segunda-feira, 5 de maio de 2014

Apatia…

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Comigo por África
(Continente amado)
Esse resultado
Da prova doméstica
Deixou-me apático
Descrente na época
Como uma écloga
De travo dinástico:

Ond’o império
Do reino crescente
É invadido por gente
Sem gosto ou critério!
E a prova de fogo
Dessa decadência
É a incompetência
Da dignidade em jogo!

Pois só os valores
Se podem sobrepor
Ao insólito torpor
Destes “jogadores”
Sem móbil ou símbolo
Onde s’ostentar!
Procuram “lutar”
Sem âmago, d’umbigo!

E mesmo c’as forças
Fossem desiguais
Com guerreiros banais
Vestidos de moças
Sabemos c’o espírito
Por bem prevalece
No que nos enobrece:
“Morrer” com mérito!

Por isso a derrota
Não significa perder!
E nela se pode aprender
Da vida, essa rota
Que nos leve ao sentido
Máximo desta vida
Seja alegre ou sofrida
Prevalece esse espírito!

Só isso nos traz
A lógica incessante
Duma vida a jusante
Qu’a morte perfaz!
E o que nos resta
No percurso lavrado?
O presente, o passado
Qu’o futuro atesta!

Nem sempre subir
Significa vencer!
Na descida há poder
Que nos faz insurgir!
Mas o toque de graça
Qu’a derrota nos serve
É o carácter que ferve!
E no futuro, a raça!

E nisto a apatia
No meu continente-mãe
Por saber que mais além
O meu clube perdia…
Não que me do’a derrota
Como probabilidade!
Mas sim a indignidade
D’o saber como nota!

Excerto de rodapé
Como notícia comum
Um jogo, mais um!
Como rácio ou maré
Uma fatalidade!?
Uma lei da física
Uma análise estatística
Destituída de vontade…

Onde o aspecto fulcral
Seja essa possibilidade
Não como probabilidade
Mas um registo habitual!?
O que num clube rebelde
Habituado a combater
Significa PERDER
Mais c’um jogo, a pele!

Não no campo, no símbolo
Qu’o ostenta orgulhoso
Um Dragão Majestoso
Cujo porte altivo
Se vê prostrado na lama
Da nossa rendição!
De toda uma Nação
Que já não reclama….

E pior que perder
É esta sensação
D’apatia, negação
Como um cego por ver!
E acreditar que se muda
Como antes se fez!
Porque sim, é à vez?
E tudo isto resulta?

Como caímos tão fundo
Depois do apogeu?
O qu’o império perdeu
Foi mais qu’o seu mundo!
Foi essa dignidade
Como força de carácter:
O baluarte do “Prater”
E de Sevilha, a “vontade”!


E é nisto qu’assenta
A força dum “povo”
Na derrota, um” todo”
Na vitória, um penta!
Por isso é comunicar
A quem de direito
Qu’o símbolo no peito
Só a quem LUTAR!


Por: Joker
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