segunda-feira, 5 de maio de 2014

Liga Zon Sagres, 29ª Jornada; Olhanense 2 - 1 FC Porto

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Chafurdar e miopia

Este FC Porto é uma total vergonha. Até já se grita nas bancadas, por alguns, os livres de pensamento e que não comem da gamela.


Olhanense vs FC Porto




Mas este FC Porto vai mais longe, chafurda na sua própria mediocridade. Não tem vergonha na cara. Perde contra o último. Pior, leva banho de bola do último classificado, uma amálgama de jogadores de diversas nacionalidades, que não obedecem a qualquer critério desportivo, mas meramente de entreposto comercial. E sai de campo interrogando-se como não foi goleado pelo último classificado, ainda pingando do lodo da mediocridade onde chafurdou o jogo todo.





Jogadores que se arrastam em campo, como se os seus principescos salários lhes pesassem nos bolsos. A bola passa ao lado, deixa-a ir. Correr? Está calor. O relvado era uma vergonha? Vamos fazer uma exibição mais vergonhosa ainda. E não se passa nada. Porque este FC Porto vive amordaçado, amarrado e distante daquele FC Porto onde o autocarro era virado de rodas para o ar quando a vergonha caía na rua. Agora, chafurda-se na vergonha, na mediocridade e na incompetência. Chafurda-se a bom chafurdar. E nada se passa.

Este FC Porto tem duas vitórias fora desde o início de 2014. Perdemos mais fora que Nacional e Estoril. Que vergonha mais nos espera? Isto é indigno do FC Porto e a SAD nem a cara dá!


Olhanense vs FC Porto


Mas se já não bastasse o que basta, eis que se atinge o limiar da pura estupidez. Tozé estreia-se no FC Porto este ano, após uma época de alto rendimento na B. Titular, com empenho e alegria no jogo, que a esmagadora maioria dos seus colegas ignoram ou se esforçam para não ter. Vai daí, Luís Castro, ex-treinador do FC Porto B, coordenador da formação do FC Porto, mentor e ideólogo do projecto “miopia!”611, chega ao intervalo, vê a sua a perder e manda o menino tomar banho. Quando um homem da formação faz isto a um dos activos da formação, acabou! Lamento, acabou! Não só o Luís Castro, treinador, director, ideólogo, o que quiserem, mas também toda a estrutura que o suportava, a começar em Joaquim Pinheiro. Acabou.



Não deixo de sublinhar, em jeito de ironia. Reyes e Maicon passaram o jogo a meter água. Do outro lado, Ricardo Ferreira, formado no FC Porto, sólido perante Jackson. “Miopia!” 611.



Análises Individuais:

Fabiano – Nada podia fazer nos golos e ainda evitou que a contagem fosse maior.

Danilo – Mais um jogo patético, onde defendeu mal e atacou pouco melhor. Esforço zero.

Ricardo – Correu mal, Femi ganhou muitos lances, mas nunca virou a cara à luta. Bateu-se até ao fim, jogando numa posição onde faz o que pode e a mais não é obrigado.

Reyes – Exibição absurda. Foi comido por todos os avançados da Olhanense, numa exibição de tal forma apática e amorfa, onde só lhe faltou chorar. Nem um pingo de raiva, brio ou determinação.

Maicon – Afinou pelo mesmo diapasão. Faz um penalti ridículo, perdoado pelo árbitro e andou desorientado o tempo todo. Perdeu todos os lances para Lucas. É obra.

Fernando – Está a 90 minutos de se ir embora, de férias e de partida para outras paragens. Agora, até já sabe que nem conta para a FPF. Se já andava a diesel, agora está quase parado. Joga o suficiente, sem se esforçar muito. Isto anda uma desgraça e não vai ser ele, muito menos agora, a meter mão nisto.

Carlos Eduardo – Actuação patética. Nem se mexeu. Já não digo correr, lutar, jogar. Mexer! Tem talento, mas a sua atitude competitiva é deplorável.

Herrera – É um jogador num tal estado rudimentar que chega a impressionar. Tem talento, bastante até, como se vê no golo que marca. Mas falha o básico, tão repetitivamente e de forma tão catastrófica, que chega a ser exasperante vê-lo jogar. Precisa de anos de crescimento, não temos esse tempo.

Varela – Tem um lance, já na segunda parte. Tudo o resto é vácuo. É um jogador a mais no plantel do FC Porto há duas temporadas. Ameaça, um dia, sentar-se em campo. Só lhe falta isso.

Tozé – O melhor em campo. Mesmo que não o tenha sido, merece ser. Por tentou e muitos nem sequer se deram ao trabalho. Porque meteu prazer onde a maioria meteu enfado. Porque ainda lutou, outros nem suaram. O que lhe fizeram ao intervalo é lesa-FC Porto.

Jackson – Tal como Fernando, anda em regime poupança. O Mundial espreita, há uma condição física a gerir e por cá já não se luta por nada. Nem pelo título de melhor marcador, que lhe vai cair no colo. Deixou-se levar no marasmo e logo se juntou à desfaçatez colectiva de fazer figura de corpo presente.


Quintero – Trouxe pouco ou coisa nenhuma. Numa equipa que não funciona, não há solução.

Kayembe – Trouxe alegria. Só isso bastou para se destacar dos restantes.

Licá – Acabou por ser a melhor entrada em campo. Meteu velocidade e algum drible onde só tinha existido Varela, ou seja, quase nada.




Ficha de Jogo:


Olhanense: Vid Belec; Sampirisi, Ricardo Ferreira, Kroldrup e Jander (Luis Filipe); Obodo e Lucas Sousa; Femi Balogun, Rui Duarte e Paulo Sérgio (Regula); Dionisi (Mehmeti).
Suplentes:Ricardo, Vítor Bastos, Luís Filipe, Celestino, Regula, Vojtus e Mehmeti
Treinador: Giuseppe Galderisi

FC Porto: Fabiano; Danilo, Maicon, Reyes e Ricardo; Fernando, Herrera e Carlos Eduardo (Quintero); Tozé (Joris Kayembe), Jackson e Varela (Licá).
Suplentes: Kadú, Abdoulaye, Defour, Quintero, Licá, Kelvin e Joris Kayembe
Treinador: Luis Castro

Árbitro: Cosme Machado


Por: Breogán
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