domingo, 30 de abril de 2017

De vida ou morte

Dura Lex, Sed Lex!?


De vida ou morte...

Mantemos a porta 
Semi-aberta, 
E continuamos à espreita...
Mas "Inês já está morta...".

Já está sentenciado 
E fechado a sete chaves,
O Campeonato das aves 
Sem "apito dourado"...

Não há justiça 
Desd'a fronteira de Chaves,
E alguns lugares são enclaves 
Da própria madraça...

Portugal unitário
E uno?
E bom aluno 
Desd'o ensino primário?

Estamos entregues
À "bicharada",
Qu'a nossa história foi tomada 
P'los "berberes"...

Os Almorávidas 
Marcaram a divisória do Tejo,
E contam com franco cortejo
De gentes ávidas...

Querem o tetra
Os ditos "mouros", 
E já colhem louros 
Comprand'o Panamera...

Esse flop "berbere"
De dezoito milhões,
Já encomendou aos vendilhões 
O Porsche, p'lo qu'aufere...

Pr'a comemorar 
Este campeonato, 
Que já é um facto 
Ainda por demonstrar...

Esta gente tem 
Tudo preparado, 
Porque no futebol jogado 
Não são ninguém!

Coitado do Maximiliano 
Que depois de dois anos,
Ainda não sabe que por oito anos 
Jogou noutro meridiano...

No clube do regime Almoáda,
Da cartilha, da madraça
Em que podia fazer caça
Sem lhe acontecer nada...

E depois d'adoptar outra fé,
Já sabe, ao fim de duas épocas,
Qu'é expulso p'las mesmas faltas 
Em qu'outrora punh'o pé!?

E sabe, com certeza,
Que se trajasse d'encarnado,
Tinha, com'o Luisão, outro fado 
No assalto à fortaleza!

Querem tomar-nos o castelo 
Na maior aleivosia,
Qu'o Pizzi tem montaria 
Pr'a cavalgar de camelo!

Qu'é animal que muito dura 
Sem beber um pingo d'água,
E aguenta tanta mágoa 
No deserto da fartura...

Qu'ainda vai chegar a Meca
Sem passar p'la Medina,
E ainda vai a Pristina,
E tudo durante uma época!!!

E cavalga sempr'a eito 
Sem cair lá do camelo,
Porque nunca vê um amarelo 
Por defeito!?

São os milagres de Deus!
São as aparições de Fátima!
É um penálti por época,
E os amarelos, ateus!!

É a chave do Alcazar 
Que tudo pode nesta taifa,
É a premissa desta Raf(i)a
Que tudo pode comprar...

E quem acha 
Que vão fechar a sete-chaves
Os assassinos dos enclaves...
Não conhece o Paxá!?

Ele tudo pode e quer
No seu sultanato, 
E era um assassinato 
Qu'o ia demover!?

Se na sua sublime porta (18)
Eregiu um alto-império,
Era um "cristão" doutro hemisfério 
Que lhe dav'a letra-morta!?

Não, a (i)legalidade
É a força dos meios,
E os impérios têm enleios 
D'impunidade!

Podem morrer "cristãos"
E descer Cristo à Terra,
Qu'a expansão à finisterra 
Não se fina com acórdãos!!

A não ser contr'o herético
Qu'em vez d'árabe falou francês,
E o Meirim, no seu maltês
Tomou por colérico...

Francês de perdigotos,
Como lá escreveu o Tiago,
Porque tinha sido bem pago 
Pelos seus homozigotos!...

Mantemos a porta aberta
Contra esta xistralhada, 
E o Miguel-da-vida-airada 
Que na Pedreira estava alerta!

Esta escumalha dos bilhetes,
Dos vouchers, dos RED PASS,
Que sem vergonha de classe 
Ainda quer mais outros fretes!!?

Contra esta gentalha 
Do "conselho", da "disciplina"!!...
Que se perdem esta maratona
Lhes cai a muralha!

Cai o alcazar,
Caem os grãos-vizires,
Caem os emires 
De par em par...

É a derrocada 
De tod'a madraça,
E tiram-nos a mordaça 
Da nossa "intifada"!

Se perderem o certo,
O que já estava escrito,
Descerá de novo Jesus Cristo
Ao campo aberto...

E jogar-se-á a sorte 
No campo d'Ourique,
Que há ainda quem acredite 
Que não é de vida ou morte!?...

Joker
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