segunda-feira, 19 de maio de 2014

Julen Lopetegui e o “Reset”

#FCPorto #Benfica #Portugal #PintodaCosta #Lopetegui #BluePunisher






Ontem estive a fazer uma retrospetiva mental de 2013/2014, e parece que afinal a culpa de tudo o que de mau aconteceu ao nível do futebol sénior no FC Porto foi do Paulo Fonseca. Alguém leu ou ouviu falar de alguma cabeça ou cabeças a rolarem na SAD do FC Porto?






Não seria uma medida indispensável depois de tamanha hecatombe promover mudanças na SAD do FC Porto? Será que certos elementos que gostam de aparecer na linha da frente nos momentos de glória com o seu “sorriso pepsodent” para a fotografia, são uma espécie de suprassumo do dirigismo desportivo, intocáveis e insubstituíveis?

Como não sou de ficar por meias palavras ou insinuações chamarei os “bois pelos nomes”: Antero Henriques, Adelino Caldeira e Alexandre Pinto da Costa. O que trouxeram estes senhores de bom ao Clube ou que ações tão meritórias tiveram que perante o tremendo abalo sentido nesta época finda, resistem e permanecem (até quando?)?

Sendo certo que não são estes senhores que treinam, escalonam convocatórias, definem as táticas para os jogos assim como as substituições, têm grande influência no planeamento e decorrer de uma época desportiva. São os chamados “homens sombra” do Presidente, que naturalmente tem de delegar responsabilidades.

Pelas contratações que fazem e não fazem, pela lógica e estratégia de construção de um plantel, e no decorrer da época no saber gerir as diversas sensibilidades resultantes de várias personalidades distintas dos jogadores que fazem parte do plantel, e duma realidade cada vez mais crítica: Saber lidar com os seus empresários.

Ecoam por aí rumores que o Atsu, Iturbe, Rolando e outros só não ficaram no FC Porto porque o Antero Henriques não se dava bem com os empresários destes jogadores. O empresário do Iturbe fez referências por mais do que uma vez a esta situação em jornais desportivos. Valendo o que vale, normalmente onde há fumo há fogo.

Ora, a ser verdade, o Sr. Antero Henriques como funcionário assalariado do clube não pode nem deve colocar questões pessoas na gestão desportiva diária do clube, e se não é capaz de efetuar essa separação, é mais uma razão para abandonar a FC Porto SAD.

Encontrado o “bode expiatório”, os dirigentes da FC Porto SAD lavaram as mãos como Pôncio Pilatos, e assim aparentemente como que por magia decisões inconsequentes, mau planeamento e outros erros inaceitáveis “evaporaram-se”, e como os adeptos têm memória curta, tudo está bem agora. Será mesmo assim? Se calhar o abalo foi tão forte que tão cedo os adeptos não esquecerão nem perdoarão.

E Julen Lopetegui como irá encaixar-se neste “tabuleiro de xadrez”? Terá reais poderes e condições para regenerar o futebol sénior do Clube, de promover uma espécie de “reset”, um início “limpo”, livre de vícios, maus hábitos e armadilhas? Nas entrevistas dadas a jornais desportivos insistiu na ideia de que “de futebol só eu é que falo, decido e planeio” ou algo do género.

Espero bem que assim seja pois será ele que trabalhará com os atletas diariamente e será o responsável máximo pelos resultados que irão surgir. Lopetegui parece-me uma pessoa inteligente que não aceitaria outro tipo de solução, naturalmente que ele percebe os riscos que corre num cenário ou noutro. Veremos se quem está dentro da FC Porto SAD respeita esta vontade e não tenta “fazer pela vidinha” com comissões e afins, impingindo contratações que não servem os reais interesses do Clube. O fato de não existirem mudanças na FC Porto SAD não me tranquiliza minimamente.

Será que esta época traumática que findou provocou uma real mudança de mentalidades e as pessoas estão convencidas que nada poderá ser como dantes, sob pena do “filme repetir-se”? O tempo dirá. Para bem do Clube e felicidade dos adeptos tomara que sim.

A próxima época para além de muito difícil será em teste de fogo a todos no FC Porto, todos têm de remar para o mesmo lado, e trabalhar sempre em prol dos reais interesses do Clube e não para satisfazer caprichos, conveniências ou agendas pessoais.

Já todos vimos do que o “sistema” é capaz para levar ao colo o clube do regime. Não há vergonha ou moralidade vale tudo até tirar olhos para aquela gente, que usa de forma vã, diria mesmo obscena, burlesca e jocosa uns “sound bites” que dão muito jeito tipo “verdade desportiva”, “introduzir moral no futebol português”, “regenerar o futebol português”, etc., como se não fossem claras as suas intenções e objetivo final.

O fim justifica os meios. Não tenhamos dúvidas que as tendências da arbitragem continuarão em 2014/2015 semelhantes às de 2013/2014. Se o FC Porto der sinais de fraqueza cedo tentarão cavar um “fosso pontual” para com os clubes da capital de forma a afastar-nos da corrida ao título.

Unidos somos fortes e a união aliada ao trabalho sério e competente tem sido a fórmula utilizada para o nosso sucesso, é tempo de deixar de lado vaidades, teimosias e egos e abraçar com garra, energia, paixão e motivação extra a nova época para que no final tudo seja Azul e Branco.




Por: BluePunisher
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