quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Impróprio para cardíacos!


Depois do empate na visita ao terreno do Sporting Covilhã no Domingo, o FC Porto B recebeu e venceu o Farense por 4-3, num jogo cheio de emoção, que contou com uma reviravolta fantástica dos jovens dragões.

Luís Castro tinha algumas baixas para esta partida, desde logo a ausência de Gudiño (que foi com a equipa principal à Madeira), mas também a ausência do melhor marcador da equipa, André Silva (castigado).

Assim, registaram-se algumas alterações no onze em relação ao jogo com o Sporting Covilhã. João Costa voltou à baliza, Lichnovsky reforçou o centro da defesa, Pité voltou a ser opção como lateral esquerdo, Tomás rendeu Omar no meio campo e Leonardo teve nova oportunidade no centro do ataque.

A primeira parte foi muito complicada para o FC Porto B. O Farense apresentou-se com uma defesa muito compacta e baixa, deixando 1 seta (Harramiz) sempre preparada para o contra ataque.

O Porto tentou jogar o seu futebol habitual, mas este foi quase sempre um exercício de atirar uma bola a uma parede. Pior que isso... a bola pareceu muitas vezes um bumerangue. Durante a primeira parte o Porto teve sempre mais bola, mas as três principais oportunidades de golo pertenceram ao Farense. E dessas três... duas resultaram em golo.

Dois golos madrugadores. O primeiro com Harramiz a explorar aquele que foi o calcanhar de Aquiles do Porto, Pité. De facto o lateral adaptado nunca conseguiu acertar com o posicionamento defensivo e Harramiz agradeceu.

O segundo golo, no entanto, nasce pelo lado direito. O Farense aproveita a passividade da defesa portista. Um golo muito facilitado onde Victor Garcia, Chidozie, Tomás e Lichnovsky ficaram à espera do Pai Natal...

Do lado do FC Porto, apenas um remate de Leonardo causou perigo relativo.

E assim chegou o intervalo. Preocupava o rumo do jogo.

Mas a segunda parte foi outra história. E essa história começou no banco. Luís Castro retirou Tomás e Ismael Diaz e colocou em campo Omar Govea e Gleison. Foi da noite para o dia.

Gleison vestiu o fato de diabo à solta e contagiou a equipa com a sua velocidade e criatividade. Omar Govea fez a outra parte, parou os contra ataques do Farense, recorrendo ao seu posicionamento impecável.

O golo do Porto não foi surpresa para ninguém e até serviu para a redenção de Pité. Um golo de livre em que o guarda redes do Farense é muito mal batido.

Mas contou e sobretudo reforçou e muito a moral dos jovens dragões que acreditaram sempre. E o segundo golo chegou mesmo. Victor Garcia cruzou da direita, Leonardo não segurou, mas Rúben Macedo acabou por ser derrubado. Penalti para o FC Porto e Leonardo não desperdiçou. Como resultado da falta o jogador do Farense foi ainda expulso.

A equipa cada vez acreditava mais que podia chegar à vitória e um dos melhores em campo acabou mesmo por fazer o 3-2. Rúben Macedo marcou de cabeça a responder a mais um belo cruzamento de Victor Garcia.

Estava feito o mais difícil, mas a equipa queria mais. Depois de Rúben Macedo já ter falhado isolado, desta vez Pité serve Gleison que coroa uma grande exibição com um grande golo. 4-2.

Nem o golo do Farense na sequência de um canto manchou a tarde que foi de glória.

O FC Porto B segue assim isolado na liderança do campeonato com mais 7 pontos que o segundo classificado.


Análise individual:

João Costa: Uma grande defesa impediu o 0-3. Não pode ser culpado nos golos sofridos.

Victor Garcia: Uma 1ª parte ao nível da equipa, fraco. Na 2ª metade subiu de produção e acaba com 2 assistências.

Chidozie: Divide com Lichnovsky alguns erros, mas acabou por ser o menos mau.

Lichnovsky: Alguns erros que resultaram do seu mau posicionamento. Fica ligado directa ou indirectamente aos 3 golos sofridos.

Pité: Uma 1ª parte para esquecer. Posicionamento defensivo muito fraco, com culpas directas no 1º golo sofrido. Demasiado complicativo, agarrou-se muito à bola. Em abono da verdade ninguém ajudou ou fez dobras. Agradeceu a entrada de Omar que lhe deu mais protecção. Marcou o 1º golo.

Tomás: Apático e sem o alcance que a posição exige. Saiu ao intervalo e não deixou saudades.

Francisco: O mais esclarecido do meio campo. Mais uma boa exibição que equilibrou o momento defensivo com o momento ofensivo.

Graça: Alternou grandes jogadas, com individualismo em excesso. Foi demasiado complicativo, mas deixou tudo em campo.

Ismael: Passou ao lado do jogo, sem espaço e sem ideias.

Ruben Macedo: Um dos melhores e mais consistentes. Conseguiu sempre desequilibrar com a sua velocidade e finta curta. Marcou o 3º golo e foi determinante no segundo.

Leonardo: Fez um bom jogo dadas as circunstâncias. Lutou e teve bons pormenores. Marcou de penalti.


Omar Govea: Essencial. Veio trazer estabilidade à equipa segurando o meio campo. A sua tendência em não complicar foi um bónus.

Gleison: Melhor em campo. Endiabrado, contagiou a equipa com a alegria do seu futebol. Muito bem quer em jogadas individuais quer em jogadas colectivas. Marcou o 4º golo.

Cláudio: Sem tempo.



FICHA DE JOGO

FC PORTO B-FARENSE, 4-3
Segunda Liga, 18.ª jornada
2 de Dezembro de 2015
Estádio de Pedroso

Árbitro: Hélder Lamas (Braga)
Árbitros assistentes: Nélson Cunha e Pedro Costa
Quarto árbitro: João Sousa

FC PORTO B: João Costa; Víctor García, Chidozie, Lichnovsky e Pité; Tomás Podstawski, Francisco Ramos (cap.) e João Graça; Ruben Macedo, Leonardo e Ismael
Substituições: Tomás Podstawski por Omar Govea (46m), Ismael por Gleison (46m) e Ruben Macedo por Cláudio (90m+1)
Não utilizados: André Caio, Rodrigo, Verdasca e Sérgio Ribeiro
Treinador: Luís Castro

FARENSE: Bento; Hugo Ventosa, Ubay, Felipe e Diogo Coelho; Delmiro, Ponck, Bilro (cap.) e Osama; Tiago Leonço e Harramiz
Substituições: Tiago Leonço por Rambé (75m), Osama por Bruno (77m) e Diogo Coelho por Irobiso (80m)
Não utilizados: Ricardo, Thomas, André Afonso e Marco Sousa
Treinador: Antero Afonso

Ao intervalo: 0-2
Marcadores: Harramiz (3m), Osama (8m), Pité (55m), Leonardo (72m, de g.p.), Ruben Macedo (78m), Gleison (83m), Felipe (85m)
Disciplina: cartão amarelo a Bilro (43m), Delmiro (45m), Diogo Coelho (54m), Gleison (89m); cartão vermelho directo a Hugo Ventosa (71m)



Por: Prodígio 



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