domingo, 4 de maio de 2014

FC Porto 1 - 3 Barcelona - Ainda não foi este ano

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O FC Porto discutiu hoje de manhã o título da Liga Europeia de Hóquei. O jogo decorreu no palau Blaugrana, casa do nosso adversário da final, o Barcelona. Eles eram favoritos, jogavam em casa e têm dominado o hóquei patinado europeu nas últimas décadas. Nós estaríamos mais uma vez na final, a 11ª da nossa história e que vencemos pela última vez no longíquo ano de 1990. Sonhávamos recuperar algo que já merecemos, o título de Campeões Europeus. Ainda não foi este ano...






Tal como aconteceu ontem, Tó Neves apostou no 5 esperado. Sem surpresas, é o 5 que o nossso treinador costuma apostar para iniciar as partidas.

Continuando nas semelhanças com o jogo das meias-finais, o jogo também fica marcado pelo estudo mútuo das equipas nos minutos iniciais. Conscientes da dificuldade do jogo nenhuma das equipas se expôs ao risco e nenhuma estava disposta a ceder o controlo ao adversário. Assim foram uns minutos iniciais mornos, com o perigo a ser raro em ambas as balizas. Os primeiros 5 minutos registaram apenas um lance de relativo perigo para cada lado, mesmo o adversário tentando rematar mais.

Estava um jogo muito equilibrado, pese embora as estatégias diferentes escolhidas por cada uma das equipas. O conjunto espanhol a tentar circular mais a bola, ataques mais longos mas a encontrar dificuldades para alvejar a baliza de Edo Bosch. Nós com uma defesa compenetrada e segura para depois jogar mais directo no ataque, recorrendo mais vezes a situações de 1*1. 

Até meio da primeira parte foi assim que se manteve este encontro. Tó neves tinha já iniciado a habitual rotação dos jogadores de campo com Vitor Hugo e Caio a renderem Reinaldo Ventura e Jorge Silva.

As verdadeiras oportunidades eram escassas. Vitor Hugo ia conseguindo inaugurar o marcador num gesto igual a um dos golos da partida da véspera. Aproveitar um passe frontal para desviar. Ontem resultou, hoje saiu uns milimetros ao lado. Dispusemos ainda de um par de contra-ataques em que conseguimos rematar. Contudo um saiu ao lado e outro o guardião adversário defendeu bem.

Suspeitava-se que um golo só poderia surgir num lance individual ou numa jogada fortuita. Foi a 2ª opção e infelizmente a sorte bafejou a equipa catalã. A 7 minutos do inervalo, um remate de muito longe, quase um bombear a bola para a área de tão fraco saiu. Caio tentou desviar e traiu Edo Bosch. Azar, muito azar.

Tó Neves pediu um desconto de tempo e pediu serenidade à equipa. Faltava muito para jogar, não era altura para arriscar. Defender bem, sair rápido em contra-ataque sempre que possivel. Se não for, rodar a bola com tranquilidade. Sempre que possivel tentar o remate de longa distância. Foram estas as directrizes do nosso técnico.

Até ao intervalo o resultado não mudou. Recolhemos aos balneários a perder pela margem minima.

Recomeço do jogo e notou-se logo uma diferença. O ritmo. O Porto entrou muito ra´pido e estava a começar a estar por cima no jogo.

Aos 2 minutos deste 2º tempo a 10ª falta da equipa adversário. Livre directo. Seria Hélder Nunes a entrar e tentar marcar, ele que ontem tinha tido sucesso num lance destes. Vamos lá Hélder! O nosso jovem craque parte para a bola, finta para a esquerda e corta para a direita sem nunca perder a distância da baliza e assim ganhar ângulo. O guarda redes foi iludido pela mudança de direcção, Hélder Nunes tinha a baliza com ângulo para marcar. Atira e GOLO! Mais uma vez Hélder Nunes a corresponder. Está a fazer uma excelente época e afirma-se a cada dia como um dos melhores jogadores portugueses. Um craques destes com apenas 20 anos... 

Voltava tudo à estaca 0. Tudo igual num jogo muito equilibrado.

O equilibrio verificava-se até nas faltas. Logo após o livre directo de Hélder Nunes, nós atingimos igualmente a 10ª falta. na marcação Edo brilhou uma vez mais, defendeu o lance. Muito bem o nosso guardião. 

O jogo mostrava algumas mudanças estratégicas do nosso lado. Os ataques eram agora mais pausados e de maior duração. Continuávamos bem defensivamente. Uma defsa um pouco mais atrás do que é normal na maioria dos jogos, menos expostos e a fechar bem as linhas de passe. Alguns cortes foram excepcionais, como por exemplo um de Caio em plena área quando o adversário já pensava em rematar. 

Estávamos a caminhar para os 10 minutos e era altura de voltar a rodar a equipa. Caio e Hélder Nunes já estavam em campo. 

O Porto criava as maiores oportunidades e até se mostrava superior. Ricardo Barreiros quase marcava depois de se isolar. 

Infelizmente tudo desabou. Por culpa nossa. Excepcionais até então na defesa cometemos erros graves que saiem caro a este nível. 

Estavam decorridos 14 minutos e uma inacreditavel desatenção colectiva deixou um jogador adversário sem marcação. Ainda estava a uns metros da nossa baliza, mas tinha de ter marcação. O remate entrou no ângulo superior esquerdo da baliza de Edo. Frustrante, recuperamos no marcador, estávamos mais perigosos na altura e um erro destes deita tudo a perder.

A equipa tentou reagir e dar mais velocidade ao jogo. Hélder Nunes sofreu falta para azul que não foi assinalada e teve de voltar ao banco. 

Estávamos nós mais uma vez a tentar recuperar no marcador e a tentar encetar mais um ataque à baliza adversário quando, aos 19 minutos, acontece novo erro clamoroso. Pedro Moreira era o jogador mais recuado, os companheiros esperavam um passe. Ele tentou fintar e foi desrmado, que deixou o jogador do Barcelona isolado para marcar o 1 - 3. Uma infantilidade!

Nunca mais voltamos ao jogo. Até ao fim até foi o adversário a dispor da melhor ocasião em mais um livre directo a punir a nossa 15ª falta. 

Apito final. Tristeza imensa. Ainda não foi este ano. Perdemos novamente na final. 

Agora foco nos outros objectivos, sobretudo campeonato. Não pode fugir, tem de ser nosso. Todos os jogos serão uma batalha tremenda que temos de superar. Todos, sem excepção. A começar já na recepção ao Mealhada na próxima 4ª feira. O jogo é às 21h.



FICHA DE JOGO

FC Porto Fidelidade-FC Barcelona, 1-3
Liga Europeia, final
4 de Maio de 2014
Palau Blaugrana, em Barcelona

Árbitros: Franco Ferrari e Alessandro Eccelsi (Itália)


FC PORTO FIDELIDADE: Edo Bosch (g.r.), Pedro Moreira, Reinaldo Ventura, Ricardo Barreiros e Jorge Silva
Jogaram ainda: Caio, Vítor Hugo e Hélder Nunes
Treinador: Tó Neves

FC BARCELONA: Egurrola (g.r.), Marc Gual, Matías Pascual, Pablo Álvarez e Sergi Panadero
Jogaram ainda: Reinaldo Garcia, Marc Torra e Xavier Barroso
Treinador: Ricard Muñoz

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Reinaldo Garcia (18m), Hélder Nunes (28m), Xavier Barroso (39m)  e Marc Torra (44m)




 Por: Paulinho Santos




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