiados. Curiosamente os elogios a este último vêm dos mesmos que no passado tinham três pedras na mão para atirar e desejavam o seu afastamento perante o estrondo de gigantescas derrotas. Enfim a hipocrisia do costume cá no burgo, nada de novo.

Esta atitude de Lopetegui poderá custar-lhe uma época de amarguras e deceções porque no plano interno com os campos inclinados que se têm visto, não basta ter os melhores jogadores e jogar melhor, há outros fatores a ter em conta. De forma habilidosa os homens do apito conseguem enervar e condicionar uma equipa, e se essa equipa é inexperiente e formada por jovens jogadores o cenário piora como é o caso do FC Porto.

Se Lopetegui jogasse à “Trapatoni” reuniria maiores possibilidades de sucesso por incrível que pareça neste futebol estranho que temos, não se expunha tanto ao risco, logo não estava tão vulnerável. Claro que não é isto que desejo, espero que o nosso treinador consiga estabilizar o futebol do nosso Clube, dar-lhe solidez, maturidade, competitividade, arte e beleza, de forma a dar gosto assistir aos jogos do FC Porto, chamando público aos estádios.
Não sejamos “líricos”, algo tem de mudar, temos de ser mais matreiros, pragmáticos, competentes nos jogos para conseguir os nossos objetivos, não só corrigindo erros defensivos mas também falta de eficácia ofensiva, o FC Porto tem de voltar a ser uma equipa que não falha no momento das grandes decisões.

É aqui que tem acontecido a diferença que nos tem penalizado tanto. Mesmo com os enormes e permanentes roubos que temos sido vítimas e os benefícios no sentido inverso ao colo colo de Carnide, fosse este FC Porto um Porto Vintage, nada nem ninguém nos impediria ou desviaria dos nossos objetivos.

Às vezes fico a observar os “pernas de pau” que compõem a defesa do colo colo de Carnide e fico intrigado ao pensar que nenhum deles é melhor que um atleta nosso em posição equivalente, mas nota-se a diferença quando estão em campo, exibem confiança (se é pela certeza do colo não sei!), não cometem os erros infantis que os nossos defesas cometem.
Os avançados deles também têm uma eficácia regra geral superior à nossa, admitindo que muitos dos golos sejam ilegais, não vemos dramas nas marcações de grandes penalidades e outras aselhices que temos tido do nosso lado.

Se calhar há falta de treino de situações de jogo específicas, o colo justificando muito, não pode servir de desculpa para justificar tudo.

Não basta insurgirmo-nos contra os benefícios dados aos outros se não conseguimos resolver os nossos próprios problemas e erros. O FC Porto tem sabido na “era Pinto da Costa” renascer das cinzas quando é necessário e fortalecer-se, ganhando embalagem para novas conquistas. É isso que desejo ver acontecer em 2015, o regresso do FC Porto com estofo de campeão, sem medo de ninguém, imparável, personalizado, forte e determinado.

Aproveito para desejar a toda a Família Portista um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, que traga o melhor para todos nós e muitas conquistas Azuis e Brancas.



FC Porto a vencer desde 1893!
A Chama do Dragão é Eterna!
FCP Sempre!






Por: BluePunisher
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