domingo, 25 de maio de 2014

O futebolista da actualidade

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Habituei-me a ver jogadores carismáticos e plenamente imbuídos da mística do FC Porto tais como o João Pinto, Jaime Magalhães, Fernando Gomes, Jorge Costa, Fernando Couto, Paulinho Santos, André entre muitos outros (incluindo estrangeiros que encarnaram na perfeição o espírito do Clube), e muito por culpa destes grandes Portistas e Desportistas fiquei “mal habituado”.








O mundo, e consequentemente a sociedade e o futebol mudaram muito, especialmente na última década e meia, o futebol deixou cada vez mais de ser um desporto e cada vez mais um negócio e um espetáculo cada vez mais mediatizado e mais apetecível ao nível global.

Sempre tive dificuldade em aceitar e tolerar jogadores que só olham para o seu “umbigo”, demonstram uma irritante ingratidão, egoísmo e avidez muitas vezes desmedida ou imprudente.

É legítimo a qualquer futebolista, ou qualquer trabalhador aspirar a mais e melhor, a um melhor contrato, um desafio maior, a exercer a sua atividade em instituições de renome mundial e naquelas que são referências mundiais. Perfeitamente legítimo, aceitável e normal.Algo que sempre existiu e existirá não só no mundo do futebol como no restante mundo profissional.

É exasperante observar como ainda na vigência dum contrato, durante uma época desportiva onde importantes objetivos para a entidade patronal (clube) estão a ser disputados, atletas que deveriam ter tento na língua, principescamente pagos a quem normalmente não falta nada, começam a afirmar que gostariam de jogar neste ou naquele clube, ou nesta ou naquela liga.

Querem dar o salto, “por favor não me cortem as pernas” ouvimos e lemos muitas vezes! Compreendo que não será alheia a influência dos chamados “empresários de jogadores” ávidos de lucro rápido, fácil e substancial, a aconselhar (muitas vezes mal) futebolistas a forçarem saídas dos clubes onde militam ou a pedir revisões e melhorias de contratos como condição de permanência num clube.

Este tipo de situações sendo mais propícia nos períodos em que as janelas temporais para transferências decorrem, infelizmente tem-se observado fora dessas janelas temporais. Em situações onde um atleta não saiu conforme esperava e por zanga ou amuo desdobra-se em declarações que deixam clara a intenção de ir embora, desconforto por ter ficado ou ambas.

Está tudo bem se existir um equilíbrio entre as duas partes, não tenho nada contra transferências de futebolistas entre clubes, desde que o clube vendedor seja devidamente recompensado e respeitado pelo futebolista que assim pretende cessar o vínculo contratual em vigor.

Há várias formas de sair dum clube e a forma como acontece define o carácter, maturidade e o saber ser e estar de alguém. Felizmente no FC Porto muitos dos atletas que nos deixaram saíram a bem respeitando o Clube e Adeptos, deixaram saudades e nunca “cortaram o cordão umbilical que têm ao clube”, acabando mesmo por voltar.

Não sendo ingénuo, sei que já não existe o tal amor à camisola “à moda antiga”, seja dum atleta com nacionalidade Portuguesa ou estrangeira (ainda mais improvável neste caso), e aceito a tal ambição e objetivos legítimos de melhoria das condições de vida e profissionais atuais.

O verdadeiro problema surge quando certos atletas não estão “com a cabeça cá”, fazem exibições pobres, muitas vezes numa sequência de jogos que parece não ter fim, falta-lhes motivação, entrega, concentração, embora muitos disfarcem com profissionalismo irrepreensível (quando o têm).

A partir do momento em que um clube decide não transferir um atleta sabe com certeza que corre riscos, no entanto há decisões que têm de ser tomadas de acordo com os melhores interesses do clube pelo que muitas vezes há vendas que não são oportunas.





Como exemplos recentes no FC Porto do descrito anteriormente, lembro-me do Fernando, Jackson Martínez e Mangala. Não tivemos esses atletas a render o habitual (apenas o Fernando escapa) e isso teve impacto nos resultados desportivos, onde todos ficaram a perder, Clube e atletas, pelo que não venceram e não lhes permitiu valorizarem-se mais.





Não caem igualmente bem declarações como as do Quintero em que considera que a época foi positiva, como é que pode ter sido positiva?! Naturalmente o Quintero fez esta avaliação apenas focado nos seus interesses individuais, uma vez que conseguiu jogar alguns jogos a titular com algumas boas exibições e golos e foi chamado ao Mundial no Brasil.

O Mangala por exemplo há tempos afirmava que estava concentrado no Mundial e não tinha interesse em comentar ou pensar em saídas para outros clubes. Alguns dias depois já diz que quer ir para o Chelsea.

Finalizo com um atleta que quanto a mim foi a maior desilusão desta época agora terminada, o Jackson Martínez. Claramente exibiu-se muito abaixo do que pode e sabe fazer, e do que lhe é exigível.

Passou a maior parte da época a “sonhar” com uma transferência para outro clube, foi proferindo declarações dando a entender que queria sair, que não sabia quanto tempo ficaria, foi adiando a renovação, que acabou por não acontecer apesar de vários anúncios que estaria por dias (estranho no mínimo). Foi-se “arrastando em campo” sendo apenas um figurante, e foi falhando de forma impensável golos “feitos” o que não é normal nem aceitável num avançado do seu nível.






A situação do Jackson está num ponto em que claramente é recomendável a sua venda (que não poderá ser ao desbarato). Conforme já percebemos este atleta só quer saber dos seus interesses, e é capaz de passar uma época amuado com o Clube, com boas exibições e com os golos. Não nos interessa alguém assim no FC Porto, pois seja vendido!





No futuro para minimizar situações de desgaste, mau ambiente e frustração de expectativas, convém que exista o bom senso de saber gerir as expectativas dos atletas que estão no Clube e outros que vão chegando.

É fundamental explicar e demonstrar com exemplos concretos os casos de sucesso no Clube doutros valorosos desportistas que por cá passaram, e como com naturalidade esses conseguiram os contratos de sonhos noutras paragens cumprindo a sua missão por cá e “saindo pela porta grande”. Não resolverá todas as situações ou acabará em definitivo com estas ocorrências, mas ajudará a “sanar o ambiente”.




Por: BluePunisher
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