quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

“Portugalidade”


(Chorou-se o Rio
Como Rui,
E como isso nos dói…
A P*** qu’o P****!)

Queria entrar
Onde embargou…
E o que se chorou
Por s’o ver barrar!?

Que não há Direito,
E legitimidade!?
Por na edilidade
Ele ter bem feito…

E ao ter proscrito
O clube da cidade,
Na “portugalidade”
Já se tem por perito!

E por conferencista,
Ia ao Dragão!?
Falar com entoação
No palco portista!?

Vinha o Diabo
Trajado a político,
E o animal, por mítico,
Ver-se subjugado?

E nisto dar razão
A quem o convidou?
E qu’ele aceitou
Pr’a dar a lição!?

Só d’o imaginar
Em sagrada terra,
Qu’a placa descerra
Por não ser seu lugar

Era um atentado
Ao sonho de Porto,
Pois que vivo, antes morto,
Vê-lo lá sentado!

A esse cretino
Que lá nos deu guerra,
Quando a própria terra
Nos cedeu o cimo!

Que nem uma janela
Virada à esquina,
Pr’a s’o ver em cima
Campeão por ela!

Por essa cidade
O feito europeu,
E só a Câmara escondeu
A sua edilidade!

E dos “Aliados”
Passou-se ao Dragão,
Pois nessa razão
Eram odiados…

Era pr’a esquecer
Esta personagem?
E com que coragem
S’o podia ali ver?

Nesse desrespeito
Pelo nosso brasão,
Queria este c****
Ali pôr-se a jeito?

E com todos gozar
Por mera simpatia,
E lá o que diria
Ao conferenciar?

De sorriso aberto
Ver ali o Rio!?
A abrir o pio
No nosso “coberto”?

Que vá pr’a capital
Como candidato…
E faça um pacto
Por um bem igual!

E met’o futebol
Fora da política,
Como em si s’explica
Como um ideal…

E s’o campeão
Lá for de Lisboa,
Não se faça a loa,
Nem o Panteão!

Qu’ele é corrido
Nessa mesma hora,
E só se vai embora
Depois de servido!

Ali na esplanada
Dessa edilidade,
Pois qu’a “portugalidade”
A tem preparada…

E se se recusar
A participar na festa,
Nada mais lhe resta
Que não abdicar!

Pois que’a nação
Não esquece os heróis,
E sem futebóis
Quem dá us’ao Panteão?


Por: Rui Rio 
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