sexta-feira, 4 de março de 2016

O atual e o futuro FCP






O atual e o futuro FCP



Como portista convicto e incondicional que me prezo de ser, como será imperioso e óbvio e à boa maneira de Jacques de la Palisse, quero sempre que a minha equipa ganhe, independentemente de a mesma estar a passar por um bom ou mau momento de forma.


Durante um longo período de anos todos nós portistas de gema, estávamos habituados aos êxitos quase sistemáticos do nosso clube, aproveitando alguma incúria e má gestão desportiva dos nossos tradicionais rivais da 2ª circular, e por outro lado, é bom que se diga, beneficiando do valor do plantel da nossa equipa que não dava hipóteses aos nossos adversários, pois eramos de facto muito superiores em toda a linha desportiva. O problema é que ao que transparece pelo menos nos dois últimos anos, o FCP deixou de ser aquela equipa a que todos estávamos habituados, uma equipa bem estruturada em termos da construção do seu plantel, bem dirigida por uma equipa técnica competente, e por último, com capacidade de liderança e de gestão no futebol indígena.

Ao invés, os nossos adversários e rivais perceberam o que estava errado na sua gestão desportiva, e passaram da teoria à prática com relativa expressão de êxitos mediáticos, deixando o FCP numa situação desportiva a que já não estávamos habituados há muito tempo, e que muitos de nós ainda hoje não aceitamos nem nos conformamos por não sermos campeões há dois anos seguidos. 

E mais uma vez o problema é que a história desportiva nos indica que não há nem pode haver vencedores perpétuos, mas sim, ciclos de maior ou menor hegemonia desportiva, o que obrigará o nosso clube a breve trecho, a preparar-se de novo para superar a hegemonia do Terreiro do Paço, se quiser voltar à liderança do panorama desportivo em Portugal, mas para isso, para além de uma boa gestão desportiva, uma escolha criteriosa do seu plantel, uma excelente equipa técnica bem enquadrada com os pergaminhos do clube, terá também de saber usar de uma forma quase perfeita os milhões que todos os anos gasta na aquisição de novos reforços.

Para isso na minha ótica, precisa de apostar em dois ou três jogadores de inegável categoria internacional, que venham a ser mais-valias para o clube no imediato em termos internos, e num futuro próximo em possíveis transferências de que tanto temos necessidade para colmatar problemas de tesouraria, filosofia desportiva de gestão de recursos humanos que o FCP sempre soube com mestria executar.

Neste sentido, há que ter a coragem de dizer olhos nos olhos, que um clube que tem capacidade financeira para contratar e apostar 20 milhões de euros num jogador como Imbula, também deverá, ou melhor dizendo, terá toda a obrigação de se apetrechar de pelo menos um jogador de área de inegável qualidade, o que na minha ótica não acontece no atual plantel do FCP, pois na minha opinião, e oxalá que me engane, por muita vontade e raça que jogadores como Aboubakar, Suk e Marega possam patentear em campo, não me conseguem convencer de todo, deixando órfão uma posição no terreno extremamente importante e capital, e que sempre esteve bem servida ao longo dos últimos anos no FCP.

Mas para que isto se concretize é preciso capacidade financeira e boa gestão desportiva, e essencialmente na opção de compra de novos reforços, que deverão ser escolhidos através de pinças cirúrgicas para não voltarmos a cometer alguns erros de casting, ou então, mas vale enveredar pela aposta da formação, pois não é por acaso que a equipa B se encontra com todo o mérito em primeiro lugar da segunda liga portuguesa.

Há de facto na equipa B jogadores de inegável qualidade que se lhe derem as mesmas oportunidades, não tenho dúvida alguma que poderão ser os nossos futuros reforços, sem termos de gastar quantias elevadas em contratações de risco, e o filão está mesmo ali ao nosso dispor e sem custos avultados para o clube, jogadores como Vitor Garcia, Chidozie, Francisco Ramos, Tomás, Graça, André Silva, Ismael e Gleison, a que podemos juntar mais alguns que temos emprestados e que já demonstraram que têm categoria para jogar no FCP, Raúl Godiño, Diego Reyes, Rafa, Leandro Silva, Mikel, Quintero, Otávio, Ivo Rodrigues, Gonçalo Paciência, Ricardo Pereira entre outros.


Não seria pois descabido de todo em termos de comparação entre o binómio, qualidade / vencimento, por exemplo, trocar jogadores como José Angel por Rafa, trocar Cassillas por Raúl Godiño ou até adquirir João Miguel do V. Guimarães, fazer regressar jogadores como Otávio e Quintero, já que continuamos a estar carecidos de jogadores para a posição que os dois costumam ocupar no terreno e que há muito tempo andamos à procura, e ao mesmo tempo fazer regressar ao seio da nossa equipa jogadores com o rótulo e o carisma que sempre foi apanágio no clube de, “ Jogadores à Porto”, para não continuarmos a ver com a braçadeira de capitão no braço, jogadores que antigamente era uma situação impensável acontecer no seio da equipa do FCP, pelo carisma e portismo que o clube patenteava e fazia cumprir com rigor.

Por: Natachas


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