segunda-feira, 10 de abril de 2017

Panfleto "Futurista"



Já não há palavras...

Panfleto "Futurista"

A impunidade 
É o traço do meu país, 
Um mal de cariz 
Do pov'a metade...

Eles, seis milhões,
Mandam nisto tudo,
E vencem no escudo 
Das falsas punições...

São um Estado 
Dentr'o da nação, 
E tod'o lampião 
Se tem ilibado!

Podem agredir,
Ceifar pr'a vermelho,
Qu'o seguro não morre velho 
S'alguém os punir!

Não há um máximo castigo,
Uma expulsão directa, 
E a via é aberta 
Por um árbitro amigo...

Em país de corruptos 
Ving'a porta 18,
Porque o país está num oito 
D'assaltos!

Ele é políticos,
Banqueiros, empresários,
E os seus honorários 
De gritos!!

Pode um país evoluir 
Na mentira, no engano,
No roubo, e num falso plano 
Pr'o recosntruir?

Pode vingar a ética 
Na impunidade instucional,
De quem se diz maior que Portugal 
Na sua "genética"?

Pode um país crescer 
No legado de Salazar, 
E num exemplo de governar 
O poder pelo poder?

Podemos ter orgulho 
Ao se vencer por condição, 
Porque aquela agremiação 
Vive do esbulho?

Podemos festejar 
Um título com soberba,
Porque se faz um tetra 
Na arte de roubar?

Ter um Tiago,
Um Capela, um Ferreira,
Um(a) Janela ou um Ferrari
Já pago?

Não há vergonha
Nem nobreza d'alma,
Quando esta gente clama
Que ganha!?

O país é isto, 
Esta condição!
O benfica é uma lição 
Dum curso já visto...

Toda esta cartilha 
Dum qualquer vendido,
Porque escrev'o enredo 
De toda esta armadilha...

A esses candidatos 
Das forças ocultas,
Que nos regem em batutas 
Os pactos!

Os grupos secretos 
Que tudo dominam,
E qu'ainda nos ensinam...
Os espertos!

Polítcos de pacotilha 
Formados na TV,
Pr'a se votar em qualquer
Na camarilha!

Somos governados 
Por esse imenso regime,
Qu'ali na tribuna assiste ao filme 
Dos censurados...

E perant'o roubo
Ainda emprestam dinheiro, 
Porque no plano financeiro
Eles são tal povo!

Muitos milhões 
Sem reais garantias, 
Porqu'os créditos são as vias 
De tais campeões!

E vencend'o benfica 
Ganh'o regime,
E o povo segue firme 
No qu'acredita!

Esta sistemática manipulação
De factos, 
E querem campeonatos 
Em tal competição?

É est'a sociedade 
Da democracia?
É est'a verdade que se queria?
A impunidade?

Ver o Luisão 
A bater em tud'o-que-mexe,
E que ninguém o ache...
É alienação!

Esta gente o que quer,
Não é a liberdade, 
É simpesmente a impundade 
D'o ser!!

Este povinho 
Não quer a igualdade, 
Quer viver na singularidade 
Do vinho!

Bêbados de vitórias
Amorais e indecorosas, 
Ainda as querem gloriosas 
Na ressaca d'euforias...

E quem não está nisto 
Tem que s'emigrar, 
Tem que s'apoucar,
Porque já está visto?

Tem que se calar 
Perante este Estado,
Tem que ser expatriado 
Pr'a poder ganhar?

Corja de lampiões 
Que nos aliena,
Porque Perdigão perdeu a pena,
Já o dizia Camões...

Esse que, esfaimado, morreu
Por escrever poesia, 
Porqu'a nação não o sentia 
Seu!?

Esta nação de intrujões,
De traficantes, corruptos, 
E de poetas devolutos 
Às mesmas canções...

Joker

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