sexta-feira, 24 de março de 2017

Querer é poder!


Querer é poder!

Tudo acontece 
Quando tem que ser, 
Pois querer é poder
No que nos engrandece!

E se muito queremos 
Quem pode obstar?
Se se continuar,
Vencemos!

É questão de dias,
É questão d'horas,
E não há nisto demoras 
Quand'o já sentias!!

Vai acontecer,
Não há volt'a dar!
Podem lá gritar 
Que não podem perder...

Qu'a nossa vitória 
É puro sincronismo, 
E não há populismo 
Que nos negue a História!

Vamos, sim, vencer (!)
Contr'o obscurantismo, 
E em tal sincronismo 
A razão de ser!

Não há volt'a dar 
Ao que lá está escrito,
No registo bendito 
Que nos teimam tirar!

Mas sinto qu'a verdade
Desce sobr'a Terra,
E o sistema de rega 
Ligado à electricidade...

C'o corte vai ser
Na conta da luz,
E apaga-se a Luz
Pr'a ninguém a ver!

À nossa conquista 
Em terra de "cego",
Qu'ali tudo é "negro"
Perdida a "vista"...

Ninguém vai querer ver
A nossa vitória, 
E a nossa maior glória 
É lá ir vencer!!

Ao salão de festa
Da capital do reino, 
Em ritmo de treino, 
Qu'o benfica empresta...

E no sincronismo 
Do nosso empate,
Se faz o resgate 
Com maior cinismo...

É vê-los inchar 
Depois de vazios, 
E de Lisboa, aos "tios",
Querê-los a papaguear...

Tudo s'aproxima 
Pr'a bater a hora certa, 
E está tudo alerta - 
Quem está por cima...

Fazem-se de fanfarrões
Com verbos d'encher,
Mas nisto, ao perder,
Parecem balões...

Vai a prolongamento
O gordo, vazio, 
E é vê-lo sem pio 
Em tal vazamento...

Encerra-se a nação
Por falta de notícias, 
E todas as agências 
Fazem voto de negação!!

É o sincronismo!
É a fatalidade!
É a própria civilidade 
Que cai no turismo...

E a cidade imperial
Entregue a estrangeiros,
Qu'os portuguses são os primeiros 
A renegar Portugal!!

Não ganh'o benfica,
Lá perd'a nação,
E do norte um campeão?!
Alguém abdica!!

Lá vai o nosso Regente 
Viver para Espanha, 
E o tetra na entranha, 
Já dissolvente...

É o sincronismo 
Do nosso desporto, 
Qu'o rei se faz morto 
Em tal clubismo...

E fecha-se a fronteira 
Ali no Mondego,
E vai tudo pr'o emprego 
Na segunda-feira...

C'um grande melão 
Num país de cabeçudos, 
E o reino dos orelhudos 
Quase-campeão....

Que pena!
Que fatalidade!
Não há continuidade 
No esquema...

E sem o colinho 
Dos "bem-aventurados",
Estes encarnados 
Jogam (jogo) rasteirinho...

Nad'a fazer 
Contr'o nosso destino, 
E tod'o sincronismo:
Querer é poder!

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