quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

FC Porto 3 - 7 regime - Que mais a dizer?


 O que se pode dizer quando uma equipa oferece 3 golos ao adversário? O que se pode dizer quando permitimos que um adversário fique isolado por 3 vezes frente ao nosso guardião? O que se pode dizer quando uma equipa dispões de 6 lances de bola parada e falha todos? O que se pode dizer quando uma equipa remata por muitas dezenas de vezes mas só marca 3 golos? Quando tudo isso se conjuga só podemos acrescentar que tivemos muito demérito na forma como perdemos. E que é grave que tal aconteça...

Mas vamos ao jogo. Pavilhão cheio. 2000 adeptos portistas. Todos com vontade de ajudar a equipa, apoiá-la e vê-la ganhar frente ao nosso rival. As nossas claques presentes e sempre a cantar, uma grande "exibição". Sobretudo depois do resultado de Domingo no estádio do Dragão, era para ganhar. Afinal somos o Porto. 

Começamos com mais bola, a querer mandar no jogo. A equipa adversária estava a acumular faltas. O jogo estava renhido mas pendia para o nosso lado. Não havia golos. 

Estamos sensivelmente a meio da primeira parte e Tó Neves começa a rodar a equipa. É uma prática habitual e que faz sentido na maior parte dos jogos dar a todos os jogadores de campo metade de tempo de jogo. Contra adversários mais fortes fica a questão se mais 3 ou 4 minutos por cada parte para aqueles que estão bem em jogo fará muita diferença...

O primeiro a saltar do banco é Hélder Nunes. Bem, diga-se de passagem. É um jogador diferente, com classe, que defende bem e nunca treme... 

Pouco depois o primeiro banho de água gelada. Hélder Nunes é um interveniente por acaso. O Porto está a atacar, Hélder Nunes remata e a bola vai ao poste (foram várias as bolas aos postes). e fica na posse de um jogador dos coisinhos com via livre para seguir até à baliza de Nelson Filipe. Faz golo. Uma mistura de falta de sorte pelo destino do remate de Hélder com desatenção nossa a permitir que o jogador adversário se isolasse.

Tínhamos de reagir mas notava-se que estávamos ansiosos. Cometemos mais erros. Perdemos a bola a sair da nossa defesa uma vez. Conseguimos resolver. Falhamos a 2ª. Também não deu golo. Falhamos uma 3ª e aí o adversário aproveitou. 2 - 0. Muito mais demérito nosso que mérito adversário. A fazer lembrar domingo...

Não demoramos muito a responder a este golo. Eles marcaram ao minuto 20, nós reduzimos no vigésimo primeiro minuto. Vitor Hugo (também começou no banco), bem ao seu jeito à boca da baliza a desviar para golo. Nunca o público tinha perdido a esperança mas este golo fez-nos acreditar ainda mais. 

Todavia, novo erro defensivo e novo golo do adversário a alguns segundos do término do primeiro tempo.

Já estávamos perto do intervalo e a reviravolta tinha de ficar para a segunda parte.

Voltamos dos balneários e tínhamos de recuperar. Mas entramos feitos meninos... Em 5 minutos sofremos mais 2 golos. O resultado ficava em 1 - 5. Inacreditavel.

A nossa equipa teve o mérito de nunca baixar os braços. Tentou, tentou, tentou. Rematou muito. Mas ou rematava mal, ou tinha azar e a bola ia ao poste ou o guarda-redes adversário defendia (fez uma boa exibição). 

Erros passados voltavam a mostrar-se. Entre cartões azuis e faltas (10ª, 15ª e 20ª) dispusemos de 6 lances de bola parada, fosse penaltis ou livres directos. 6! Falhamos todos! Falhou Reinaldo, falhou Caio, Falhou Hélder Nunes, falhou Rafa. Todos, uns atrás dos outros foram desperdiçados. É uma lacuna já vista. Num jogo pode-se falhar situações destas. Até é admissivel que num dia mau se falhem todas as chances deste tipo. Quando é uma falha já muitas vezes vista não é apenas azar... Falta de qualidade dos marcadores também não é de certeza. Urge resolver rapidamente este defito ou ainda podemos vir a sofrer (mais ainda) com isto. Importa dizer que os coisinhos tiveram 4 oportunidades e marcaram duas vezes. Eficácia muito diferente e revelador da importância destes lances. Tivéssemos nós tido a mesma eficácia e seria um jogo bem diferente. 

Hélder Nunes num dos seus remates de longe reduziu para 2 - 5 a 15 minutos do fim. Ainda era possivel e o Dragãozinho acreditava. A 5 minutos do fim o 3 - 5...

Esforço infrutífero. Após o 3 - 5 mais 2 golos sofridos (já com Edo na baliza que esteve bem).

No final 3 - 7. Um soco que doeu. Detestamos perder. Não admitimos perder contra estes. Perdemos, no espaço de uma semana, em duas modalidades e ambas em nossa casa. Não pode e não vai acontecer mais... Nas duas situações deixamos o rival afastar-se...

O jogo terminou e assistimos ao melhor da noite. O público do Dragãozinho continuava a cantar. Não deixamos de acreditar no título e semana após semana mostraremos isso. Esta equipa recebeu um voto de confiança. Merecido. Que faça por o aproveitar...

O próximo jogo é já este domingo. Recebemos o Paço D'arcos às 15h30. Não é necessário dizer que a vitória é essencial...



FICHA DE JOGO 

FC PORTO FIDELIDADE-BENFICA, 3-7
Campeonato Nacional, 11.ª jornada
17 de Dezembro de 2014
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 1.974 espectadores

Árbitros: Paulo Rainha (Minho) e Luís Peixoto (Lisboa)

FC PORTO FIDELIDADE: Nélson Filipe (g.r.), Pedro Moreira, Ricardo Barreiros, Caio e Jorge Silva
Jogaram ainda: Hélder Nunes (1), Rafa, Vítor Hugo (1), Reinaldo Ventura (cap.) e Edo Bosch (g.r.)
Treinador: Tó Neves

BENFICA: Guillem Trabal (g.r.), Valter Neves (cap.) (1, p.b.), Esteban Abalos, João Rodrigues e Carlos López (1)
Jogaram ainda: Carlos Nicolia (4), Diogo Rafael (2) e Tiago Rafae
Treinador: Pedro Nunes

Ao intervalo: 1-3
Marcadores: Carlos Nicolia (15m, 25m, 28m e 50m), Diogo Rafael (20m e 48m), Vítor Hugo (21m), Carlos López (26m), Hélder Nunes (35m) e Valter Neves (p.b., 45m)
Disciplina: cartão azul a Jorge Silva (28m e 50m), Carlos Nicolia (34m) e Esteban Abalos (44m)


 Por: Paulinho Santos








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