sábado, 13 de dezembro de 2014

No tempo dos Calabotes…

#benfica #Sporting #Joker

No tempo dos Calabotes
A vida corria bem…
Tudo amava, amén!
A família e os lingotes!

O bom chefe-de-família
Só gostava do tinto
E do benfica, não minto
Era Toda uma homilia!

Tudo ficava em casa
Na harmonia do lar
E c’o benfic’a ganhar
Podia bater-se a asa!

E se n’algum ano pior
O benfica não ganhava
Era Fátima que faltava
Na sua crença d’amor!

Ou então o Calabote
Que não send’o proficiente
Não marcava, o indolente
O penálti como mote!

Pois em sete golos
Apenas marcara quatro!
E um sofrera, já transacto
Num cruzamento aos molhos!

E um jogador que marcara
Até era simpatizante
Mas saltara adiante
Mal a boca lhe tocara…

E sem-querer…
Afinal marcar’o golo!?…
Bem o queria repô-lo
Não foss’o clube perder!…

Esse golo foi fatal
Pois apesar dos minutos
Qu’ao que consta foram muitos…
Tudo permaneceu igual…

E o Gama, já desfeito
Por não ser campeão
Ele que da CUF era então…
Um guarda-redes perfeito!

E nessa conjugação
De factores e resultados
O Palmeiro, vê como culpados…
Apenas o segundo guardião!

Que ao substituir o Gama
Evitou uns quantos golos!
Que de frangos, soube opô-los
Pr’a não ter a mesma fama!

E nada de grave ocorreu
Nesse tempo do regime
Onde pensar era crime
E o Benfica tod’o céu!

Por isso hoje o que passa
É que o clube batoteiro
Foi o Porto, o primeiro
Nesse processo por graça!

É que antes não havia
Um Procurador à deriva
E a Justiça productiva
Bem sabia a quem servia…

Era um tempo saudoso
Ond’a ordem era assente
Nesse pilar-presidente!
E o crime, não culposo…

Não existia corrupção
Nem trocas de favores!
Corruptos ou corruptores
Era obra de ficção!

Por isso s’o Calabote
Fosse corrupto, ladrão!
Era a Justiça, d’então
Qu’o tirava do pote!

E ao ser irradiado
Mais não se confirmou
S’ele alguém ajudou
Não foi por ser encarnado!

Foi por então estar míope
E favorecer o vermelho…
Qu’o seguro morreu de velho:
Como ao Regime, o clube!



Por: Joker
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