quinta-feira, 7 de junho de 2012

Quo Vadis Seleção Portuguesa (CRÓNICA)







Ao contrário do que tem acontecido em outras participações da nossa seleção nacional de futebol em eventos europeus e mundiais, quer-me parecer que desta vez o sentimento que orienta a maioria do povo português se manifesta de uma forma menos entusiasta, com sérias dúvidas numa representação condigna com os nossos pergaminhos desportivos, ou ainda, devido aos últimos resultados menos conseguidos nos jogos de preparação, que podem indiciar algumas lacunas em determinados setores da equipa e levantar alguns fantasmas que pareciam estar esquecidos.






No entanto, para os nossos jogadores, equipa técnica e direção da FPF, tudo parece rolar sobre os carris da boa disposição desmedida e na confiança nas suas reais capacidades, como comprova a sua estadia e estágio em Óbidos, onde no último dia todos podemos assistir a um cortejo de coches alegóricos, transportando os jogadores e respetiva comitiva em delírio como se de uma festa se tratasse, que para quem não esteja bem alinhado com esta forma muito peculiar de a FPF encarar este tipo de manifestação popular, que terá um pouco a ver com a nossa filosofia de vida e cultura do nosso povo, ao deitar os foguetes antes de a festa estar concluída, até se poderia confundir com os festejos legítimos e finais de uma participação da seleção que todos nós desejamos e ansiamos que seja repleta de êxitos, mas sempre salvaguardando as diferenças e as distâncias entre o querer e o fazer.


Entretanto, ao contrário das nossas tomadas de decisões extemporâneas, os nossos adversários têm pautado as suas ações desportivas e sociais por uma linha ponderada, discreta e sem euforias desmesuradas, concentrando-se num estágio mais fechado à comunicação social e a tudo que os rodeia, não sendo de estranhar que por exemplo, a Alemanha já se encontre em terras polacas há bem mais tempo do que a nossa seleção para se habituar à mudança e ao clima do país, enquanto a nossa seleção ainda gozava alguns uns dias de lazer antes da partida para o Europeu.  








Uma vez que estou a escrever esta crónica antes do primeiro embate com a Alemanha, este meu comentário não se deverá ler como um ataque puro e simples à nossa seleção, tem sim como principal objetivo alertar a quem de direito, para alguns acontecimentos que a meu ver, não me parecem condizentes com o profissionalismo e o comportamento que os mesmos exigem, e ainda para mais sabendo nós que apesar das dificuldades que o nosso país atravessa, há indicações que a estadia em terras polacas da nossa comitiva é tida como a mais onerosa de todas as seleções presentes.





Por fim, e tendo em conta que todos temos um pouco de treinadores de bancada, no confronto direto com a Alemanha devido ao seu poderio do meio campo, talvez não fosse má ideia iniciar o jogo sem um avançado centro de raiz, jogando com Cristiano Ronaldo e Nani soltos no ataque para surpreender o adversário, e reforçando o nosso meio campo com a entrada de outro médio de características mais ofensivas, que poderia muito bem ser Hugo Viana, para travar as investidas da Alemanha pelo centro do terreno onde são bastante fortes, e aproveitar a sua qualidade de passe longo em prol dos nossos dois avançados de raiz atacante.



Por: Natachas
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