domingo, 24 de junho de 2012

A cronica do jogo «OJOGO»: FC Porto 2 - 0 E. Amadora (PENTA)






Em dia de festa, tudo correu conforme o esperado para os Portistas. Afinal eram eles os donos do arraial. Com o Penta assegurado desde a semana passada, os adeptos do Azul e Branco queriam fechar a época com uma vitória, se possível com pelo menos um golo de Jardel e ver Carlos Manuel e Costinha engrossarem a lista dos campeões. Apesar da boa réplica do Estrela da Amadora, que nunca se rendeu nem prestou vassalagem, tudo aconteceu conforme o desejado: a vitória não teve discussão, Jardel apontou o segundo e é rei do remate certeiro na Europa, Carlos Manuel jogou a segunda parte quase toda e Costinha dividiu com Vítor Baía a maior ovação da tarde.



No dia da consagração, Fernando Santos apresentou a sua melhor equipa, com Nelson no lugar do lesionado Secretário. Curiosamente, o lateral-direito foi o único Portista que não pintou o cabelo, o que fez dele notado, pois de outra forma…

Apesar do ar sério emprestado à partida – e as marcações individuais movidas pelo Estrela da Amadora muito para isso contribuíram -, o jogo estava talhado para ser de festa, como a plateia (48.234 espectadores) o exigia. Os golos demoraram a aparecer e, antes de se concentrarem na baliza de Hilário, os Portistas tiveram de se desconcentrar da equipa de arbitragem, que assinalava foras-de-jogo a torto e a direito.
Bem organizado, o Estrela da Amadora defendeu com bastante acerto – excepção feita para os últimos minutos – e até merecia ter saído das Antas com um golito, pois Lázaro e Pedro Simões estiveram à beira de marcar. Vítor Baía gorou os intentos do primeiro e a barra os do segundo.


Drulovic inaugura








O primeiro tento dos tetra campeões surgiu aos 38’ e pertenceu a Drulovic, que recebeu um passe de Jardel, ladeou Hilário e marcou de pé… direito. Um golo há muito procurado. Pela equipa, neste jogo, e pelo jugoslavo, há muito mais tempo.
A segunda parte teve como novidade as substituições. Enquanto Jorge Jesus foi refrescando a equipa para manter a capacidade de luta da sua equipa, Fernando Santos distribuiu prémios de consolação. João Manuel Pinto entrou ao intervalo para o lugar de Aloísio, pouco depois Carlos Manuel – esteve a milímetros de marcar um golo – rendeu Rui Barros e a dez minutos do fim Costinha foi ocupar o lugar de Vítor Baía, que mais tarde revelaria uma invulgar capacidade para conduzir o carro-maca.






Apesar da troca de campo e de fiscal-de-linha, Capucho continuou com dificuldades para ver os companheiros dar seguimento ao seu futebol de arte. Tantas vezes as bandeirolas foram levantadas que Capucho, ocasionalmente no lado esquerdo, recebeu o passe de Zahovic e caminhou com a bola, só o oferecendo a Jardel quando já não havia hipóteses de ver a jogada abortar por interferência de terceiros.
Com um resultado tranquilo, os Portistas deixaram-se ficar à espera do final do encontro e o Estrela carregou um pouco no acelerador, acercou-se algumas vezes com perigo da área Portista, mas seriam os campeões a desperdiçar, nos minutos finais, três ocasiões flagrantes.




Tudo lógico

O FC Porto venceu o jogo com a mesma lógica com que somou mais um título à série. Foi mais forte, jogou melhor – ainda que só a espaços, tal como no campeonato – e marcou os golos de que necessitava. Tudo simples, fácil e justo. O Estrela da Amadora bateu-se bem, como a generalidade das equipas do campeonato, mas ficou-se por aí.

A diferença entre Portistas e a concorrência ficou expressa na tabela classificativa, que só reflecte os resultados do que se passou nos relvados. O jogo de ontem de diferente só teve a festa, a casa cheia, a emoção anunciada e não conquistada a golos. De resto foi um jogo paradigmático, que espelhou o campeonato Azul e Branco. Ficou também a promessa da continuidade, um até já, porque Agosto está aí não tarda nada.



Ficha do Jogo:

Árbitro: Emanuel Câmara, AF Funchal – Árbitros assistentes: Celso Pereira e João Gomes
Estádio das Antas, no Porto – Relvado: Muito Bom – Tempo: Pouco nublado – Espectadores: 48.000

FC Porto:Vítor Baía (Costinha, 83’); Nelson (CA 64’), Aloísio (J.M. Pinto 45’), Jorge Costa, Esquerdinha; Peixe, Capucho (CA 68’), Rui Barros (Carlos Manuel 57’); Zahovic, Drulovic e Jardel (CA 31’)
Supl. não utilizados: Chainho e Quinzinho

Estrela da Amadora: Hilário; José Carlos, Jorge Andrade Rebelo, Raul Oliveira; Kenedy (CA 37’), Sérgio Marquês (Miguel 67’); Pedro Simões, Stênio (Júlio 81’) e Capitão (Fonseca 75’)

Golos: 1-0, por Drulovic aos 38’ e 2-0, por Jardel aos 66’


Estatísticas do jogo:

Remates: FC Porto 9 (4 para fora, 3 na direcção do guarda-redes e dois para golo - Estrela 16 (9 para fora, 2 interceptados, 4 na direcção do guarda-redes e 1 ao poste)
Posse de bola: FC Porto 26 minutos - Estrela 23 minutos
Ataques: FC Porto 34 – Estrela 34
Cantos: FC Porto 8 – Estrela 4
Cruzamentos: FC Porto 20 – Estrela 13
Foras de jogo: FC Porto 14 – Estrela 3
Tempo útil de jogo 49 minutos – Tempo total de jogo 96 minutos


Árbitros:

Música de Câmara

Emanuel Câmara chefiou um trio de “pára-quedistas” que caíram na festa do Penta. Os fiscais mostraram não conhecer muito a regra do fora-de-jogo e o próprio árbitro – pode alegar em sua defesa ter sido perturbado pelos acompanhantes – apitou muitas vezes ao contrário. Ficou por marcar um penalti contra o Estrela. Por mão de José Carlos (34’), mas nada estragava a festa.
Fonte: Jornal " O Jogo"










Por: Nirutam
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